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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Entrevista de Aécio Neves presidente do PSDB ao jornal O Globo : "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou"


Entrevista de Aécio Neves ao jornal O Globo : " Para a direita não adianta me empurrar que eu nao vou"


Aécio diz que vai ser oposição vigilante e fiscalizadora para que os escândalos não sejam “varridos para debaixo do tapete - O Globo / Pablo Jacob


Aécio Neves: ‘Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou’
Senador tucano reafirma que não irá abdicar do papel de oposição e que PT enfrentará “oposição conectada com a sociedade”
POR MARIA LIMA, LYDIA MEDEIROS E SILVIA FONSECA


RIO - Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?

A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?

A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?

Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?

Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?

Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?

Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?

O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?

Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?

Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?

Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.

Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?

Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?



É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.


Fonte: : http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-neves-para-direita-nao-adianta-me-empurrar-que-eu-nao-vou-14512157#ixzz3IfxzSfEz

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Candidato Aécio Neves : "Derrota não apaga o brilho do futebol brasileiro"


Aécio: " Derrota não apaga o brilho do futebol brasileiro"





O candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) recorreu nesta terça-feira, 08, à redes sociais para comentar sobre a derrota da seleção brasileira para a Alemanha na Copa do Mundo. "Como torcedor e como brasileiro, compartilho a frustração que estamos todos sentindo. Uma derrota sofrida, difícil de entender, mas que não apaga o brilho do futebol brasileiro e muito menos do nosso povo", escreveu o tucano após a partida em sua página oficial do Facebook.

"Apesar do resultado, envio o meu abraço aos nossos jogadores, à comissão técnica e a todos que lutaram para colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. Dessa vez não deu, mas vamos em frente! Outras vitórias virão!", acrescentou. Acompanhado da filha, Aécio esteve na última sexta-feira no jogo das quartas de finais do Mundial em que a Alemanha derrotou a França no Maracanã. ...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Entrevista do candidato Aécio Neves : "Quero um governo honrado e decente!"




Entrevista de Aécio Neves : "Quero um governo honrado e decente!"


Entrevista do candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves

"Um governo honrado e decente, que melhore a qualidade da saúde pública, da educação e da segurança, principalmente que dê mais esperança para as pessoas".

Sobre o governo desejado pela Coligação Muda Brasil.

Um governo honrado e decente, que melhore a qualidade da saúde pública, da educação e da segurança, principalmente que dê mais esperança para as pessoas. Quero construir isso ao lado do senador Aloysio Nunes, do governador Geraldo Alckmin e do senador José Serra. Espero daqui a três meses estar pintando outro olho [referindo-se ao boneco da sorte].

Sobre o risco de baixo nível na campanha.

Campanha para mim não é uma guerra. Campanha é a oportunidade de defender as ideias nas quais você acredita. Vamos fazer uma campanha decente, propositiva e de alto nível, acreditando na capacidade das pessoas discernirem aquilo que é correto e aquilo que não é. A nossa melhor companhia durante essa campanha é a verdade. A verdade e a coragem para fazer o que precisa ser feito. Estou extremamente honrado com essa oportunidade e, principalmente, com os companheiros que estão ao nosso lado nessa empreitada. Iniciando a nossa campanha eleitoral, oficialmente, ao lado do governador Geraldo Alckmin, do senador José Serra, ex-governador do estado [de São Paulo], [senador] Aloysio Nunes, e de tantos companheiros é a demonstração que temos um projeto coletivo a ser implementado no Brasil. Não vai nos faltar a coragem e a disposição de debater todos os temas com quem quer que seja. Acreditando que o Brasil merece um governo melhor do que está tendo, mais eficiente, mais ético e, sobretudo, mais corajoso para fazer aquilo que, infelizmente, não foi feito nos últimos onze anos.

Sobre a importância do Festival do Japão.

São Paulo já é conhecida como a maior cidade japonesa fora do Japão. A cultura japonesa está enraizada na nossa. São seis gerações de japoneses e descendentes, que vem ajudando o Brasil a ser o que é hoje, seja no agronegócio, na indústria e nos seus valores.

Sobre seleção e Neymar.

Estou me organizando para ver o jogo terça-feira em Belo Horizonte. Agora é raça, não é? É o coração na ponta da chuteira. Todos nós lamentamos profundamente a perda do Neymar e a não punição do atleta que fez aquela entrada quase criminosa no maior atleta brasileiro. Mas o Brasil será capaz de se superar. Agora, cada jogo é um grande desafio. Estava dizendo ontem, é uma pedreira que cada um de nós terá pela frente, mas a torcida vai fazer a diferença. Acho que o Brasil vai vencer a Copa do Mundo e vai vencer em cinco de outubro, iniciando um novo ciclo de desenvolvimento e de decência na vida pública brasileira.

Sobre eleições 2014 e Copa do Mundo.

O vamos mostrar no nosso tempo de propaganda é o sentimento dos brasileiros, que estão cansados de tudo isso que está aí. Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição. Não. O brasileiro está suficientemente maduro e consciente para perceber que são coisas absolutamente diferentes. Vejo uma tentativa de uma certa apropriação desses eventos para o campo político. Vamos debater em qualquer campo todas as nossas propostas. A campanha eleitoral para mim não é uma guerra, é uma oportunidade de nós apresentarmos as nossas propostas. Vamos fazer isso com transparência.

Terei como maior aliado e como minha mais importante companhia, em toda essa caminhada que hoje se inicia, a verdade. A verdade e a coragem para fazer aquilo que não foi feito até aqui. E inicio essa campanha muito feliz. Com as companhias que estão ao meu lado, Geraldo Alckmin, governador e agora futuro senador José Serra, senador Aloysio Nunes. Isso é uma demonstração da qualidade dos quadros que nós temos para disputar a eleição e nos ajudar nessa obra de governo. Estou extremamente honrado de poder apresentar ao Brasil uma proposta que reúna decência e eficiência na administração pública.

Sobre a agenda em SP e as eleições 2014.

Estamos na maior cidade japonesa fora do Japão e com as companhias com as quais vou fazer essa grande e bela travessia para chegarmos a um Brasil mais justo, mais solidário, que cresça sem o fantasma da inflação que aí está. Não considero eleição uma guerra. Da minha parte, jamais permitirei que queiram dividir o Brasil entre nós e eles.

Campanha é oportunidade de debatermos propostas, apresentarmos as nossas ideias para que a população brasileira possa fazer, no momento certo, a melhor escolha. Vamos fazer uma campanha olhando para o futuro, não olhando para o passado. Vamos fazer uma campanha em alto-astral, não com ataques pessoais e vis a quem quer que seja.

O Brasil, que vem amadurecendo a sua democracia ao longo dos últimos anos, merece uma campanha à altura dos desafios que temos pela frente. Estou pronto para o debate sobre qualquer tema, em qualquer campo, com quem quer que seja, desde que seja um debate que atenda aos interesses e às expectativas da população brasileira.

Começamos aqui com o pé direito, ao longo do grande governador Geraldo Alckmin, que vai governar São Paulo por mais quatro anos. Ao lado do companheiro José Serra, ao lado do companheiro Aloysio Nunes, o meu companheiro de chapa. Isso é uma demonstração da qualidade dos quadros que temos espalhados por todo o Brasil e que vão ser essenciais não apenas para vencermos, para vencermos também, mas principalmente para governarmos o Brasil.

O Brasil merece rapidamente inaugurar um novo ciclo, onde haja decência e onde haja eficiência na administração pública. Estou pronto para conduzir o nosso campo político nesse grande debate que se inicia.
Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão

terça-feira, 27 de maio de 2014

Aécio Neves presidente do PSDB : "Não vamos aceitar passivamente as calúnias do PT como arma eleitoral"



terça-feira, 27 de maio de 2014

Aécio : " Não vamos aceitar passivamente as calúnias do PT como arma eleitoral"


“Não vamos aceitar passivamente a ofensa e a calúnia como arma eleitoral”, afirma Aécio Neves


– Em entrevista nesta segunda-feira (26/05) ao colunista Reinaldo Azevedo, na Rádio Jovem, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou que o partido pretende reagir com vigor contra guerrilha virtual montada pelo PT para disseminar falsas acusações e calúnias contra seus adversários políticos. Aécio fez referência à reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, no último domingo (25), relatando que funcionários da prefeitura de Guarulhos, sob comando há 14 anos pelo PT, foram identificados como responsáveis pelos ataques contra ele na internet. Segundo o senador, os advogados do PSDB deverão acionar a Justiça para pedir a punição de todos os envolvidos neste crime.

Segue a íntegra da entrevista concedida pelo senador Aécio Neves:

Senador, o senhor anda navegando muito na internet ultimamente?

Menos do que eu gostaria, Reinaldo. Mas hoje é essencial você acompanhar o que acontece na internet. Ninguém vive mais sem as redes.

Senador, sua equipe descobriu que uma das bases de ataque ao senhor na internet é a prefeitura de Guarulhos, do PT. Como o senhor vê isso?

Olha, Reinaldo, nós já vínhamos denunciando há alguns meses a tentativa de, através da internet, os nossos adversários criarem fantasias, ofensas e calúnias em relação ao meu nome. Mas essa questão vem tomando uma gravidade maior, porque isso vem se avolumando. São robôs utilizados de forma criminosa para criar o falso debate. E agora os nossos advogados conseguiram provar que uma prefeitura do PT – e veja a gravidade disso – ao invés de estar se preparando para o bom debate, para discutir as suas ideias, para debater aquilo que é importante para o Brasil, utiliza a máquina pública e funcionários públicos para o cometimento de crimes, porque isso é crime. Nós reagiremos sempre que um espaço tão democrático, tão importante para a democracia que é o espaço da internet, for utilizado para o cometimento de crimes. Sempre que você fala dessa história da internet aparece alguém dizendo que se quer censurar a internet ou coisa assim.

O senhor é favorável, defende alguma forma de censura na internet?

Absolutamente nenhuma. Aliás, os nossos adversários do PT que volta em meia falam em censura. A internet é um espaço democrático, transformou a nossa sociedade, transformou para muito melhor. Agora o crime, Reinaldo, ele é crime na internet, ele é crime na máquina de escrever, ele é crime na Petrobras, ele é crime quando alguém assalta um carro na rua e contra o crime nós temos que nos levantar. Portanto, nós estamos identificando agora a origem, os instrumentos que são utilizados para o cometimento desses crimes e não vamos aceitar passivamente a ofensa e a calúnia como arma eleitoral. Eu estou pronto Reinaldo para um grande debate. O debate a favor do país, de resgate da ética, da eficiência na gestão pública. E, vamos combater também aqueles que se utilizam de um instrumento tão valioso como esse para fazer o debate subalterno, fazer o debate menor. Nós vamos reagir com todo vigor a esse tipo de crime que o PT infelizmente, e agora na Prefeitura de Guarulhos isso fica comprovado, gosta de fazer ou gosta de cometer. Portanto, vamos tomar as providências devidas para restabelecer o debate que o Brasil precisa ouvir: o debate de ideias e de propostas. Não esse do submundo da internet.

E, que tipo de providências o senhor acha que podem ser tomadas? O que vocês estão pensando em fazer exatamente?

Olha, os nossos advogados hoje mesmo estão se reunindo. Nós vamos apresentar uma ação, obviamente, de responsabilização àqueles que circularam falsas denúncias e ataques pessoais a mim, até porque isso é uma questão preventiva, Reinaldo. Hoje, sou eu. Amanhã é outro. O que o PT não pode continuar tratando os seus adversários como se fossem inimigos a serem abatidos de qualquer forma. Eu acho que é pedagógico nós reagirmos sempre.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Senador Aécio Neves une a oposição e consegue aprovar CPI sobre escândalos da Petrobrás


Aécio une a oposição e consegue aprovar CPI sobre escândalos da Petrobrás



Fonte: Site do PSDB Nacional
Aécio conseguiu unir a oposição em torno da CPI da Petrobras, diz Carlos Sampaio

Brasília – Com a liderança do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, a oposição reuniu, na quarta-feira (26), 28 assinaturas em apoio à criação da CPI da Petrobras no Senado.

Os parlamentares buscam agora a aprovação de 171 deputados federais para a instalação de uma CPI mista, que uniria Senado e Câmara. Para integrantes do PSDB, a ação de Aécio foi essencial para que a oposição alcançasse o objetivo.

“Aécio conseguiu unir a oposição em torno de uma causa nacional”, afirmou o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). Para o tucano, Aécio expôs aos senadores que a defesa da Petrobras não é uma pauta específica da oposição, e sim do país. “A ação e a metodologia de trabalho implantadas por Aécio foram essenciais para que chegássemos ao número de assinaturas necessárias”, afirmou.

O também deputado federal tucano Hélio Santos (MA) apontou que a credibilidade de Aécio Neves foi decisiva para a conquista das assinaturas.

“Aécio é uma liderança nacional, com um trabalho grande e uma credibilidade respeitada em todo o país, e sua atuação é fundamental para que o Legislativo investigue o que realmente houve com a Petrobras”, disse.

Expectativas

Sampaio afirmou que está confiante em relação à obtenção das 171 assinaturas na Câmara. “Na terça-feira, já tínhamos 110 apoios, e isso sem contar os quatro partidos que compõem a oposição. Com a oposição, passamos a 170. Ou seja, precisamos de apenas mais uma assinatura para o quórum mínimo. Acredito que seja apenas uma questão de tempo para chegarmos ao número”, disse.

O deputado disse que a atuação do senador Aécio ajudará também na conquista dos apoios na Câmara. “Ele deve ter um papel fundamental, dado que é uma das principais vozes da oposição”, destacou.

Para Hélio Santos, a CPI trará transparência à Petrobras. “o povo brasileiro precisa saber o que está acontecendo com a estatal, que é um importante patrimônio de todos nós. É importante que Câmara e Senado atuem para isso”.



sexta-feira, 21 de março de 2014

Fortalecimento do Bolsa Família proposto por Aécio será votado na próxima semana


sexta-feira, 21 de março de 2014

Fortalecimento do Bolsa Família proposto por Aécio Neves será votado na próxima semana





Senador propõe ações que garantam relocação no mercado de trabalho. Beneficiados que alcançarem teto da renda terão extensão do benefício.

Fim do assistencialismo

Proposta de Aécio que garante avanços ao Bolsa Família será votada na próxima semana

“Ninguém pode ter o monopólio da sensibilidade social. O governo do PT tem muitas falhas, mas a maior delas é a falta de generosidade, é a incapacidade de aceitar sugestões e contribuições para que não se perca a paternidade sobre o programa”, diz Aécio Neves

A oposição de parlamentares do PT adiou mais uma vez, nesta quarta-feira (18/03), a votação no Senado do projeto de lei do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que estende por mais seis meses continuados o direito das famílias de permanecer no programa Bolsa Família. A proposta (PL 458) estabelece que no recadastramento do programa, realizado a cada dois anos, a família que acabou de superar a renda mensal fixada pelo governo possa ter um novo prazo de cobertura, dando, assim, maior segurança aos chefes de família que hoje preferem permanecer no mercado informal de trabalho por receio de perder o benefício.

A votação do projeto nesta manhã, na Comissão de Ação Social, foi adiada depois que senadores do PT fizeram oposição à proposta.

“Nossa proposta é que, mesmo com carteira assinada, durante seis meses, o pai ou a mãe chefe de família que consegue um emprego melhor possa continuar recebendo o Bolsa Família por mais seis meses. É um estímulo para que esses trabalhadores possam se reinserir no mercado de trabalho. O projeto é de grande importância para milhares de famílias. Hoje muitos chefes de família, mesmo com uma oferta de trabalho, têm receio de que amanhã, se forem demitidos, não conseguirem rapidamente a reinserção no programa”, disse Aécio.

Os valores pagos hoje pelo Bolsa Família variam de R$ 32 a R$ 306, de acordo com a renda mensal da família por pessoa, número de crianças, jovens até 17 anos e de gestantes. Na prática, a data do recadastramento do programa tem funcionado como uma ameaça às famílias que, nos meses que antecedem o levantamento, acabam por evitar empregos formais que signifiquem maior renda, em razão da perda do beneficio.

“O trabalhador, a chefe de família muitas vezes não quer a regulamentação, a carteira assinada, com medo de perder o benefício. A burocracia para retornar ao programa é grande e ela prefere ficar na informalidade”, disse o senador Cícero Lucena.

O projeto do senador Aécio Neves teve o apoio da relatora senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), e dos senadores Cícero Lucena (PSDB-PA), Cyro Miranda (PSDB-GO), Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Falta generosidade ao PT

Aécio Neves lamentou que a bancada do PT venha discutindo um avanço na política social do país de forma eleitoral. Para ele, o tratamento dado ao projeto de lei seria outro caso a autoria fosse de um parlamentar do PT.

“Surpreende a forma pouco generosa para com os beneficiários do Bolsa Família com que o Partido dos Trabalhadores (PT) encara essa questão. Será que se essa proposta, que busca dar serenidade, tranquilidade, segurança aos beneficiários do Bolsa Família, sempre inquietos, sobretudo em períodos pré-eleitorais, se essa discussão se desse fora do ambiente eleitoral? Será que se essa proposta fosse apresentada por um líder do PT, ela estaria sendo tratada da mesma forma que está sendo tratada aqui?”, questionou Aécio.

O senador Aécio Neves destacou ainda que o governo age politicamente contra os avanços propostos por temer perder o controle sobre o Bolsa Família.

“Ninguém pode ter o monopólio da sensibilidade social. O governo do PT tem muitas falhas, mas a maior delas é a falta de generosidade, é a incapacidade de aceitar sugestões e contribuições para que não se perca a paternidade sobre o programa”, afirmou Aécio Neves.

Bolsa Família como política de Estado

O senador Aécio Neves é autor também do Projeto de Lei 448, de 2013, que incorpora o Bolsa Família ao conjunto de ações sociais do Estado garantidos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas).

A inclusão à Loas garantirá o Bolsa Família dentro do conjunto de diretos assegurados às famílias, independentemente da vontade do governo, como os benefícios já garantidos de assistência à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice.

Para o senador a posição contrária da base do governo, liderada pelo PT, revela que a prioridade do partido é apenas o uso eleitoral do Bolsa Família.

“É aquilo que prevíamos: o uso desse programa como instrumento eleitoral. Ao buscar transformar o Bolsa Família em um programa de Estado, onde as assistentes sociais possam visitar anualmente cada uma das famílias beneficiárias, onde os detentores do benefício possam sim estar estimulados a buscar uma renda maior no próprio mercado de trabalho, queremos exatamente que esses brasileiros tenham a segurança de uma ação permanente, independentemente de governos ou de partidos”, concluiu Aécio Neves.
fonte PSDB

terça-feira, 18 de março de 2014

Aécio Neves presidente do PSDB : "Dilma é intolerante e arrogante com seus adversários"


Aécio : "Dilma é intolerante e arrogante com seus adversários"



Senador mineiro e presidenciável pelo PSDB diz que presidente da República se distancia cada vez mais da pulsação intensa da vida diária; “A intolerância com os adversários, a ojeriza ao debate transparente e a arrogância no trato com interlocutores de vários segmentos chegou ao cúmulo de atingir agora os próprios aliados”

247 – O senador mineiro e presidenciável tucano, Aécio Neves, fez nova crítica à gestão de Dilma Rousseff. Segundo ele, isolada em seu palácio, se alimentando de estatísticas e informações oficiais, não raro, distorcidas, a presidente da República se distancia cada vez mais da pulsação intensa da vida diária.

O tucano diz que a presidente tem sido poupada de aparições em eventos para diminuir o desgaste. “Não há enredo fantasioso que se sustente diante de uma realidade que teima em driblar as maquinações mais criativas”. Ele cita o crescimento baixo da economia, a inflação, a carga tributária e problemas nas áreas sociais.

“A intolerância com os adversários, a ojeriza ao debate transparente e a arrogância no trato com interlocutores de vários segmentos chegou ao cúmulo de atingir agora os próprios aliados”. (Leia aqui na íntegra).

Brsil 247


segunda-feira, 17 de março de 2014

Aécio Neves : "É preciso sair às ruas para ver a realidade e ouvir as vozes"


segunda-feira, 17 de março de 2014

Aécio : " É preciso sair ás ruas para ver a realidade e ouvir as vozes "




O lugar da política, por Aécio Neves

Aecio Neves

Artigo do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, no jornal Folha de S.Paulo

O isolamento nunca fez bem aos governantes. Quem se afasta do contato popular e confia apenas num séquito de aduladores, tende a desenvolver, na clausura da poder, uma aversão crescente à realidade.

Temo que estejamos vivendo algo semelhante no Brasil. Isolada em seu palácio, se alimentando de estatísticas e informações oficiais, não raro, distorcidas, a presidente da República se distancia cada vez mais da pulsação intensa da vida diária. A palavra empenhada de aproximação com os movimentos sociais e um maior diálogo com a sociedade não conseguiu vencer as portas sempre fechadas, o acesso restrito, a redução dos canais de escuta e diálogo.

O governo se mostra acuado, temeroso de se expor. A figura da presidente tem sido poupada nos eventos mais populares, como o Carnaval. Até mesmo os discursos de abertura e encerramento da Copa do Mundo foram providencialmente suspensos, por medo das vaias que poderiam constranger as autoridades presentes.

É forçoso reconhecer que algo saiu errado no script minuciosamente montado para apresentar ao país uma versão edulcorada de sucesso, otimismo e crescimento. Não há enredo fantasioso que se sustente diante de uma realidade que teima em driblar as maquinações mais criativas. A economia cresce pouco. A inflação caminha célere. A inadimplência das famílias bate no teto. A indústria patina e produz o equivalente a 2008. A carga tributária é das mais altas do mundo e a conta dos erros no setor elétrico começa a ser cobrada de empresários e consumidores.

Nas áreas essenciais, os números são vergonhosamente ruins. Na saúde e na segurança, as crises se acumulam, denunciando diariamente a crônica precariedade dos serviços públicos. A anunciada austeridade fiscal não convence nem o próprio governo, que a atropela sistematicamente.

Há visível descompasso entre o Brasil real e o da propaganda. Em algum momento, eles deverão se encontrar frente a frente. Até lá, seria prudente distender a estratégia de confronto e isolamento em vigor.

Em tempos de crise, é preciso baixar a guarda, ouvir e conversar mais. A intolerância com os adversários, a ojeriza ao debate transparente e a arrogância no trato com interlocutores de vários segmentos chegou ao cúmulo de atingir agora os próprios aliados.

O debate democrático foi substituído por um discurso ufanista e autoritário, retrato de uma gestão encastelada em suas quimeras.

O Brasil merece mais. Acima da agenda eleitoral, os brasileiros clamam por boa governança. Para tanto, é preciso abrir as portas e sair às ruas para ver a realidade em movimento e ouvir as vozes que, hoje, não conseguem ultrapassar as antessalas do poder.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Em Minas Gerais, Aécio Neves líder da oposição tem o apoio do PSD, base de Dilma


PSD, base de Dilma, declara apoio a Aécio Neves em Minas



O PSD de Minas Gerais declarou apoio ao pré-candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro dasComunicações (governo FHC), Pimenta da Veiga. Em evento na sede regional do partido em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (13), os sete deputados federais e seis deputados estaduais da legenda no Estado fecharam o apoio ao candidato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais.

Com a adesão, o tucano amplia seu tempo nas propagandas eleitorais de rádio e TV em 1m52s. A bancada federal do PSD mineiro, juntamente com a paulista que tem também sete deputados federais, é a maior representação estadual da legenda na Câmara dos Deputados.

Nas eleições municipais de 2012, em Belo Horizonte, o partido ficou dividido entre o candidato petista Patrus Ananias, que acabou derrotado, e o candidato à reeleição Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo grupo político de Aécio Neves.

Pimenta da Veiga afirmou que o apoio recebido do PSD mineiro pode facilitar as conversas para a adesão da legenda ao candidato tucano à Presidência da República. “É evidente que isso seria uma evoluçãonatural. Mas temos de fazer um trabalho mais amplo para esse apoio à candidatura de Aécio”, afirmou.

“Há uma tendência definida [com o apoio ao candidato tucano em Minas Gerais] que possamos caminhar juntos com Aécio [Neves]“, afirmou o secretário-geral do PSD em Belo Horizonte e em Minas Gerais, deputado federal Alexandre Silveira. Ele é secretário de Saúde do governador mineiro Antônio Anastasia (PSDB) e liderou o apoio aos tucanos nas eleições de 2012 municipal.

“Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Estamos apenas anunciando apoio [a Pimenta da Veiga] ao governo de Minas Gerais”, afirmou o presidente do PSD de Belo Horizonte e Minas Gerais, Paulo Safady Simão, que liderou o apoio ao candidato petista à Prefeitura da capital mineira em 2012.

Declararam apoio a Pimenta da Veiga durante o evento os deputados federais do PSD mineiro Diego Andrade, Geraldo Thadeu, Jaime Martins, João Humberto, Marcos Montes, Walter Tosta, além de Alexandre da Silveira, e os deputados estaduais Cássio Soares, Doutor Wilson, Duarte Bechir, Fabio Cherem, Hélio Gomes e Neider Moreira.

A guerra dos dois minutos
Nas eleições municipais de 2012, em Belo Horizonte, o PSD mineiro rachou ao meio. Com o rompimento da aliança entre PT e PSD, após o prefeito Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, ter voltado atrás em sua promessa de aliar-se também nas eleições proporcionais (para vereadores) aos petistas, foi lançada a candidatura do ex-prefeito Patrus Ananias (PT).

Chamado pela presidente Dilma Rousseff para uma conversa no Palácio do Planalto, o então prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi pressionado a intervir no partido em Minas Gerais.

“Fui incitado pelo governo federal a caminhar com o Patrus em Belo Horizonte, depois desse rompimento. Preciso da compreensão de vocês, precisamos dar um gesto ao Palácio do Planalto”, afirmou Kassab à bancada mineira da legenda na Câmara dos Deputados, logo após o encontro com Dilma.

A intervenção de Kassab, porém, fez com que a disputa rachasse o partido no Estado. Cinco deputados federais da legenda optaram em apoiar a candidatura petista de Patrus Ananias. Eles foram liderados pelo presidente municipal e estadual da legenda Paulo Safady Simão.

Outros seis deputados estaduais, liderados pelo deputado federal Alexandre Silveira, secretário-geral do PSD na capital e no Estado, entretanto, conseguiram vencer na Justiça a questão. O caso terminou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que validou a convenção realizada antes da intervenção e que havia decidido pelo apoio à reeleição do socialista.

Os seis deputados federais da legenda, que seguiram as orientações da direção nacional, subiram no palanque petista. Os outros seis deputados estaduais e os dois federais, porém, além do apoio político à reeleição de Lacerda, garantiram à chapa socialista mais dois minutos de propaganda eleitoral no rádio e TV, que o partido tinha direito. E venceram o pleito.
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quarta-feira, 12 de março de 2014

Senador Aécio Neves critica relação do governo do PT com partidos aliados





Fonte: [VIA EMAIL] Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves
Data: 12/03/2014

Aécio Neves critica relação do governo do PT com partidos aliados



Aécio Neves critica relação do governo do PT com partidos aliados

“Um governo autoritário que não quer aliados, quer vassalos. Um governo que não quer partidos para compartilhar um projeto de Brasil, quer aliados para vencer as eleições”, diz senador

O senador Aécio Neves criticou, nesta quarta-feira (12/10), a relação política mantida pelo governo federal do PT com os partidos que compõem sua base de apoio. Em entrevista coletiva concedida à imprensa no Senado Federal, AécioNeves afirmou que a crise que atinge os trabalhos do Congresso Nacional nos últimos dias é resultado da ação autoritária de um governo que quer aliados para obter vantagens eleitorais, e não desenvolver um projeto para o Brasil.

Para Aécio Neves, o grande objetivo do governo do PT é obter maior de tempo na propaganda eleitoral gratuita, que vai ao ar durante as eleições, por meio da distribuição de dinheiro e cargos públicos para aliados.

“Essa crise é consequência daquilo que anunciávamos há muito tempo, de um governo autoritário que não quer aliados, quer vassalos. Um governo que não quer partidos para compartilhar um projeto de Brasil, quer aliados para vencer as eleições. Isso tudo é consequência da arrogância com que o PT vem conduzindo o governo até aqui, e agora colhe esses frutos. Todo esse esforço do governo, à custa de cargos públicos e dinheiro público, especialmente através de emendas, para manter o PMDB na base, pode ter um ganho para o governo, que são os minutos a mais no tempo de televisão. Porque a base do PMDB, do PMDB histórico, da resistência, da democracia, do PMDB que quer ver avanços no Brasil, essa o PT já perdeu”, disse o senador.

Aécio Neves cobrou que o governo e o Congresso retomem a discussão de assuntos de interesse da sociedade brasileira, como as deficiências em áreas sociais e o baixo crescimento da economia.

“É preciso propostas, uma discussão séria sobre a crise no setor elétrico, sobre o crescimento pífio da nossa economia, sobre a tragédia da nossa segurança pública, com a omissão e a passividade do governo, a crise na saúde. Não há espaço no Brasil para essa discussão mais. A agenda do governo é a agenda eleitoral única e exclusivamente. É ela que toma conta da presidente da República. E o Brasil tem problemas seríssimos a serem enfrentados que, infelizmente, não vêm tendo a atenção que deveriam estar tendo por parte do governo. É um final triste de um governo que perdeu a capacidade de ousar e de transformar para se contentar única e exclusivamente com um projeto de poder”, disse o presidente tucano.

A presidente da República foge do povo, diz Aécio

O senador Aécio Neves também destacou a decisão da presidente Dilma Rousseff de não discursar nas partidas de abertura e de encerramento da Copa do Mundo, como divulgado pela imprensa ontem. Durante o carnaval, a presidente já havia cancelado agenda anunciada em Salvador (BA) com receio de receber vaias. Para o senador, ambas as decisões demonstram que presidente tem evitado ficar frente a frente com a população.

"Na verdade existem dois Brasis. O Brasil virtual, da propaganda virtual, onde distribui-se fotografias com sorrisos da presidente da República, e o Brasil real, aquele em que a presidente da República foge do povo, como fugiu no carnaval e pretende, ou de alguma forma prepara-se, para aparecer camuflada nos jogos da Copa do Mundo. Esses dois Brasis serão colocados frente a frente na propaganda eleitoral. O Brasil tem problemas seriíssimos a serem enfrentados que, infelizmente, não vêm tendo a atenção que deveriam estar tendo por parte do governo. É um final triste de um governo que perdeu a capacidade de ousar e de transformar para se contentar única e exclusivamente com um projeto de poder", afirmou Aécio Neves.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Em artigo na Folha, Aécio presta homenagem a Sérgio Guerra


segunda-feira, 10 de março de 2014

Em artigo na Folha, Aécio presta homenagem a Sérgio Guerra



Aécio Neves



Carta ao Sérgio

Sérgio, meu amigo.

Há três dias nos despedimos de você, em uma Recife consternada pela perda do homem público admirado em todo o país. Entre tantos de nós que fomos levar à sua família o nosso respeito, lutei para não me deixar tomar pela emoção da hora. Foi impossível não revisitar nossas caminhadas pelo Brasil e os encontros que marcaram nossa convivência.

Penso que algo estranho acontece quando nos despedimos de pessoas que nos são tão especiais. Por um lado, parece que envelhecemos subitamente, transformados em sobreviventes de outros tempos e histórias já vividas. Por outro, encontramos nessas mesmas histórias novos sentidos e o ânimo necessário para seguir em frente.

Nesses dias, com justiça, o país inteiro ouviu de seus companheiros de jornada --e mesmo de adversários tradicionais-- inquestionáveis elogios às virtudes que embalaram a sua vida pública. Quase sempre, o conciliador dedicado à construção de novas convergências em favor do país foi também lembrado como o crítico feroz aos desvios, malfeitos, contradições e desarranjos da vida nacional, especialmente presentes neste nosso trecho de história.

As mais de três décadas de intensa militância política --e nem mesmo as doenças graves que o abateram-- foram capazes de esmorecer uma indignação juvenil que, sei, movia-lhe, como se mantivesse intocado o líder estudantil da juventude e aquelas sempre grandiosas esperanças.

Guardo comigo uma grande admiração pela leveza e alegria com que você sempre conduziu as suas responsabilidades, afastando da política o peso do rancor e do confronto pessoal estéril. Talvez por isso, quase todas as suas relações nesse campo tenham se transformado em boas amizades. Da mesma forma, sou testemunha do seu esforço sobre-humano para não permitir que o líder tomado por compromissos se sobrepusesse ao pai dedicado, que de longe se afligia com a caminhada dos quatro filhos.

Outra imagem que ficou foi a do ativista em luta permanente e admirável pelas grandes causas do país. Do Brasil pobre, injusto e desigual, que continua existindo de forma dramática ainda mais visível no Nordeste, razão maior de sua militância política.

Sei que não o ouviremos mais recontando casos acontecidos com a gente simples do sertão pernambucano, de onde tirava exemplos e lições. Não o veremos cobrando à política nacional respeito aos brasileiros. Não o teremos mais à mesa, fazendo a defesa intransigente dos valores democráticos. Mas cuidaremos, querido amigo, com respeito e reconhecimento, para que suas ideias e seus compromissos se multipliquem na voz e na caminhada de cada um de nós pelo Brasil.

Com gratidão, Aécio.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pesquisa para Presidente. Senador Aécio Neves ultrapassa Dilma no DF

Pesquisa para Presidente. Aécio ultrapassa Dilma no DF
No DF, Aécio ultrapassa Dilma e lidera para presidente
Pesquisa no DF: tucano Aécio Neves tem 22,9%, contra 21,7% de Dilma

Ao menos no DF, o tucano Aécio Neves pode rir à toa

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), lidera as intenções de voto no Distrito Federal, segundo pesquisa do Instituto Dados realizada entre os dias 10 e 17 de fevereiro. Aécio tem 22,9% das preferencias do eleitor do DF, contra 21,7% de Dilma Rousseff (PT) e 8,7% de Eduardo Campos (PSB). O DF é a primeira unidade da Federação onde Aécio supera Dilma.
A pesquisa do Instituto Dados, com detalhes do universo apurado e metodologia, foi registrada no TSE (nº 013/2014) e no TRE (001/2014).
Para apurar as intenções de voto para presidente, no Distrito Federal, o Instituto Dados entrevistou 3.000 eleitores.
O PSDB e o possível candidato do partido ao governo do DF, deputado Luiz Pitiman, comemoraram o desempenho de Aécio na pesquisa. Leia na coluna Claudio Humberto

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Aécio Neves presidente do PSDB : "Dilma perdeu o controle da inflação"





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Aécio : Dilma perdeu o controle da inflação

Aécio Neves: “Dilma fracassou na gestão da economia brasileira

Expectativa de crescimento do PIB do governo cai de 3,8% para 2,5%. Para o senador mineiro, a economia brasileira continua emperrada, crescendo muito menos que o necessário para o país.

O recente anúncio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão de que haverá um corte de R$ 44 bilhões em gastos no orçamento deste ano, demonstra que a economia brasileira não vai nada bem. No começo desse ano, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), reiterou sua preocupação com a má condução da economia e a ausência de transparência pública do governo federal.

“A grande verdade é que o governo da presidente Dilma perdeu, sim, o controle sobre a inflação e, infelizmente, a herança para o próximo governo será um crescimento extremamente baixo. É uma inflação que já perturba a vida dos brasileiros”, afirmou.

O governo também baixou de 3,8% para 2,5% a previsão para o crescimento do PIB que consta no orçamento federal para este ano. Para Aécio, isso é resultado da má gestão do atual governo, que não consegue conter a inflação e nem arrumar a economia brasileira.

“Constatamos, mais uma vez, que a economia brasileira continua emperrada, crescendo muito menos que o necessário para o país. São fatos que devem ser motivo de máxima preocupação para os brasileiros. Cabe ao governo federal apresentar ao país, com clareza, as razões pelas quais as projeções oficiais cada vez mais se distanciam da realidade e explicitar quais as medidas serão tomadas para a reversão desse quadro”, concluiu Aécio.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Aécio Neves lamenta ações do PT que prejudicam melhorias do Bolsa Família


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Aécio lamenta ações do PT que prejudicam melhorias do Bolsa Família





O senador Aécio Neves durante pronunciamento no plenário do Senado - Foto: George Gianni

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um pronunciamento, na noite desta quarta-feira (19/02), no plenário do Senado Federal, em defesa de dois projetos de sua autoria que representarão avanços e garantias ao Bolsa Família, tornando o programa ação permanente do Estado no campo social ao incorporá-lo à Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

Abaixo, segue transcrição de fala do senador Aécio Neves em plenário:

“Inacreditável. Vou repetir. Inacreditável o Partido dos Trabalhadores colocar-se contra um projeto que dá estabilidade ao programa Bolsa Família. A sensação que tenho aqui é de que o PT acha que estamos aqui quase que raptando o filho pródigo. Não há discussão do mérito daquilo que estamos propondo. O Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Vale Gás, programas criados no governo do presidente Fernando Henrique, nem por isso achávamos que eles perfeitos, que eles não precisavam de aperfeiçoamentos. O presidente Lula, quando assume, herda, além desses programas, algo mais, o cadastro único com 6,9 milhões de inscritos. Esse é o fato. O programa social do governo do PT, que se acha dono de todas as benesses, de tudo de bom que se faz nesse país, chamava-se Fome Zero. Eu nunca entendi direito a que ele se destinava e acho que tampouco aqueles que o criaram, porque ele simplesmente desapareceu. O presidente Lula teve a virtude de unificar aqueles programas e transformá-los em Bolsa Família.

Agora, negar a esse programa o aprimoramento, o aperfeiçoamento que ele precisa ter, é negar às famílias que dele são dependentes o mínimo de estabilidade e de tranquilidade. O Bolsa Família, ao contrário do que disse aqui um dos mais ilustres senadores do PT, é uma proteção social fundamental, e a lei que define o sistema protegido no Brasil é exatamente a LOAS. É lá que está, por exemplo, o maior dos programas de transferência de renda, que ao contrário do que pensam alguns, não é o Bolsa Família, é o Benefício de Prestação Continuada, criado também no governo do presidente Fernando Henrique. É lá que ele está. É lá que está também o Peti, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Está na LOAS não por acaso. Estão lá por que têm que ser considerados programas de Estado.

O PT, ao longo da sua história, sobretudo ao longo dos últimos 10 anos, apropriou-se desse programa como se fosse um benefício de um governo, e mais do que isso, mais grave, de um partido político a uma camada mais sensível, mais vulnerável da população brasileira. Corriqueiramente, em todas as eleições não há aqui um brasileiro que não reconheça isso. Há sempre o terrorismo de que o programa Bolsa Família vai ser retirado se, eventualmente, os adversários do PT vencerem as eleições. Não houve constrangimento sequer de uma ministra de Estado, quando de uma ação desastrada e incompetente de Caixa Econômica Federal, que gerou um caos, gerou uma insegurança enorme dos beneficiários há pouco tempo, não faltou a palavra de uma ministra de estado dizendo que aquilo era obra da oposição. É o uso do cachimbo que faz a boca torta.

O que queremos é uma correção. Elevar esse programa à condição de programa de Estado, aperfeiçoando aquilo que se inicia com Itamar Franco, depois com o presidente Fernando Henrique, avança no governo Lula, mas me parece que agora a base do governo do PT ao invés de querer um programa estável, que seja um ponto de partida, prefere ter um programa apenas para chamar de seu.

Esse debate vai longe, mas estou aqui estarrecido em ver que os argumentos do PT, hoje, para transformar esse programa em programa de Estado são absolutamente contrários àqueles que lá atrás os faziam defender esse programa.

As duas propostas discutidas hoje na Comissão de Assuntos Sociais, a que eleva o Bolsa Família à condição de programa de Estado incorporando-o à LOAS, e aquele que permite que os beneficiários do programa, por pelo menos 6 meses, continuem a recebê-lo mesmo que adquirindo uma renda que ultrapasse o teto dos beneficiários são projetos essenciais à estabilidade desse programa.

O que sinto falta é de que, aqui, as lideranças do PT não estejam cobrando dos seu governo que haja o reajusto dos R$ 70. Eu me lembro, há pouco tempo, em uma grande festa, com dinheiro público mais uma vez, comemorou-se os 10 anos do Bolsa Família. Os R$ 70 , naquele instante, equivaleriam a US$1,25 diário que é o valor estabelecido pela ONU como o valor mínimo para que as famílias possam ser fora da pobreza extrema. O tempo passou, o descontrole da economia aumentou. Hoje o Bolsa Família precisaria estar pagando pelo menos R$ 85,00 per capita para que esse dado mínimo da ONU possa efetivamente estar sendo cumprido. Portanto o governo do PT foi à televisão, co dinheiro público, para dizer: “Tiramos todos os brasileiros da miséria extrema.” Só que eles voltaram senhor presidente. E não vi nenhuma propaganda do governo para pedir desculpas a esses brasileiros que voltaram ao nível de pobreza extrema.

E por fim, o que pretendem os líderes do PT é manter o Bolsa Família subordinado à Secretaria de Renda e Cidadania de um dos cerca de 40 ministérios, sem qualquer tipo de fiscalização ou controle. Foram inúmeras as solicitações que encaminhei ao Ministério para saber, por exemplo, das condicionalidades, o que aconteceu com essas crianças. Diminuíram a evasão escolar? Melhoram seu rendimento pedagógico? O que aconteceu com essas mães de família? Mantiveram elevado o nível de vacinação dos seus filhos? Não temos essas informações porque esse programa é considerado de um governo e de um partido e fechado a sete chaves. Ao lado da senadora Lúcia Vânia, que teve a responsabilidade de implementar muitos desses programas, relatou esses projetos na Comissão de Assuntos Sociais, e indignou-se com a forma com que o a liderança do PT ditou.

É preciso generosidade. Esse Brasil não é de um grupo de pessoas, o país não é de um partido político. Os programas de Estado não podem se apropriados com objetivos eleitorais. Vamos dar um exemplo ao Brasil de que não existe “nós” ou “eles”. Quem é a favor do governo somos “nós”, quem é contra somos “eles”. Não. O Brasil precisa que sejamos todos “nós”. Com a capacidade para fazer aprimoramentos em matérias dessa gravidade. Minha proposta, que espero ver aprovada, quem sabe com o voto do PT, tem como objetivo final dar tranquilidade aos beneficiários do Bolsa Família. Porque para nós existe apenas uma diferença para nós do PSDB em relação ao PT na compreensão do que é o Bolsa Família. Para nós é um ponto de partida, infelizmente, para boa parte do PT, ele é um ponto de chegada.”-
http://dropsmisto.blogspot.comdo PT é manter o Bolsa Família subordinado à Secretaria de Renda e Cidadania de um dos cerca de 40 ministérios, sem qualquer tipo de fiscalização ou controle. Foram inúmeras as solicitações que encaminhei ao Ministério para saber, por exemplo, das condicionalidades, o que aconteceu com essas crianças. Diminuíram a evasão escolar? Melhoram seu rendimento pedagógico? O que aconteceu com essas mães de família? Mantiveram elevado o nível de vacinação dos seus filhos? Não temos essas informações porque esse programa é considerado de um governo e de um partido e fechado a sete chaves. Ao lado da senadora Lúcia Vânia, que teve a responsabilidade de implementar muitos desses programas, relatou esses projetos na Comissão de Assuntos Sociais, e indignou-se com a forma com que o a liderança do PT ditou.

É preciso generosidade. Esse Brasil não é de um grupo de pessoas, o país não é de um partido político. Os programas de Estado não podem se apropriados com objetivos eleitorais. Vamos dar um exemplo ao Brasil de que não existe “nós” ou “eles”. Quem é a favor do governo somos “nós”, quem é contra somos “eles”. Não. O Brasil precisa que sejamos todos “nós”. Com a capacidade para fazer aprimoramentos em matérias dessa gravidade. Minha proposta, que espero ver aprovada, quem sabe com o voto do PT, tem como objetivo final dar tranquilidade aos beneficiários do Bolsa Família. Porque para nós existe apenas uma diferença para nós do PSDB em relação ao PT na compreensão do que é o Bolsa Família. Para nós é um ponto de partida, infelizmente, para boa parte do PT, ele é um ponto de chegada.”-
http://dropsmisto.blogspot.com

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aécio Neves líder da oposição : "PSDB se prepara para um grande Debate"


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Aécio Neves : " PSDB se prepara para um grande debate "



Aécio Neves: PSDB se prepara para um grande debate

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta quinta-feira (06/02), que o partido se prepara para um grande debate durante as eleições presidenciais desse ano. A declaração foi dada após reunião com o presidente do Democratas, senador Agripino Maia, em que foi discutida a aliança entre os partidos nos estados.

Aécio Neves criticou a falta de solidariedade do governo federal junto a estados e municípios em saúde, educação e segurança pública. O senador também lamentou o uso do Estado brasileiro para atender aos interesses do PT, e não da sociedade brasileira.

“O que me anima nessa aliança com o Democratas é que o nosso discurso é muito afinado, muito convergente. Somos contra o aparelhamento da máquina pública, contra essa visão ideológica que conduz a política externa brasileira. Somos contra esse centralismo absurdo do governo federal que impede uma ação mais solidária na segurança pública com estados e municípios, na saúde, onde o governo federal a cada ano vem se omitindo em relação aos anos anteriores, e até na qualidade da educação. O PSDB se prepara para um grande debate e para dizer aos brasileiros que esse ciclo de governo do PT exauriu-se”, disse.

Aécio Neves também afirmou que a aliança entre PSDB e DEM, além do plano nacional, está encaminhada em praticamente todos os estados brasileiros.

“Em 90% dos estados a aliança do PSDB com o Democratas está consolidada, até porque é uma aliança natural. E as alianças que funcionam na política são as que têm naturalidade, aquelas que respeitam a história de cada estado, que respeitam a tradição de cada região do Brasil. Essas alianças feitas por cima, a fórceps, através da distribuição de cargos, de favores, acabam não tendo uma correspondência na realidade local e o feito eleitoral que alguns acham que terão. As alianças que temos buscado construir são alianças que respeitam a aliança de cada estado e que possam expressar nossa visão de Brasil”, disse Aécio Neves.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Senador Aécio Neves critica viagem sem transparência de Dilma

Marcadores: Aécio Neves, Dilma


Aécio cobra mais transparência no governo Dilma



Aécio critica viagem sem transparência de Dilma


Aécio Neves disse que o Governo Dilma tem omitido informações de como o BNDES concedeu recursos para financiamento do porto cubano.

Sem transparência

Aécio critica viagem sem transparência de Dilma

Senador Aécio Neves disse que a A ausência (de transparência) causou mais danos do que a verdade causaria.
Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios

Pré-candidato tucano também criticou a reforma ministerial em andamento

Na primeira entrevista coletiva concedida em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta segunda-feira recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio esteve em Cascavel (PR), onde prestigiou, ao lado do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB), a abertura do Show Rural Coopavel, evento direcionado à difusão da tecnologia do agronegócio.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aécio Neves líder da oposição reúne tucanos para discutir programa de governo

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Aécio reúne tucanos para discutir programa de governo



Aécio reúne tucanos para discutir programa de governo

O vereador Andrea Matarazzo, o ex-ministro de Relações Exteriores Celso Lafer, o deputado federal Sérgio Guerra e o ex-embaixador Rubens Barbosa também estiveram presentes no encontro

São Paulo - Provável candidato tucano na disputa pelo Palácio do Planalto, o senador mineiro Aécio Neves reuniu em São Paulo nesta tarde um grupo de peso que deve auxiliá-lo na elaboração do projeto de governo que irá apresentar à população durante a campanha eleitoral. Participaram de um almoço organizado pelo senador o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, o vereador Andrea Matarazzo, o jurista e ex-ministro das relações exteriores Celso Lafer, o deputado federal Sérgio Guerra e o ex-embaixador Rubens Barbosa.

Durante cerca de uma hora e meia, o grupo conversou em um restaurante na capital paulista sobre programa de governo e sobre Brasil, de acordo com Aécio. O tucano ressaltou a "preocupação com os rumos" que o País está tomando e, ao sair do local, disse ao Broadcast estar satisfeito com a disposição das pessoas na construção conjunta de um programa.

Aécio, que tem feito duras críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff, disse que o grupo não se deteve na conversa sobre as recentes viagens da presidente. Depois de ir ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Dilma passou um final de semana em Lisboa, antes de partir para Cuba. "Só lamentamos", disse Aécio, questionado se o grupo, composto por um ex-embaixador e um ex-ministro das Relações Exteriores, conversou sobre o assunto. "Falamos que finalmente a presidente inaugurou a primeira grande obra de seu governo. Pena que não foi no Brasil", disse Aécio, em referência ao financiamento do BNDES ao Porto de Mariel, a 45 quilômetros de Havana. "Falamos de Mercosul, de economia, nosso projeto é Brasil", reforçou o senador mineiro.

No encontro, Tasso Jereissati foi novamente abordado por Aécio para que se candidate mais uma vez a uma cadeira no Senado pelo Ceará. Ele é tido pelos tucanos com um nome forte para projetar Aécio no Nordeste, região do País em que o PSDB tenta ganhar espaço e zona do provável adversário Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. Aécio enfatizou a possibilidade de candidatura de Tasso, que desconversou sobre a decisão. "Como ele (Aécio) será presidente, pedi para tirarmos uma foto com a mão dele no meu ombro", brincou. O mineiro foi enfático e afirmou que Jereissati caminha para a candidatura ao Senado. Mas Tasso é apontado também como um possível coordenador geral da campanha de Aécio, posto que pode ser destinado ainda ao senador tucano Aloysio Nunes.

Já o ex-embaixador Rubens Barbosa foi assediado por Aécio para que se comprometesse a auxiliar os trabalhos do PSDB. Depois do almoço, assumiu o desafio e deve atuar junto ao atual governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. A marca que os tucanos devem apontar como bandeira é o da eficiência da gestão em Minas Gerais.

O vereador Andrea Matarazzo chegou atrasado ao encontro. Para o almoço, que aconteceu no restaurante Ici Bistrô, em Higienópolis, bairro onde reside o ex-presidente, Aécio escolheu um robalo como prato principal e Fernando Henrique preferiu um frango ao molho rôti.

Mais tucanos. Na segunda, 27, o senador mineiro já havia se encontrado com tucanos: o governador paulista, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra. Os três se encontraram durante evento em homenagem às vítimas do holocausto, realizado no Palácio dos Bandeirantes. Informações do Estadão.
Guardian DF

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Senador Aécio Neves alerta para os "truques contábeis" do Governo Dilma


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aécio alerta para os " truques contábeis" do Governo Dilma


Truques & riscos


O conhecido "jeitinho brasileiro" ameaça ganhar status de política de Estado, tal a frequência com que tem sido usado como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos. Os exemplos vão se acumulando, dia a dia.

Para calcular a inflação, nada melhor que contar com o controle político sobre preços administrados em setores estratégicos. E por que não atrasar a transferência de R$ 7 bilhões a Estados e municípios, inclusive recursos voltados para a saúde pública, prejudicando milhões de brasileiros, para dar a impressão de que cumpriu-se o superavit primário?

A inventividade do governo parece não ter limites.

É preciso reconhecer a habilidade dos truques contábeis e o uso de artifícios para melhorar a performance das contas públicas. Se há brechas legais, parece que a ordem é aproveitá-las.

Neste campo instalou-se um autêntico vale-tudo, como a estarrecedora operação da Caixa Econômica Federal, ainda sob grave suspeição, na transferência de recursos de contas de caderneta de poupança pretensamente inativas para engordar o seu balanço. É a velha tática: "se colar, colou"...

O resultado da economia brasileira certamente seria melhor se o esforço gasto em maquiar números fosse efetivamente aplicado no aperfeiçoamento da gestão. Instituições que guardam histórico compromisso com o rigor, a transparência e o profissionalismo, como o Banco Central, estão cada vez mais isoladas diante do descontrole fiscal generalizado e, não por acaso, patinam na implementação do ajuste necessário para amenizar o ambiente inflacionário.

"Estamos no limiar de um novo ciclo econômico do Brasil", disse o ministro da Fazenda, para justificar o injustificável. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está perdendo oportunidades preciosas de ativar o seu crescimento, como a Copa, pródiga em promessas de realizações e pífia em resultados, até o momento.

Os investimentos em infraestrutura são praticamente inexistentes, em face ao que foi prometido. Em termos de desempenho, o que temos a mostrar à comunidade internacional, para nossa vergonha, é o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

A desconfiança generalizada da sociedade não é uma peça ficcional criada pelos críticos do governo, mas o resultado de uma gestão ineficaz, pouco transparente e incapaz de reintegrar o país a uma rota de desenvolvimento e de ampliação das conquistas sociais.

É urgente agir, com coragem e responsabilidade, para não permitir que o país retroceda e coloque em risco as conquistas que nos trouxeram até aqui.

Uma das principais, a credibilidade, nem mesmo o "jeitinho brasileiro" foi capaz de assegurar. Esta, infelizmente, já perdemos.



Folha de São Paulo
AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.



Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Aécio Neves líder da oposição e Alckmin fecham acordo para campanha




Aécio e Alckmin fecham acordo para campanha

Alianças no cardápio tucano



O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), discutiram ontem o quadro de alianças da legenda para as próximas eleições.
Os dois principais líderes tucanos almoçaram juntos no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e no cardápio, elaborado pelo mineiro, foi apresentada uma "radiografia das alianças".
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Estado de Minas

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Aécio Neves enumera omissões de Dilma Rousseff em último pronunciamento oficial de 2013



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

AÉCIO NEVES ENUMERA OMISSÕES DE DILMA ROUSSEFF EM ÚLTIMO PRONUNCIAMENTO OFICIAL DE 2013







Fonte: Jornal Opção
Data: 02/01/2014

Aécio Neves enumera omissões de Dilma Rousseff em último pronunciamento oficial de 2013



02/01/14

Clima de Pré-Campanha

Adversário da petista na corrida ao Palácio do Planalto diz que a presidente vive em uma ilha da fantasia, não no Brasil real

Ketllyn Fernandes

A oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) não deixou por menos sua última aparição em cadeia nacional em 2013, em que analisou que o ano terminou melhor do que começou e que não faltam motivos para ter esperança de um 2014 melhor. Em um recado aos “críticos”, a petista disse que a “instalação da desconfiança” é muito ruim para o Brasil e que uma “guerra psicológica” pode inibir investimentos e retardar iniciativas. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB) publicou nota em que enumera assuntos, segundo ele, omitidos pela petista.

Para o tucano, o pronunciamento oficial serviu para fazer “autoelogio” e “campanha eleitoral”. “Lamentavelmente, a oposição não pode pedir direito de resposta”, frisa o presidente do PSDB, que em seguida cobra o fato de Dilma não ter falado sobre as famílias vitimadas pelas chuvas em diversas regiões do país, sobre tudo no Sul e em Minas Gerais; o aumento da inflação –– calcanhar de Aquiles da atual gestão ––, dentre outros temas considerados pelo presidenciável como de interesse público.

“Nenhuma palavra sobre as famílias vítimas das chuvas e as obras prometidas e não realizadas. Nenhuma menção à situação das empresas públicas, à inflação acima do centro da meta, ao pífio crescimento da economia. Nenhuma menção à situação das estradas, à crise da segurança e à epidemia do crack que estraçalha vidas”, sentencia.

Aécio Neves também questionou os bons resultados em educação citados pela presidente. Ironicamente, o senador diz que Dilma Rousseff vive em uma “ilha da fantasia”. “Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário: o analfabetismo parou de cair e, das 6 mil creches prometidas por ela em 2010, apenas 120 haviam sido entregues até outubro”, dispara.

Ao findar sua crítica, o pré-candidato classifica de abusiva o pronunciamento em cadeia de Rádio e TV –– conforme publicado no dia seguinte na imprensa, de fato Dilma aparece mais vezes por ano de mandato que seus dois antecessores, ao custo de R$ 90 mil por pronunciamento ––; tendo avaliado que o alto porcentual de propagandas acarreta no resultado inverso ao esperado, ou seja, não demonstra força, mas sim fraqueza da gestão petista.

Pré-campanha com toda força

Em meados de dezembro último o PSDB lançou documento que classificou como sendo as novas bases do partido. Também não foram poupadas críticas veladas ao PT, que há dez anos governa o país.

O texto traz como pontos principais o resgate de valores; a recuperação da credibilidade e da responsabilidade pública; a garantia dos direitos dos brasileiros; e o bem-estar coletivo. A intenção do partido ao lançar o documento é realizar um contraponto à administração petista propondo uma forma alternativa de condução do País. Temas como segurança pública, educação de qualidade, saúde, política externa e agropecuária também são pontos citados no documento intitulado “Para mudar de verdade o Brasil — Confiança, cidadania e prosperidade”.