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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Aécio Neves entrevistado pela revista "Harvard Internacional Review"


Aécio Neves entrevistado pela revista "Harvard International Review"




Resumo da entrevista:

O senador destacou que o Brasil passa por uma crise política e econômica que pode ser considerada a pior desde a redemocratização do país, em 1985.

Aécio Neves citou a hiperinflação de 1989 e o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, como dois dos três principais exemplos de crises vividas pelo Brasil nos últimos trinta anos.

A terceira, e talvez a pior, segundo ele, é o cenário atual, em que a presidente da República, menos de seis meses após a reeleição, já tinha aprovação da população inferior a 10%.

“O Brasil tem um problema político momentâneo causado pelo desmantelamento provocado pelo PT devido à corrupção e a escolhas políticas e econômicas irresponsáveis. Nesse sentido, pode-se dizer que o Brasil está vivendo seu pior momento político e o descontentamento está por todo o país”, declarou Aécio.

Sobre o Bolsa Família, o presidente do PSDB afirmou que os benefícios dos programas de transferência de renda, iniciados no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, estão sendo anulados pelo crescimento lento da economia e a alta do desemprego.

“Como o governo atual adotou políticas econômicas equivocadas, os programas sociais se tornaram menos efetivos em diminuir a pobreza. É necessário restabelecer a estabilidade econômica e a credibilidade política para recuperar a capacidade do governo em implementar as políticas certas que promovam crescimento econômico, desenvolvimento e justiça social”, completou.


Política externa

Em relação à diplomacia brasileira nos últimos anos, o presidente do PSDB criticou a postura do governo do PT e defendeu uma “reorientação estratégica dos eixos principais da política externa”.



“Apoiar um regime autoritário como o de Nicolás Maduro na Venezuela ou deixar de condenar as atrocidades do Estado Islâmico, por exemplo, minam a capacidade do Brasil de ser um líder real regional e globalmente”, concluiu.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação


Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação



Mais uma vez, a ineficiência do governo se comprova. A presidente Dilma Rousseff vetou a proposta por mim apresentada à LDO de correção do Bolsa Família pelo índice da inflação.

Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrerem e de forma mais profunda são os que mais necessitam, ou seja, exatamente os beneficiários do Bolsa família. A presidente Dilma, com seu veto, mais uma vez, sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo.

Sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres.


O programa Bolsa Família este ano será de R$ 26 bilhões para uma despesa não financeira do governo central estimada em R$ 1 trilhão e 105 bilhões. Se quisesse, o governo teria como aumentar o programa. O programa responde por apenas 2,4% da despesa não financeira do governo central.

Um reajuste de 11,6% do Bolsa Família teria impacto de cerca R$ 3 bilhões. Mesmo na atual situação de grave crise, esse não é um valor que iria gerar maiores problemas, sobretudo se se avaliasse seu impacto social.

Por que quem recebe assistência via LOAS ou mesmo quem recebe outros tipos de benefícios tem direito a correção e o mesmo não vale para o Bolsa Família?

Como um governo que em 2016 planeja gastar mais de R$ 1 trilhão não conseguiria o necessário para corrigir o Bolsa Família pela inflação?

Se o governo não tivesse quebrado a Petrobras e Eletrobras receberia dessas empresas mais do que os R$ 3 bilhões necessários para corrigir o Bolsa Família pela inflação.

A crise e a falta de recursos orçamentários que compromete não apenas o Bolsa Família, mas também os serviços de saúde e educação, decorrem do desastre econômico e desvios de recursos dos governos do PT, que hoje coloca em risco todos os programas sociais.

O veto ao reajuste do Bolsa Família não é um ato de responsabilidade fiscal. Ao contrário. Trata-se de mais um sinal da herança maldita dos governos do PT.

Há poucos anos o governo federal gastou milhões em propaganda para dizer que a miséria estava acabando no Brasil. Sem entrar no mérito se a comunicação era falsa ou verdadeira, o país aguarda agora a comunicação oficial sobre quantos milhões de brasileiros voltaram para a miséria em função da gestão irresponsável do PT.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pimenta da Veiga ataca Pimentel e pede a Dilma explicações sobre a inflação

Pimenta da Veiga ataca Pimentel e pede a Dilma explicações sobre a inflação


Ataque a adversário e críticas à presidente

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/07/23/interna_politica,122655/ataque-a-adversario-e-criticas-a-presidente.shtml
Juliana Cipriani

O candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, chamou ontem seu principal oponente nas urnas, o petista Fernando Pimentel, de desinformado. Em visita a Santa Luzia e Vespasiano, na Região Metropolitana, o tucano afirmou que tem precisado “corrigir” o adversário nas críticas que ele tem feito à gestão de seus apoiadores à frente do governo mineiro. “Ele precisa melhorar o grau de informação dele, que está muito deficiente. Acho que os anos que passou em Brasília o distanciaram muito de Minas e ele não está com as informações corretas sobre o estado”, afirmou Pimenta.

A correção que o tucano disse ter de fazer ontem foi referente à falta de escolas em Vespasiano. Ao fazer o mesmo roteiro que Pimentel fez há duas semanas, Pimenta contestou a informação do petista de que a prefeitura tinha doado quatro terrenos para o estado fazer escolas e nada foi feito. Segundo o tucano, a prefeitura identificou dois locais e procura mais dois mas ainda não doou.

Sempre ao lado do candidato a vice, o presidente da Assembleia Dinis Pinheiro (PP), e do candidato a senador Antonio Anastasia (PSDB), Pimenta da Veiga criticou mais uma vez o governo Dilma Rousseff (PT) e disse que a visita dela a Minas para participar da campanha de Pimentel será positiva para os tucanos.

“Seria muito bom que ela viesse aqui para explicar porque ela perdeu o controle da inflação, que já está na casa dos 7%, porque que o crescimento – todos os analistas estão dizendo – que não atingirá 1% este ano, então é uma situação dramática. É muito bom que ela venha para dar essas explicações”, disse. Pimenta também criticou o programa federal que dá ensino técnico aos jovens (Pronatec), que, segundo ele, só se preocupa em engrossar estatísticas de formação. Caso seja eleito, Pimenta disse que vai aprofundar o Programa de Ensino Profissionalizante (PEP), que prepara os jovens de acordo com o mercado. O candidato também falou na regionalização da saúde e em melhorias na mobilidade urbana.

Explicação

Em relação ao aeroporto de Cláudio, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, utilizou sua conta no Twitter na noite de ontem para afirmar que o Ministério Público de Minas já investigou a obra e concluiu que não houve nenhuma irregularidade. O tucano citou ainda dois pareceres assinados por ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso e Ayres Brito, para reforçar o argumento de que não houve ilegalidade na construção de um aeroporto no município de Cláudio, no interior do estado, em um terreno que foi desapropriado de seu tio-avô.

sábado, 12 de julho de 2014

Aécio Neves líder da oposição : "Dilma fez maldade de perder o controle da inflação"


Aécio: Dilma fez a maldade de perder o controle da inflação



Aécio Neves (PSDB) afirmou que o Espírito Santo foi abandonado pelo governo federal



Aécio diz que Dilma fez "maldade" com economia e pagará preço da eliminação do Brasil
O candidato tucano fez campanha nesta quinta-feira no Espírito Santo

O senador Aécio Neves (PSDB) que concorre à Presidência da República voltou a usar a inflação como principal mote de ataque à presidente Dilma Rousseff (PT). Em visita nesta quinta-feira ao Espírito Santo, ele afirmou que a sua adversária fez “maldade”com a economia do Brasil. Segundo o tucano, os investidores foram afugentados. “O atual governo já fez a maldade. A maldade foi perder o controle sobre a inflação, afugentar os investidores do Brasil, essa é a grande verdade, através de um intervencionismo absurdo em determinados setores da economia, como o de energia, por exemplo”, declarou. Ele ainda afirmou que Dilma vai “pagar o preço” da eliminação da Seleção Brasileira da Copa.

O tucano comentou sobre a possibilidade de uso político da Copa do Mundo da Fifa no Brasil. Ele afirmou que, como torcedor, ficou “muito triste com o resultado”. Apesar de destacar que o mundial e as eleições são coisas distintas, o tucano admitiu que a derrota pode trazer consequências. “Todos nós estamos tristes com o resultado. Estive lá, como torcedor, no Mineirão, atônito com aquele resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa do Mundo, como disse a presidente, uma belezura para influenciar nas eleições, vão se frustrar”, aposta. A presidente disse que a Copa era “uma belezura” durante conversa com internautas na última segunda-feira.

O candidato ainda voltou a criticar o que ele chama de “absurdo aparelhamento da máquina” ao contabilizar os 39 ministérios da atual gestão do governo federal. Aécio já sinalizou que fará cortes no número de pastas, mas não especificou em quais a redução ocorreria.

Aécio Neves ainda criticou áreas como a saúde, segurança pública e afirmou que o Espírito Santo foi um dos estados mais “prejudicados pela omissão do governo federal”. “Poucos estados foram tão prejudicados quanto o Espírito Santo. O governo federal tem responsabilidade para com todo o país, e a omissão dele em questões centrais permitiu uma conflagração, o enfrentamento entre estados da Federação. Isso não é legítimo, isso não é aceitável”, disse.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O candidato Aécio Neves lembra 20 anos do Plano Real e diz que a inflação volta a atormentar


Aécio lembra 20 anos do Plano Real e diz que a inflação volta a atormentar





Aécio lembra 20 anos do Real e diz que inflação 'volta a atormentar'
Plano Real, lançado pelo então ministro FHC, começou a circular há 20 anos.
Tucano comparou hiperinflação no início dos anos 90 com os dias atuais.


Priscilla MendesDo G1, em Brasília

O senador e candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves (MG), homenageou nesta terça-feira (1º) os 20 anos do Plano Real e criticou a atual situação econômica do país. O tucano lembrou o momento de hiperinflação que o Brasil vivia antes da nova moeda e disse que a "inflação volta a atormentar".

Em discurso no plenário do Senado, Aécio Neves comparou o momento pré-Plano Real com a atual conjuntura da economia. "Infelizmente", disse, a agenda da estabilidade da moeda e da credibilidade o país voltou a ser "a agenda do nosso cotidiano".

"A inflação volta a atormentar a vida dos brasileiros, sempre rondando o teto da meta, mesmo com preços controlados nas áreas de energia, de combustíveis e de transportes públicos", declarou o candidato em plenário.
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O Plano Real, lançado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, foi a sétima tentativa, desde 1986, de conter a inflação na época a partir de um pacote de medidas econômicas. A moeda entrou em circulação em 1º de julho de 1994, durante governo do ex-presidente Itamar Franco, e foi a principal bandeira que garantiu a eleição de FHC para o Palácio do Planalto.

Segundo cálculos do matemático José Dutra de Oliveira Sobrinho, considerando a inflação acumulada de julho de 1994 até maio deste ano, de 359,89% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o poder de compra da moeda brasileira caiu perto de 80% em 20 anos.
O fato concreto é que a mais importante reforma estruturante ocorrida no Brasil nos anos recentes foi exatamente o Plano Real, o reencontro do Brasil com a estabilidade"
Aécio Neves

Aécio Neves, durante pronunciamento, disse que o Plano Real foi a "mais importante reforma estruturante ocorrida no Brasil nos anos recentes". Ele defendeu ainda o que chamou de "reformas estruturantes" realizadas durante os oito anos da gestão tucana, como as privatizações das telecomunicações e da Embraer e a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O senador lembrou que o PT fez oposição "ferrenha" ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal. "A história está escrita. Ninguém vai reescrevê-la. Nós podemos consultá-la e interpretá-la. Mas o fato concreto é que a mais importante reforma estruturante ocorrida no Brasil nos anos recentes foi exatamente o Plano Real, o reencontro do Brasil com a estabilidade", declarou.

O candidato afirmou ainda que "o Brasil de hoje é certamente um Brasil muito melhor do que o Brasil de décadas atrás". "Foi uma construção de vários governos sob a responsabilidade de diferentes partidos políticos", disse Neves.

Pouco depois do discurso de Aécio no plenário do Senado, o petista Aníbal Diniz (AC) afirmou que "não podemos colocar o PT como inimigo do Plano Real". "Por uma questão de justiça, eu preciso externar ao Brasil que, nesses 20 anos de Plano Real, houve oito anos em que o PSDB zelou pelo Plano Real, mas durante 12 anos foram os governos do PT que zelaram pelo Plano Real", afirmou o senador acreano.
G!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Aécio Neves presidente do PSDB : "Dilma perdeu o controle da inflação"





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Aécio : Dilma perdeu o controle da inflação

Aécio Neves: “Dilma fracassou na gestão da economia brasileira

Expectativa de crescimento do PIB do governo cai de 3,8% para 2,5%. Para o senador mineiro, a economia brasileira continua emperrada, crescendo muito menos que o necessário para o país.

O recente anúncio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão de que haverá um corte de R$ 44 bilhões em gastos no orçamento deste ano, demonstra que a economia brasileira não vai nada bem. No começo desse ano, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), reiterou sua preocupação com a má condução da economia e a ausência de transparência pública do governo federal.

“A grande verdade é que o governo da presidente Dilma perdeu, sim, o controle sobre a inflação e, infelizmente, a herança para o próximo governo será um crescimento extremamente baixo. É uma inflação que já perturba a vida dos brasileiros”, afirmou.

O governo também baixou de 3,8% para 2,5% a previsão para o crescimento do PIB que consta no orçamento federal para este ano. Para Aécio, isso é resultado da má gestão do atual governo, que não consegue conter a inflação e nem arrumar a economia brasileira.

“Constatamos, mais uma vez, que a economia brasileira continua emperrada, crescendo muito menos que o necessário para o país. São fatos que devem ser motivo de máxima preocupação para os brasileiros. Cabe ao governo federal apresentar ao país, com clareza, as razões pelas quais as projeções oficiais cada vez mais se distanciam da realidade e explicitar quais as medidas serão tomadas para a reversão desse quadro”, concluiu Aécio.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Aécio cobra de Dilma tolerãncia zero para com a inflação



Aécio Neves:  Tolerância zero

Artigo do senador Aécio Neves (PSDB/MG) publicado no jornal Folha de São Paulo

Não dá mais para tentar esconder a escalada da inflação, como insiste em fazer o governo federal, tratando-a como se fosse um parente incômodo atrapalhando a festa da família.

Os fatos estão aí, incontestáveis. O Dieese apontou que os preços dos gêneros alimentícios essenciais continuaram em alta e subiram em 16 das 18 capitais, onde o órgão faz pesquisa sobre a cesta básica.

Ligado aos sindicatos de trabalhadores, o Dieese é 100% insuspeito de alarmismo para assustar a população, atitude que os petistas teimam em atribuir à oposição.

A alimentação no domicílio saltou cerca de 14% em 12 meses. O bom humor dos brasileiros fez a disparada do preço do tomate virar piada nacional. Mas podia ser a farinha de mandioca, que teve crescimento de 151% em um ano.

O impacto é maior entre as famílias mais pobres. Elas gastam do seu orçamento com comida e bebida bem mais que as famílias mais ricas.

Para ampliar a lista de notícias ruins, a inflação anual registrada em março, de 6,59%, estourou o teto da meta, fixada em 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Confirmou-se também que a pressão maior veio dos alimentos. No trimestre, tomate, cebola e cenoura foram as altas de destaque, 60,9%, 54,9% e 53,3%, respectivamente.

Em boa parte, o descontrole nos preços está associado à forma equivocada como o governo federal gasta, a começar pela máquina administrativa em permanente regime de engorda.

A irresponsabilidade fiscal tem consequências maléficas. O país precisa se afastar, com urgência, do projeto anacrônico de inchaço estatal, reconhecidamente fracassado no planeta.

Cultiva-se uma farta distribuição de privilégios, movida com recursos públicos. Predomina a manipulação de setores importantes da economia para fins meramente políticos e partidários.

Ninguém sabe quanto custarão ao Tesouro Nacional as perdas da Petrobras e da Eletrobras, resultantes da má gestão. Ou do BNDES e da Caixa Econômica Federal para socorrer projetos empresariais de acerto duvidoso.

O PT sempre foi permissivo com a inflação. Basta lembrar que se posicionou contra o Plano Real, instrumento que derrotou a inflação e fez o país entrar numa era de prosperidade.

Os mais jovens não conheceram os dias difíceis vividos pela geração de seus pais e avós nos anos 80 e 90, quando os preços mudavam todos os dias nos supermercados e alcançavam a estratosfera.

Inaugurada pelo Plano Real, a estabilidade econômica converteu-se em patrimônio de todos os brasileiros e não pode ser colocada sob ameaça.

É senso comum que a marcha da inflação sacrifica os mais pobres, em primeiro lugar. Por isso, para nós, a receita é uma só: com a inflação, a tolerância é zero.

Aécio Neves
http://dropsmisto.com
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Aécio Neves cobra mais controle da inflação


Fonte: Folha de S.Paulo -  Coluna de Aécio Neves 
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/88472-a-face-cruel-da-inflacao.shtml

A face cruel da inflação


Aécio Neves 

O debate sobre os artifícios contábeis usados pelo Executivo federal no fechamento das suas contas de 2012 e os desdobramentos para a credibilidade do governo junto a investidores e a setores da sociedade diminuíram a atenção sobre a inflação registrada no país, divulgada na semana passada.

Os números medidos pelo IBGE confirmam mais um dado negativo da política econômica do governo ao mostrar que, pelo terceiro ano consecutivo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o centro da meta de 4,5%, chegando a 5,8%.

Cotejado com o desempenho medíocre ao longo do ano, que gerou um pibinho de 1%, esse resultado explicita uma situação preocupante de inflação em alta e de economia quase estagnada.

Os resultados de dezembro confirmaram o cenário de inflação elevada ao fechar o mês em 0,79% -o maior índice para o período desde 2004.

Para 2013, à exceção dos prognósticos das autoridades econômicas, as previsões são de que o índice seguirá acima do centro da meta.

É ruim para todos -para o país e para os brasileiros, sobretudo para os segmentos de renda mais baixa. A inflação é o mais perverso dos "impostos", uma vez que penaliza, sobretudo, os trabalhadores de menor poder aquisitivo, corroendo o seu poder de compra.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) -que mede os gastos das famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos- fechou 2012 acima do IPCA, chegando a 6,2%.O Indicador de Preços ao Consumidor - Classe 1 medido pela FGV, que leva em conta a inflação das famílias de até 2,5 salários mínimos, chegou a 6,9%.

São exatamente os segmentos da população que não têm como se defender da inflação e sentem mais intensamente o peso do aumento de serviços essenciais, como planos de saúde e alimentação, inclusive de produtos da cesta básica.

Segundo o INPC, os alimentos consumidos no domicílio ficaram 10,6% mais caros no ano passado. Em Belém (PA), o aumento chegou a 14,2%. Das regiões metropolitanas pesquisadas, a concentração dos índices acima da média nacional no Norte e no Nordeste é perversa.

Ao corroer o poder aquisitivo das famílias mais vulneráveis, a inflação restringe o acesso a produtos de primeira necessidade e subtrai também recursos que seriam usados na quitação dos empréstimos contraídos nos últimos anos de expansão do crédito, acelerando os riscos de inadimplência.

É alto o preço que o país está pagando pelas decisões que vêm sendo tomadas pelo governo e pelas que têm sido negligenciadas, como as reformas que deveriam ter sido implementadas. Bons governos administram, no presente, as bases do futuro.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.
Fonte: Folha de S.Paul