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terça-feira, 14 de maio de 2013

Aécio Neves: Uma biografia de sucesso!




Aécio Neves: mais de 30 anos dedicados à vida pública



O senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem mais de 30 anos de vida pública. Aos 53 anos, natural de Belo Horizonte, o tucano, graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, vem de uma família com tradição na política.

É filho do ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha, neto do ex-presidente da República Tancredo Neves e do deputado federal Tristão da Cunha.

Incentivado pelo avô Tancredo Neves, participou da campanha ao governo de Minas, em 1981.

Dois anos mais tarde, teve forte atuação no Movimento das Diretas Já, ao lado de grandes líderes da oposição, à época: Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Franco Montoro, Mário Covas e Leonel Brizola.

Foi deputado federal por quatro mandatos (1987-1991; 1991-1995; 1994-1998; e 1998-2002) e presidente da Câmara dos Deputados.

Em 1986, deputado federal mais votado de Minas Gerais para a Assembleia Nacional Constituinte, apresentou 46 emendas, com destaque para o direito de voto aos 16 anos.

Sob a presidência de Aécio Neves, entre 2001 e 2002, a Câmara Federal deu mais agilidade e transparência ao Legislativo, aproximando a sociedade do parlamento brasileiro.

Destacam-se, entre outras iniciativas do período em que o tucano esteve à frente da Casa, a criação da Comissão de Legislação Participativa e da Ouvidoria Parlamentar, o pregão eletrônico, a reformulação do conceito de imunidade parlamentar – possibilitando ojulgamento de deputados por crimes comuns, o direito à licença-maternidade e o salário-maternidade às mães de crianças adotadas.

Choque de Gestão – Em 2002, o parlamentar foi eleito, em primeiro turno, governador de Minas Gerais, com 5.282.043 votos o equivalente a 58% dos votos válidos – a maior votação da história do estado, até então.

Em 2006, reelegeu-se, também em primeiro turno, com 7.482.809 votos, 77,03% dos votos válidos, novamente um recorde.

No Palácio Tiradentes, o governador Aécio Neves implantou o programa Choque de Gestão, que tem como principal proposta reduzir o tamanho do Estado para investir mais no cidadão.

Hoje, o “Choque de Gestão” é referência para a administração pública no Brasil.

A iniciativa também é reconhecida em âmbito internacional.

Em março deste ano, a revista britânica The Economist, uma das mais importantes do mundo, deu destaque à excelência na gestão do governador Aécio Neves, entre 2003 e 2010.

A publicação afirma que o tucano herdou o estado “próximo da falência” e que, com o Choque de Gestão e demais programas de austeridade, transformou Minas no estado mais bem administrado do país.

Em dois anos de implantação do Programa, Aécio conseguiu equilibrar as finanças estaduais, priorizou ações de infraestrutura em centenas de municípios mineiros e criou condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres do estado.

Senado – Ao assumir em 2010, uma cadeira no Senado Federal, com 7.565.377 votos, o tucano deixou claro, em discurso, o compromisso de atuar como agente fiscalizador do governo federal, em defesa do pacto federativo e no exercício da oposição pautada pela coragem, responsabilidade e ética.

Ferrenho crítico da gestão petista no Executivo federal, o senador lamenta a falta de um projeto para o país: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”, enfatiza.

Alerta ainda que o país está paralisado, vive o “PAC da propaganda e do marketing”; agora, com fins eleitorais.

Em fevereiro deste ano, Aécio usou a tribuna do Senado para fazer um de seus mais contundentes discursos como líder da oposição: apontou, em pronunciamento, os 13 fracassos do governo do PT em seus dez anos de poder.

O sucateamento do parque industrial brasileiro, a inflação em alta, a derrocada da Petrobras, o risco do apagão energético, a insegurança pública e o flagelo das drogas, os desvios éticos do PT, entre outros, foram alvo da fala do senador, corroborada por colegas do partido.

No discurso, Aécio reiterou que as grandes conquistas na área da saúde continuam sendo as conquistas da gestão de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República: os programas Saúde da Família, de medicamentos genéricos e a política de combate à AIDS.

Agora, ao assumir a presidência do maior partido de oposição do país, o PSDB, o senador acha que chegou a hora da legenda contribuir para um novo plano de gestão nacional.

“O PT abdicou de ter um projeto de país para ter exclusivamente um projeto de poder”, declara.

No comando do PSDB, Aécio planeja estreitar a comunicação com os cidadãos, ouvir as pessoas, os anseios, mostrar que é possível fazer algo novo, melhor que o modelo saturado que se vê hoje no país.

“Estamos aquecendo os motores e nos preparando para mostrar que o Brasil pode ter um governo com melhores resultados do que esse que está aí”, conclui.

 Fonte : site do PSDB/MG
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aécio Neves : " O mensalão explicitou a prática do PT"




Fonte: Folha de S.Paulo - 01/04/2013 - Coluna de Aécio Neves   Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/101534-realidade.shtml

Realidade


Aécio Neves 

O PT anunciou a realização de seminários para "construir uma narrativa própria" sobre os seus dez anos à frente do governo federal. É uma excelente oportunidade para um acerto de contas com a verdade.

Estou entre aqueles que acreditam que a política deve ser exercida com generosidade, reconhecendo, inclusive, as conquistas dos "adversaries". É uma pena que o pragmatismo muitas vezes acabe por prevalecer e a história passe a ser contada com os recursos da mistificação, quando não da fraude factual.

Ao longo de sua trajetória, os petistas buscaram se apropriar da bandeira da ética. Com o advento do mensalão, que explicitou o enorme abismo existente entre o discurso e a prática do PT, sob a regência do marketing, voltam agora a reivindicar o monopólio sobre as ações no campo social, até como tentativa de esmaecer suas graves e irremediáveis contradições.

É nesse contexto que devem ser compreendidos os excessos representados pela milionária campanha publicitária, para informar ao país que a miséria acabou, e pela declaração da presidente Dilma de que o PT não herdou nada, iniciativas que geraram constrangimentos até entre membros do governo e do partido.

Há, no entanto, cada vez menos espaço para esse tipo de manipulação. É o que mostra, por exemplo, estudo de grande reputação internacional feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Trata-se do relatório 2013 sobre a evolução do IDH.

Na página 74, ele informa: "Quando começou a transformação do Brasil num Estado orientado para o desenvolvimento (cerca de 1994), já o governo havia implementado reformas macroeconômicas para controlar a hiperinflação através do Plano Real". Sobre educação, na página 82, é ressaltada a importância da criação do Fundeb, em 1996.

O começo do Bolsa Família aparece de maneira inequívoca na página 87: "O Brasil reduziu a desigualdade introduzindo um programa para a redução da pobreza. O seu programa de transferência condicionada de rendimentos, Bolsa Escola, lançado em 2001, (...) em 2003 foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas num único sistema".

O relatório nos permite concluir que foram grandes virtudes dos governos petistas a manutenção e a expansão de iniciativas legadas pelo PSDB.

Os programas sociais brasileiros precisam continuar. Mas, em respeito aos beneficiados, precisam avançar para além da gestão diária da pobreza. Isso significa agregar à importante dimensão da proteção social a da verdadeira emancipação dos cidadãos atendidos.

O Brasil tem ainda um longo e duro caminho a percorrer. Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Aécio cobra maior respeito para o papel da mulher na sociedade brasileira



Mulheres

Lembrei-me recentemente da observação que ouvi de uma senhora durante visita que fiz a uma nova penitenciária feminina no meu Estado. Ao comentar a importância da experiência que permitia que bebês ficassem com suas mães até completarem um ano de idade, ela chamou a minha atenção para a facilidade com que os homens cortavam os vínculos com suas companheiras, quando elas se encontravam presas.


Enquanto nos presídios masculinos era comum ver mulheres visitando os maridos anos a fio, o mesmo não ocorria quando era a mulher a sentenciada. E concluiu: não sei se é porque eles não aguentam ou porque não se importam...


Recuperei esse comentário ao rever os dados do Fórum Econômico Mundial ("The Global Gender Gap Report 2012") que apontam os avanços que o Brasil vem alcançando na diminuição das diferenças entre a participação feminina e a masculina na sociedade.


A parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com bancos privados brasileiros, estendendo ao país o programa de crédito e apoio a mulheres empreendedoras, é mais um exemplo evidente dessa importância. Em dois anos serão selecionadas 1.500 empresas pilotadas por brasileiras. Na parceira com o BID, as instituições financeiras reconhecem que as mulheres têm taxas de inadimplência menores e ocupam cada vez mais espaços maiores no mundo dos negócios e nas universidades. Hoje, 22 milhões dos lares brasileiros são chefiados por elas.


Estudo do Banco Mundial sobre a redução da pobreza na América Latina mostrou que a renda proveniente do trabalho de mulheres contribuiu com 30% na redução da pobreza extrema no continente.


Em Medellín (Colômbia), durante visita que fiz -a convite do meu amigo Luis Alberto Moreno, presidente do BID, e ainda como governador de Minas- a comunidades recém-resgatadas do domínio do narcotráfico, impressionava o número de cooperativas e pequenos negócios conduzidos pelas chefes de famílias e o comprovado alcance social que tinham, pelos empregos e pela estabilidade que geravam em áreas antes dominadas pela violência e pela exclusão.

Por outro lado, não foi sem razão que o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que a titularidade do cartão bancário do Bolsa Escola viesse preferencialmente em nome das mães.


A proximidade do Dia Internacional da Mulher provoca sempre necessários debates e reflexões acerca das desigualdades que ainda precisam ser vencidas neste campo.

Mas existe uma verdade que, porém, não pode ser dimensionada pelas estatísticas oficiais: há um valor ético diferenciado agregado à contribuição que a mulher dá à nossa sociedade, e que merece mais atenção e reconhecimento.


E respeito.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Aécio Neves articula em prol da unidade do PSDB







Eleições 2014: Aécio Neves articula em prol da unidade do PSDB

Eleições 2014: Aécio Neves mostra poder de união ao apoiar tucano paulista como líder do PSDB no Senado Federal

As Eleições 2014 se aproximam e têm em Aécio Neves um protagonista. Nos últimos dias, o senador mineiro vem se destacado pelo trabalho intenso para unir o seu partido –PSDB – para que chegue ao pleito do próximo ano como uma alternativa forte ao ineficiente governo da presidente Dilma Rousseff.

Desde 2009, Aécio Neves defende internamente que o partido tome dois rumos inovadores: estimular as bases regionais e democratizar a escolha dos candidatos da legenda em eleições estaduais e nacionais, como por exemplo, através de prévias partidárias.

Já no ano passado, visando as Eleições 2014, Aécio Neves iniciou uma terceira iniciativa dentro do ninho tucano: revisitar as históricas bandeiras do PSDB o legado deixado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como o Plano Real, o fim da hiperinflação, as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros.

Para isso, o senador mineiro e pré-candidato do PSDB à Presidência da Repúblicase reuniu com o próprio FHC e com os economistas responsáveis pela formulação das bases do Plano Real.

E já no início deste ano, Aécio Neves começou a correr o país e as fileiras do PSDB no Congresso Nacional com o claro intuito de unir todo o partido em torno de um programa de governo centrado nas suas bandeiras histórias e num modelo de gestão pública inovador, capaz de se tornar contraponto à partidarização e a ineficiente administrativa que o PT apresentou ao governar o país nos últimos 10 anos.

E não é segredo para ninguém no mundo político que a grande missão para quem quer ver o PSDBforte é a necessidade de mostrar a uma ala do diretório paulista que o embate não deve ser estar intramuros. É preciso aparar arestas e ganhar as ruas com um programa de governo apoiado 100% pelas lideranças e pela base partidária.

Certo é que o senador mineiro não tem poupado esforços neste sentido. A escolha do paulista Aloysio Nunes Ferreira para liderança do PSDB no Senado Federal é um claro sinal de que haverá união e desprendimento pessoal nas Eleições 2014 por parte de Aécio Neves.


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aécio Neves : "Para o PT, quanto pior melhor"




Fonte: Folha de S.Paulo - 28/01/2013 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/90938-ausencia-de-limites.shtml

Ausência de limites


Aécio Neves

A redemocratização brasileira nos deixou um importante legado: a certeza de que a democracia é mais que um voto depositado nas urnas. Ela se baseia na garantia das liberdades e num rigoroso respeito às leis. Assim, não é possível fechar os olhos para o viés autoritário que ganha substância no governo petista.

A governança por medidas provisórias, a profunda subordinação do Congresso, a forma como foram promovidas as mudança de marcos regulatórios, a ausência de diálogo e as diversas tentativas de "regulamentar" a mídia são algumas das expressões dessa perigosa tendência.

Mas a fala da presidente da República e a lamentável utilização da rede nacional de rádio e TV para, entre outras coisas, desqualificar os brasileiros críticos ao seu governo é, certamente, a mais evidente delas. Não se sabe se incomodada pela pressão das articulações que gostariam de ver o ex-presidente Lula candidato ou com a simples motivação de tirar o foco dos fracassos acumulados, constatados pelo pífio resultado da economia, a presidente resolveu antecipar o debate eleitoral.

É nesta posição que ela se permitiu propagar aos brasileiros a visão maniqueísta de uma nação dividida ao meio, na qual os que amam o Brasil são otimistas e estão com o governo enquanto que os que não querem o bem do país, os "do contra", os pessimistas, estão na oposição.

Essa é uma postura que agride a diferentes gerações de democratas. É impossível não revisitar, com ironia, a gênese petista do "quanto pior melhor". Ou voltar no tempo para lembrar o nacionalismo canhestro dos governos militares que buscava confundir governo com nação, transformando a crítica em ato impatriótico e que agora ganha estranha atualidade.

O conteúdo do pronunciamento foi atípico e agressivo.

Na parte dedicada à energia, de forma desleal, o texto transformou os que apenas defenderam um outro caminho para a diminuição da conta de luz -no caso a redução de tributos federais- em adversários da ideia. Para a construção do falso raciocínio, sonegou ao país até mesmo a informação de que empresas estaduais criticadas aderiram à proposta do governo nas áreas de transmissão e distribuição.

E, por ironia, são justamente os Estados governados pelo PSDB que, sem alarde, oferecem há muitos anos as maiores isenções de ICMS na conta de luz... O pronunciamento da presidente tem vários significados. Nenhum deles é bom para a democracia, patrimônio de todos brasileiros.

PS - É impossível encerrar a coluna sem expressar o meu mais profundo sentimento pela dor das famílias de Santa Maria, dor que é de todos nós brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Contabilidade Criativa, novo artigo de Aécio Neves



Aécio Neves, O Globo,



O país vem tendo a oportunidade de conhecer, nestes primeiros dias de 2013, análises e opiniões de especialistas sobre os efeitos das manobras contábeis utilizadas pelo Governo federal para sanar as obrigações fiscais não cumpridas ano passado.



A irresponsabilidade fiscal praticada ganhou um nome irônico: contabilidade criativa. Elas evidenciam que o governo permanece sofrendo de um mal que, invariavelmente, provoca danos severos à sociedade: gasta muito e gasta mal. As contas simplesmente não fecham!



Há um cardápio variado de truques e de estranhezas contábeis que se repetem desde 2009, como a transformação de dívida em receita primária; a venda de dividendos de estatais mistas para o BNDES, visando a calibrar o Tesouro Nacional, e o uso do processo de capitalização da Petrobras como fonte geradora de receitas artificiais.



A novidade, agora, é a apropriação dos recursos do Fundo Soberano - R$ 12,4 bilhões - para o reforço da formação do superávit e o uso do Tesouro como uma corretora de valores, que recebe ações de empresas privadas de um dos seus bancos (BNDES) e manda para outro (CEF). O Tesouro, mesmo que por alguns momentos, passou a ser acionista de empresas privadas. Acrescentou-se a tais manobras o desconto das despesas do PAC do cálculo do resultado primário - R$ 25 bilhões em 2012.



O conjunto de operações atípicas traz à tona uma questão extremamente relevante. Maquiando sua prestação de contas e manejando margens para conseguir se aproximar dos resultados planejados, o governo fragiliza ainda mais a sua já combalida credibilidade.



As manobras fiscais não são um problema isolado. Governando sob o regime do improviso, o Executivo impõe ao país decisões estruturais sem qualquer diálogo, muitas vezes ignorando a sua própria base congressual e importantes atores da área produtiva. Empresta a essas medidas a força da legalidade, através de instrumentos provisórios, como as MPs, e espanta o mercado de investidores.



A mudança do marco regulatório do sistema elétrico é o exemplo mais recente, assim como a insegurança sobre o desempenho do setor. Lembro que dias atrás o Governo federal taxou como "ridícula" a hipótese de racionamento de energia. Mas, como palavras não enchem reservatórios, sob as sombras do constrangimento, reuniu-se essa semana uma preocupada equipe de governo para estudar como evitar impõe ao país decisões estruturais sem qualquer diálogo, muitas vezes ignorando a sua própria base congressual e importantes atores da área produtiva. Empresta a essas medidas a força da legalidade, através de instrumentos provisórios, como as MPs, e espanta o mercado de investidores.



A questão de fundo é que credibilidade é um ativo importante nos governos democráticos - tem valor simbólico, mas também objetivo. Ela se manifesta através da confiança dos investidores e da sociedade em regras estáveis, o que permite segurança para planejar investimentos e o futuro. Por isso é temerário que as posições oficiais sejam sistematicamente desmentidas pela realidade, como ocorreu na projeção de 4% de crescimento do PIB previsto para 2012. Fechamos o ano com o minúsculo 1%.



São ações que colocam em risco fundamentos que legaram aos governos do PT a herança bendita da estabilidade econômica, marco inicial imprescindível para o processo de redução da pobreza e para a construção de um novo patamar de desenvolvimento no país.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Aécio Neves cobra mais controle da inflação


Fonte: Folha de S.Paulo -  Coluna de Aécio Neves 
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/88472-a-face-cruel-da-inflacao.shtml

A face cruel da inflação


Aécio Neves 

O debate sobre os artifícios contábeis usados pelo Executivo federal no fechamento das suas contas de 2012 e os desdobramentos para a credibilidade do governo junto a investidores e a setores da sociedade diminuíram a atenção sobre a inflação registrada no país, divulgada na semana passada.

Os números medidos pelo IBGE confirmam mais um dado negativo da política econômica do governo ao mostrar que, pelo terceiro ano consecutivo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o centro da meta de 4,5%, chegando a 5,8%.

Cotejado com o desempenho medíocre ao longo do ano, que gerou um pibinho de 1%, esse resultado explicita uma situação preocupante de inflação em alta e de economia quase estagnada.

Os resultados de dezembro confirmaram o cenário de inflação elevada ao fechar o mês em 0,79% -o maior índice para o período desde 2004.

Para 2013, à exceção dos prognósticos das autoridades econômicas, as previsões são de que o índice seguirá acima do centro da meta.

É ruim para todos -para o país e para os brasileiros, sobretudo para os segmentos de renda mais baixa. A inflação é o mais perverso dos "impostos", uma vez que penaliza, sobretudo, os trabalhadores de menor poder aquisitivo, corroendo o seu poder de compra.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) -que mede os gastos das famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos- fechou 2012 acima do IPCA, chegando a 6,2%.O Indicador de Preços ao Consumidor - Classe 1 medido pela FGV, que leva em conta a inflação das famílias de até 2,5 salários mínimos, chegou a 6,9%.

São exatamente os segmentos da população que não têm como se defender da inflação e sentem mais intensamente o peso do aumento de serviços essenciais, como planos de saúde e alimentação, inclusive de produtos da cesta básica.

Segundo o INPC, os alimentos consumidos no domicílio ficaram 10,6% mais caros no ano passado. Em Belém (PA), o aumento chegou a 14,2%. Das regiões metropolitanas pesquisadas, a concentração dos índices acima da média nacional no Norte e no Nordeste é perversa.

Ao corroer o poder aquisitivo das famílias mais vulneráveis, a inflação restringe o acesso a produtos de primeira necessidade e subtrai também recursos que seriam usados na quitação dos empréstimos contraídos nos últimos anos de expansão do crédito, acelerando os riscos de inadimplência.

É alto o preço que o país está pagando pelas decisões que vêm sendo tomadas pelo governo e pelas que têm sido negligenciadas, como as reformas que deveriam ter sido implementadas. Bons governos administram, no presente, as bases do futuro.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.
Fonte: Folha de S.Paul

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aécio acusa o governo do PT de aniquilar a Federação


Blog ; http://dropsmisto.com

Por Fernando Exman | De Brasília/ Valor Econômico

Potencial candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) voltou ontem a criticar a presidente Dilma Rousseff e o modo do PT de governar. Sem citar nomes, o tucano criticou a visão "messiânica" em relação a investimentos na área social, e disse que uma gestão pública eficiente garante melhores resultados à população. Ele acusou também o Executivo de ser "pouco generoso" com Estados e municípios e de estar provocando um "aniquilamento" da Federação.

O palco das críticas foi a abertura do Congresso Brasileiro de Gestão Pública Municipal e da XIII Conferência das Cidades. O evento foi realizado com o apoio da frente parlamentar mista para o fortalecimento da gestão pública, grupo suprapartidário do qual Aécio é vice-presidente. "Não existe maior medida de alcance social que a boa aplicação do dinheiro público", destacou o parlamentar. "É apenas a gestão eficiente que produz resultados sociais efetivos."

Na visão de Aécio, a administração pública deve estar apoiada num tripé formado pela meritocracia e qualificação da burocracia, uma transparência que dê ao gestor o apoio da população até mesmo na execução de medidas impopulares e a definição de metas. O senador defendeu o pagamento de bônus aos servidores públicos, caso essas metas sejam alcançadas. "Com isso, você constroi uma relação proativa."

Ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves alertou que a concentração da arrecadação tributária nas mãos da União e o aumento das responsabilidades de Estados e municípios têm provocado um "aniquilamento" da Federação. "Os municípios estão virando administradores de folhas de pagamento", frisou. "Os prefeitos precisam se articular com o Congresso Nacional para construirmos juntos a agenda da federação."

Em entrevista a jornalistas antes de o evento começar, Aécio foi além. De acordo com o senador, as falhas de gestão do governo Dilma Rousseff vão ficando cada vez mais claras. Cabe à oposição apontá-las à sociedade, anotou. Ele citou o "crescimento pífio" da economia e a existência de falhas no combate aos gargalos no setor de infraestrutura, além da falta de ousadia do governo para realizar as grandes reformas estruturais.

Subindo o tom, o tucano afirmou também que o Executivo não pode mais terceirizar responsabilidades. Mesmo sofrendo os efeitos da crise financeira internacional, argumentou Aécio, os Estados Unidos devem crescer mais que o Brasil neste ano. Ele também citou previsões de que o Produto Interno Bruto brasileiro será inferior ao da maioria dos países sul-americanos. "Isso é responsabilidade de quem? Do governo do PT, porque não dá mais para transferir responsabilidades para governos anteriores. A herança bendita do governo do presidente Fernando Henrique está acabando. Agora, o PT vive, infelizmente, os resultados e as consequências da herança maldita do governo Lula para o governo Dilma", disparou.

No mesmo evento, o presidente do Conselho de Administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo federal, Jorge Gerdau, lembrou os gestores públicos presentes que a gestão eficiente da máquina pública é um fator decisivo para a conquista de um maior "Ibope" junto ao eleitorado. O empresário citou como exemplos de sucesso as administrações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do próprio Aécio em Minas. Ambos são cotados para disputar a eleição presidencial de 2014. Nesse momento, uma parte da plateia aplaudiu Aécio Neves. "Eu não pedi as palmas", brincou Gerdau. Em resposta, Aécio depois chamou Gerdau de "guru" e lembrou do esforço do empresário para ajudá-lo em seu governo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aécio alerta para risco iminente de "apagão" de mão de obra no país


Blog Drops Misto


Fonte: Folha de S.Paulo - 19/11/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78833-educacao-e-emprego.shtml

Educação e emprego


Aécio Neves 

Realizada em São Paulo na semana passada, a Olimpíada do Conhecimento do Senai reafirmou a sua condição de maior e mais importante evento da educação profissionalizante do Brasil.

Durante cinco dias, 700 alunos disputaram provas em 54 ocupações profissionais. Simultaneamente, competiram no torneio WorldSkills Americas, com a participação de 24 países das Américas e do Caribe. Ano que vem, os nossos campeões participarão da etapa global dessa "Copa do Mundo" da educação profissional, em Leipzig, na Alemanha.

Há razões para nos orgulharmos de nossos estudantes. Em 2011, em Londres, durante a mesma competição internacional, eles conquistaram seis medalhas de ouro, três de prata, duas de bronze e sete certificados de excelência. Classificaram-se em segundo lugar, superando concorrentes de países desenvolvidos como Japão, Suíça e Cingapura.

Por trás desse bom desempenho está a presença da indústria nacional, responsável, em última instância, pela qualidade do ensino oferecido pelo Senai. É, porém, um esforço isolado -praticamente uma ilha de excelência, que não encontra a necessária sinergia com a política educacional brasileira nem apoio para disseminar-se e, assim, alcançar todos aqueles que poderiam conquistar oportunidades de melhores empregos e salários por meio de um diploma técnico.

Os equívocos começam já na definição da matriz educacional que privilegia e incentiva o bacharelado. Apenas 6,6% dos jovens brasileiros entre 15 e 19 anos optam pelo ensino profissionalizante. Na média dos 34 países da OCDE, são 42%, com picos de 55% no Japão, 53% na Alemanha e 40% na França e na Coreia do Sul.

O mais preocupante é que o sonho da universidade se frustra para a grande maioria -apenas 14% dos nossos jovens chegam aos cursos superiores, contra a média de 40% nos países da OCDE. Feitas as contas, constata-se que 86% deles, cerca de 20 milhões, ficam fora das universidades e não conquistaram uma formação profissional. São condenados a empregos de segunda classe, a subempregos.

Diante do risco iminente de um "apagão" de mão de obra no país, fatal para a competitividade das empresas, o Brasil se defronta com o desafio de capacitar, até 2015, 7,2 milhões de trabalhadores com cursos técnicos e de média qualificação para atuar em 177 ocupações, segundo alerta do Mapa do Emprego Industrial, produzido pelo próprio Senai.

O governo parece não ter tempo nem interesse em priorizar essa questão. Ignora que as nações que superaram a pobreza e se tornaram economicamente fortes, socialmente mais justas e soberanas são exatamente as que investiram com seriedade e consequência na educação de sua juventude.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Aécio Neves denuncia descaso da União com Estados e Municípios




Aécio afirma que União concentra recursos e prejudica estados e municípios » PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira


Brasília – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a concentração de recursos públicos nas mãos da União – o que, segundo o parlamentar, tem se elevado nos últimos anos, e prejudicado a qualidade de vida dos brasileiros.

Aécio falou sobre o tema no mesmo dia que, em Brasília, cerca de 1.500 prefeitos protestaram por mais aumento de repasses de recursos públicos às cidades. O evento contou com a participação dos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Para Aécio, há um contraste entre a retenção cada vez maior de recursos com a União e a elevação das responsabilidades impostas aos estados e municípios. “Hoje, cada vez mais o governo federal concentra receitas, mas participa menos dos financiamentos da saúde, educação, segurança. Apenas como exemplos: na área de Segurança Pública, estados e municípios respondem por 81,7% das despesas, a União, apenas 18,3%. Em Educação e Cultura, a União participa com 22,7%, um total de 77,3 % são de recursos de origem estadual e municipal. Em Saúde e Saneamento, estados e municípios se responsabilizam por 68,4% dos recursos, a União só aloca 31,6% do investimento público”, declarou.

O parlamentar ressaltou que, além de proporcionar o empobrecimento das máquinas públicas, a situação tem nos moradores das cidades seus principais prejudicados. “[A concentração de recursos] impede que os problemas do cidadão sejam resolvidos com a agilidade e eficiência que somente aqueles que os conhecem de perto, os estados e, principalmente, os municípios, conseguem fazer”, disse.

Na avaliação do senador, a falta de preocupação do governo federal com estados e municípios se torna ainda mais evidente com situações como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), implantada pela Presidência da República para estimular as vendas no setor automotivo. Apesar de proporcionar aquecimento a um extrato da economia, a medida prejudicou a arrecadação de entes federativos – o IPI abastece os fundos de participação dos estados (FPE) e municípios (FPM), decisivos para a gestão pública.

“A isenção é importante, pois garante a produtividade da indústria brasileira e empregos, mas deve vir acompanhada da justa compensação aos municípios e estados, para que os fundos de participação sejam recompostos”, declarou o parlamentar.

Aécio é autor de dois projetos no Congresso Nacional que determinam as perdas nos fundos, ainda que o governo crie pacotes que os atingiriam. “Mas, infelizmente, a ampla base do governo federal tem impedido que eles sejam analisados com a rapidez desejável”, afirmou.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aécio cobra mais discussão sobre a MP 570, do setor elétrico


Fonte: Folha de S.Paulo online
Link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/1184038-energia.shtml

Energia – Coluna de Aécio Neves

Aécio Neves

12/11/2012 - 03h30

Ninguém questiona a necessidade de redução do custo da energia elétrica no Brasil. Mas já sabemos que a MP 579 vai muito além disso, alterando o marco regulatório do setor elétrico brasileiro. Como aponta o ex-ministro João Camilo Penna, o governo teria outras formas mais diretas para diminuir o valor das contas de luz pagas pelos consumidores, como uma maior redução de impostos. O caminho escolhido é complexo e, por isso, merece ser debatido com cautela, sem arroubos de intolerância.

Não é justo com o país reduzir medidas com desdobramentos tão amplos a um falso maniqueísmo que tenta colocar, de um lado, os que querem baixar o valor da conta de luz e, do outro, apresentar os que propõem o debate como meros defensores de interesses das empresas do setor.

Mais uma vez, pontua-se a forma desrespeitosa com que o Planalto trata o Congresso, ao fixar prazos que impedem a correta discussão do tema no Parlamento, alijando-o da sua legítima participação em decisão dessa envergadura.

Segundo especialistas, a MP 579 traz conteúdo que ignora a necessidade de expansão do setor elétrico, afugentando investidores e descapitalizando perigosamente as concessionárias. Ninguém sabe onde buscar os recursos para o acréscimo de 5 a 7 mil MW a cada ano necessários ao crescimento da economia.

Hoje o país está ameaçado de viver uma crise de abastecimento que poderia ser evitada se pudéssemos contar com mais 3,3 mil MW, caso as termoelétricas, vencedoras dos leilões de 2005, estivessem aptas a entrar em operação, mas esses projetos ou foram cancelados ou estão atrasados.

Considerando essas usinas canceladas e outras previstas para entrar em operação nos próximos anos, cujos projetos foram abandonados, temos quase 6 mil MW de redução na expansão esperada de geração, causando uma enorme incerteza quanto ao atendimento do mercado futuro.

A energia produzida por parques eólicos no Nordeste é uma alternativa com a qual ainda não podemos contar, pois as linhas de transmissão que deveriam conectá-la ao sistema não foram concluídas pelo governo federal. Essa falta de planejamento provocou o aumento do custo no mercado de curto prazo. No inicio do ano, o custo da energia no mercado livre era R$ 12,20 e agora chega a R$ 400,00.

Insisto: o tema é complexo e deve ser amplamente discutido também para que não seja aberto um precedente em relação à credibilidade dos marcos regulatórios no país.

Nos últimos anos o governo não deu atenção ao ponto mais importante para reduzir o custo da energia: um planejamento capaz de garantir a ampliação da oferta. E, como dizia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, "energia cara é aquela que não existe".

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Aécio : " Precisamos garantir mais transparência ao país"


Aécio Neves líder da oposição

Fonte: Folha de S.Paulo - 16/07/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/54746-reformas.shtml

Reformas


São Paulo, segunda-feira, 16 de julho de 2012

AÉCIO NEVES

A vida pública, muitas vezes, nos reserva lições díspares e antagônicas.

Designado pelo presidente do Senado, José Sarney, tive a honra de representar o Congresso Nacionalna cerimônia de concessão, pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, do importante prêmio John W. Kluge ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Como destacou o senador Cristovam Buarque, o prêmio equivale, em importância, a um Nobel no campo das ciências humanas. Não se trata de reconhecimento apenas ao sociólogo, ao pensador e à sua densa obra acadêmica, mas também ao líder que foi capaz de, à frente do país, criar bases para um novo patamar de desenvolvimento nacional.

Retornei à Brasília onde, na manhã seguinte, ocorreria a sessão de julgamento do processo de cassação do mandato do então senador Demóstenes Torres.

Sob o impacto de situações tão opostas, é inevitável a reflexão sobre o ambiente político e o conjunto das reformas adiadas, que o país reclama e que precisam ser feitas. Especialmente a reforma política, entendida no seu sentido mais amplo, mas também a dos próprios ritos legislativos.

São questões que devem ser enfrentadas com coragem, com a mesma responsabilidade e visão de futuro com que Fernando Henrique conduziu as reformas econômicas nos anos 90, deixando o precioso legado da estabilidade, que vem sendo preservado, independentemente de quem esteja no poder.

Precisamos de ampla reforma política que respeite a população, valorize os partidos e a sua capacidade de representação da sociedade, mas que também alcance os próprios processos legislativos.

Neste campo poucos avanços puderam ser anotados nos últimos anos. Permanecem à espera da vontade política do governo federal questões de fundo, situadas na raiz dos problemas, nas falhas evidentes de um sistema que envelheceu e não corresponde mais às necessidades de um país que se modernizou e quer continuar avançando.

Como, infelizmente, temos um Parlamento movido quase que exclusivamente pela vontade da maioria governista, e o governo, claramente, não deseja mudanças, têm sido inúteis as tentativas de garantir mais transparência e agilidade a matérias importantes para o país. A iniciativa que regulamenta o uso das medidas provisórias e que, apesar de aprovada no Senado, permanece paralisada na Câmara dos Deputados, é um exemplo.

A questão central é que o Palácio do Planalto não consegue se libertar das suas conveniências políticas imediatas para se concentrar nas políticas de Estado, aquelas que guardam o interesse público, preservam a grandeza das instituições e sobre as quais se constrói não um governo, mas uma nação.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

http://dropsmisto.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Na FPM sobre gestão, Aécio fala sobre gestão eficiente


Senador Aécio Neves, líder da oposição no Brasil, fala da necessidade de mudar os conceitos de gestão pública no país
Senador Aécio Neves líder da oposição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) destaca que, hoje, "oserviço público está associado a serviços precários"

No momento em que o Poder Executivo discute a necessidade de otimizar o uso de recursos públicos para conter a crise econômica, o Congresso Nacional inicia um movimento para tornar a gestão pública no Brasil mais eficiente. A partir da próxima terça-feira, mais de 240 deputados e senadores de quase todos os partidos vão se unir na Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública, com a meta de debater uma ampla reforma no setor.

O grupo é heterogêneo, composto por ex-administradores, médicos, professores e delegados, da oposição e da base governista, que vão ser distribuídos de acordo com 11 temas considerados prioritários . Segundo o vice-presidente da frente e ex-governador de Minas Gerais, senador Aécio Neves (PSDB), os parlamentares vão discutir formas de destinar corretamente o dinheiro pago pelo contribuinte. "Há um cansaço desse modelo que o país vivencia, em que serviço público está associado a serviços precários e de má qualidade, ao desperdício e ao desvio de recursos", comenta.

Correio Brasiliense

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aécio volta a denunciar o descaso da União com as obras da Copa do Mundo



Senador critica atraso nos investimentos federais para o Mundial

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) visitou, nesta segunda-feira (04/05), as obras de reforma do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, iniciadas durante sua gestão frente ao governo de Minas. Ao lado do governador Antonio Anastasia, o senador percorreu as novas instalações e arquibancadas e mostrou-se confiante que o estádio, localizado na Pampulha, seja o primeiro a ser concluído no país. A visita de hoje marca o prazo de 200 dias para a conclusão das obras, prevista para 21 de dezembro.

“Fico muito feliz em ver que o Mineirão talvez seja, dentre todas as arenas em construção no Brasil, a mais avançada. Esse processo começou no nosso governo, vem sendo conduzido com excepcional competência pelo governador Anastasia, com apoio do prefeito Marcio Lacerda. Acredito que o Mineirão será o primeiro estádio, dentre todos, a ser inaugurado”, disse Aécio Neves.

O senador, o governador Anastasia e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, foram recebidos por um coral formado por 200 crianças, estudantes de escolas públicas de Belo Horizonte e do município de Pedro Leopoldo. Os três inauguraram, ainda, a maquete do Novo Mineirão e assistiram o içamento de uma das 88 hastes do estádio.

As obras de reforma do estádio começaram em janeiro de 2010 e incluem o rebaixamento do gramado – para melhorar a visibilidade dos torcedores –, a construção de esplanada em seu entorno, 80 camarotes, ampliação do estacionamento e tribuna de imprensa para três mil jornalistas. O estádio, com capacidade para 64 mil torcedores, terá ainda passarela de ligação com o Mineirinho, que funcionará como centro de apoio durante a Copa.

Aécio Neves ressaltou que o Mineirão será a arena com menor custo por cadeira entre os selecionados para a Copa no Brasil de 2014.

“Entregamos recentemente o Independência, também uma jóia rara para jogos até determinado porte”, disse o senador sobre a reforma do estádio do Independência, em Belo Horizonte, concluída em abril deste ano.

Atraso nas obras federais

Aécio Neves destacou o êxito do planejamento e da execução das obras nos estádios de futebol no país, todas elas sob responsabilidade dos governos estaduais. E criticou o atraso nos investimentos que estão a cargo do governo federal. Aécio citou o balanço divulgado que revela que apenas 5% das obras federais necessárias para Copa estão concluídas.

De um tempo para cá, vejo as autoridades federais se esforçando para resumir a Copa aos estádios. E não é. Os estádios não são responsabilidade do governo federal e é o que vai bem. A iniciativa privada, o que depende dela, vai bem. O que depende do Estado vai muito bem. O que depende do governo federal vai muito mal”, afirmou.

O senador criticou a falta de investimentos em mobilidade urbana em tempo hábil, como no caso do metrô de Belo Horizonte, e a ampliação dos aeroportos.

“Era muito importante que o ministro (dos Esportes) fizesse a vistoria nas obras de mobilidade, nos aeroportos, nos portos. No que diz respeito aos aeroportos, de 31 obras anunciadas, apenas 18 estavam em andamento. No que diz respeito à mobilidade, o percentual é ainda mais baixo. Cerca de 40% apenas das obras estão iniciadas. Me preocupo muito. Inclusive Belo Horizonte. Não teremos o metrô pronto, não teremos as obras do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, como precisariam estar prontas. Por quê? A Copa do Mundo foi anunciada em 2007 e, apenas no ano passado, o governo começou a se movimentar. Lamentavelmente, se o governo não andar muito rápido, vamos ter problemas no que diz respeito principalmente à mobilidade e a acesso, sobretudo no que diz respeito aos aeroportos”, afirmou o senador Aécio.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Aécio Neves cobra transparência na CPI de Cachoeira



Aécio defende voto aberto em cassação de Demóstenes


Aécio Neves líder da oposição

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse ser favorável ao voto aberto no Senado, caso os parlamentares tenham que se posicionar sobre a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), acusado de ter atuado em favor do bicheiro Carlinhos Cachoeira e ter participação nos negócios ilegais comandados por ele. "O voto aberto seria uma grande oportunidade para que cada um pudesse se manifestar", afirmou Aécio. 

Apesar da declaração, o tucano não quis adiantar o seu voto. O senador disse apenas que as denúncias são graves e constrangem o Senado, e que, no momento certo, todos saberiam o seu voto.

Ontem, no plenário, o líder do PSDB, Álvaro Dias, fez um apelo ao presidente José Sarney (PMDB) para que a PEC que propõe o voto aberto seja incluída na pauta de votação. Dias pediu aos colegas que se recusem a votar qualquer projeto de lei antes de apreciar a proposta.

Em visita à Belo Horizonte para acompanhar as obras do estádio do Mineirão, Aécio aproveitou para criticar a lentidão nos trabalhos da CPMI do Cachoeira. "A CPMI tem que andar um pouco mais rápido, realmente". Uma das preocupações do tucano são as eleições de outubro, que podem causar um "esvaziamento natural do Congresso". Aécio disse que, para que o inquérito tenha resultado positivo, é preciso que a comissão deixe de ser um instrumento de briga política entre a maioria governista e a minoria da oposição.

Perillo. Sobre o caso do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), suspeito de ter recebido R$ 1,4 milhão de empresas ligadas a Cachoeira pela venda de uma casa e de ter nomeado funcionários a pedido do empresário, Aécio Neves disse que o partido precisa ter "serenidade e dar o voto de confiança" ao governador.

O senador mineiro afirmou que a situação constrange o partido, mas disse acreditar que Perillo vai conseguir prestar todos os esclarecimentos. "Vamos dar a ele o direito que lhe é legítimo e que qualquer cidadão tem, que é o de se explicar", disse.

Ainda de acordo com Aécio, não é agradável para ninguém ver um companheiro sofrendo esse tipo de ataque, mas o senador ressaltou que o colega tem se mostrado tranquilo. "Até agora, em todas as denúncias surgidas, ele tem sido enfático e firme nas suas explicações. Ele terá oportunidade para prestar todos os esclarecimentos. Vamos aguardar".

O governador Marconi Perillo foi convocado para depor na CPMI no próximo dia 12.

O Tempo

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Aécio Neves fala sobre economia criativa


Fonte:  Folha de S.Paulo - 21/05/2012 - Coluna de Aécio Neves 
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/44083-economia-criativa.shtml

Economia criativa

Aécio Neves 

Eventos de porte que têm como base a economia criativa florescem país afora. Amanhã o Fashion Rio abre suas portas, antecipando-se, em duas semanas, ao São Paulo Fashion Week. Há pouco foi encerrado o Minas Trend Preview.

São exemplos do crescimento exponencial de uma atividade econômica que, sem perder o fio de sua origem, a de um artesanato nascido de talentos criativos, expandiu-se como negócio amplo e relevante, gerador de milhares de empregos qualificados e de alto valor agregado.

Há algum tempo os potenciais dessa nova economia vêm ganhando a respeitabilidade do mercado.

A crise de 2008 apressou o debate, ao solapar as bases da economia tradicional e expor a fragilidade de segmentos econômicos antes tidos como inabaláveis.

Ao se reacomodarem, pós-crise, pôde-se observar que essas inovadoras áreas produtivas, até então desprezadas na hierarquia da economia tradicional, dispõem de fôlego e vitalidade surpreendentes.

O que elas têm em comum é o insumo da liberdade, da cooperação e da criatividade. Estão mais para software do que para hardware.

A moda, a informática, a comunicação, a música, o cinema, a arte e o design pontuam nesse campo. Reivindicam, no começo de século 21, com justiça, um protagonismo que antes lhes fora negado, sempre no incômodo papel de figurantes à reboque das locomotivas da velha economia.

Estatísticas da Unctad, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, indicam que, nos primeiros anos da década, os bens e serviços criativos cresceram no mundo a uma taxa surpreendente, quando comparada à manufatura convencional. São números pré-crise. Tendem a crescer ainda mais.

O turismo é outro exemplo. Tanto na França, primeiro destino do mundo, quanto na Espanha, a atividade está entre as que lideram os setores que produzem a riqueza nacional. O Brasil ainda não descobriu esse potencial.

Às vésperas de grandes eventos internacionais, somos reconhecidos pelo Fórum Econômico Mundial como o 1º país em recursos naturais, o 23º em recursos culturais, mas ainda o 114º em políticas e regulamentações de apoio ao setor.

A economia criativa encontra no Brasil a hora e a vez para crescer e nortear os rumos da diferenciação do nosso modelo de desenvolvimento. Pode -e deve- contribuir para a busca de novos modelos de produção e consumo e, consequentemente, para um país e um planeta mais sustentável.

O desafio central dos governos é garantir as condições necessárias para que o novo continue a florescer. O desenvolvimento requer a invenção do futuro, dizia Celso Furtado. E a invenção do futuro exige ética e criatividade.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aécio em Pernambuco :" O governo federal gasta mal e planeja pouco"




Eduardo Campos e Aécio Neves

FONTE: Diário de Pernambuco

Denise Rothenburg
deniserothenburg.df@dabr.com.br
O senador Aécio Neves (PSDB‐MG) desembarca hoje na capital pernambucana tendo como ancho uma reunião do PSDB Mulher com vistas às eleições municipais. Mas, na verdade, a visita é bem mais que isso. Nesta entrevista exclusiva, concedida ontem em Brasília, Aécio joga a semente do que pretende semear no Nordeste, sem deixar de soltar uma ironia em relação ao Brasil Carinhoso, lançado no início da semana pela presidente Dilma. “Isso seria um gesto carinhoso para o Brasil, principalmente, com as crianças brasileiras, em especial do Nordeste. Desonerar as empresas para que elas possam investir em saneamento básico”, diz ele. Sua fala no encontro das mulheres promete soar ainda como música para os prefeitos de todos os recantos do Brasil que vaiaram Dilma na última terça‐feira: “Nossa proposta terá sempre como base o fortalecimento de estados e municípios, uma distribuição mais justa do bolo tributário. O Brasil vive um processo crescente e perverso de concentração de receitas nas mãos da União, nos transformando quase que num estado unitário. Queremos é tirar da paisagem nacional as marchas constantes de prefeitos pedintes em Brasília”, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O que o senhor leva de projeto para o Nordeste nesta viagem?

O PSDB vive um processo de reorganização das suas forças. Tivemos reuniões nos últimos meses do movimento jovem, em São Paulo, do movimento sindical do partido, em Goiás, Fizemos alguns seminários importantes sobre economia no Rio de Janeiro e faremos agora o grande encontro das mulheres no Recife. É a oportunidade de mobilizarmos as mulheres do PSDB especialmente com foco nas eleições municipais deste ano. Estamos estimulando uma participação cada vez mais profunda das mulheres, tanto na formulação dos projetos do PSDB, sobretudo no campo social, quanto a presença efetiva das mulheres como candidatas aos vários cargos que vão estar em disputa este ano. Terei também nesta sexta‐feira uma reunião com o governador Eduardo Campos, com quem tenho uma relação pessoal antiga. Tenho um orgulho muito grande de ouvir sempre do governador Eduardo que muitos dos projetos hoje desenvolvidos em Pernambuco, principalmente na área de segurança pública, foram inspirados em nossa gestão em Minas Gerais, no projeto Fica Vivo. Pernambuco tem alcançado índices importantes na diminuição da criminalidade, em parte, pela boa aplicação desses projetos cuja origem e inspiração se deram em Minas Gerais.

Nesse encontro com o governador, existe aí alguma conversa política para o futuro?

Converso permanentemente com o governador. Temos uma aliança com o PSB em vários estados brasileiros, a começar por Minas Gerais. Lá, desde a minha primeira eleição o PSB participa do nosso governo e das nossas campanhas. Apoiamos há quatro anos um nome do PSB para prefeitura da capital do estado. Obviamente, tenho que respeitar e reconhecer hoje o alinhamento do PSB com o governo federal, mas o futuro a Deus pertence. Jamais deixarei de ter uma interlocução muito qualificada com o governador Eduardo Campos. Até porque nós temos, em várias questões e vários temas, uma visão comum. A identidade é muito grande.

O senhor então, por conta dessa identidade, não descarta a possibilidade de uma aliança entre PSDB e PSB? O senhor acredita que o PSB é capaz de deixar o PT e toda a força que Lula tem no Nordeste por uma aliança com o PSDB?

Hoje, o alinhamento natural do PSB é com o governo federal. Não obstante, instâncias regionais do PSB estarão próximas a nós naturalmente. Não cometeria a indelicadeza de, ao fazer uma visita ao governador Eduardo Campos, falar de alianças futuras. Mas acredito muito nas coisas naturais na política: sempre que existe identidade de propósitos, de visão de país e de mundo, as conversas avançam com muito mais celeridade. Mas repito: respeito o alinhamento hoje do PSB com o governo federal, mas vamos continuar sempre conversando e fazendo parcerias em favor do Brasil. Já fizemos parcerias lá atrás, no momento em que eu era governador, e recebi o governador Eduardo Campos por várias vezes em Minas Gerais e vamos continuar fazendo no futuro. Acho que administração pública eficiente é aquela que sabe aproveitar os bons exemplos e adaptá‐los à sua realidade local. O governador Eduardo faz isso com maestria. Ele é sem dúvida um dos mais talentosos gestores públicos da nossa geração.


Por falar em gestão pública, comenta‐se que o governo federal nunca investiu tanto no Nordeste. Como o senhor avalia a atuação do governo federal na região?

Há muito por fazer. Quando se fala em gestão pública, os exemplos do governo federal não são os bons exemplos. Ao contrário, nós estamos vendo aí as obras do PAC em grande parte atrasadas. Eu citaria uma emblemática que é a transposição do São Francisco. Poderia citar outras, como a Transnordestina. Há uma paralisia grande no PAC pelo gigantismo da estrutura do estado. O PT, infelizmente, não investe em novos instrumentos de gestão qualificada. O governo federal não é um bom exemplo quando se fala de gestão pública de qualidade. O gasto excessivo do governo federal com a sua própria estrutura é que não deixa um espaço fiscal adequado até para que pudéssemos avançar na diminuição da carga tributária que é a grande mazela, o grande desafio que o Brasil tem a enfrentar hoje. No momento em que os gastos correntes do governo avançam numa velocidade maior que o próprio crescimento do PIB, da nossa economia, não sobra espaço fiscal para uma ação mais ousada na diminuição da carga tributária, que é o grande desafio que todos nós, juntos, temos que enfrentar. Repito: o governo federal gasta mal, de forma pouco planejada, e nesse quadro, por mais que haja boa intenção dos gestores do Nordeste, os dados ainda estão muito aquém das necessidades dessa região. Minas Gerais tem o seu Nordeste, por isso, temos uma familiaridade grande com o Nordeste brasileiro. Temos uma região do estado, Vale do Jequitinhonha, do Mucuri, que tem o mesmo índice de desenvolvimento humano, mesmo IDH do Nordeste brasileiro. Cito como exemplo o que fizemos lá: ao final do meu mandato, último ano, gastávamos três vezes mais per capita na região Nordeste do estado do que nas demais regiões. Esse era um bom exemplo a ser seguido pelo governo federal. Infelizmente, ainda não ocorre. A cada R$ 1 investido nas demais regiões, R$ 3 eram aplicados no Nordeste, em saúde, educação, segurança, saneamento. Esse é o grande desafio prioritário para enfrentarmos no Nordeste brasileiro: 50% dos domicílios ainda não têm saneamento. E o governo da presidente Dilma, infelizmente, não toma as medidas necessárias para que esses investimentos avancem. Na campanha eleitoral, ela se comprometeu em zerar as alíquotas de PIS/Cofins para dar mais fôlego para fazer investimentos e infelizmente isso não vem ocorrendo. Tenho uma Proposta de Emenda Constitucional tramitando no Congresso para zerar essas alíquotas. Mas, sem o apoio do governo federal. No último ano, as empresas de saneamento básico no Brasil inteiro pagaram mais impostos do que fizeram em investimentos. Isso não se justifica. Isso seria um gesto carinhoso para o Brasil, principalmente, com as crianças brasileiras, em especial do Nordeste. Desonerar as empresas para que elas possam investir em saneamento básico.

O senhor é visto como um pré‐candidato a presidente da República. Pretende levar já nesta viagem algum projeto específico para o Nordeste, além desta emenda que tramita non Congresso?

Certamente, teremos oportunidade de falar de alguns projetos e, principalmente, ouvir também algumas lideranças do Nordeste. Mas, certamente, vamos apresentar uma proposta que será discutida já nesse processo eleitoral de descentralização. Da refundação da Federação. Estamos assistindo a um processo de aniquilamento dos municípios, que não têm mais condições eles próprios de enfrentar as suas dificuldades, as suas necessidades mínimas. Para se ter uma ideia, de tudo o que se gasta com segurança pública hoje no Brasil, 83% vêm do esforço de estados e municípios. Na saúde pública, há dez anos, o governo federal participava com 46% do total de investimentos. Hoje, participa apenas com 30%. E 70% são de estados e municípios. Isso apenas para citar dois números marcantes em áreas estratégicas para a vida das pessoas. Então, a nossa proposta terá sempre como base o fortalecimento de estados e municípios, uma distribuição mais justa do bolo tributário. O Brasil vive um processo crescente e perverso de concentração de receitas nas mãos da União, nos transformando quase que num estado unitário. Queremos é tirar da paisagem nacional as marchas constantes de prefeitos pedintes em Brasília, dando a eles condição de enfrentar eles próprios as suas necessidades. O governo, infelizmente, parece caminhar na direção oposta, fazendo com que essa concentração dê a ele o poder absoluto de definir a quem atender.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Aécio Neves, o homem público mais admirado


Aécio Neves líder


Uma esfinge admirada

Aécio Neves é a principal referência política de Minas Gerais. Foi lembrado espontaneamente como homem público mais admirado pelos belo-horizontinos, conforme revelou nova pesquisa DataTempo/CP2 de intenção de voto para a prefeitura da capital.
(...)
Algumas informações dão conta de que o ex-governador está fortalecendo adversários de seu afilhado Marcio Lacerda por se tratarem de partidos da base de Antonio Anastasia, outro afilhado. Há as que indicam que as costuras de Aécio em favor da reeleição do prefeito são tão esmeradas que desagradam até quadros do PSDB.

O Tempo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aécio diz que a internet mostra um outro Brasil, com enormes passivos


Aécio Neves Líder da Oposição

Fonte:  Folha de S.Paulo - 07/05/2012 - Coluna de Aécio Neves

Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/41361-horizontes-da-internet.shtml

Horizontes da internet


Eterno país do futuro, o Brasil já pode comemorar o fato de ter deixado de ser promessa num dos campos mais relevantes da atualidade: a internet. 

O site Social Bakers nos informa que somos a segunda nação com mais usuários no Facebook, com mais de 46 milhões de perfis, atrás apenas dos EUA. Praticamente um em cada quatro brasileiros está na mídia social de maior expressão nos dias de hoje. 

Quando ainda nem se usava amplamente a expressão "redes sociais", o Brasil já dividia a liderança do Orkut com a Índia. Em vários momentos da última década, as pesquisas Ibope-Nielsen mostraram uma liderança persistente dos brasileiros em tempo médio de navegação, à frente de internautas dos EUA, do Reino Unido, do Japão, da França e da Alemanha, entre outros. 

Um dos maiores fenômenos da breve história do YouTube teve um inusitado colorido verde-amarelo e ainda ecoa. Sem entrar no mérito dos que gostam e dos que não gostam do gênero, não há como ignorar o feito de Michel Teló, que bombou entre os videoclips mais vistos planeta afora. Polêmicas à parte, o fenômeno confirmou a existência de imensa e promissora janela de oportunidades para os brasileiros. 

A grande vantagem aqui é que nada disso até agora dependeu do governo federal. Muito pelo contrário. Toda essa estimulante performance se dá a despeito de uma banda larga ruim e cara, que costuma nos empurrar para posições sofríveis nos rankings de qualidade tecnológica. 

A velocidade com que se multiplicaram os celulares, resultado da correta privatização do sistema Telebrás, nos anos 90, está a exigir mais determinação na democratização e na melhoria dos serviços de banda larga. 

Há um largo horizonte de crescimento pela frente. Com uma múltipla teia de conexões em todos os continentes, a internet pode ser uma plataforma importante para que empresas brasileiras se renovem e encontrem novos mercados para seus produtos. 

Isso sem contar as muitas oportunidades na era da Copa e das Olimpíadas para a marca Brasil. O país do café, do Carnaval e do futebol pode abrir, assim, outras promissoras fronteiras de posicionamento internacional. 

No campo interno, em que pese muitas vezes a ocorrência de um organizado enfrentamento político de baixíssimo nível, há inquestionáveis ganhos com a disseminação de informação e a construção de um ambiente favorável ao debate sobre as grandes causas e mazelas nacionais. 

Tal como em outras partes do mundo, aos poucos a internet espontaneamente se movimenta para redescobrir o país real, dos enormes passivos sociais e da corrupção institucionalizada. Contra toda massiva propaganda oficial, agora basta apenas um click. 

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Aécio cobra transparência total na CPI


Aécio Neves Líder da oposição
Aécio Neves diz que CPI deve investigar envolvidos nos setores públicos e privado

“Queremos fazer uma CPI em favor da verdade”, disse o senador

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) defendeu, nesta quinta-feira (26/04), que a CPI Mista sobre o caso Cachoeira investigue todos os envolvidos, seja no setor público ou privado. Aécio afirmou que uma investigação ampla é o desejo da população brasileira.

“Temos, não apenas enquanto membros da oposição, mas enquanto cidadãos brasileiros, a expectativa de que seja uma investigação profunda, serena, mas que aponte todos os vínculos da contravenção, seja no Congresso Nacional, seja na administração pública em todos os níveis – municipal, estadual e federal –, e também os links, as relações da contravenção com o setor privado,” disse o senador.

Aécio Neves ressaltou que a apuração não pode ser transformada em instrumento de disputa política. Para ele, esta deve ser uma investigação em favor da verdade.

“Queremos fazer uma CPI em favor da verdade, e tampouco aceitaremos que a base do governo faça uma CPI contra a oposição. Ela não pode ser uma CPI seletiva, onde aqueles que têm maioria focam nos aliados daqueles que têm minoria. O clima que percebo é de seriedade, inclusive da sociedade, repito, para que não seja uma CPI onde a retaliação, a guerra política, prevaleça sobre a realidade dos fatos”, afirmou.