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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Lafayette pretende criar campanhas para alertar a população do calendário de vacinas.




Lafayette Andrada pretende melhorar a qualidade dos atendimentos



A pandemia mostrou como o sistema de saúde de Belo Horizonte está desestruturado e carece de uma atenção especial da Prefeitura. Como candidato a Prefeito por Belo Horizonte, Lafayette Andrada pretende revisar os processos e procedimentos com foco na redução de filas e na melhoria da qualidade dos atendimentos. Hoje, o tempo médio de espera é 7 meses, tempo que pode agravar a condição do paciente.

Além disto, Lafayette pretende criar campanhas para alertar a população do calendário de vacinas. Situação que, em BH, está desregulado. Um exemplo foi o do surto de sarampo, que ocorreu no ano passado. Depois dos casos tratados na capital, era esperado que as pessoas tomassem a iniciativa de se vacinarem, mas não ocorreu. Por isso, Lafayette quer enfatizar a necessidade de as pessoas não deixarem de lado a vacinação. “É essencial ampliar a utilização do prontuário eletrônico, integrando o mesmo com outros sistemas da prefeitura, para ampliar a vacinação infantil, por exemplo.”

“Temos uma estrutura frágil para acolher a população. Hoje, Belo Horizonte, vive um sucateamento em seu sistema de saúde. Um exemplo é a o da UPA Norte, no bairro Novo Aarão Reis. Após 10 anos de obras, a Unidade foi inaugurada durante a pandemia, mas abriu com a capacidade reduzida e com falta de equipamentos necessários para o atendimento”, afirma o candidato.

“Para que o sistema de saúde em BH funcione melhor é necessária uma estruturação e que haja um cuidado especial com a população que mais precisa de atendimento primário. Esse é o nosso foco.”

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Para Lafayette, Belo Horizonte tinha de ser a referência em educação para os demais municípios do Estado.









Educação de BH despenca na avaliação do IDEB 2019

“A educação é um problema gravíssimo em Belo Horizonte. O ensino público fundamental despenca na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2019, e está atrás de 475 municípios mineiros, que estão com notas melhores do que as de BH.” Com esse dado estarrecedor, o candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo Republicanos, deputado federal Lafayette de Andrada, chama a atenção de todos para a gravíssima situação da educação fundamental na capital mineira.

Para Lafayette, Belo Horizonte tinha de ser a referência em educação para os demais municípios do Estado. E isso não está acontecendo. Essa avaliação precisa ser modificada para melhor e essa é uma de suas propostas de seu governo.

Essa melhoria nos índices será alcançada, segundo ele, com investimentos e valorização dos profissionais de educação; incentivo aos trabalhadores da área, com capacitação e ambiente de trabalho adequado e o uso de ferramentas de Tecnologia da Informação que tornem mais atrativas as aulas para os alunos, diminuindo, assim, a evasão escolar.

No entendimento de Lafayette, uma das formas dessa melhoria acontecer seria investir na implementação dos colégios cívico-militares, a exemplo do que faz governo Federal. “As escolas militares estão bem posicionadas no Brasil todo, são muito disputadas, ensinam valores do patriotismo, da ordem e do progresso, do respeito aos professores. Por que não implementá-las aqui também?” questiona ele.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Dilma coloca a Educação do país na negociação do "saldão de cargos"


Dilma coloca a Educação do país na negociação do "saldão de cargos"



Brasília (DF) – A estratégia de aliados do governo federal de incluir o Ministério da Educação na negociação de cargos que vem sendo promovida para tentar blindar a presidente Dilma Rousseff contra o processo de impeachment foi bastante criticada pelo presidente nacional da Juventude do PSDB, Henrique Vale. Para o tucano, o ‘saldão de cargos’ promovido por Dilma evidencia que o governo relega a educação a segundo plano: a prioridade é manter-se no poder.

Ele lembrou que o ministério da Educação é uma das pastas que mais foi alvo de barganha do governo federal. Somente no segundo mandato de Dilma, a pasta já passou pelas mãos de Cid Gomes, Renato Janine Ribeiro e Aloizio Mercadante, que agora pode sair do cargo para dar lugar a um nome indicado por partidos aliados.

“Essa barganha só reforça a cisão do governo federal com a educação pública: além de cortarem verbas e deixarem os estudantes na mão com os contratos do Fies [Fundo de Financiamento Estudantil], acima de tudo ainda vendem, mais uma vez, o ministério da Educação. O Aloizio Mercadante está aí para mostrar isso. Vendem a pasta de Educação como moeda de troca política”, criticou Vale.

Segundo reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo (02/04), aliados do governo Dilma sugeriram à presidente que oferecesse o ministério da Educação ao PP, ao invés do da Saúde. Dessa forma, o ministro Celso Pansera deixaria o Ministério da Ciência e Tecnologia, possivelmente deixando o cargo para Aloizio Mercadante. Também pode deixar o governo o ministro recém-empossado Mauro Lopes, do PMDB. A pasta dele, a Aviação Civil, também seria uma das oferecidas em negociações com PP ou PR.

‘A UNE não nos representa’

O presidente da Juventude do PSDB questionou a atuação da União Nacional dos Estudantes (UNE), que vai às ruas para defender a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado pela Operação Lava Jato, mas não representa mais os estudantes do Brasil, e certamente não defende os seus interesses.

“A UNE no mínimo deveria ser vigilante com as qualificações da pessoa que venha a assumir esse ministério [da Educação], mas muito provavelmente o circo vai estar armado como sempre foi, e a UNE vai abaixar a cabeça para o que o governo federal determinar”, lamentou.

Henrique Vale destacou que o governo federal está acuado e, sem saber o que fazer para se reafirmar, recorre a estratagemas como a transformação de eventos em comícios e a realização de discursos frente a audiências ensaiadas. Ele ressaltou que, como uma entidade que deveria lutar pelos estudantes do Brasil, ao invés de por uma ideologia política, a UNE deve ser questionada.

“Nós [da Juventude do PSDB] estamos agora remapeando os nossos DCEs [Diretório Central de Estudantes] e vamos começar nesse ano uma mobilização muito forte para começar a questionar as atitudes da UNE frente ao que o governo federal tem feito. Mas uma mudança na política de educação só vai realmente se concretizar se trocarmos o presidente, se a Dilma sair do cargo”,

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O maior corte de verba do Governo Dilma e na Educação


O maior corte de verba do Governo Dilma é na Educação



Educação é o ministério mais atingido pela contenção de gastos do governo


Dona do maior orçamento de custeio na Esplanada, pasta sofrerá corte de R$ 587 milhões nos gastos mensais, apesar do lema ‘Brasil, Pátria Educadora’


Publicado no jornal O Estado de S.Paulo - 09-01-15


Dono do maior orçamento de custeio na Esplanada, o Ministério da Educação foi o que sofreu maior contenção de gastos neste início de ano. O limite mensal foi fixado em R$ 1,174 bilhão. Pela forma anterior de cálculo, a pasta poderia gastar até R$ 1,761 bilhão por mês, até que o Orçamento de 2015 fosse aprovado.


Projetada para o período de um ano, a redução nas despesas da Educação chega a R$ 7,044 bilhões - apesar de o lema do segundo governo de Dilma ser “Brasil, Pátria Educadora”. Na pasta da Defesa, a economia poderá ser de R$ 1,9 bilhão e nas Cidades, de R$ 1,7 bilhão ao longo de 2015. Na Ciência e Tecnologia, a contenção atinge R$ 1,6 bilhão.


Os novos limites mensais indicam quanto cada pasta pode empenhar (reservar para o pagamento de uma despesa determinada) a cada mês.

Caberá a cada ministério decidir que gastos acomodará nos novos limites e quais deixará de fora.

Reforçar o ajuste fiscal pelo lado das despesas, a presidente Dilma Rousseff disparou pela Esplanada um sinal político importante: as contas serão equilibradas com cortes “na própria carne”. É o abandono do modelo adotado no governo passado, no qual os desequilíbrios entre receitas e despesas eram cobertos com receitas extraordinárias.


Boca do caixa


Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o decreto reflete o modelo Levy de trabalhar: controle “supremo” da boca do caixa dos recursos orçamentários.


O ministro da Fazenda já deu diretrizes para a sua equipe no sentido de ampliar ainda mais os controles dos empenhos que são feitos pelos ministérios. O objetivo é melhorar a qualidade do gasto - um embate que está só começando na capital e que, tudo indica, vai gerar muitos descontentamentos dos ministros.


Sem poder esperar a aprovação do Orçamento de 2015, prevista para o fim de fevereiro e início de março, o governo conseguiu construir uma espécie de “ponte” de transição até a definição do tamanho do corte de gastos.

O movimento do governo vai na direção da expectativa dos especialistas, que só enxergavam, para 2015, a possibilidade de adoção de medidas como o controle na boca do caixa, cortes nos investimentos e aumento de carga tributária.

É o que eles chamam de ajuste fiscal do tipo “feio” - mas, nas atuais circunstâncias, o único crível.


Investimentos

Os investimentos foram poupados agora, mas dificilmente escaparão de cortes após a aprovação da Lei Orçamentária, em análise no Congresso Nacional. E Levy já disse que analisa a possibilidade de aumentar impostos.

O governo já trabalha a todo vapor no corte definitivo de recursos, que será aplicado no Orçamento tão logo ele seja aprovado pelo Congresso Nacional.

Hoje, o volume de recursos que está para ser retido de toda a máquina federal está na faixa de R$ 65 bilhões. Esse número pode aumentar.

O governo precisa encontrar uma equação entre cortes de despesas e aumento de receitas (por meio da elevação de impostos) de forma a tornar crível sua meta de poupar R$ 66,3 bilhões para garantir o superávit primário.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aécio foca na Educação a melhor saída para o crescimento do Brasil




Fonte: Folha de S.Paulo - 13/05/2013 - Coluna de Aécio Neves Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/108618-pais-rico-e-pais-com-educacao.shtml

País rico é país com educação

Aécio Neves

Semana passada defendi a alocação exclusiva dos recursos do pré-sal na educação brasileira. Volto ao tema para lembrar que, com grande atraso, está em tramitação no Congresso o Plano Nacional de Educação para a próxima década. Aprovado na Câmara, o PNE vai agora ao exame do Senado, apontando novas e desafiadoras metas a serem alcançadas pelo país.

Lamentavelmente, compromissos assumidos muitas vezes não se traduzem em realidade. Basta ver o resultado das metas estabelecidas pelo plano anterior: exemplo simbólico é a que previa pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos nas creches em 2010. Ela está de volta na nova versão do plano, como se sua repetição fosse algo natural e aceitável.

Para que se efetive, o PNE precisa estar ancorado em uma "Lei de Responsabilidade Educacional" capaz de transformar uma carta de boas intenções em direitos e deveres a serem cumpridos pelas diferentes instâncias de governo, podendo alcançar instituições privadas e a comunidade escolar, nela incluídas as famílias brasileiras. Trata-se de colocar no seu devido lugar o gigantesco esforço que precisa e merece ser empreendido não só pelo poder público, mas também pela sociedade.

O único caminho seguro para o futuro do Brasil é transformar a educação em prioridade de Estado, com ampla participação da população. Foi assim nas trajetórias de diversos países que deram o grande salto para o desenvolvimento. Em todos houve decisivos investimentos em educação e em qualificação profissional.

Priorizar a educação é passo fundamental numa travessia que o Brasil apenas iniciou, com o advento da estabilidade e dos ganhos de renda derivados, em sua maior parte, do trabalho e complementados pelos programas sociais.

Todos sabemos que, apesar desses avanços, resta ainda intocada uma longa lista de carências sociais que se agiganta frente ao flagrante limite do processo de gestão diária da pobreza, sem sua definitiva superação. É hora de enfrentar distorções históricas que não podem mais ser varridas para debaixo do tapete.

No campo da educação, o Brasil tem a terceira pior taxa de evasão escolar entre 100 países com maior IDH, atrás apenas da Bósnia-Herzegovina e das Ilhas de São Cristóvão e Névis. Um em cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental abandona a escola antes de completar a última série. Cerca de 50% dos brasileiros não têm sequer o ensino médio completo.

Não se vence a pobreza e a desigualdade sem mobilidade social. Sem mais anos de estudo. Sem melhor empregabilidade. Sem desprendimento e generosidade para a construção de uma grande convergência nacional. O slogan que deveria mobilizar o Brasil agora é outro: "País rico é país com educação".

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna
http://dropsmisto.com

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aécio alerta para risco iminente de "apagão" de mão de obra no país


Blog Drops Misto


Fonte: Folha de S.Paulo - 19/11/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78833-educacao-e-emprego.shtml

Educação e emprego


Aécio Neves 

Realizada em São Paulo na semana passada, a Olimpíada do Conhecimento do Senai reafirmou a sua condição de maior e mais importante evento da educação profissionalizante do Brasil.

Durante cinco dias, 700 alunos disputaram provas em 54 ocupações profissionais. Simultaneamente, competiram no torneio WorldSkills Americas, com a participação de 24 países das Américas e do Caribe. Ano que vem, os nossos campeões participarão da etapa global dessa "Copa do Mundo" da educação profissional, em Leipzig, na Alemanha.

Há razões para nos orgulharmos de nossos estudantes. Em 2011, em Londres, durante a mesma competição internacional, eles conquistaram seis medalhas de ouro, três de prata, duas de bronze e sete certificados de excelência. Classificaram-se em segundo lugar, superando concorrentes de países desenvolvidos como Japão, Suíça e Cingapura.

Por trás desse bom desempenho está a presença da indústria nacional, responsável, em última instância, pela qualidade do ensino oferecido pelo Senai. É, porém, um esforço isolado -praticamente uma ilha de excelência, que não encontra a necessária sinergia com a política educacional brasileira nem apoio para disseminar-se e, assim, alcançar todos aqueles que poderiam conquistar oportunidades de melhores empregos e salários por meio de um diploma técnico.

Os equívocos começam já na definição da matriz educacional que privilegia e incentiva o bacharelado. Apenas 6,6% dos jovens brasileiros entre 15 e 19 anos optam pelo ensino profissionalizante. Na média dos 34 países da OCDE, são 42%, com picos de 55% no Japão, 53% na Alemanha e 40% na França e na Coreia do Sul.

O mais preocupante é que o sonho da universidade se frustra para a grande maioria -apenas 14% dos nossos jovens chegam aos cursos superiores, contra a média de 40% nos países da OCDE. Feitas as contas, constata-se que 86% deles, cerca de 20 milhões, ficam fora das universidades e não conquistaram uma formação profissional. São condenados a empregos de segunda classe, a subempregos.

Diante do risco iminente de um "apagão" de mão de obra no país, fatal para a competitividade das empresas, o Brasil se defronta com o desafio de capacitar, até 2015, 7,2 milhões de trabalhadores com cursos técnicos e de média qualificação para atuar em 177 ocupações, segundo alerta do Mapa do Emprego Industrial, produzido pelo próprio Senai.

O governo parece não ter tempo nem interesse em priorizar essa questão. Ignora que as nações que superaram a pobreza e se tornaram economicamente fortes, socialmente mais justas e soberanas são exatamente as que investiram com seriedade e consequência na educação de sua juventude.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Gov. Anastasia propõe piso salarial superior ao nacional

Governo propõe remuneração unificada para professores e paga acima do piso nacional

BELO HORIZONTE (21/11/11) - O Governo de Minas encaminha à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira (22), nova proposta com diversas melhorias para a remuneração e para a carreira dos profissionais da Educação. As mudanças garantem que todos os professores e especialistas da Educação ganharão acima de R$ 1.122,00, para uma jornada de 24 horas semanais, ou seja, 57% proporcionalmente a mais do que o piso estabelecido pelo MEC, que é de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Os professores e especialistas da Educação com licenciatura ganharão pelo menos R$ 1.320,00, ou 85% proporcionalmente a mais do que o piso nacional.
A nova proposta significará um impacto de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamentos dos servidores da Educação. Além disso, a partir de 2012 começará a implantação do sistema de um terço da jornada semanal dos professores dedicada à atividades extraclasse.
"Essa proposta demonstra, mais uma vez, a disposição do Governo de Minas para encontrar formas de valorizar e melhorar a remuneração e a carreira dos profissionais da educação. Além disso, reafirma o compromisso com a qualidade da Educação no Estado e o respeito aos alunos, aos pais, aos professores e a toda a comunidade escolar", afirma o governador Antonio Anastasia.
A proposta do Governo de Minas prevê a criação de uma tabela de transição com aplicação proporcional do piso nacional no vencimento básico, levando em consideração os mesmos interstícios vigentes na tabela do subsídio (10% na vertical/escolaridade e 2,5% na horizontal/tempo de serviço).
As vantagens pessoais de professores e especialistas da Educação -- como quinquênios e biênios -- serão calculadas com base na tabela de transição e, imediatamente, incorporadas à remuneração única. Todos os servidores serão posicionados na tabela unificada. Os aumentos serão escalonados, em percentuais anuais, até 2015, observada a situação individual de cada servidor.
Valorização do professor
Nos últimos anos, o Governo de Minas adotou medidas que valorizaram os professores e profissionais da Educação. O quadro abaixo, que detalha os gastos com pessoal da Educação, ilustra esse esforço:
A nova proposta do Governo de Minas é mais um passo na valorização do trabalho dos profissionais da Educação. O impacto financeiro, até 2015, na folha de pagamentos do Estado será de R$ 9,8 bilhões, considerando os aumentos escalonados ano a ano.  Isso significa um aumento de 58% da folha em relação a dezembro de 2010 e de quase 200% em relação a 2003. É o máximo que o Governo pode autorizar, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal e as disponibilidades orçamentárias do Tesouro Estadual.

http://aeciolider.blogspot.com.br/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Sind-UTE faz política e finge negociar



"O Sind-UTE faz política", afirma secretária do governo de Minas



Secretária de Planejamento diz cumprir acordo e acusa sindicato de mentir para professores, pais e alunos

Landercy Hemerson -



Publicação: 17/11/2011 06:00 Atualização: 17/11/2011 06:28


A negociação entre o governo de Minas e professores da rede pública estadual de ensino aponta para uma falta de acordo, diante da postura do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) de sugerir nova paralisação antes mesmo do começo do ano letivo de 2012. A avaliação é da secretária de Estado do Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, para quem o sindicato põe questões políticas acima das negociações em andamento, indiferente aos prejuízos ao sistema de educação do estado. "Minha leitura, diante da campanha que a direção do Sind-UTE vem fazendo no sentido de desacreditar o governo, mentindo sobre o cumprimento de acordos, é de que qualquer proposta que for apresentada não será acatada pelos sindicalistas", disse a secretária, que voltou a garantir que o governo paga o piso inicial de R$ 1.320 para 24 horas semanais de trabalho, respeitando a proporcionalidade prevista na legislação federal.



O vencimento dos professores mineiros está em acordo com a lei do piso nacional da educação?



É inverdade dizer que Minas Gerais não cumpre o que determina a Lei Federal 11738/2008, que estabelece o piso salarial profissional da educação. Em Minas, paga-se R$ 1.320 para 24 horas semanais, como piso inicial para professores com nível superior, respeitando a proporcionalidade prevista na lei, aos cerca de 70% dos servidores que optaram pela nova política de remuneração. Isso representa 85% a mais que o piso nacional. E é esse mesmo piso que está sendo oferecido no próximo concurso público para a carreira básica da educação para professores com nível superior. O governo enviou ainda à Assembleia Legislativa o projeto de lei que, em seu artigo 13º, estabelece que o vencimento do servidor que optou pela política de remuneração básica não poderá ser inferior ao piso salarial profissional nacional a que se refere a legislação federal. Nenhum professor que optou por permanecer no antigo modelo de remuneração recebe menos do que R$ 935.



Há alguma intransigência dificultando o processo de negociação entre governo e professores?



Por parte do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) há uma questão política. Em relação ao governo, o compromisso assumido será cumprido dentro da possibilidade financeira. Temos apresentado propostas que trazem melhorias para a categoria. A política de remuneração do subsídio aperfeiçoa a fórmula de pagamento dos vencimentos e representou um aporte anual adicional de R$ 1,4 bilhão na folha da educação. Tínhamos uma reunião prevista para hoje (ontem) para finalizar uma proposta, mas adiamos para analisar os impactos financeiros, considerando as limitações orçamentárias impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Minha leitura, diante da campanha que a direção do Sind-UTE vem fazendo no sentido de desacreditar o governo, mentindo sobre o cumprimento de acordos, é de que qualquer proposta que for apresentada não será acatada pelos sindicalistas.



Como você avalia a postura do sindicato na negociação?



Enquanto o sindicato finge negociar, professores ligados à entidade fazem campanhas, como a tentativa de boicote contra o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave), que é um importante instrumento que mensura os resultados e permite o aprimoramento da educação no estado. Os resultados do Simave permitem melhorias do sistema de educação, com a qualificação de professores e alunos. O ataque contra a política de educação adotada pelo governo é pontual, vem de 10% da categoria, afeta 150 dos 4 mil estabelecimentos de ensino da rede pública estadual e está focado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Não há um prejuízo maior, devido aos esforços do governo, como no caso das aulas de reforço para os alunos que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).



Você considera temeroso esse caminho adotado pelo sindicato?



O sindicato, que diz defender questões salariais e melhoria do sistema de educação adota uma campanha mentirosa, que cria pânico na categoria, alunos e pais. Como podem então dizer que buscam a melhoria da qualidade da educação? Em vez de negociação, já falam em nova greve no começo do próximo ano. Deturpam os termos do acordo com o governo para justificar uma não reposição de aulas. Apresentam contracheques em parte, para sugerir uma quebra de compromisso que não houve. Todo o sistema de educação fica fragilizado, pois não envolve apenas a categoria, mas alunos e seus pais. O governo tem adotado medidas para minimizar os impactos e busca a negociação constante. Mas a cada dia o sindicato busca um fato novo para emperrar um acordo.