sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vida das mulheres é moeda de troca no Congresso,diz médico sobre aborto


Amanda Perobelli

O médico Jefferson Drezett, do hospital Pérola Byington; ginecologista coordena atendimento no SUS

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Por 40 dias, o ginecologista Jefferson Drezzet acompanhou à distância uma vigília contra o abortoem frente ao hospital Pérola Byington, em São Paulo, onde trabalha. No mesmo período, fez 40 interrupções legais de gravidez.

"Não foi de propósito. Mas não reagimos a nenhum tipo de pressão", diz o médico, que há 26 anos coordena o principal serviço de atendimento, no SUS, a mulheres vítimas de estupro que buscam aborto permitido por lei.

Se os protestos fora do hospital não assustam, o mesmo não vale para projetos que avançam no Congresso e que visam endurecer as regras contra o procedimento.

É o caso, por exemplo, da PEC 181, aprovada em comissão especial na Câmara.

Para ele, a iniciativa, que altera a Constituição para determinar que a vida "começa na concepção", pode colocar o Brasil na lista de países mais conservadores do mundo e aumentar o aborto clandestino. "É um projeto que prefere a mulher morta a realizar o aborto legal."

Protesto de mulheres contra a PEC 181
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Adriano Vizoni/FolhapressAnteriorPróxima

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FOLHA - O que acha de projetos que aumentam a restrição ao aborto legal?
Jefferson Drezzet – Está na contramão do resto do mundo. Se considerar os últimos dez anos em outros países, vemos uma tendência bastante clara em se praticar medidas menos restritivas em relação ao aborto. Os países desenvolvidos têm lidado com a questão de maneira a não criminalizar. Entendem que cria um ambiente de clandestinidade, em que a mulher fica sujeita a serviços de aborto sem nenhum controle.
Esse aborto em condições inseguras é responsável pela morte de 47 mil mulheres jovens a cada ano, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Outras 5 milhões de mulheres a cada ano desenvolvem sequelas reprodutivas.
Mesmo em países em desenvolvimento, a tendência é leis menos rigorosas. Esse projeto colocaria o Brasil em um grupo pequeno de países com total criminalização do aborto em qualquer circunstância. Seria desastroso.

Quais impactos isso pode ter para as mulheres e o SUS?
Temos uma lei absolutamente clara: é direito das mulheres com gravidez decorrente de estupro interrompê-la. Mesmo assim, a insuficiência de serviços é imensa.
O Estado brasileiro já é opressor e desconsidera os direitos das mulheres, e dá um passo além obrigando a manter uma gestação contra vontade, forçada por violência sexual. É um projeto que prefere a mulher morta ao aborto legal. É gravíssimo, mostra descaso do Congresso à condição cidadã de cada mulher.
Hoje, para salvar a vida da mulher, admite-se o aborto. Em situações de estupro, admite o aborto. Nas anomalias fetais incompatíveis com a vida extrauterina, por exemplo, 90% dos países ocidentais têm leis específicas.
No Brasil, temos que solicitar ao Judiciário concessão especial. Quem paga o preço são as mulheres, e é altíssimo. Isso tem impacto no SUS, pois elas fazem abortos clandestinos, com grande capacidade de matar e sequelar. A estimativa do Ministério da Saúde é de 200 mil internações por ano por complicações de aborto.

Há mais mulheres recorrendo a serviços clandestinos?
Sim. Uma mulher de um Estado onde não tem nenhum serviço que funcione é obrigada a recorrer ao aborto clandestino ou se deslocar para São Paulo. Hoje atendo mulheres do RS, MT, PE, AM, de quase todos os Estados, e que tiveram dificuldade em ser atendidas.
E aí vem o problema: o aborto clandestino pode ser seguro ou não. Também é caro, pode ser de R$ 6.000 a R$ 10 mil. A maioria das mulheres brasileiras não tem esse recurso e acaba acessando serviços de aborto mais baratos. E quanto mais barato, menos condições de segurança e é por isso que se instala uma desigualdade social extremamente perversa.
Uma brasileira rica tem condições de fazer aborto seguro ou pode até viajar para outro país. Enquanto a preta pobre faz o inseguro, que mata uma mulher no mundo a cada 11 minutos. É um crime.

Quais os problemas para quem busca aborto legal no SUS?
A lei brasileira é de 1940, e o primeiro serviço de aborto legal foi em 1990. Ficamos 50 anos sem dar resposta para essas mulheres. Se considerar a normativa técnica do Ministério da Saúde, são 60 anos.
Tivemos avanços, mas o fato é que temos uma norma que não consegue ser cumprida por problemas de gestão. Há um discurso falacioso de que o problema do aborto legal no Brasil está centrado na objeção do médico. Não concordo. Uma pesquisa ligada à federação de ginecologia mostra que 65% dos ginecologistas acham a legislação penal do aborto restritiva demais.
O ginecologista precisa ter estrutura, ter uma equipe. É um trabalho multidisciplinar. Hoje temos Estados sem nenhum serviço. A professora Débora Diniz [UnB] fez uma pesquisa e encontrou 68 no país. Mas, quando foi verificar, a maioria não funcionava.

O que faz com que gestores não cumpram a norma?
Um dos fatores é que há um acordo extremamente forte entre o Executivo e bancadas do Legislativo. Toda questão em relação ao aborto imediatamente tem reação contundente na bancada religiosa no Congresso, com todas as ameaças possíveis, e logo em seguida há recuo do Executivo.
Sejamos claros: a vida das mulheres é moeda de troca no Congresso brasileiro. Isso impede a implementação de políticas públicas. As que temos são excelentes, mas não conseguem sair do papel.
Pedro Ladeira/Folhapress

Parlamentares contrários e à favor das novas medidas para o aborto discutem antes do início de sessão


O sr. tem sofrido pressão?
Vou ser honesto: não me importo com nenhum tipo de pressão. Do outro lado da rua temos uma praça, e de vez em quando tem alguma manifestação. Esses dias teve um grupo de senhoras que ficou 40 dias em vigília contra o aborto. Por coincidência, fizemos 40 abortos nesses 40 dias, não foi de propósito. As pessoas têm direito de pensar diferente e até de pensar coisas horrorosas a nosso respeito. Mas tem outra pressão: a de demanda pelo serviço. Este ano já passamos os casos do ano passado. Foram 290 até outubro.

Como é o atendimento no Pérola Byington?
Todas passam por no mínimo quatro setores: ginecologista, assistência social, psicólogo e enfermeiro. Há uma razão para assistência social, por exemplo: mulheres que além de grávidas do agressor estão ameaçadas de morte.
Já quando falo de psicólogo, imagina uma mulher que sofreu violência e está grávida. Para se ter uma ideia, 25% das que atendemos têm reações suicidas persistentes.
Também é preciso uma ultrassonografia para verificar a data de violência e o tempo de gravidez, e se não extrapolou o limite para o aborto, que é de 20 semanas, ou 22 se o peso fetal for menor que 500 gramas. A partir disso a equipe discute e aprova ou não.

Qual o perfil das vítimas de violência sexual atendidas?
A única coisa em comum é o profundo sofrimento. Não há um perfil único. Mas o que predomina são jovens. Cerca de 30% dos casos são adolescentes. Temos um mapa grande de grávidas de agressores desconhecidos, normalmente abordadas em espaço público.
Mas não deixamos de ter muitos casos de mulheres violentadas pelos parceiros íntimos. Cerca de 170 de 2.000 casos são nessas circunstâncias, principalmente quando termina a relação. Temos também em torno de 200 casos de gestações por incesto.

Há casos recusados?
Sim. O principal motivo é chegar acima do tempo de gravidez onde tecnicamente é possível [o aborto].

A 1ª turma do STF decidiu que aborto até o 3º mês de gravidez não é crime. O que achou?
Foi um caso específico, não dá para dizer que a partir dela pode-se fazer a interrupção. Mas os argumentos apresentados pelo ministro Barroso são os que na ciência já admitimos e que gostaríamos que fossem considerados para descriminalização. A descriminalização não necessariamente aumenta sua prática.

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RAIO-X

FORMAÇÃO
Médico, com residência em ginecologia pela Unicamp e doutorado em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina do ABC

CARREIRA
No Pérola Byington desde 1991, é coordenador do núcleo de violência sexual e aborto legal; também é professor-assistente da Faculdade de Saúde Pública da USP

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Entenda o caso

Por que o aborto está sendo discutido hoje na Câmara?
No dia 8 de novembro, uma comissão especial aprovou uma primeira versãoda PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 181, que amplia a licença-maternidade para mães de prematuros. No texto, porém, foi incluído um artigo que estabelece constitucionalmente que a vida começa na concepção. Isso poderia barrar o aborto no Brasil mesmo em casos hoje legais. O texto foi aprovado por 18 votos a 1.

Quem incluiu o artigo?
A mudança é patrocinada pela bancada evangélica. A comissão especial, dominada por parlamentares religiosos de diversos partidos, foi constituída como uma espécie de retaliação à decisão da primeira turma do STF, que decidiu em 2016 que aborto até os três meses de gestação não é crime. A comissão é presidida por Evandro Gussi (PV-SP) e tem como relator Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), ambos membros da Frente Parlamentar Evangélica.

O que diz a lei hoje?
O aborto é legal no Brasil em casos de estupro e risco de morte para a mãe. O STF também já decidiu que o aborto de fetos anencéfalos não é crime.

É possível mudar a legislação? Como?
Ao incluir que a vida começa na concepção no texto constitucional, a PEC pode inviabilizar o aborto mesmo nos casos legais, porque a Constituição se sobrepõe às demais leis.

Há chances políticas para essa mudança?
É pouco provável que a proposta seja sequer votada no plenário da Câmara, já que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que não irá pautá-la. Mesmo que fosse para votação, precisaria ser aprovada em dois turnos com 308 votos –o que líderes partidários já disseram achar difícil– e ainda teria que ser votada outras duas vezes no Senado. Como é uma PEC, não seria necessária sanção presidencial.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Equipe do HOlhos participa de congresso imternacional



Os especialistas do Hospital de Olhos Dr Ricardo Guimaraes, Dr. Fábio Pupo e Dr. Leonardo Tibúrcio participaram do 35º Congresso da Sociedade Europeia de Catarata e Cirurgia Refrativa (ESCRS), em Lisboa, Portugal. O congresso reuniu profissionais renomados para cursos e palestras na área de catarata e cirurgia refrativa, apresentando cases e novas tecnologias para cirurgia, como a inovadora técnica Smile para correção de miopia e astigmatismo, na qual o HOlhos é pioneiro em Minas Gerais.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Jovens estão perdendo audição por causa de fones de ouvido, alerta conselho Especialista orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido



Foto: Banco de Imagens/Shutterstock

A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. O alerta é feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, disse a presidente do CFFa, Thelma Costa.

Segundo ela, as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. "Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes.

A presidente do CFFa orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”, reforçou Thelma, que é especialista em audiologia.

A orientação é baixar o volume. Segundo ela, já houve uma proposta de projeto de lei no Congresso Nacional para que esses equipamentos tenham controle máximo de volume, mas ele não foi aprovado. Além disso, a fonoaudióloga explicou à Agência Brasil que as escolas precisam pensar melhor na estrutura das salas de aulas, para que sejam construídas em locais mais silenciosos ou com melhor acústica.

Prevenção e tratamento

Nesta sexta-feira (10), no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, o CFFa alerta que existem várias situação que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. Thelma explica que as causas para a perda de audição dependem da fase da vida. Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse.

No caso das crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública. No caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças.

Há causas que não são preveníveis, como algumas doenças em adultos, otosclerose e AVC por exemplo, e em casos de AVC, além das perdas progressivas causadas pela idade. “Mas há muitas que se consegue prevenir, principalmente por exposição ao ruído”, enfatizou Thelma.

Segundo a presidente do CFFa, a tecnologia de aparelhos auditivos melhorou muito ao longo do tempo, inclusive sendo implantada dentro do ouvido. Entretanto, mais importante que a amplitude do som é a qualidade desses equipamentos. “Antigamente, se colocava o aparelho e ele aumentava o som. O paciente escutava, mas continuava sem compreender. Hoje é como se aumentasse o volume com um som estereofônico muito melhor. O paciente ouve e tem uma qualidade sonora muito boa”, disse.

Thelma explicou ainda que, antigamente, só usava aparelho quem apresentava uma perda moderada de audição. Hoje, qualquer pessoa com perda leva, dependendo da necessidade, é um paciente em potencial para o uso de aparelho de amplificação. “Mas o uso do aparelho não previne a progressão da perda de audição. A prevenção, no caso de exposição a ruído, é parar de se expor, então aquela perda estaciona, mas não melhora”, ressaltou.

Tema do Enem

A fonoaudióloga comentou também o tema da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano - “Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil”. Segundo ela, muitas pessoas argumentaram que o aluno do ensino médio não tem conhecimento para discorrer sobre o tema, mas para Thelma, o assunto da inclusão deveria ser debatido por todos, inclusive porque o deficiente auditivo faz parte da comunidade escolar, assim como qualquer pessoa com deficiência.

“Já os desafios são vários, porque existe a questão da formação do professor. O aluno, seja surdo ou com qualquer deficiência, é colocado na sala de aula, mas não é incluído, muitas vezes porque o professor não tem formação para incluir. É muito mais fácil incluir pessoas com deficiência física, mas com relação ao surdo, é preciso ter um intérprete e uma maneira diferente de dar aula. É um desafio, sim, e muitos professores terão que saber lidar com a educação do surdo”, disse.

As questões da inclusão e do preconceito devem ser debatidas não só nas escolas, mas em toda a sociedade, pois pessoas com perdas profundas de audição precisam ser compreendidas em todos os lugares. “Muitas vezes, o surdo, que é quem tem perda profunda, se depara com situações onde não consegue compreender e ser compreendido”, explicou Thelma.

O preconceito existe ainda na própria pessoa com deficiência auditiva. “A primeira pergunta que ela faz é se o aparelho vai aparecer. Como se, desaparecendo o aparelho, desaparece o problema. Isso é preconceito da própria pessoa. E a gente pergunta: 'Mas você usa óculos? Qual é a dificuldade e a diferença?'”, acrescentou a especialista.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Câmara aprova projeto que cria cadastro de desaparecidos e muda idade para menor viajar


Bruno Fernandes/Fotoarena/Agência O Globo


Pelo projeto, aumenta a idade ? de 12 anos para 16 anos ? para que menores possam viajar desacompanhados

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Antes limitado a crianças e adolescentes desaparecidos, o cadastro passará a reunir informações de cidadãos de qualquer idade e institui uma política nacional para o tema.

O projeto também prevê o aumento na idade – de 12 anos para 16 anos – para que menores possam viajar para fora da comarca onde residem desacompanhados dos pais ou responsáveis legais e sem autorização judicial.

Uma comarca corresponde ao território de atuação do juiz de primeiro grau responsável pelo caso e pode abranger mais de um município. Ou seja, varia de acordo com aspectos de cada local, como número de habitantes e eleitores, entre outros. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) explicou que essa é uma medida preventiva ao desaparecimento e visa evitar que uma das faixas etárias mais vulneráveis à exploração sexual infantil, de 12 a 16 anos, possam viajar desacompanhadas.

O banco de informações será público e reunirá dados como características físicas dos desaparecidos, além de fotos e outras utilidades desde que a vida da pessoa não seja colocada em risco. Parte será sigilosa e disponível apenas para órgãos de segurança pública e incluirá o número do boletim de ocorrência, contatos dos familiares e informações genéticas, entre outros pontos. A coordenação do cadastro ficará a cargo do Ministério da Justiça junto aos Estados e demais entes de segurança.

O texto estabelece que um relatório deve ser publicado anualmente com estatísticas dos desaparecidos, como número total, quantidade de casos solucionados e causas dos desaparecimentos solucionados.

O texto agora segue para o Senado. Se aprovado na Casa sem modificações, segue para sanção presidencial. Caso contrário, terá de voltar para a Câmara.
Projetos da "bancada da bala"

Desde terça-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou uma série de projetos de lei que integram o pacote de medidas referentes à segurança pública.

Anteontem, foram aprovados o projeto que obriga as operadoras de telefonia celular a instalarem bloqueadores de sinal em presídios e o outro extingue o atenuante de penas para pessoas entre 18 e 21 anos de idade que tenham cometido crimes. Ambos os textos seguirão para apreciação do Senado. Ontem, os deputados aprovaram o texto que extingue a progressão de pena para os acusados de matar policiais.

Os projetos de lei aprovados nesta semana pertencem a um grupo maior de propostas sobre segurança que a Câmara dos Deputados colocou em votação. A pouco menos de um ano das eleições, os projetos têm como apoiadores deputados da chamada "bancada da bala" -- o tema da segurança pública deve ser um dos mais lembrados na campanha eleitoral.

O "pacote" de projetos vem na esteira de lei aprovada no final de outubro, quando o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou o projeto de lei que transforma em crime hediondo o porte e a posse de armas de uso exclusivo das Forças Armadas. O texto havia sido proposto pelo atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), quando este era senador.

O apoio do Planalto às mudanças nas leis de segurança pública já havia sido anunciado em agosto pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen. Pelo menos 20 temas foram estudados para virar alvo de modificações. A iniciativa busca desburocratizar e complementar as ações realizadas desde o Plano Nacional de Segurança, anunciado no início deste ano. (Com informações da Agência Brasil)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Dra. Márcia Guimarães, da Fundação Hospital de Olhos, faz palestra sobre distúrbios de aprendizagem




Dra. Márcia Guimarães fala sobre a teoria e prática da metodologia diagnóstica da Síndrome de Irlen (screening) no 29º Curso de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão (DARV).

A oftalmologista Dra. Márcia Guimarães é pioneira nos estudos da Síndrome de Irlen no Brasil.

O dia foi marcado também pela reunião especial com médicos oftalmologistas e abordagem dos distúrbios de aprendizagem relacionados à visão.

O segundo dia do CursoDARV foi dedicado à teoria de screening, com abordagem neurológica nos distúrbios de aprendizagem e projetos científicos na área.

O Hospital de Olhos do Dr Ricardo Guimarães é pioneiro na área de cirurgia refrativa, referência mundial em cirurgia de catarata, além de ser destaque nacional em glaucoma, retina, transplante de córnea e plástica ocular.


O Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, um centro especializado em Oftalmologia renomado pela excelência no tratamento dos distúrbios da visão.

Desde 1983, se dedica à contínua pesquisa, à atualização de procedimentos e de tecnologia ocular.

#OlharFeliz

olharfeliz.blogspot.com

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Aécio Neves líder da oposição: "Na defesa de Minas temos que valorizar os royalties de nossos mineiros"




Com as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor da mineração, estima-se que, finalmente, estados e municípios mineradores serão melhor recompensados. Essa é uma de minhas principais lutas no Senado.

Com o aumento da alíquota dos royalties, sobretudo de nosso principal minério, do ferro, o governo prevê um aumento de arrecadação de 80%. Os recursos que estados e municípios receberão são fundamentais para que eles possam, além de recuperar os diversos danos que a mineração causa em suas regiões, também se preparar para buscar a implantação de uma nova fonte de renda para quando acabar a atividade mineradora.


As medidas avançam ainda em pontos que venho defendendo: o minerador passa a ter responsabilidade na recuperação das áreas afetadas e se não cumprir as regras estipuladas será multado.


Essas medidas podem por fim ao desrespeito com que Minas Gerais e seus municípios, assim como outros estados mineradores, vinham sendo tratados, gerando, anualmente, perdas de milhões de reais que poderiam ser investidos para melhorar a qualidade de vida para nossa população.

Aécio Neves

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Senador Aécio Neves anuncia liberação de R$ 20 milhões do Governo Federal para Santa Casa de Belo Horizonte.





O senador Aécio Neves anunciou, nesta quarta-feira, em Brasília, a decisão do governo federal de liberar de forma emergencial R$ 20 milhões para socorrer a Santa Casa BH, que vive uma grave crise financeira após meses sem receber recursos do governo do Estado.

“Conversei com o presidente Michel Temer e o ministro da Saúde sobre a gravidade da crise na Santa Casa de Belo Horizonte. Acertamos que o governo federal, a nosso pedido e a pedido da bancada federal, feito através do deputado Fábio Ramalho e de vários outros mineiros aqui que apoiam o governo Temer, a liberação de recursos na ordem de R$ 20 milhões.

Segundo me disse o provedor da Santa Casa, o ex-deputado Saulo Coelho, isso permitirá a retomada de determinadas ações que estavam sendo paralisadas e, obviamente, uma sobrevida à Santa Casa”, afirmou o senador Aécio Neves.

A Santa Casa BH é o maior hospital público do Estado e atende pacientes de várias cidades mineiras. Sem aporte de recursos do governo estadual há vários meses, o hospital enfrenta uma grave crise financeira que já resultou no fechamento de 450 leitos.


“Ela tem um débito enorme, o governo do Estado já há vários meses não paga a sua parte, isso faz com que vários serviços da Santa Casa estejam sendo paralisados e até a perspectiva de umas férias coletivas para uma boa parte de corpo de funcionários”, disse Aécio.

A gravidade da situação financeira da Santa Casa BH foi discutida com deputados estaduais de Minas no gabinete do senador Aécio Neves. Presente no encontro, o deputado Gustavo Valadares (PSDB) afirmou que a atuação do senador Aécio Neves foi essencial para a liberação do recurso emergencial para o hospital.

“O senador Aécio, por conta da relação que tem com o governo federal e com o ministério da Saúde, liberou R$ 20 milhões para salvar a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, um dos principais hospitais que atende não apenas os belo-horizontinos, mas todo o povo de Minas Gerais. Aquilo que era obrigação do governo do Estado fazer, ele não faz. Foi o senador Aécio quem liderou esse movimento para agora levantar R$ 20 milhões para salvar, mesmo que temporariamente, a Santa Casa de Belo Horizonte”, destacou Valadares.

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