Mostrando postagens com marcador Dilma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dilma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Senador Aécio Neves: "É hora de agir sem mais adiamentos"




Aécio Neves / Folha de São Paulo

Governo precisa aprofundar diálogo com a sociedade

Quando a presidente Dilma foi afastada do cargo, o país foi tomado por uma dupla sensação: a de que a solução do impeachment, ainda que dolorosa, era inevitável diante da crise instaurada na arena política, econômica e social; e de que o país iria finalmente iniciar um ciclo de mudanças capaz de restaurar os padrões de governança e credibilidade enterrados na gestão petista.

Seis meses após o início da transição do governo Temer, é preciso reconhecer que, ao lado de alguns avanços importantes, as dificuldades permanecem graves.

Os dados da pesquisa PNAD, do IBGE, trouxeram novos números da dimensão da crise brasileira, que se somam a outros que os brasileiros já sabem de cor: o desemprego que alcança mais de 12 milhões de pessoas —e atinge de forma especialmente cruel os jovens entre 18 e 24 anos—, o endividamento recorde de 60 milhões de brasileiros, a economia em queda agora estimada de 3,5%.

Diante desse quadro, não existe alternativa. Precisamos enfrentar com coragem as questões estruturais que paralisam o país. A crise é de tal envergadura que nos convoca a agir não apenas com o devido senso de urgência, mas com a consciência de que não podemos tergiversar. É hora de agir sem mais adiamentos.

Ao PSDB não há outro caminho senão o de reafirmar o seu compromisso com a governabilidade e a restauração econômica do país, centrada em uma agenda de reformas estruturantes.

A sociedade, que já tem consciência da colossal gravidade da crise legada pelos governos do PT, não pode ter dúvidas do compromisso do atual governo em enfrentá-la. E nem da sua capacidade em superá-la.

Nesse sentido, é preciso que se aprofundem os diálogos horizontais e verticais. Horizontais, na direção da sociedade. Verticais, na direção dos Estados e municípios, especialmente na dos últimos, onde vivem de fato as pessoas e onde a crise ganha dimensão real.

Foi essa a intenção do PSDB ao reunir, em Brasília, na última sexta-feira, prefeitos eleitos e nossas principais lideranças nacionais. Por um lado, reforçamos o sentimento de solidariedade e o compromisso do partido com uma gestão ética e eficiente. Por outro, buscamos apontar caminhos que possam, efetivamente, ajudar a construir soluções para desafios diários. A criação da Escola Social Ruth Cardoso que vai apoiar gestores municipais na formulação de proteções à parcela mais vulnerável da população é um exemplo.

O novo Brasil que precisa nascer terá que construir novas relações políticas e partidárias, novas formas de administrar. Mas quaisquer que sejam elas, a verdade é que diálogo, transparência e comprometimento são a matéria-prima do que a sociedade exige. Não dá mais para errar.


Aécio Neves / Folha de São Paulo

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Aécio Neves presidente nacional do PSDB escreve sobre o recado que veio das urnas







O recado que veio das urnas


Aécio Neves - Jornal Estado de Minas -


Os brasileiros falaram alto nas eleições municipais do último domingo. Com clareza e coragem, os eleitores apontaram a direção para onde desejam ver caminhando o país. Até mesmo na elevada taxa de abstenção e de votos brancos e nulos é possível identificar as vozes que clamam por um país novo. Reconhecer este país que emerge das urnas de outubro é essencial para fundamentar as escolhas a serem feitas para o futuro.


O Brasil quer mudança. A mensagem ficou mais clara na derrota do PT em todas as regiões. Depois de governar por 13 anos, o partido perdeu quase dois terços das prefeituras que ganhou em 2012. Um desempenho tão frágil que o deixou atrás de outros nove partidos. Foi uma dieta de votos radical, com o seu eleitorado municipal caindo para menos da metade.


Ao mesmo tempo em que declarou a sua insatisfação com a forma como o país vinha sendo conduzido, o eleitor brasileiro canalizou para a representação política que mais personificou a oposição ao petismo um testemunho inequívoco de confiança. O PSDB conseguiu resultados extraordinários. Nada menos que 17,6 milhões de votos para seus prefeitos e nove milhões para os vereadores.


Com isso, o PSDB se transforma no partido político que maior volume de votos recebeu em todo o país. É também o partido que elegeu proporcionalmente o maior número de prefeitos em relação à eleição de 2012. A partir de janeiro próximo, pelo menos 793 municípios brasileiros terão prefeitos tucanos – número esse que poderá se ampliar com os resultados do segundo turno. Em Minas, o PSDB já elegeu 132 prefeitos, enquanto o PT apenas 41.


A forma como o PT se apropriou do Estado para sustentar um ciclo político de continuidade, a inépcia e leniência na gestão dos recursos públicos, o desvio das bandeiras éticas e a tragédia econômica provocada por crenças equivocadas, afundando o país em uma das maiores crises de sua história, tudo isso constitui um retrato definitivo do Brasil que não queremos mais.


Em contraponto, o PSDB se apresenta como um partido que manteve a sua coerência programática, com posições claras em defesa de uma gestão responsável do ponto de vista econômico e fiscal, com uma agenda pública comprometida com a retomada do crescimento, com a eficiência administrativa, com o aperfeiçoamento dos programas sociais, com a visão de um país moderno e globalmente integrado. Só assim conseguiremos avançar, de fato.


O que as urnas também ecoam, não esqueçamos disso, é que há uma distância ainda expressiva entre a sociedade e a representação política parlamentar. Aparentemente menos interessados em política, o número de jovens eleitores entre 16 e 17 anos caiu 20% no pleito recente. Não se pode desperdiçar o vigor, a criatividade e a capacidade de mobilização desta parcela de brasileiros. A presença da juventude na vida pública é essencial para a reconstrução do país que se projeta desde o colapso do governo Dilma e que precisa ser aprofundada com a implementação de reformas estruturais.


É a hora de dar uma resposta clara a todos que votaram pela mudança. É alinhado com este sentimento de transformação que caminha o PSDB. Em direção a um país muito melhor.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Triplex de Lula era parte de propina ao PT,diz empresário






Segundo delação, imóvel seria abatido de créditos que partido tinha a receber por suborno em obras
São Paulo. O apartamento triplex em Guarujá (SP) destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria abatido das propinas que a OAS tinha de pagar ao PT por obras na Petrobras, disse o empresário Léo Pinheiro a investigadores da Lava Jato. O depoimento, revelado pela revista “Veja” e confirmado pela “Folha de S.Paulo”, consta da negociação de delação premiada de Pinheiro, que foi suspensa pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de trechos que mencionariam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

A nova revelação vem um dia após o ex-presidente ser indiciado pela Polícia Federal (PF). No relatório, a PF acusa Lula de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no inquérito que investiga o triplex.

(...)

“Ficou acertado que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, disse Pinheiro, sobre conversa com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2010. “Nesse contato, perguntei para Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente”, completou.

Pinheiro afirmou ainda que a reforma feita no triplex pela OAS “não seria cobrada do ex-presidente”, porque seria abatida “também como uma retribuição dos serviços prestados por Lula com a OAS na área internacional”.

Em outra parte da delação, o empreiteiro tratou do sítio em Atibaia (SP) atribuído a Lula. Pinheiro disse que o petista solicitou “abertamente”, em 2014, uma reforma no sítio, sem perguntar quanto custaria nem mencionar como seria paga. Da mesma forma, disse, ficou “implícito que a OAS atuaria e seria remunerada com o abatimento dos créditos com o PT e em retribuição ao serviço prestado por Lula em favor dos negócios internacionais da empresa”.

Pinheiro disse ainda que contratou Lula para uma palestra na Costa Rica, em 2011, por US$ 200 mil. A OAS tinha interesses no país e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, havia dito que o petista poderia “influenciar autoridades locais em prol dos negócios da OAS”. Após a palestra, segundo Pinheiro, Lula o levou a um jantar com a então presidente Laura Chinchilla.

Em outra parte da delação, Léo Pinheiro disse que pagou caixa 2 à campanha de Dilma em 2014, por meio de contrato fictício com a agência de comunicação Pepper. Foram três parcelas de R$ 239,3 mil, segundo Pinheiro, valor solicitado pelo então tesoureiro Edinho Silva “para o pagamento de despesas da campanha”. Por fim, Pinheiro disse que, a pedido de Okamotto, custeou a armazenagem de bens pessoais de Lula a partir de 2010, em troca de ajuda para a OAS no exterior.

(...)
(...)
(...)


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/triplex-de-lula-era-parte-de-propina-ao-pt-diz-empres%C3%A1rio-1.1362347

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Roberto Trombeta,delator da Lava-Jato,entrega governador de Minas


Roberto Trombeta, delator da Lava Jato, entrega Fernando Pimentel




Trombeta entrega Pimentel

Brasil 01.06.16 19:45

Roberto Trombeta, delator da Lava Jato, disse ao MPF que Fernando Pimentel participou de reunião na casa do dono do grupo Caoa quando foi acertado o repasse de R$ 3 milhões ao operador Benedito Oliveira, o Bené.

O Estadão reproduz trecho do depoimento:

"Em reunião na casa do controlador do Grupo CAOA, Dr. Carlos Alberto Oliveira Andrade, convocada pelo presidente Sr. Maciel Neto, soube o declarante Roberto que a CAOA pagaria, diretamente ao senhor Benedito Rodrigues de Oliveira, a importância de R$ 3 milhões em dinheiro. Chamou a atenção do declarante Roberto Trombeta haver avistado no interior daquela residência a pessoa de Fernando Pimentel, então candidato ao Governo de Minas Gerais, não mantendo contato com o mesmo além do visual."

Como disse Carlos Andrade em mensagem revelada por O Antagonista: Pimentel elegeu Dilma.


http://www.oantagonista.com/posts/trombeta-entrega-pimentel

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Aécio: "Impeachment já pelo bem do Brasil"


Aécio : "Impeachment já pelo bem do Brasil"





Hoje, não teremos uma vitória da oposição, mas uma possível vitória do Brasil.


É importante que todos se lembrem que a oposição não representa sequer 20% na composição do Congresso Nacional.

A presidente da República caminha para ser afastada de seu mandato pelos erros sucessivos na gestão pública, pelos crimes de responsabilidade cometidos e porque perdeu todas as condições de tirar o Brasil do abismo no qual o seu governo nos colocou.


Hoje é o dia em que o Brasil tem a possibilidade de se encontrar com o seu próprio futuro, pois de tudo isso que o governo do PT, com seus desatinos e irresponsabilidades, nos tirou, o mais grave foi ter nos tirado a capacidade de sonhar com um futuro melhor.

É um dia histórico em que o Congresso Nacional, sintonizado com a grande maioria da sociedade brasileira, não vai dizer "não" à presidente Dilma ao governo do PT, vai dizer "sim" à democracia, "sim" a um novo futuro para os brasileiros.

Aécio Neves

terça-feira, 10 de maio de 2016

Aécio Neves presidente nacional do PSDB: "O momento exige coragem e não há tempo a perder"


Aécio : " O momento exige coragem e não há tempo a perder"





A semana se apresenta decisiva para a vida de todos os brasileiros com o início da votação, na quarta-feira (11), no plenário do Senado, do processo de impeachment da presidente da República.

Na eventualidade cada vez mais próxima do afastamento da presidente, a nova equipe a assumir o governo terá a missão de iniciar a reconstrução do país -uma tarefa complexa, mas inadiável.

Não há tempo a perder. A situação que enfrentamos é conhecida por todos. Vivemos uma das piores crises da nossa história, a se considerar a conjugação de fatores como a degradação econômica, a ausência efetiva de governo, a gravidade da corrupção institucionalizada como suporte a um projeto de poder e o desprezo permanente à verdade.

Diante desse quadro desolador, só mesmo um choque de expectativas positivas pode restaurar a confiança tão necessária para que o país se reencontre com seu destino.

O Brasil precisa sair do quadro de desesperança em que se encontra. O novo governo que se configura terá muito a fazer e nenhum tempo a perder. E a largada deve ser precisa, sem erro. A única alternativa é acertar desde o primeiro minuto.

Não deve haver ilusões, uma vez que o tamanho do desastre é colossal. A recessão já nos fez retroceder em uma década de crescimento. Empresas estão fechando por toda parte, trabalhadores perdem seus empregos, conquistas sociais se esvaem. Não se muda essa realidade com ações paliativas.

A legitimidade do novo governo virá da coragem de apresentar uma ousada agenda para o país -nos campos político e das reformas estruturais, no enxugamento da máquina estatal, na adoção da meritocracia em substituição ao aparelhamento criminoso do Estado, na capacidade de restaurar a governabilidade e a estabilidade econômica.

Ao agir com rapidez para deter a sangria do país e instaurar uma governança sob o primado da responsabilidade fiscal, cria-se um ambiente de incentivo às reações dos agentes econômicos. A roda volta a girar.

Nada disso será possível sem o apoio da sociedade. Para ter êxito, o novo governo deve se apresentar com um conjunto de propostas que atenda às necessidades do país -e não ceder às tentativas de loteamento da administração pública, empregadas até aqui.

Lembro o ex-presidente Itamar Franco, referência inconteste de um governo de transição bem-sucedido. Com sua liderança fundada no diálogo, na integridade pessoal e no respeito aos seus comandados, Itamar ocupou de forma exemplar o lugar que a história lhe reservou.

O momento que vivemos exige grandeza, coragem e a consciência de que os erros cometidos não podem ser repetidos.

O novo governo terá uma chance. Pelo bem do Brasil, não pode perdê-la.

terça-feira, 29 de março de 2016

Aécio Neves líder da oposição: "O Brasil vive um momento de fortalecimento da democracia"


Aécio : " O Brasil vive um momento de fortalecimento da democracia"




Em entrevista a jornais e agências de notícias internacionais, nesta terça-feira (29/03), o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, ressaltou que o Brasil vive um momento de fortalecimento da democracia e que o processo de impeachment contra a presidente Dilma aberto pela Câmara dos Deputados segue o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base na Constituição. Ao lado dos presidentes dos principais partidos de oposição, Aécio voltou a rebater a estratégia petista de considerar o impeachment um golpe.


“O Brasil não está prestes a sofrer um golpe, ao contrário do que lideranças do PT e do governo e a própria presidente da República têm dito ao mundo. Na verdade, se há algo sólido hoje no Brasil são as nossas instituições democráticas. O Brasil vive um momento, sim, de inquietação política, mas com as nossas instituições funcionando na sua plenitude. O processo de impeachment instalado na Câmara dos Deputados segue estritamente o que determina a Constituição federal do país. O Supremo Tribunal Federal definiu qual o rito que deveria ser cumprido, seguido pela Câmara dos Deputados, e essa comissão tem sido absolutamente exemplar no cumprimento daquilo que determinou o Supremo Tribunal Federal, gostássemos ou não os parlamentares”, afirmou Aécio Neves.

A entrevista foi concedida a repórteres dos jornais Le Monde (França), El País (Espanha), Wall Street Journal (Estados Unidos), La Nación (Argentina), Página 12 (Argentina) e das agências Reuters, France Press, Ansa e Efe.

Além de Aécio, conversaram com os jornalistas estrangeiros os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, do PPS, Roberto Freire, do Democratas, José Agripino Maia, do Solidariedade, Paulinho da Força, e do PSC, representado pelo vice-presidente Marcondes Gadelha.

Aécio Neves fez questão de expor aos correspondentes estrangeiros os motivos que levaram a Câmara dos Deputados a abrir o processo de impeachment de Dilma.

“Não há qualquer risco de ruptura institucional no Brasil nesse instante. O que existe é um governo que burlou a Lei de Responsabilidade. A presidente da República, ao nosso ver, descumpriu a Lei de Responsabilidade, portanto, cometeu um crime de responsabilidade e a Constituição determina que a punição para crimes de responsabilidade é o afastamento, é a interrupção do mandato”, destacou o senador ao citar o artigo 85 da Constituição, que especifica os crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente da República.

O senador destacou que a presidente Dilma descumpriu a Lei Orçamentária ao editar decretos autorizando o aumento de gastos do governo sem a devida autorização do Congresso Nacional, o que configura crime de responsabilidade de acordo com a Constituição.

“O ponto talvez mais marcante tenha sido o descumprimento da Lei Orçamentária, para não entrarmos em questões outras que não constam do parecer que está sendo votado, ou da peça que está sendo votada. A presidente da República, no ano de 2015, editou, sem numeração, decretos que permitiram a criação de gastos para o governo sem a prévia autorização do Congresso Nacional. Isso é crime de responsabilidade”, frisou Aécio Neves.

O presidente do PSDB também destacou as recentes declarações de ministros e ex-ministros do STF sobre a constitucionalidade do impeachment. Ele também citou o recente apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ao afastamento da presidente Dilma.

“Os depoimentos que o Brasil tem ouvido de instituições da representatividade por exemplo da OAB, além de algumas outras, e a palavra de ministros da Suprema Corte, atuais e ex-presidentes, desnudam de forma clara essa tentativa do governo de, no desespero para encontrar alguma narrativa, alguma argumentação que possa minimamente permitir o enfrentamento do processo do impeachment, busca criar um clima de instabilidade”, criticou Aécio Neves.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação


Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação



Mais uma vez, a ineficiência do governo se comprova. A presidente Dilma Rousseff vetou a proposta por mim apresentada à LDO de correção do Bolsa Família pelo índice da inflação.

Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrerem e de forma mais profunda são os que mais necessitam, ou seja, exatamente os beneficiários do Bolsa família. A presidente Dilma, com seu veto, mais uma vez, sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo.

Sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres.


O programa Bolsa Família este ano será de R$ 26 bilhões para uma despesa não financeira do governo central estimada em R$ 1 trilhão e 105 bilhões. Se quisesse, o governo teria como aumentar o programa. O programa responde por apenas 2,4% da despesa não financeira do governo central.

Um reajuste de 11,6% do Bolsa Família teria impacto de cerca R$ 3 bilhões. Mesmo na atual situação de grave crise, esse não é um valor que iria gerar maiores problemas, sobretudo se se avaliasse seu impacto social.

Por que quem recebe assistência via LOAS ou mesmo quem recebe outros tipos de benefícios tem direito a correção e o mesmo não vale para o Bolsa Família?

Como um governo que em 2016 planeja gastar mais de R$ 1 trilhão não conseguiria o necessário para corrigir o Bolsa Família pela inflação?

Se o governo não tivesse quebrado a Petrobras e Eletrobras receberia dessas empresas mais do que os R$ 3 bilhões necessários para corrigir o Bolsa Família pela inflação.

A crise e a falta de recursos orçamentários que compromete não apenas o Bolsa Família, mas também os serviços de saúde e educação, decorrem do desastre econômico e desvios de recursos dos governos do PT, que hoje coloca em risco todos os programas sociais.

O veto ao reajuste do Bolsa Família não é um ato de responsabilidade fiscal. Ao contrário. Trata-se de mais um sinal da herança maldita dos governos do PT.

Há poucos anos o governo federal gastou milhões em propaganda para dizer que a miséria estava acabando no Brasil. Sem entrar no mérito se a comunicação era falsa ou verdadeira, o país aguarda agora a comunicação oficial sobre quantos milhões de brasileiros voltaram para a miséria em função da gestão irresponsável do PT.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Aécio diz que PSDB não deve aceitar cargos, caso Temer assuma


Aécio Neves diz que PSDB não deve aceitar cargos, caso Temer assuma




Aécio Neves diz que PSDB não deve aceitar cargos caso Michel Temer assuma
Hoje em Dia
Geraldo Magela/ Agência Senado

O senador Aécio Neves declarou em entrevista ao jornal "Folha de São Paulo", publicada nessa segunda-feira (21), que acredita que os membros de seu partido não devem "nem sequer pensar em cargos" caso o atual vice-presidente, Michel temer, assuma a presidência da república.

Aécio criticou ainda o PMDB - partido de Temer - dizendo que não poderia se aliar a uma gestão que não sabe "de que forma se colocará". O tucano indagou ainda se "o método será o que vigorou na última década, do qual o PMDB foi parceiro?"

Para ele, o processo de impeachment da presidente e a ação que foi movida para questionar a eleição de Dilma no TSE devem se correr alinhadamente, e que o governo petista "não existe". Para o Senador o que resta nesse momento é "definir qual é o instrumento para que ela saia". O senador declarou ainda sobre a saída do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy e a entrada de Nelson Barbosa para seu lugar. Para ele, "a nomeação do 'arquiteto da nova matriz econômica' sinalizam perigosamente na direção oposta ao necessário equilíbrio das contas públicas".

Aécio conclui ainda que essa "foi, sem dúvida, uma vitória do PT, e como sempre acontece quando o PT vence, quem perde é o Brasil."
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/aecio-neves-diz-que-psdb-n-o-deve-aceitar-cargos-caso-michel-temer-assuma-1.368232

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pronunciamento do senador Aécio Neves - Senado Federal


Pronunciamento do senador Aécio Neves - Senado Federal

A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta da gravíssima cri




"Tudo o que vem acontecendo no Brasil hoje era apontado por nós com absoluta clareza. A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta da gravíssima crise social por que passava o país", diz o senador Aécio Neves, ao criticar hoje (03/11), em plenário, o documento lançado pelo PMDB com um diagnóstico da crise econômica já feito pelo PSDB nas eleições do ano passado.


Aécio destacou que o PT e os partidos de apoio ao governo Dilma Rousseff não promoveram o verdadeiro debate sobre o país com os eleitores.


"A raiz disso foi o desprezo que a atual presidente da República, enquanto candidata, teve para com os brasileiros ao não apresentar um programa, ao negar-se a fazer aquilo que a Justiça Eleitoral determina que seja feito, e com a palavra de menosprezo disse: 'meu programa é o meu governo', lembrou Aécio.

Veja aqui:

Aparte do senador Aécio Neves - Senado Federal - Brasília


"O Brasil tem assistido cenas inusitadas ao longo desses últimos meses ou dessa última quadra da política nacional. Assistimos agora, recentemente, e essa foi a razão pela qual o senador Jucá, a quem de público agradeço o apoio na última eleição, veio aqui prestar contas ou traduzir, se é que isso é possível, algumas das propostas do documento assinado pela direção do PMDB.


O inusitado é que um partido que está no governo, na vice-presidência da República, apresenta uma proposta de governo. Isso é louvável. É louvável se nós não tivéssemos vivendo hoje 13 anos desta aliança que lamentavelmente, não obstante o esforço de alguns peemedebistas ilustres pelos quais tenho enorme apreço, essa aliança trouxe o Brasil à maior crise econômica, moral e social da nossa história contemporânea. E lembrava de um aparte sempre adequado do senador Tasso Jereissati, quando ele perguntava, indagava à qual oposição, à qual governo o PT fazia oposição ou qual proposta o PT fazia oposição já que o governo encaminhava determinada votação de uma forma e o PT se opunha à essa votação.


E a raiz disso foi o desprezo que a atual presidente da República, enquanto candidata, teve para com os brasileiros ao não apresentar um programa, ao negar-se a fazer aquilo que a Justiça Eleitoral determina que seja feito, e com a palavra de menosprezo disse 'meu programa é o meu governo'. Então não houve sequer a condição de travarmos um debate sério, profundo, em relação à gravidade da situação que já se anunciava no ano passado, e até antes dele. Tudo o que vem acontecendo no Brasil hoje era apontado por nós com absoluta clareza.


A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta ainda da gravíssima crise social por que passava o país, a maquiagem dos números ao sabor dos ventos e das circunstâncias e, portanto, o menosprezo do atual governo na campanha eleitoral, que negou-se a apresentar ao país um documento para o debate, e ali eu faço o único senão à proposta do PMDB: não ouvi naquele momento nenhuma liderança do PMDB dizer 'não, estamos participando de um projeto que tem que ter um programa para delineá-lo, um programa para de alguma forma apontar o caminho.


E a não apresentação desse programa permite que hoje o Brasil não tenha um projeto de país, um projeto de governo. O que existe é apenas a necessidade de a presidente se sustentar por mais algumas semanas no cargo, distribuindo espaços de poder como se fossem mercadorias e como se fossem de sua propriedade. E o mais grave em relação a essa gravíssima crise é que nós olhamos para o futuro com o otimismo de sempre, mas não conseguimos enxergar uma luz no final desse túnel, porque o descompasso entre aquilo que se disse e prega aqui neste plenário, por exemplo, as lideranças do governo, e aquilo que o governo pratica é tão grande que, infelizmente, não há na sociedade brasileira, nem nas hostes do atual governo, quem acredite que esse governo, com essa estrutura que aí está, tenha condições de levar o Brasil à saída dessa crise, com a recuperação da confiança, dos investimentos, para minimamente minimizarmos a mais aguda crise social da nossa história recente".
Autor: Assessoria PSDB Nacional
Fonte: Assessoria

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Aécio Neves líder da oposição em entrevista na revista Isto É: "Quem governa o Brasil é o Renan!"


Aécio em entrevista na revista Isto É: "Quem governa o Brasil é o Renan!"





Aécio no Senado, na quinta-feira 19: "Sensação de engodo"

Aécio Neves

"Quem governa o Brasil é o Renan e o Cunha"

Principal nome da oposição, o presidente nacional do PSDB diz que Dilma Rousseff perdeu o controle do governo e que o PT defende apenas os interesses do partido e não dos brasileirospor Eumano Silva

No final da campanha eleitoral do ano passado, quando esteve perto de derrotar a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves se mostrava orgulhoso por ter reencontrado multidões nas ruas, sensação que não tinha desde a mobilização das Diretas Já, em 1984. No dia 15 de março, Aécio acompanhou o gigantesco protesto contra Dilma da janela de seu apartamento no Rio – e surpreendeu-se mais uma vez com a força popular. “O que aumenta o distanciamento entre a sociedade e a presidente é a sensação do engodo”, afirma Aécio, referindo-se às medidas tomadas pelo governo que contrariam o discurso de campanha de Dilma.




"O governo Dilma Rousseff terminou antes de começar. A cada dia,
as denúncias de corrupção chegam mais próximas da cúpula do PT"



Presidente nacional do PSDB e principal nome da oposição, o senador mineiro acompanha com atenção os confrontos entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. “A presidente ainda não sabe, mas hoje quem governa o Brasil é o Renan Calheiros e o Eduardo Cunha”, afirma Aécio, referindo-se aos presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. Nesta entrevista, o parlamentar diz que ainda não há elementos para o impeachment, mas é mordaz na avaliação do trabalho de Dilma: “Este governo terminou antes de começar.”




"Eduardo Cunha vive um momento delicado, mas, mesmo
assim, assumiu uma liderança na Câmara dos Deputados"

ISTO E

Multidões protestam contra o governo, as investigações da Lava Jato trazem novas revelações todos os dias e o ministro da Educação, Cid Gomes, foi demitido depois de dizer que mais de 300 parlamentares são achacadores. O que está acontecendo com o Brasil?



AÉCIO NEVES -


Este governo terminou antes de começar. O Brasil hoje tem um interventor na economia (o ministro da Fazenda, Joaquim Levy), de quem a presidente Dilma é dependente. Ele cumpre uma agenda que não é aquela proposta pela presidente da República durante a campanha. Do ponto de vista político-administrativo, nós vivemos no parlamentarismo. A presidente não sabe ainda, mas quem governa o Brasil hoje é Renan Calheiros, na presidência do Senado, e Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados. E olha que esses são personagens que vivem um momento delicado. Enquanto isso, os indicadores econômicos se deterioram, as denúncias de corrupção cada vez chegam mais próximas da cúpula do PT e dos beneficiários dessa grande organização criminosa, como nomeia a Polícia Federal, que se instalou na Petrobras e sabe-se lá onde mais.

ISTOÉ -



Qual é a saída para a crise?



AÉCIO NEVES -


O que aumenta o distanciamento entre a sociedade e a presidente é a sensação de engodo. A mentira que conduziu a campanha da presidente Dilma, agora mostrada em todas as suas cores à população, aumenta o sentimento de indignação que já tinha razões objetivas para existir com a corrupção, o desacerto na economia, o aumento nas contas de luz e nos combustíveis. Sempre que teve que optar entre o Brasil e o PT, o partido ficou com o PT.

ISTOÉ -



Qual é o papel de Eduardo Cunha neste cenário de crise?


AÉCIO NEVES -


Eduardo inegavelmente assumiu uma liderança na Câmara dos Deputados, expressa na sua eleição em primeiro turno. Mas eu o vejo, ainda, apesar de todos esses percalços, como um líder do PMDB, um partido aliado do governo. O PMDB participa de forma muito expressiva do governo. Nós temos de fazer nosso papel e a oposição o tem feito de forma extremamente competente e vigorosa.
ISTOÉ -



O senhor tem exemplos disso?



AÉCIO NEVES -


Vou citar quatro exemplos. Foi assim na eleição de Tancredo Neves para presidente, que pôs fim ao ciclo autoritário. O PT expulsou os parlamentares que votaram em Tancredo. Depois, o PT se negou a apoiar a Constituição de 1988 (o partido se recusou a participar da homologação coletiva da Constituição). No governo de Itamar Franco, de conciliação nacional, o PT afastou Luíza Erundina por ter aceitado ser ministra. Por último, no Plano Real, o PT atrapalhou como pôde.
ISTOÉ -



O senhor defende o impeachment da presidente Dilma?



AÉCIO NEVES -


Essa não é a agenda do PSDB. O impeachment precisa de alguns componentes que ainda não se colocaram. Mas não podemos tapar o sol com a peneira. Essa não é uma palavra proibida. O impeachment é uma previsão constitucional e setores da sociedade falam abertamente nisso. Não dá para acreditar que o governo quer enfrentar a corrupção se aceita que o tesoureiro do partido da presidente, investigado pelo Ministério Público, com indícios graves de recebimento de propina, continue no cargo. O Brasil e o governo vivem uma crise de credibilidade.

ISTOÉ -



Como se explica a demissão do ministro Cid Gomes?



AÉCIO NEVES -


Esse é um fato inédito e mostra, claramente, o descontrole do governo. Depois do enfrentamento público, pessoal, com o presidente da Câmara dos Deputados , o ministro obviamente perdeu as condições de ficar no governo. O que fica disso é a sensação de que não há governo, que o descontrole é absoluto. Mas houve outro fato extremamente grave nesta semana no governo.

ISTOÉ -



Qual?



AÉCIO NEVES -


O documento, vazado de dentro do Palácio do Planalto, que atesta que o governo cometeu crime durante a eleição. Confirma que robôs financiados pelo governo foram usados para fazer campanha para a presidente Dilma. É a velha dificuldade do PT de separar o que é público, do que é partidário e do que é privado. Mostra que os critérios de distribuição de verba pública levam em conta, em grande parte, a vinculação ideológica e política. O documento é atribuído ao ministro Thomas Traumann (da Secretaria de Comunicação Social). Ele será convocado para vir ao Senado e à Câmara. Ao mesmo tempo, estamos entrando com um ação pública contra o ministro e uma ação de improbidade administrativa na procuradoria da República do Distrito Federal.

ISTOÉ -



Qual será a agenda do PSDB nos próximos meses?



AÉCIO NEVES -


Queremos avançar em alguns temas da reforma política no Congresso. Posso antecipar algumas: fim da reeleição, com mandatos coincidentes de cinco anos para todos os cargos majoritários; cláusula de barreira, para que os partidos voltem a ter conexão com setores da sociedade e não sejam apenas legendas a serviço de interesses menores. Não é razoável que nós tenhamos no Congresso 28 partidos funcionando. Defendemos também o voto distrital misto que, na visão do PSDB, parece ser o caminho mais adequado para aproximarmos um pouco mais a sociedade dos seus representantes.

ISTOÉ -



Quer dizer que a agenda prioritária do PSDB será a reforma política?



AÉCIO NEVES -


Claro que não. Temos também a agenda anticorrupção. Nesse aspecto, o governo requenta propostas, apresenta projetos que tramitam no Congresso, algumas até já em fase final de aprovação. Ontem (quarta-feira, 18), apresentamos na Câmara dos Deputados uma proposta que cassa o registro dos partidos políticos que, comprovadamente, tenham recebido dinheiro de corrupção em seu caixa partidário ou nas campanhas eleitorais. Estou falando inclusive de caixa 1 com dinheiro ilícito. Hoje existe essa possibilidade para partidos que recebem dinheiro do exterior. Eu gostaria que o primeiro apoio a essa proposta fosse do PT.
ISTOÉ -



O PT anunciou que vai pedir ao STF a abertura de uma investigação contra o senhor, com base nas investigações da Lava Jato, sobre desvio de dinheiro de Furnas. Qual é sua opinião sobre isso?



AÉCIO NEVES -


Abram todas as investigações. Ninguém no Brasil foi tão investigado como eu, que sou adversário frontal do PT. Eu recebi um atestado de idoneidade de todos os órgãos públicos. Na verdade, isso é uma ação de um deputado estadual de Minas Gerais (Rogério Correia, do PT) que busca um pouco de publicidade para a sua atuação.

ISTOÉ -



O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que pertence ao seu grupo político, também está na lista de investigados. Qual é a dimensão desse problema para o PSDB?



AÉCIO NEVES -


É uma grande injustiça. Eu tenho absoluta convicção que o senador Anastasia será o primeiro inocentado. A investigação em relação a ele é a única que não vem das delações premiadas. Tem como base o depoimento de um ex-policial federal que disse ter entregue dinheiro para alguém em Minas Gerais que se parecia com uma fotografia do Anastasia. Imagina, ele não era apenas um candidato, já era governador de Minas Gerais. A história é tão sem pé nem cabeça que não se sustenta. Já há uma afirmação do advogado de quem seria o “mandante” desse dinheiro, de que jamais enviou dinheiro para o Anastasia.
ISTOÉ -



Alguns setores do PT dizem que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é “tucano”. O que o senhor acha da atual política econômica?



AÉCIO NEVES -


Joaquim Levy é um homem de bem. Agora, o ajuste fiscal proposto por ele, que se sustenta no aumento da carga tributária e na supressão de direitos trabalhistas, não seria o ajuste do PSDB. Na verdade, não se mexeu até agora na questão estrutural. Não se discutiu, por exemplo, a profissionalização das agências reguladoras, para que elas sejam realmente instrumentos do Estado, estimuladoras do investimento privado. Tivemos uma redução de 8% no investimento privado no último ano. Fevereiro foi o pior mês em geração de empregos com carteira assinada dos últimos quinze anos. A inflação já beira os 8%. Onde está o governo?

Postado por Carlos Guimaraes de Matos Jr. às 11:16   Links para esta postagem
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Marcadores: Aécio NevesDilmaIsto ÉRenan

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Antônio Anastasia: "PSDB pode negociar com PMDB em caso de impeachment"


Anastasia: "PSDB pode negociar com o PMDB em caso de impeachment "



PSDB pode negociar com PMDB em caso de impeachment da presidente

Senador tucano não nega diálogos; Anastasia afirma que população o questiona sobre saída da petista

GUILHERME REIS

Em Belo Horizonte para continuar engrossando a Campanha Nacional de Filiação do PSDB, o senador Antonio Anastasia não negou que os tucanos estejam conversando com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para definir os rumos do país durante um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Anastasia, uma das figuras mais influentes do PSDB no Congresso Nacional, ao ser questionado sobre uma possível afinidade de seu partido com Temer, disse que pessoalmente ele não mantém nenhum tipo de diálogo. No entanto não negou que outras lideranças tucanas estejam conversando com o peemedebista. "Eu não tenho conversado com o Temer. Mas se o PSDB ou alguém do partido está conversando eu não tenho condição de dizer", disse o senador.

Anastasia ainda disse que ao frequentar lugares públicos, as pessoas perguntam quando Dilma será impedida de seguir no cargo. "Eu fui ao cinema sábado em Belo Horizonte e as pessoas perguntam quando ela vai sair. Mas o impeachment tem um rito legal que deve ser seguido."


Fonte: O Tempo

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Senador Aécio Neves para Lula : "É preferível perder a presidência do que perder a dignidade"


Aécio para Lula: "É preferível perder a presidência do que perder a dignidade"




Aécio Neves critica Dilma por negociar Ministério da Saúde em troca de apoio no Congresso

"Fazer trocas de ministérios com a lógica única e exclusiva de se manter no governo é um retrocesso que o Brasil não merece mais viver", diz Aécio.

"Fazer trocas de ministérios com a lógica única e exclusiva de se manter no governo é um retrocesso que o Brasil não merece mais viver", diz Aécio ao criticar a presidente Dilma e o PT pela nova negociação de cargos federais promovida pelo governo


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, nesta quinta-feira (24/09), a presidente Dilma Rousseff por envolver o Ministério da Saúde, uma das pastas mais importantes para a população, no balcão de negócios montado pelo Palácio do Planalto em troca de apoio político no Congresso. Em entrevista coletiva, em Goiânia, onde participou de ato de filiação de várias lideranças regionais ao partido, Aécio afirmou que a reforma administrativa proposta pelo governo federal deveria seguir padrões de gestões eficientes e não as velhas práticas políticas da negociação de cargos e ministérios em troca de votos na base aliada do governo.

"O que o governo se dispõe a fazer neste instante, entregando áreas essenciais à vida dos brasileiros, como o Ministério da Saúde e o Ministério da Infraestrutura, para citar os que estão hoje nos jornais, em troca de 20 ou 30 votos no Congresso Nacional, é um desrespeito à população brasileira. Fazer a reforma administrativa, enxugar ministérios como propúnhamos durante a campanha eleitoral, deveria ter como lógica a melhoria da qualidade do serviço público. Novas metas, gente qualificada e preparada para que a saúde melhore, para que a educação e a segurança pública melhorem", afirmou Aécio Neves.
Saiba mais:

O presidente tucano e o governador Marconi Perillo comandaram, em Goiânia, o encontro do partido que recebeu, nesta quinta-feira, mais de 500 novos filiados. Entre eles, o vice-governador de Goiás Zé Eliton e 14 prefeitos. O ato contou com a presença de diversas lideranças nacionais e regionais.

Lula

Aécio Neves criticou também a declaração dada ontem pelo ex-presidente Lula sobre a perda de ministérios ocupados pelo PT, seu partido, para o PMDB. Lula disse que o PT preferia perder ministérios do que perder a presidência da República. Aécio criticou a declaração e disse que pior do que perder a presidência da República é perder a dignidade.

"O ex-presidente Lula deu uma declaração que está estampada nos jornais, uma declaração de que é preferível perder os ministérios do que perder a Presidência da República, referindo-se a esse balcão de negócios à luz do dia que se estabeleceu no Palácio do Planalto. Quero responder ao ex-presidente da República: muitas vezes é preferível perder a presidência da República do que perder a dignidade", afirmou o líder tucano.


http://www.onortao.com.br/noticias/aecio-neves-critica-dilma-por-negociar-ministerio-da-saude-em-troca-de-apoio-no-congresso,51886.php

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Senador Aécio Neves sobre a CPMF: "A sociedade irá pagar a conta da incompetência"


Aécio sobre a CPMF : "A sociedade irá pagar a conta da incompetência"





Presidente do PSDB, Aécio Neves, diz que volta da CPMF não é algo aceitável
Para Aécio, os cortes anunciados pelo governo federal são consequência de irresponsabilidade

Horas após o anúncio das medidas de corte de gastos e aumento da carga tributária pela gestão Dilma Rousseff, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou que não é aceitável a volta da CPMF. "O governo do PT quer da sociedade um cheque em branco. Pede um voto de confiança quando continuamente não cumpre o que promete", criticou o tucano, em nota.

Para Aécio, os cortes anunciados pelo governo federal - que atingem também programas sociais - são consequência do que classificou de irresponsabilidade com a qual o governo agiu nos últimos anos.

"Há medidas de redução de custeio, mas, infelizmente, como já era esperado, o maior 'esforço fiscal' vem do aumento de impostos em plena recessão", afirmou.

Aécio disse que a sociedade é, mais uma vez, "requisitada a pagar a conta da incompetência e da inoperância de um governo que nos levou a uma situação de gravíssima crise fiscal".

O tucano referiu-se a medidas semelhantes em 12 anos de gestão petista na Presidência, com ajuste baseado principalmente em aumento de impostos, num país com uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo.

O presidente do PSDB questionou a ausência de medidas estruturantes no pacote anunciado. "Onde estão as propostas de mudanças estruturais que o governo tanto prometeu para reduzir o crescimento das despesas obrigatórias? Não foi anunciada uma medida estrutural sequer", protestou.

'Goela abaixo'

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), também criticou a proposta de redução do déficit fiscal apresentada pelo governo federal. Para Sampaio, o Planalto errou ao não anunciar o prometido corte de ministérios e quer empurrar a conta "goela abaixo".

"Em se tratando de um governo que se reelegeu mentindo aos brasileiros, não duvido nada que os cortes em ministérios e cargos de confiança não saiam do papel. Mais uma vez o governo quer empurrar a conta goela abaixo do contribuinte. O que a presidente Dilma pretende é fazer com que os brasileiros sejam os fiadores do déficit pelo qual ela é a principal responsável, mas não quer pagar a conta, cortando na própria carne", afirmou Sampaio em nota.

No comunicado, o líder do PSDB diz que a bancada do partido pressionará o governo a cortar ministérios e cargos e se posicionará contrariamente ao aumento da carga tributária.

"Infelizmente estamos diante de um governo sem palavra, que faz o contrário do que promete". "O governo quer empurrar os custos para os brasileiros, já fortemente penalizados com a perda de renda, de empregos e de perspectivas. São vítimas de um governo incompetente, irresponsável e inoperante, que levou o país ao fundo do poço", afirmou.

O líder da Minoria na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE), disse que "a oposição não vai aceitar a criação de uma nova CPMF". "Tudo isso é resultado de uma presidente que não estipulou limites para utilizar dinheiro público para vencer as eleições. A conta é alta", afirmou Araújo à reportagem.


http://180graus.com/politica/presidente-do-psdb-aecio-neves-diz-que-volta-da-cpmf-nao-e-algo-aceitavel

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Aécio Neves: "Governo de Dilma Rousseff está por um fio"


Aécio : " Governo de Dilma Rousseff está por um fio"






Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal
Gustavo Porto e Ricardo Brito, do Estadão Conteúdo


Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), avaliou nesta quinta-feira, 10, que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) "está por um fio", com o agravamento da crise econômica e após a perda do grau de investimento pela agência Standard & Poor's.

"Temos hoje uma presidente sitiada e um governo que não governa mais", disse ele a jornalistas no Senado.

Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal.

Para o tucano, há um sentimento de ingovernabilidade no país e até mesmo setores da iniciativa privada, antes solidários ao governo, perderam a confiança em Dilma. "Estamos, como todos brasileiros perceberam, vivendo hoje o caos anunciado", afirmou.

Ele reafirmou que a presidente, que o derrotou na eleição presidencial em 2014, sabia do agravamento da crise desde a primeira metade do ano passado, mas não tomou medidas necessárias e impopulares para a correção.

"A presidente ampliou os gastos. Não quis perder popularidade para vencer as eleições e nos colocou nessa crise profunda."

Aécio criticou ainda o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por ele ter afirmado que os gastos discricionários do Orçamento estão retornando ao mesmo patamar de 2013.

"É verdade, mas esse retorno ao patamar de 2013 é corte de investimentos públicos. O ajuste do governo se dá por corte de investimentos e aumento de tributos", frisou o senador, reafirmando a posição contrária do PSDB sobre reajustes tributários.

O presidente do PSDB disse que não será a oposição a indicar ao governo de onde virão os cortes e emendou: "Não podemos, até porque perdemos a eleição, subir a rampa do Palácio do Planalto e começar a governar. Não podemos fazer aquilo que ela não está fazendo."

No entanto, o partido fará, na próxima quinta-feira, 17, um seminário, no Senado, sobre a crise econômica.

Estão previstas as presenças, segundo Aécio, dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, dos economistas Marcos Lisboa, Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, além do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Indagado se iria se engajar ao movimento pró-impeatchment da presidente Dilma, Aécio disse que a iniciativa é da sociedade, apesar de ter a simpatia de parlamentares do PSDB.

"O movimento não é do PSDB e parte do pressuposto que o governo perdeu as condições de governabilidade. É legítimo, constitucional, mas é da sociedade", disse.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/aecio-diz-que-governo-dilma-esta-por-um-fio-e-a-presidente-sitiada

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dilma fragilizada tira poderes dos comandantes militares


Dilma fragilizada tira poderes dos comandantes militares



PUBLICADO EM 08/09/15 - 08h40
Dilma tira poderes de comandantes militares

Decreto delega ao ministro da Defesa competência para assinar atos relativos a pessoal militar, reforma de oficiais, promoção e nomeação, dentre outros
AGÊNCIA ESTADO

Além das crises política e econômica que atingem o governo, o Palácio do Planalto agora enfrenta problemas com a área militar.

Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto que estava na gaveta da Casa Civil há mais de três anos, tirando poderes dos comandantes militares e delegando ao ministro da Defesa competência para assinar atos relativos a pessoal militar, como transferência para a reserva remunerada de oficiais superiores, intermediários e subalternos; reforma de oficiais da ativa e da reserva; promoção aos postos de oficiais superiores; nomeação de capelães militares, entre outros. Hoje, esses atos são assinados pelos comandantes militares.

A medida foi recebida com "surpresa", "estranheza" e "desconfiança" pela cúpula militar, que não foi informada de que ela seria assinada por Dilma.
O Tempo

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Governo Pimentel quer acabar com benefícios dos servidores do Estado criado por Aécio Neves


Governo Pimentel quer acabar com benefícios dos servidores do Estado criado por Aécio Neves



Pimentel quer dar o calote nos funcionários do Estado que cumpriram metas em 2013 e 2014 e não vai estipular as novas metas para 2015

O deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), do Bloco Verdade e Coerência, criticou, nesta quinta-feira (03/9), a decisão do governo do PT em Minas Gerais de acabar com o Prêmio por Produtividade, bônus pago aos servidores públicos mineiros pelo cumprimento de metas e resultados na prestação dos serviços públicos. O anúncio foi feito pelo secretário de Planejamento do Estado, Helvécio Magalhães, pela imprensa, e deixou apreensivos cerca de 365 mil servidores da ativa que ficarão sem receber os bônus relativos aos anos de 2013 e 2014.

Desde que foi criado, na gestão do governador Aécio Neves, o Prêmio por Produtividade já pagou mais de R$ 2,4 bilhões e já foi reconhecido pelo Banco Mundial como uma das melhores práticas de gestão do mundo.

“É lamentável que o PT reconheça que deve, mas faça a ameaça de não pagar. Isso é calote com seus próprios servidores, que se comprometeram com metas ousadas e agora poderão ficar sem receber um dinheiro que é deles. O modelo implantado em Minas e que vigorou nos últimos 12 anos direcionava o empenho dos servidores para a melhoria dos resultados entregues aos cidadãos. O não pagamento e a extinção do Prêmio vai desestimular os servidores a produzirem mais”, afirma Mourão.

O deputado lembrou que o conjunto de medidas de gestão do governo mineiro, conhecido como Acordo de Resultados, foi marcado por metas audaciosas e contribuiu, por exemplo, para fazer com que Minas tivesse a melhor educação no Ensino Fundamental, de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb 2013) e a melhor saúde do Sudeste, segundo a avaliação do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde 2012 (IDSUS), último ano de apuração.

Na primeira etapa do Acordo de Resultados, os secretários se comprometiam com o governador, por exemplo, a aumentar a nota no Ideb, a reduzir a mortalidade infantil e a reduzir os índices de criminalidade. Na segunda etapa, as metas para alcançar esses desafios eram pactuadas com os servidores de cada escola, de cada Gerência Regional de Saúde, de cada unidade das polícias Civil e Militar e com cada equipe. O valor do bônus pelo cumprimento das metas correspondia a até um salário do servidor.

Modelo reconhecido

O modelo implantado na gestão tucana atraía a atenção de outros estados e países. Delegações do Banco Mundial e outras vindas de diversas regiões visitaram o Executivo para conhecer a experiência mineira. Apenas nos últimos dois anos, o governo de Minas recebeu comitivas do governo indiano, do Ministério do Meio Ambiente, dos governos de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, prefeituras de Blumenau, de Santos e de Salvador

O Prêmio por Produtividade e o Acordo de Resultados foram instituídos pela Lei nº 14.694/2003. Em 2008, esse instrumento foi ampliado para o conjunto de servidores. As alterações foram feitas por meio da Lei nº 17.600/2008, regulamentada pelo Decreto nº 44.873/2008.

O cumprimento das metas era avaliado por uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação, responsável por atribuir a nota ao desempenho alcançado. O alcance das metas era pré-condição para o pagamento do bônus, que levava em consideração também os dias efetivamente trabalhados.

Fonte: Bloco Parlamentar Verdade e Coerência- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/pt-quer-acabar-com-premio-por-produtividade-importante-conquista-dos-servidores-publicos-de-minas#sthash.NZDVJ4yl.dpuf

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Aécio Neves: "A presidente enviou um cheque sem fundo ao Congresso"


Aécio : "A presidente enviou um cheque sem fundo ao Congresso" 


Defesa pública de Levy por Dilma fragiliza mais o ministro, diz Aécio

Na manhã desta quarta, presidente afirmou que ministro da Fazenda "não está desgastado" e nem "isolado" dentro do governo

FOLHAPRESS
Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse nesta quarta-feira (2) que o fato de a presidente Dilma Rousseff ter sido pressionada a fazer um desagravo público ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fragiliza ainda mais a permanência dele no cargo.

Na manhã desta quarta, Dilma afirmou que Levy "não está desgastado" e nem "isolado" dentro do governo. "Isolado de mim ele não está", disse.

"O ministro Levy não está desgastado dentro do governo. Ele participou conosco de todas as etapas da construção desse Orçamento. Ele tem o respeito de todos nós", completou.

Nos últimos meses, o ministro da Fazenda tem travado diversos embates com Nelson Barbosa (Planejamento) nas tomadas de decisões para a condução da política econômica do governo e, na maioria das vezes, tem saído derrotado. Levy não queria, por exemplo, ter apresentado a proposta de
Orçamento para 2016 ao Congresso com um deficit inédito de R$ 30,5 bilhões. Mas foi voto vencido.

"Hoje a presidente veio a público dizer que seu ministro da Fazenda está prestigiado. Ela, com isso, apenas fragiliza ainda mais o ministro da Fazenda que vem tendo a sua ortodoxia quebrada a cada instante por aquela velha visão da matriz econômica que conduzia o governo nos últimos anos", afirmou Aécio.

O tucano afirmou que a oposição continua a defender que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RS), devolva a proposta de Orçamento da União para 2016 apresentada pelo governo ao Congresso nesta semana para que o governo a reencaminhe com as propostas para que ela possa ser equilibrada. Aécio classificou peça orçamentária como um "cheque sem fundo".

"Para simplificar, diria que o sentimento nosso é de como se nós tivéssemos recebido um cheque sem fundo. E o que você faz quando recebe um cheque sem fundo? Você devolve esse cheque", disse.

No entanto, Renan já disse nesta terça que não aceitará o pedido da oposição. Nesta quarta, o peemedebista chegou a admitir que o Congresso pode ajudar o governo a encontrar saídas para reduzir o deficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento mas ressaltou que a responsabilidade não é do Legislativo.

"Cabe ao Executivo propor e eu cobrarei em todos instantes que o Executivo proponha. Mas o Congresso ele tem a responsabilidade de apreciar o Orçamento, de qualificar o Orçamento se o Congresso encontrar saídas, melhor. Mas o Congresso não tem a responsabilidade disso", disse.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Aécio Neves líder da oposição fala dos sonhos dos brasileiros que foram destruídos pelo governo Dilma


Aécio fala dos sonhos dos brasileiros que foram destruídos pelo governo Dilma



E agora José


Por Aécio Neves / Folha de São Paulo

A festa acabou!

O que fazer com tantos sonhos desfeitos? José, João, Maria, Paulo, Ana, são milhares os brasileiros que vivem hoje o pesadelo do desemprego.

O país cortou 158 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês passado, o pior resultado para julho desde 1992. Nos últimos 12 meses, o total de desempregados subiu 56% nas seis maiores regiões metropolitanas do país. O resultado da gestão desastrosa do PT não poderia ser outro: PIB em declínio, inflação, arrocho fiscal.

É o típico quadro de um país em desgoverno, sem rumo. Mas o que entristece de fato é a realidade que se esconde na frieza das estatísticas. Cada pequeno ponto a mais na taxa de desemprego significa milhares de pessoas à margem da sociedade e vidas em risco. Uma só vida em desalinho já deveria bastar para nos tirar o sono, o que dizer de tanta gente?

O desemprego é cruel por várias razões. Primeiro, pelo efeito dominó: para cada trabalhador que a indústria demitiu, outros tantos foram mandados embora nos setores de comércio e serviços. Como a indústria vive um de seus piores momentos, é possível imaginar o impacto da redução de atividades que ainda está por vir.

Depois, o drama social. O afastamento dos indivíduos do seu grupo, o sentimento de fracasso, a desestabilização das famílias e o aumento da violência que decorre do ambiente de tensão formado. O emprego é o pilar central em torno do qual se estabelece uma rotina e um padrão de vida. Sem isso, para onde ir e o que fazer?

A realidade é cruel com os mais jovens. Na faixa entre 16 e 24 anos, o desemprego saltou de 11,2% em dezembro para 18,5% em junho último. Esses jovens haviam optado por se dedicar aos estudos, mas estão sendo obrigados a ir para o mercado para complementar a renda familiar. Mais gente procurando emprego, menos vagas, menos renda.

Nesse quadro de deterioração, aumenta o grau de informalidade da economia e de atividades autônomas, sem a proteção da legislação trabalhista. Justo no momento em que o governo muda o acesso ao seguro desemprego.

Sem carteira assinada, sem garantias, e ao deus-dará, o que será de José? Os injustiçados de sempre estão pagando a parte mais salgada da conta dos erros e da irresponsabilidade do governo. O número é assustador: a cada dia, 7.000 brasileiros perdem os seus empregos. Os versos do poeta de Itabira parecem ter sido escritos hoje. E agora, José? O riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou. E agora?

Em tempo: impossível não registrar o constrangedor patrocínio do BNDES, de R$ 400 mil, à Marcha das Margaridas, em clara manobra de apoio à presidente. Uma prática reincidente, que usa o que é público em favor de uma causa partidária. Até quando?