Mostrando postagens com marcador . Aécio Neves líder da oposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Aécio Neves líder da oposição. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Senador Aécio Neves pressiona Ministério da Saúde para que atenda rápido municípios mineiros sob suspeita de febre amarela




Aécio pede a Ministério da Saúde rápido atendimento a municípios mineiros sob suspeita de febre amarela


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) conversou, nesta sexta-feira (13/01), com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os casos suspeitos de febre amarela registrados em Minas Gerais e as providências de responsabilidade do governo federal. O senador pediu ao ministro que elas possam ser tomadas o mais rapidamente possível em todos os municípios atingidos pelo surto.

O ministro já entrou em contato hoje à tarde, por telefone, com o prefeito de Ladainha, Walid Nedir, município mineiro onde pode ter sido registrada a primeira morte por febre amarela em zona urbana. Eles conversaram sobre o envio de vacinas.

O senador Aécio também conversou com Walid Nedir e com o prefeito de Governador Valadares, André Merlo, sobre o surto que motivou o Estado a decretar situação de emergência em saúde pública.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PSDB cria jogo "Legado do PT" para nunca mais ser esquecido




AGÊNCIA ESTADO/OTempo


PSDB lança na internet jogo da memória com 'legado do PT'

Partido tucano tem investido em comunicações que reforçam a necessidade de o Brasil "superar" o período de administração petista, de olho nas próximas eleições presidenciais


O PSDB lançou na internet um jogo da memória online para criticar o PT e apontar que a legenda que comandou o País por 13 anos deixou um legado que "faz mal para o Brasil".

De olho em 2018, o partido tucano tem investido em comunicações que reforçam a necessidade de o Brasil "superar" o período de administração petista, reforçando o apoio ao governo de Michel Temer (PMDB) e de olho nas próximas eleições presidenciais.

Em artigo publicado na segunda-feira (2), o presidente nacional da legenda, senador Aécio Neves (MG), escreveu que o ano de 2017 representa a hipótese "um recomeço" após "a tormenta" da crise que gerou milhões de desempregados.

O game, que recebeu o nome de "Legado do PT - Para Nunca Mais ser Esquecido" foi lançado em uma página temática dentro do site do PSDB. Ao acessar, o internauta se depara com uma imagem dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e com oito peças para encontrar as imagens em comum.

Na abertura do site, o PSDB apresenta o jogo afirmando que "o governo petista foi marcado por escândalos de corrupção e incompetência". As imagens que compõe o jogo são acompanhadas com textos que apontam rombo R$ 300 bilhões nas contas públicas, caos na saúde, segurança e educação, 12 milhões de desempregados, cinco mil obras paradas em todo o País, além de outros "legados".

Ao completar o jogo da memória, o PSDB parabeniza o jogador e diz que "o que está em jogo é o futuro do País", afirmando que o Partido dos Trabalhadores causou um mal que não pode ser esquecido. "Agora que você já reforçou a sua memória, compartilhe o jogo com seus amigos. Quanto mais gente jogar, mais gente vai lembrar!", finaliza o texto.

http://www.psdb.org.br/


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/psdb-lan%C3%A7a-na-internet-jogo-da-mem%C3%B3ria-com-legado-do-pt-1.1418937

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aécio Neves mobiliza PSDB e ITV para orientar prefeitos eleitos em 2016




Com 804 prefeitos eleitos em todo o Brasil nas eleições municipais deste ano, sendo sete em capitais e 21 em outras cidades com mais de 200 mil eleitores, o PSDB mostrou a sua força nas urnas e consagrou-se como o partido mais votado pelos brasileiros. Passado o período de transição, no entanto, é hora de mostrar resultados. Com o intuito de debater os desafios que serão enfrentados por seus novos gestores, o PSDB e o Instituto Teotônio Vilela (ITV) irão promover, no dia 25 de novembro, o Encontro Nacional de Prefeitos Eleitos.

Além do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, e do presidente nacional do ITV, senador José Aníbal (SP), vão participar do encontro o presidente de honra do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de governadores, senadores, deputados federais, presidentes dos diretórios estaduais e outras lideranças tucanas, que transmitirão aos novos prefeitos do partido sua mensagem de confiança e responsabilidade.

“O PSDB vai governar um quarto da população brasileira. É uma enorme responsabilidade, que não é um desafio maior do que nós”, destacou o senador José Aníbal. “É um desafio que nós temos experiência e, mais do que experiência, muitos resultados apresentados. Para se ter uma ideia, os nossos quatro prefeitos de capitais foram reeleitos – Rui Palmeira (Maceió-AL), Firmino Filho (Teresina-PI), Zenaldo Coutinho (Belém-PA) e Arthur Virgílio (Manaus-AM). E elegemos mais três: Hildon Chaves (Porto Velho-RO), João Doria (São Paulo-SP) e Nelson Marchezan Júnior (Porto Alegre-RS). A crise já existe há dois anos, crescimento negativo, tudo isso, e eles mostraram que são bons gestores e conquistaram a confiança dos eleitores”, ressaltou.

O objetivo do encontro, segundo o presidente do ITV, é formar gestores excepcionais, que saibam lidar com os desafios da escassez de recursos e da necessária realização de políticas que sejam eficientes, seja na saúde, na educação ou na área social.

“É um encontro crucial porque nós vivemos em uma situação desafiadora. É uma crise profunda que o país vive, que impacta fortemente as finanças públicas e que requer do gestor atenção muito grande para que ele possa realizar aquilo que a sociedade espera dele: austeridade, transparência e políticas públicas de qualidade. Não é fácil o desafio, mas é viável, é possível”, disse Aníbal.

“O que nós vamos fazer nessa reunião é dialogar com todos os nossos prefeitos sobre o quanto importante e compensatória é a realização de uma política focada em contas públicas organizadas, com eficiência e austeridade, e ao mesmo tempo resultados”, completou o senador.

SERVIÇO

Encontro Nacional de Prefeitos Eleitos
Data: 25 de novembro de 2016, sexta-feira
Horário: das 8h30 às 13h30
Local: Auditório Petrônio Portela – Senado Federal (Entrada pelo Anexo 2 – Via N2)
Contato: (61) 3424-0555 (ITV)
encontro.prefeitos@itv.org.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Senador Aécio Neves: "O tempo da demagogia se esgotou. É urgente a definição de uma agenda responsável"





Aécio Neves

Ajuste fiscal não pode ser dissociado de uma agenda social prioritária

No momento em que o Brasil enfrenta o inadiável debate sobre as medidas de saneamento das contas públicas e as reformas capazes de ancorar a retomada do crescimento, é importante alertar para a prioridade que precisa ser dada à questão social. A agenda do ajuste fiscal não pode ser dissociada de uma agenda social igualmente prioritária.

A gravidade da situação econômica brasileira é maior do que se imaginava. Novas estatísticas do IBGE mostram que falta trabalho para 22,7 milhões de brasileiros. Isso significa que as portas estão fechadas para 13,6% da população em idade produtiva, o que atinge diretamente a vida de milhões de famílias. São dívidas que se acumulam, jovens que abandonam os estudos para ajudar os pais, sonhos que são adiados.

É para essa população mais vulnerável que precisamos olhar no momento de implantar as medidas essenciais do ajuste das contas públicas. Nos últimos dois anos, estima-se que a nossa economia encolheu em torno de 7%. A renda per capita caiu e os brasileiros já estão mais pobres. Recolocar o país nos eixos após anos de descalabro vai exigir, portanto, novos sacrifícios.

Em tal contexto de crise, é fundamental minimizar os impactos da recessão econômica, aperfeiçoando os gastos sociais e projetando programas de inclusão mais sustentáveis. Trata-se de proteger os mais frágeis no momento em que enfrentamos o desafio de construir um arcabouço de desenvolvimento responsável.

O tempo da demagogia se esgotou. O país dá provas de amadurecimento quando a questão das reformas é colocada pelo governo de forma transparente para a sociedade. A PEC que limita os gastos públicos, já aprovada na Câmara dos Deputados, é o primeiro passo, apenas. Faz mais de década que as despesas públicas crescem à frente do PIB em um percurso letal. O déficit do setor público ficará próximo dos R$ 170 bilhões este ano.

Limitar o teto para gastos é, portanto, o marco zero de qualquer projeto sério de mudança. A próxima reforma a ser enfrentada pela nação será a da Previdência. O populismo impediu que fosse feita há alguns anos, quando o problema ainda não era tão grave. Agora, não há escapatória.

São questões como essa que devem ser debatidas com responsabilidade e maturidade. Sem prejuízo para a população mais fragilizada, que carece de uma rede de proteção efetiva. O mesmo governo que defende com propriedade medidas duras para salvar o país deve ser enfático na busca de mais eficiência e de foco nos investimentos sociais.

É urgente a definição dessa agenda responsável, debatida com prefeituras, Estados e organizações, e que tenha compromisso com a proteção e a inclusão daqueles que, longe das estatísticas marqueteiras, permanecem excluídos. 


Aécio Neves / Folha de São Paulo

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aécio: "É essencial a reforma do sistema político e eleitoral do país"






Nunca tantos deixaram de fazer suas escolhas partidárias

Por Aécio Neves / Folha de São Paulo

Entre vencedores e vencidos, as eleições que se encerraram ontem apontam para um resultado consensual: há uma evidente crise da representatividade política no elevado número de votos nulos e brancos, considerando as duas etapas do pleito.

Nunca tantos deixaram de fazer suas escolhas partidárias para expressar o inconformismo com a política tradicional. Este voto de negação precisa ser entendido para que possamos acelerar o esforço para reconquistar a confiança dos cidadãos.

O desgaste da democracia representativa não é um fenômeno brasileiro. Muitos países enfrentam essa crise, o que faz emergir, na cena pública global, personagens e grupos que se projetam por ostentar o discurso da antipolítica. Isso é particularmente grave no Brasil, onde a nossa jovem democracia vive suas primeiras décadas de amadurecimento.

Desde os acontecimentos que sacudiram as ruas do país em 2013, o descompasso entre cidadãos e seus representantes na vida pública se agravou. As denúncias de corrupção e as revelações da Operação Lava Jato, o processo de impeachment da ex-presidente Dilma e a crise que destruiu a economia e os sonhos de milhões de brasileiros ajudaram a multiplicar a descrença e o desalento.

Como resposta a esse estado de coisas, nada mais inútil e manipulador que a simples negação da política, já que esta se constitui no território do debate e do diálogo que sustentam o ambiente democrático.

Este é o momento de resgatar a boa política, revesti-la de significado para os que anseiam por maior participação. Naturalmente, os partidos precisam se oxigenar e se aproximar mais da vida real. A coletividade consegue hoje se organizar e se expressar em canais muito diversos. São movimentos legítimos e, por isso mesmo, precisam caminhar de forma articulada com a representação política. Fora do campo político, o que há é o autoritarismo e a intolerância.

É essencial avançar na reforma do sistema político e eleitoral no país. A fragmentação partidária —o Brasil tem nada menos que 35 partidos registrados no TSE e dezenas de outros a caminho—, o sistema eleitoral que dificulta as relações entre candidato e eleitor, e o mecanismo de financiamento das campanhas são questões que precisam ser vistas com urgência e responsabilidade. Já tramita no Congresso uma proposta de minha autoria e do senador Ricardo Ferraço que prevê uma cláusula de desempenho eleitoral capaz de inibir o número de partidos, expurgando aqueles que servem apenas como legendas de aluguel.

A democracia é um patrimônio da sociedade. Ainda que imperfeita, é a única garantia de que a pluralidade de vozes será respeitada. E não há nada que a fortaleça mais do que o exercício da boa política.

Aécio Neves

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Aécio Neves : "Veto de Dilma a reajuste do Bolsa Família sacrifica o mais pobre"


Aécio Neves diz que veto de Dilma a reajuste do Bolsa Família sacrifica quem mais precisa do governo



Aécio Neves diz que veto de Dilma a reajuste do Bolsa Família sacrifica quem mais precisa do governo
O senador argumentou que, sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, "o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres" (Foto: Givaldo Barbosa/AG)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou a decisão da presidenta Dilma Rousseff de vetar o reajuste do benefício do programa Bolsa Família pela inflação. Segundo ele, essa atitude sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo. A declaração foi divulgada por meio da assessoria de imprensa do tucano neste sábado (02).

Dilma sancionou, em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (31), a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, que estabelece os parâmetros para a elaboração do Orçamento da União. A lei foi sancionada com mais de 50 vetos, incluindo um trecho que previa o reajuste do benefício do Bolsa Família pelo índice oficial de inflação, medida pelo IPCA, acumulada entre maio de 2014 e dezembro de 2015.

“Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrer e de forma mais profunda são os que mais necessitam, ou seja, exatamente os beneficiários do Bolsa Família. A presidenta Dilma, com seu veto, mais uma vez, sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo”, disse Aécio.

O senador argumentou que, sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, “o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres
http://www.osul.com.br/aecio-neves-diz-que-veto-de-dilma-a-reajuste-do-bolsa-familia-sacrifica-quem-mais-precisa-do-governo/

sábado, 2 de janeiro de 2016

Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação


Presidente Dilma vetou minha proposta de correção da Bolsa Família pelo índice da inflação



Mais uma vez, a ineficiência do governo se comprova. A presidente Dilma Rousseff vetou a proposta por mim apresentada à LDO de correção do Bolsa Família pelo índice da inflação.

Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrerem e de forma mais profunda são os que mais necessitam, ou seja, exatamente os beneficiários do Bolsa família. A presidente Dilma, com seu veto, mais uma vez, sacrifica a população que mais precisa do apoio do governo.

Sem recomposição do poder de compra do Bolsa Família, o alcance social do programa diminui e a crise criada pelo governo do PT invade a vida dos mais pobres.


O programa Bolsa Família este ano será de R$ 26 bilhões para uma despesa não financeira do governo central estimada em R$ 1 trilhão e 105 bilhões. Se quisesse, o governo teria como aumentar o programa. O programa responde por apenas 2,4% da despesa não financeira do governo central.

Um reajuste de 11,6% do Bolsa Família teria impacto de cerca R$ 3 bilhões. Mesmo na atual situação de grave crise, esse não é um valor que iria gerar maiores problemas, sobretudo se se avaliasse seu impacto social.

Por que quem recebe assistência via LOAS ou mesmo quem recebe outros tipos de benefícios tem direito a correção e o mesmo não vale para o Bolsa Família?

Como um governo que em 2016 planeja gastar mais de R$ 1 trilhão não conseguiria o necessário para corrigir o Bolsa Família pela inflação?

Se o governo não tivesse quebrado a Petrobras e Eletrobras receberia dessas empresas mais do que os R$ 3 bilhões necessários para corrigir o Bolsa Família pela inflação.

A crise e a falta de recursos orçamentários que compromete não apenas o Bolsa Família, mas também os serviços de saúde e educação, decorrem do desastre econômico e desvios de recursos dos governos do PT, que hoje coloca em risco todos os programas sociais.

O veto ao reajuste do Bolsa Família não é um ato de responsabilidade fiscal. Ao contrário. Trata-se de mais um sinal da herança maldita dos governos do PT.

Há poucos anos o governo federal gastou milhões em propaganda para dizer que a miséria estava acabando no Brasil. Sem entrar no mérito se a comunicação era falsa ou verdadeira, o país aguarda agora a comunicação oficial sobre quantos milhões de brasileiros voltaram para a miséria em função da gestão irresponsável do PT.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aécio Neves líder da oposição presta emocionante homenagem à Eduardo Campos


Aécio presta emocionante homenagem à Eduardo Campos




Pronunciamento do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, durante homenagem ao ex-governador Eduardo Campos

Não estou na política apenas desde ontem ou anteontem. Tenho 30 anos de mandato. E vi pouquíssimos líderes políticos liderarem com a naturalidade de Eduardo.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (10/06), de homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, realizada pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, durante Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública, em Brasília.

Principais trechos

Começo por dizer que Eduardo (Campos) tinha características muito próprias. Não estou na política apenas desde ontem ou anteontem. Tenho 30 anos de mandato. E vi pouquíssimos líderes políticos liderarem com a naturalidade de Eduardo. A lealdade de seus companheiros, e aqui estão inúmeros deles, não se dava pela imposição ou pelo uma circunstancial possível expectativa de poder que Eduardo pudesse gerar. Era algo absolutamente natural. Era sua forma de expressar, era a sinceridade das suas palavras, era a capacidade dele de enxergar sempre adiante.



Isso talvez distinga os políticos, muitos de nós políticos comuns dos políticos chamados de estadistas. A capacidade de enxergar mais longe que os outros. Tive o privilégio de compartilhar com Eduardo um momento para as nossas vidas extremamente profícuo, quando governamos nossos estados. Ele em Pernambuco, eu em Minas Gerais, começamos a compreender que gestão pública não tem que ser ineficiente apenas por ser pública.



Introduzimos em nossos governos, e outros governantes também fizeram isso, práticas absolutamente inovadoras de gestão. Não foram poucas as vezes em que nos sentamos em Minas, em Pernambuco, aqui em Brasília, buscando introduzir na gestão pública aquilo que o setor privado já fazia há muito e muito tempo: avaliação de desempenho, remuneração por metas e certamente a marca que Eduardo deixa em Pernambuco, do ponto de vista da gestão pública mostra uma outra face, de um político com muitas virtudes. Mas não quero falar aqui do político, nesses poucos minutos que ainda vou tomar da paciência de vocês.



Quando acontece uma tragédia como essa e alguém de alguma forma marcante, seja do ponto de vista pessoal ou mesmo pela sua dimensão política, o caso de Eduardo, acho que muitos de nós nos lembramos em outros episódios marcantes que têm acontecido, onde estávamos naquele exato instante onde a tragédia aconteceu. Eu me lembro que também em campanha, como Eduardo, pousava naquele instante num avião exatamente igual ao avião ao dele em Natal, na capital do Rio Grande do Norte, e dentro do avião começaram a vir as notícias, de início desencontradas e depois as confirmações para estarrecimento de todos nós também começavam a vir e a única coisa que vinha à minha mente era a efemeridade, a fragilidade da vida. Me vinha à cabeça a sua família, porque Eduardo tinha uma capacidade, e é isso talvez também que tenha feito dele um político tão vitorioso, de ser feliz, de ter alegria no que fazia. Ele tinha prazer em estar com os companheiros, tinha prazer em ser parlamentar, quando foi ministro da mesma forma. E foi de forma muito especial enquanto governador.



Então, esse prazer pela vida, esse afeto que ele demonstrava ao lado da sua família é algo que, para mim, e tenho certeza que para tantos que com ele compartilharam momentos da sua vida, é a faceta mais marcante da trajetória desse jovem idealista.



Portanto, não tenho dúvidas em reafirmar aqui o que já afirmava lá atrás, no início daquela caminhada eleitoral. Eduardo e eu sabíamos que estaríamos juntos em um projeto de país. Ambos já denunciávamos a fraude daquilo que estabeleceu-se chamar de uma nova matriz econômica no Brasil, e hoje está aí o desastre sendo inevitavelmente e infelizmente compartilhado por todos os brasileiros, de uma visão equivocada que ambos denunciávamos lá atrás.



Mas sabíamos, não importasse qual fosse o destino, o resultado daquela eleição, que estaríamos juntos fosse agora ou no futuro de um projeto de país. E devo agradecer imensamente, aproveitando a presença das principais lideranças do PSB pela solidariedade e pelo apoio que tive para buscar, claro que com as minhas limitações, dar sequência ao sonho de Eduardo, ao sonho de cada um de vocês. Me lembro, e encerro essas minhas palavras, porque disputamos a eleição e não são públicas toda as conversas que tivemos e nós brincávamos, inclusive algumas das vezes na casa de Ana Arraes, mãe de Eduardo, que me oferecia sempre um almoço muito suculento de comida nordestina, e ali era nossa trincheira para conversas que tínhamos aqui em Brasília. Então brincávamos. Nós dois somos candidatos, mas sabemos que, em determinado momento, a gente não controla as coisas, mas vamos pensar sempre adiante. O que nos move é um projeto de país, um projeto vigoroso de país.

Compreendíamos que era importante que houvesse duas forças políticas na oposição para combater um governo bem estruturado, que utilizava a máquina pública sem limites, como assistíamos na eleição. Não imaginávamos que tanto. Mas sempre sabíamos que em algum momento íamos nos encontrar. A campanha começou, é claro que os contatos ficaram um pouco mais raros, mas a dor da morte de Eduardo é algo avassalador para todos aqueles que compreendem a importância da vida pública. Não há transformação de uma sociedade democrática sem homens públicos honrados e cernes como era Eduardo.

Quero encerrar essas minhas palavras pedindo que leve à Renata (Campos) e aos meninos, a minha palavra de carinho, de amizade e de extrema saudade pelo Eduardo. Lembrando aqui, e com absoluta sinceridade espero que me compreendam, o depoimento que deu Ulysses Guimarães pouco tempo depois da morte de Tancredo. Do plenário da tribuna da Câmara dos Deputados, talvez essa frase de todas tenha sido a que mais me marcou. Ulysses referiu-se a Tancredo, parou por um instante e disse: Eu temia e eu amava Tancredo. Peço licença ao grande timoneiro para dizer: Eu temia e amava Eduardo.

http://www.onortao.com.br/noticias/pronunciamento-do-presidente-nacional-do-psdb-senador-aecio-neves-durante-homenagem-ao-ex-governador-eduardo-campos,43946.php

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Senador Aécio denuncia a desconstrução do Circuito Cultural da Praça da Liberdade


Aécio denuncia a desconstrução do Circuito Cultural da Praça da Liberdade



Estou recebendo muitas mensagens de pessoas ligadas à área cultural de Minas pedindo que eu me manifeste sobre o que eles entendem ser o início da desconstrução do Circuito Cultural Praça da Liberdade pelo governo do PT. Primeiro, com a suspensão da implantação do Cena, que seria um grande espaço de apoio aos profissionais das artes cênicas. Agora, com a revelação de que a exposição interativa montada no Palácio da Liberdade teria sido desmontada e até mesmo destruída.

O Circuito Cultural era um sonho de muitos mineiros e eu me orgulho do meu governo ter conseguido começar a transformá-lo em realidade. Foi muito difícil colocar de pé o projeto. Aliás, construir é muito difícil, enquanto sabemos como é fácil destruir. Hoje, o Circuito é uma realidade conquistada pelo trabalho de milhares de pessoas.


Entendo a preocupação de todos os que me procuraram e manifesto a minha solidariedade aos que estão indignados com iniciativas como essa, que têm levado à destruição ou suspensão projetos importantes para os mineiros, pelo simples fato de terem sido realizados por gestões anteriores. Minas não merece isso.

Divido com vocês o post do curador da exposição desmontada/destruída, Marcello Dantas, e a reportagem realizada na época da inauguração, para que quem não teve a oportunidade de visitá-la possa conhecer um pouco do que foi feito. Repare que a exposição, que relembrava momentos importantes da nossa história, foi feita de forma a não interferir no patrimônio arquitetônico e no funcionamento do prédio, que continuou sendo usado para atividades de trabalho do governador. -




Aécio Neves