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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Governador de Minas quer vender prédios históricos da Praça da Liberdade, em BH, além de hospitais e escolas de todo o estado.






Relação dos prédios que serão vendidos provoca mais polêmica na ALMG, mostra reportagem do jornal O Tempo publicada no último final de semana

Além da já anunciada intenção de venda da Cidade Administrativa, o governo petista de Fernando Pimentel também quer vender os prédios históricos que fazem parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Os edifícios constam da relação dos 1.205 imóveis considerados alienáveis entregue aos deputados estaduais, que discutem o polêmico projeto do governador que cria os fundos imobiliários. Esses fundos pretendem arrecadar R$ 4 bilhões aos cofres públicos. (Leia mais sobre o assunto: Secretário de Pimentel admite que Fundo Imobiliário é mecanismo para driblar endividamento do Estado)

Além dos importantes e emblemáticos prédios que compõem o Circuito Cultural Praça da Liberdade, considerado o maior do gênero no País, Pimentel quer vender presídios, escolas e postos policiais. Até o imóvel onde funciona a prefeitura da histórica São João Del Rei está na lista, assim como o Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, e o Hospital Municipal Batista Naves, em Indianápolis.

A Cidade Administrativa também consta da relação. Apenas neste caso, se a venda for concretizada, de acordo com especialistas, o Estado terá que desembolsar anualmente cerca de meio bilhão de reais em aluguéis de imóveis que hoje não custam nada. “Trata-se de uma ideia estapafúrdia”, afirma o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, em artigo publicado recentemente (clique AQUI para ler a íntegra).

Em entrevista para a matéria do jornal O TEMPO, o líder da Minoria na Assembleia Legislativa, deputado Gustavo Valadares (PSDB) destacou que a lista de imóveis apresentada pelo governo petista é incompleta e tem dados imprecisos. “Enquanto não tivermos esclarecimentos, não vamos deixar o projeto prosperar”, afirmou.

Venda de imóveis pode gerar dívida de R$ 35 bilhões para Minas

Reportagem mostrada pelo jornal no sábado (06/05) publica a lista dos prédios públicos que poderão ser vendidos por Fernando Pimentel numa tentativa de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e captar dinheiro emprestado no mercado. Com a venda, o governo de Minas passará a pagar aluguel. E o mais preocupante é que a criação do fundo imobiliário proposto pelo governador petista pode gerar uma dívida de R$ 35 bilhões para os mineiros pagarem nos próximos 50 anos (Leia: Fundo imobiliário proposto por Fernando Pimentel pode gerar uma dívida de R$ 35 bilhões para os mineiros pagarem).

Questionado pelo jornal, o líder do Governo na ALMG, deputado Durval Ângelo, esclareceu que o Palácio da Liberdade não será vendido. Em se tratando da gana dos petistas em conseguir dinheiro rápido em ano pré-eleitoral e, o que é pior, com a facilidade que têm em gastá-lo, os mineiros devem desconfiar.


Polêmica. Edifícios no Circuito Cultural da praça da Liberdade estão na lista de imóveis alienáveis enviada pelo governo à Assembleia

Os fundos imobiliários que o governo do Estado pretende criar para arrecadar R$ 4 bilhões aos cofres públicos têm gerado polêmica na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), na qual a proposta tramita desde abril. Agora, uma lista de 1.205 imóveis considerados alienáveis entregue aos deputados estaduais pode criar ainda mais confusão. A relação inclui prédios nos quais funcionam presídios, escolas, hospitais e postos policiais.

Constam também na lista do Fundo de Investimentos Imobiliários de Minas Gerais (Fiimg), cujos imóveis serão vendidos por falta de uso, duas áreas com mais de 27 mil metros quadrados, classificada como “Da Liberdade”. Trata-se, segundo o líder do Governo Durval Ângelo (PT), de parte do conjunto de prédios que abriga hoje o Circuito Cultural praça da Liberdade. Inaugurado em 2010, o complexo de edificações históricas foi transformado em instrumentos culturais mantidos em parcerias com empresas, como Gerdau, Fiat e Vale. Também estão cedidos espaços ao Banco do Brasil, ao Sebrae e à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outros.

Em março, quando anunciou a proposta dos fundos, o secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho, disse que o governo teria mais de 1.355 propriedades – casas, terrenos, prédios, fazendas – sem qualquer utilização e que, por isso, poderiam ser vendidas. Segundo Bicalho, outros 5.000 imóveis, que estão ocupados pelos órgãos do Executivo, inclusive a Cidade Administrativa, seriam colocados no Fundo de Ativos (Faimg).

Com esse último, abastecido com pagamento de R$ 700 milhões em aluguéis, o Estado tentará captar recursos no mercado, vendendo cotas para investidores. A relação dos imóveis ocupados pelo próprio governo não foi divulgada.

Sumiço. Na última semana, quando o rol mais detalhado de imóveis alienáveis foi entregue à Assembleia pela subsecretária de Planejamento e Gestão, Dagmar Dutra, faltaram 150 imóveis da lista oficial anunciada pelo secretário de Fazenda. O governo não explicou quais e nem por que foram retirados.

Continuou integrando a lista, porém, um prédio histórico em São João del Rei, no Campo das Vertentes, onde funciona a prefeitura da cidade. A reportagem conseguiu confirmar ainda o funcionamento atual de escolas estaduais nos municípios de Juiz de Fora, Passos, Várzea da Palma e Pimenta. Ainda em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o governo pretende vender uma propriedade onde hoje funciona um posto da Polícia Militar.

Edifícios que abrigam atualmente presídios em Passos, Presidente Olegário, Nanuque e Monte Carmelo também estão na lista de alienáveis. O Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, e o Hospital Municipal Batista Naves, em Indianápolis, estariam ameaçados.

As Secretarias de Estado de Fazenda (SEF) e de Planejamento (Seplag) foram procuradas na quinta-feira para esclarecer o motivo de prédios hoje em funcionamento fazerem parte da relação de imóveis alienáveis. A SEF ignorou o pedido da reportagem. Já a Seplag informou, em nota nessa sexta-feira (5), que, “infelizmente, a equipe técnica não conseguirá atender ao pedido no prazo solicitado”. “Todos os detalhes e dúvidas sobre a lista de imóveis serão discutidos nas comissões da Assembleia”, diz o texto.

Oposição. “A lista é incompleta e tem dados imprecisos. Enquanto não tivermos esclarecimentos, não vamos deixar o projeto prosperar”, diz o líder da minoria, deputado Gustavo Valadares (PSDB).

Líder promete emenda para mudar a listagem

O líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas, deputado Durval Ângelo (PT), disse que vai apresentar uma emenda ao projeto de lei dos fundos imobiliários para corrigir a lista de imóveis alienáveis apresentada à Casa. “A emenda vai determinar que qualquer imóvel com utilização pelos governos estadual, federal ou municipais, ou por entidades filantrópicas, não será incluído na relação. Com isso, preservarmos os que estão sendo utilizados”, explicou.

O petista disse que a intenção do Estado era vender todas as propriedades da lista, incluindo as ocupadas por outros entes, mas houve um recuo. “Na emenda vou poupar prédios em uso pelo serviço público e filantrópico. Os ocupados por empresas (como são os casos de vários imóveis do complexo da Liberdade), poderão ser vendidos”. Segundo Durval, o Palácio da Liberdade não será vendido.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Liderança e bom senso de Aécio Neves prevalece no PSDB de São Paulo







Em um movimento para tentar frear o fortalecimento do PSB no Estado, o PSDB paulista contrariou o governador Geraldo Alckmin e desistiu de eleger uma nova direção para a legenda em São Paulo. Com isso, prevaleceu uma determinação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que prorrogou seu próprio mandato na presidência nacional do partido e estendeu a medida para todos os diretórios.


Alckmin, Aécio e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, são cotados internamente como candidatos ao Palácio do Planalto em 2018.


Em uma reunião tensa na noite de segunda-feira, 9, - a qual a reportagem presenciou - o presidente do partido no Estado, deputado Pedro Tobias, justificou a decisão de ficar mais um ano à frente do Diretório Estadual com o argumento de que se "preocupa" com a sucessão ao Palácio dos Bandeirantes em 2018.


Segundo ele, o temor é de que Alckmin, para viabilizar sua candidatura à Presidência, faça uma aliança com os pessebistas em detrimento de um nome do PSDB em São Paulo. Dirigentes do PSB defendem que o atual vice-governador, Márcio França, seja o candidato apoiado pelos tucanos.


"O partido está em primeiro lugar. Minha preocupação é chegar o governador amanhã e fazer uma aliança com o PSB. Porque o governador sempre quer mais aliança, mas partido é partido, e governo é governo", disse Tobias. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, o dirigente havia feito outro discurso e afirmara que abriria mão de renovar o próprio mandato para defender a democracia interna.


Durante a reunião, Tobias também acusou o PSB de ter prejudicado o PSDB nas eleições municipais deste ano. Ele citou como exemplos os casos de Mauá e Guarulhos, cidades onde o PSB venceu candidatos tucanos.


Em outra declaração que evidenciou a divisão entre os tucanos, o presidente do PSDB paulista ainda reclamou da falta de apoio do partido ao vereador Mário Covas Neto (PSDB) na disputa pela presidência da Câmara Municipal paulistana. A bancada tucana seguiu orientação do prefeito João Doria, afilhado político de Alckmin, e votou no vereador Milton Leite (DEM), que se elegeu. "Muitas vezes a relação de aliança deixa alguém sacrificado. O PSDB fica nisso. Foi o caso da presidência da Câmara Municipal: o prefeito é nosso e ficamos de fora", disse Tobias na reunião.


Antes de articular sua permanência no cargo, o dirigente tucano consultou Serra e o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do governo Michel Temer no Senado. Adversários de Alckmin no partido, ambos chancelaram a iniciativa. Já Aécio não participou da articulação no diretório paulista.


Movimento


Tobias disse para aliados que mudou de ideia porque "identificou" uma movimentação nos bastidores do chefe da Casa Civil de Alckmin, Samuel Moreira, para tirar seu grupo do comando do diretório e instalar no lugar um grupo afinado com o PSB. Procurado pela reportagem, Moreira não foi localizado.


Pré-candidato à Presidência em 2018, o governador paulista tem o apoio dos pessebistas, que sinalizam até com a possibilidade de lançá-lo na disputa caso não se viabilize no PSDB. A contrapartida seria o apoio de Alckmin à candidatura de França em São Paulo.


Após Tobias dizer que haveria eleição interna, três tucanos se apresentaram para disputar o cargo, todos da estrita confiança de Alckmin: o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro; o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa; e o deputado federal Miguel Haddad.


A decisão de prorrogar o mandato no Diretório Estadual teve 18 votos favoráveis e três contrários, do deputado federal Vanderlei Macris, e dos estaduais Cauê Macris e Carlão Pignatari Tobias se absteve.


Na saída da reunião, um membro da Executiva próximo ao governador chamou a manobra de "golpe". Outro afirmou que o discurso "constrangeu" o governador e que Moreira levou "uma bicicleta" de Tobias.



Alguns membros do Diretório Estadual disseram que se sentiram constrangidos a votar a favor da prorrogação do mandato. Durante a reunião, membros da Executiva Estadual levantaram a possibilidade de apresentar uma moção de repúdio para registrar o descontentamento com a decisão pela prorrogação do mandato de Aécio. A sugestão, porém, nem sequer foi discutida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Tempo/MG

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PSDB cria jogo "Legado do PT" para nunca mais ser esquecido




AGÊNCIA ESTADO/OTempo


PSDB lança na internet jogo da memória com 'legado do PT'

Partido tucano tem investido em comunicações que reforçam a necessidade de o Brasil "superar" o período de administração petista, de olho nas próximas eleições presidenciais


O PSDB lançou na internet um jogo da memória online para criticar o PT e apontar que a legenda que comandou o País por 13 anos deixou um legado que "faz mal para o Brasil".

De olho em 2018, o partido tucano tem investido em comunicações que reforçam a necessidade de o Brasil "superar" o período de administração petista, reforçando o apoio ao governo de Michel Temer (PMDB) e de olho nas próximas eleições presidenciais.

Em artigo publicado na segunda-feira (2), o presidente nacional da legenda, senador Aécio Neves (MG), escreveu que o ano de 2017 representa a hipótese "um recomeço" após "a tormenta" da crise que gerou milhões de desempregados.

O game, que recebeu o nome de "Legado do PT - Para Nunca Mais ser Esquecido" foi lançado em uma página temática dentro do site do PSDB. Ao acessar, o internauta se depara com uma imagem dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e com oito peças para encontrar as imagens em comum.

Na abertura do site, o PSDB apresenta o jogo afirmando que "o governo petista foi marcado por escândalos de corrupção e incompetência". As imagens que compõe o jogo são acompanhadas com textos que apontam rombo R$ 300 bilhões nas contas públicas, caos na saúde, segurança e educação, 12 milhões de desempregados, cinco mil obras paradas em todo o País, além de outros "legados".

Ao completar o jogo da memória, o PSDB parabeniza o jogador e diz que "o que está em jogo é o futuro do País", afirmando que o Partido dos Trabalhadores causou um mal que não pode ser esquecido. "Agora que você já reforçou a sua memória, compartilhe o jogo com seus amigos. Quanto mais gente jogar, mais gente vai lembrar!", finaliza o texto.

http://www.psdb.org.br/


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/psdb-lan%C3%A7a-na-internet-jogo-da-mem%C3%B3ria-com-legado-do-pt-1.1418937

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Aécio Neves pede ao STF que decida rápido sobre Renan Calheiros




O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), fez um apelo à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, para que a decisão definitiva do afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado ocorra na sessão desta quarta-feira (7).

"Fizemos um apelo ao STF que decida sobre o afastamento de Renan até amanhã", afirmou o tucano em entrevista coletiva. A pressa do PSDB, principal partido da base do governo Temer, se deve ao fato de que a estratégia dos petistas é justamente jogar com o "caos institucional" instaurado com o afastamento de Renan, ocorrido por medida liminar, para ganhar tempo.

A ideia da bancada do PT é de, no comando do Senado, não realizar sessões no plenário evitando-se dessa forma que seja feita a contagem de prazo para a votação da PEC do Teto. "A cadeira da presidência do Senado não pode ser bunker de partido", disse Aécio.

A votação do segundo turno da proposta está inicialmente prevista para ocorrer na próxima terça-feira (13). "Queremos que a PEC seja vota independente de afastamento", emendou o senador. Segundo ele, a bancada do PSDB manterá o quórum na próxima semana para tentar avançar na votação.

Impacto

A possibilidade de se adiar para 2017 a votação da PEC do teto, no entendimento, de consultores do Congresso, não causará nenhum impacto na questão orçamentária.

Segundo assessores da Comissão Mista do Orçamento do Congresso, ouvidos pela reportagem, no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, encaminhado pelo Executivo e aprovado em agosto pelos congressistas, já havia a previsão dos efeitos da PEC para o próximo ano. Na LDO, segundo consultores, é como a PEC já "estivesse valendo".


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/a%C3%A9cio-cadeira-da-presid%C3%AAncia-do-senado-n%C3%A3o-pode-ser-bunker-de-partido-1.1408589

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O candidato João Leite lidera pesquisa para a prefeitura de BH




Pesquisa divulgada nessa quinta-feira (6) pelo Instituto Paraná Pesquisas aponta o deputado estadual João Leite (PSDB) na liderança para a Prefeitura de Belo Horizonte. O tucano tem 32,5% das intenções de voto na disputa do segundo turno na modalidade espontânea. Já o adversário, o empresário Alexandre Kalil (PHS), aparece com 24,6% da preferência dos eleitores da capital mineira. De acordo com o levantamento, 33,8% dos eleitores não sabem ainda em quem votar e 9,2% disseram que não vão votar em ninguém.

Entre os entrevistados, 76,5% disseram que a decisão de voto é definitiva e 22,7% admitem que ainda podem mudar de opinião. Entre os eleitores ouvidos, 0,7% não responderam ou não sabem se podem mudar de opinião em relação à escolha do candidato que comandará a capital mineira a partir do próximo ano.

Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, João Leite também lidera. Nessa modalidade, ele registra 47,1% e Kalil, 33,3%. Os eleitores que não sabem atingiram 4,7% e o número dos que disseram que não votariam em nenhum deles registrou 14,9%.

Perguntados em quem não votaria de jeito nenhum, Kalil recebeu o maior índice de rejeição: 49,9%. Em João Leite, 39,4% dos entrevistados disseram que não votariam em hipótese alguma. A opção que indica que poderiam votar nos dois alcançou 16,9% e 6,7% responderam que não sabem.

O instituto também quis saber qual dos dois candidatos o eleitor acredita que irá vencer o segundo turno da eleição para prefeito de Belo Horizonte, independente de quem ele irá votar. Para 60,4 % dos entrevistados, o vencedor será o tucano João Leite, para 25,5%, o próximo prefeito será Kalil e 14,1% não sabem.


O grau de confiança da pesquisa é de 95% para uma margem estimada de erro de, aproximadamente, 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Registro

Data. O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 850 pessoas em Belo Horizonte entre os dias 3 e 5 de outubro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG – 03466/2016.

Recursos
Agilidade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nessa quinta-feira (6) por unanimidade que recursos sobre candidaturas a prefeito – em casos de indeferimentos dos registros – serão considerados inválidos se a votação nesses candidatos não influenciar o resultado da eleição. Assim, os prefeitáveis que não obtiveram votos suficientes para o primeiro lugar ou cujos votos somados aos nulos não ultrapassaram 50% poderão recorrer contra indeferimento do registro das candidaturas, mas os recursos serão considerados prejudicados, ou seja, serão descartados sem análise do mérito. A decisão pode dar agilidade à análise de outros recursos relacionados a indeferimento de candidaturas, desde que os agravantes tenham voto suficiente para assegurar uma vitória.


http://www.otempo.com.br/hotsites/elei%C3%A7%C3%B5es-2016/jo%C3%A3o-leite-lidera-disputa-em-bh-1.1382457

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Operação Acrônimo: Polícia Federal aumenta o cerco a Fernando Pimentel e aliados



PF deflagra nova fase da operação Acrônimo

Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR


AGÊNCIA ESTADO


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) mais uma fase da operação Acrônimo, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo verbas do BNDES na gestão do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), quando este comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.


Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR em MG. Essa fase também investiga outro esquema paralelo supostamente envolvendo o governador de Minas com a empresa OAS, alvo de busca. Não há prisões. Apenas mandados de condução coercitiva e busca a apreensão.


A MOP Consultoria e Assessoria, um dos alvos da ação da PF, foi aberta em novembro de 2012 pelo atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura, e por Rezende. Eles integravam o primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) e ficaram nos cargos até 2012, já na administração Marcio Lacerda (PSB).


Investigadores da operação Acrônimo suspeitam que o governador seja o dono da consultoria e beneficiário de recursos recebidos por ela. Em 25 de junho do ano passado, numa das fases da Acrônimo, a PF recolheu notas fiscais dos pagamentos à MOP e a outras empresas atribuídas pelos investigadores ao governador. Os documentos estavam numa sala alugada por Pimentel para ser seu escritório político em BH.


No local da apreensão funcionavam outras empresas supostamente de propriedade de Pimentel, como a OPR Consultoria Imobiliária, em nome Otílio Prado, um dos principais assessores do petista.


A MOP é investigada por ligações com Fernando Pimentel. Ela recebeu R$ 635 mil do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra). A entidade representa as viações de ônibus da capital mineira, contratadas na gestão do petista, em 2008, para operar as linhas da cidade por 20 anos, com faturamento previsto de R$ 10 bilhões. Rezende coordenava a licitação. A empresa dele teve ainda mais sete clientes e faturou R$ 1,9 milhão em 21 meses.


A consultoria teve vida curta. Em dezembro de 2014, logo após Pimentel vencer as eleições para o governo de Minas, os dois sócios a fecharam. Ambos trabalharam na campanha e, em seguida, na equipe que cuidou da transição do governo. Rezende era coordenador financeiro e jurídico do comitê.



Outro lado


Procurados pela reportagem de O Tempo, o governo de Minas afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto, por se tratar de algo que o investigado teria feito antes de ser uma figura pública; já o advogado de Rezende, não atendeu as ligações.


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/pf-deflagra-nova-fase-da-opera%C3%A7%C3%A3o-acr%C3%B4nimo-1.1375700

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Triplex de Lula era parte de propina ao PT,diz empresário






Segundo delação, imóvel seria abatido de créditos que partido tinha a receber por suborno em obras
São Paulo. O apartamento triplex em Guarujá (SP) destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria abatido das propinas que a OAS tinha de pagar ao PT por obras na Petrobras, disse o empresário Léo Pinheiro a investigadores da Lava Jato. O depoimento, revelado pela revista “Veja” e confirmado pela “Folha de S.Paulo”, consta da negociação de delação premiada de Pinheiro, que foi suspensa pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de trechos que mencionariam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

A nova revelação vem um dia após o ex-presidente ser indiciado pela Polícia Federal (PF). No relatório, a PF acusa Lula de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no inquérito que investiga o triplex.

(...)

“Ficou acertado que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, disse Pinheiro, sobre conversa com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2010. “Nesse contato, perguntei para Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente”, completou.

Pinheiro afirmou ainda que a reforma feita no triplex pela OAS “não seria cobrada do ex-presidente”, porque seria abatida “também como uma retribuição dos serviços prestados por Lula com a OAS na área internacional”.

Em outra parte da delação, o empreiteiro tratou do sítio em Atibaia (SP) atribuído a Lula. Pinheiro disse que o petista solicitou “abertamente”, em 2014, uma reforma no sítio, sem perguntar quanto custaria nem mencionar como seria paga. Da mesma forma, disse, ficou “implícito que a OAS atuaria e seria remunerada com o abatimento dos créditos com o PT e em retribuição ao serviço prestado por Lula em favor dos negócios internacionais da empresa”.

Pinheiro disse ainda que contratou Lula para uma palestra na Costa Rica, em 2011, por US$ 200 mil. A OAS tinha interesses no país e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, havia dito que o petista poderia “influenciar autoridades locais em prol dos negócios da OAS”. Após a palestra, segundo Pinheiro, Lula o levou a um jantar com a então presidente Laura Chinchilla.

Em outra parte da delação, Léo Pinheiro disse que pagou caixa 2 à campanha de Dilma em 2014, por meio de contrato fictício com a agência de comunicação Pepper. Foram três parcelas de R$ 239,3 mil, segundo Pinheiro, valor solicitado pelo então tesoureiro Edinho Silva “para o pagamento de despesas da campanha”. Por fim, Pinheiro disse que, a pedido de Okamotto, custeou a armazenagem de bens pessoais de Lula a partir de 2010, em troca de ajuda para a OAS no exterior.

(...)
(...)
(...)


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/triplex-de-lula-era-parte-de-propina-ao-pt-diz-empres%C3%A1rio-1.1362347

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Os senadores Aécio Neves e Antônio Anastásia lançam João Leite como pré-candidato do PSDB à PBH


Aécio e Anastasia lançam João Leite como pré-candidato do PSDB à PBH




TÂMARA TEIXEIRA
FRANSCINY ALVES :: ESPECIAL PARA O TEMPO

O anúncio da escolha do deputado estadual João Leite como o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de Belo Horizonte foi marcado por indiretas e alfinetadas do senador Aécio Neves e de demais tucanos ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) e a seu pré-candidato, Paulo Brant (PSB). Falando em “lealdade”, Aécio Neves deixou claro que as escolhas feitas nestas eleições municipais terão reflexos em 2018 e que a decisão de romper a aliança entre PSDB e PSB não partiu dos tucanos.

O encontro do PSDB aconteceu no mesmo local das convenções dos aliados PP e DEM e com a presença de lideranças do PPS e do PTB, que também irão confirmar a adesão à chapa majoritária. A mesa composta pelo grupo deixou clara a intenção de isolar Lacerda e Paulo Brant.

“Estamos onde sempre estivemos. Apoiamos por duas vezes consecutivas o atual prefeito da cidade, que optou por outro caminho, que respeitamos”, disse Aécio Neves em entrevista, evitando falar o nome de Lacerda. Ele ainda usou palavras como “livre-arbítrio” para falar da antiga aliança e disse que política “não é uma ação solitária”.

Em seu discurso, no plenário na Assembleia Legislativa de Minas, foi mais enfático. “Não há nada mais relevante do que a lealdade aos companheiros, às ideias e aos caminhos escolhidos”. O senador Antonio Anastasia foi na mesma linha. “João Leite tem lealdade, palavras de carinho e mãos generosas que vão abraçar cada cidadão”.

Aécio ainda observou que as alianças deste ano terão repercussão em 2018, quando Lacerda pretende ser candidato ao Senado, e o próprio presidente nacional do PSDB deve tentar chegar à Presidência da República. “Conversamos muito (com Lacerda). Estou feliz em dizer que estou do lado dos mesmos companheiros com os quais iniciamos a nossa caminhada. Acredito que irá ter desdobramento com esse grupo para um projeto para 2018”, garantiu.

O pré-candidato João Leite disse que está entusiasmado. “Tenho alegria de ser candidato desse projeto, que é histórico. Vou entusiasmado para as ruas, subir os nossos morros, conversar com as pessoas e levar esse sonho que nosso campo político tem para a cidade”.

O presidente estadual do PP, Alberto Pinto Coelho, não quis polemizar sobre o rompimento com o PSB. “Caberá ao prefeito trabalhar em prol do seu candidato. É difícil fazer juízo de valor, cada um faz a sua análise e escolhe o seu caminho”.

O presidente municipal do DEM, Eduardo Benis, que é secretário de Desenvolvimento na gestão de Lacerda, evitou cravar o apoio ao PSDB. “Se não for possível caminhar no primeiro turno, temos que manter as pontes do diálogo para que no segundo possamos caminhar juntos”, afirmou.

Franciscana

Gastos. Sobre o fim do financiamento empresarial, o senador Aécio Neves afirmou que será uma campanha “franciscana”, em referência aos cortes de gastos que os candidatos terão que fazer.
CONTRAPONTO
Discurso enfatiza vida no futebol

O discurso dos tucanos deixou claro como o pré-candidato do PSDB, João Leite, usará seu passado de jogador de futebol na campanha. Ele foi goleiro do Atlético nas décadas de 70 e 80.

“Nunca entrei em campo para perder. Sempre estive pronto para fazer o melhor, sempre joguei para ganhar, respeitando os adversários, mas trabalhando para ganhar deles”, disse.

O senador Antonio Anastasia lembrou que o deputado estadual Gustavo Valadares sugeriu um mote para a campanha. “João Leite para prefeito é Belo Horizonte em boas mãos”, disse Anastasia. (FA/TT)
VICE
PPS aprova indicativo de apoio ao PSDB

A maioria dos 30 membros do diretório municipal do PPS aprovou o indicativo de apoio ao PSDB, que tem como pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte o deputado estadual João Leite. Foram 18 votos a favor do tucano e 12 em apoio ao nome do prefeito Marcio Lacerda (PSB), o economista Paulo Brant.

A decisão final será tomada durante a convenção do PPS, que está marcada para domingo. No entanto, o presidente municipal da legenda, o vereador Ronaldo Gontijo, acredita que o indicativo será mantido: “Vamos compor como vice na chapa. Então, a tendência é manter esse apoio ao PSDB”. O parlamentar é o nome mais cotado no grupo composto por PSDB, DEM, PTB e PP para ser o vice de João Leite. O PPS irá contribuir com 18 segundos de tempo de televisão.

A decisão tem deixado tenso o clima interno no PPS intenso. A presidente estadual da legenda, a ex-vereadora Luzia Ferreira, que é mais próxima de Lacerda, defendia uma aliança com o PSB. O nome dela chegou a ser cotado como vice se o PPS fechasse apoio à candidatura de Paulo Brant. De acordo com ela, o indicativo não é definitivo. “A decisão final será domingo”, garantiu Luzia. (FA/TT)


http://www.otempo.com.br/hotsites/elei%C3%A7%C3%B5es-2016/a%C3%A9cio-ataca-trai%C3%A7%C3%A3o-de-lacerda-1.1346065

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Entrevista de Aécio Neves líder da oposição em Belo Horizonte: "É a grande largada para mais um belíssimo resultado"


Entrevista de Aécio Neves em Belo Horizonte: "É a grande largada para mais um belíssimo resultado"




“É a grande largada para mais um belíssimo resultado”, diz Aécio sobre encontro do PSDB em Belo Horizonte


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, participa nesta sexta-feira (1) de um encontro em Belo Horizonte com pré-candidatos tucanos às eleições municipais deste ano.


O senador concedeu entrevista à imprensa.


Quem é o candidato do PSDB em BH?

Estamos extremamente felizes de nos reencontrarmos hoje aqui, em Belo Horizonte, com os nossos candidatos a prefeito, a vice-prefeito, vereadores de todo o estado de Minas Gerais. É a grande largada para mais um belíssimo resultado que nós confiamos que o PSDB terá em todas as regiões do estado. Hoje é a oportunidade de falarmos de propostas, de mostrarmos muita clareza que o PSDB, que apoia hoje o governo de transição do presidente Michel Temer, continua tendo o projeto de governar o Brasil e de recuperar o governo de Minas Gerais. E tudo começa nas eleições municipais que ocorrerão dentro de poucos meses. Temos tido conversas ao longo dos últimos meses com várias forças políticas, em especial aquelas com as quais nós temos trabalhado ao longo dos últimos 15 anos em Minas Gerais, ao lado das quais tivemos vitórias extremamente expressivas. E a partir dessas conversas, em especial conversas com as bases do PSDB, em Belo Horizonte, estamos hoje com muita alegria apresentando como pré-candidato do PSDB à prefeitura de Belo Horizonte o nome do deputado João Leite. Um dos mais qualificados parlamentares da sua geração, conhecedor profundo da realidade de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Com uma capacidade de interlocução enorme, com outras forças políticas e também uma belíssima experiência de gestão pública que teve ao nosso lado no governo de Minas. Não tenho dúvidas que João Leite se apresenta como candidato em condições não apenas de vencer as eleições e avançar nas conquistas da atual administração. Mais do que isso. Ele tem condições de fazer um governo de conciliação. Um governo que a partir de um grande entendimento permita Belo Horizonte enfrentar as suas gravíssimas dificuldades na saúde, na questão de mobilidade, na educação, na segurança pública.


Portanto, procuramos ao longo de todo esse período de conversas basear a nossa decisão em pelo menos três pilares. O primeiro certamente é o compromisso com Belo Horizonte, a qualidade do candidato, o seu perfil a capacidade de fazer uma gestão à altura dos desafios da cidade. O segundo, a capacidade de manter unida o máximo possível essa nossa base de sustentação que por três vezes consecutivas venceu o governo do estado e que nas duas últimas eleições a prefeitura de Belo Horizonte também obteve vitória, porque, esse grupo político ao qual eu me refiro, foi a base das duas eleições sucessivas do prefeito Márcio Lacerda. E a terceira, é a capacidade de sinalizar de forma clara que esse grupo político unido vai trabalhar para vencer em grande parte do estado e, em 2018, vai se apresentar também com candidatura própria ao governo do estado e também à presidência da República.


Como fica a relação do senhor com o prefeito Marcio Lacerda?

Tenho uma relação pessoal extremamente positiva e próxima com o prefeito Marcio Lacerda a quem eu respeito pessoalmente, não fosse assim não o teríamos apoiado nas últimas duas eleições. Conversamos até aqui buscando esse entendimento, mas o prefeito, e é direito dele, parece ter tomado outra posição em favor de uma candidatura do seu partido, o que nós respeitamos. Eu respeito acima de tudo a nossa aliança, os nosso companheiros que conosco vieram até aqui. E nesse grupo político surgiu com muita naturalidade o nome do deputado João Leite como a melhor alternativa. Mesmo partidos próximos a nós também se apresentarão com outras candidaturas. Nós temos que compreender que isso é da dinâmica da política. Vejo isso com naturalidade, mas não tenho dúvidas em afirmar que a candidatura que largará com maior força e melhores condições de vitória e de manter unida a nossa base é a candidatura do candidato João Leite. Aqueles que optaram por outro caminho devem ser respeitados e obviamente farão as suas campanhas.


E o nome do vice? Vai ser chapa pura?

Acredito que não. Eu acho que há possibilidade de, em torno de João Leite, nós termos uma ampla aliança, repito, que terá como base os partidos políticos – ou pelo menos grande parte dos partidos políticos que estiveram ao meu lado nas eleições para o governo do estado, ao lado do governador Anastasia, aqui ao meu lado, e inclusive grande parte dos que apoiaram a candidatura de Márcio Lacerda. Então, a partir de hoje, o deputado João Leite inicia as conversas com outras forças partidárias e eu acredito que, nos próximos 15 dias, nós estaremos, sim, em condições de estar anunciando a chapa e a aliança que, eu acredito, será a mais vigorosa dentre todas até agora colocadas.


Qual o senhor acha que será o peso da Lava Jato nas eleições?

Olha, eu vejo a Lava Jato como um avanço extraordinário na vida política do país. Todos os homens públicos têm que estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos em relação a todas as citações, todas as denúncias, por mais absurdas que elas sejam. Isso é da dinâmica. O Brasil evoluiu. O Brasil amadureceu. E eu acho que todos nós estamos prontos. Em primeiro lugar, para apresentar uma proposta para Belo Horizonte. Essa é a responsabilidade maior do candidato. E dar resposta a todos os questionamentos que surgem em relação a qualquer homem público. Passou-se o tempo em que homens públicos, por serem mais ou menos poderosos, estariam imunes ou dispensados de dar satisfação. Nós daremos. Se hoje há uma depuração da política, ela se inicia com nosso combate ao governo do PT na última campanha presidencial, quando nós denunciávamos as irresponsabilidades do governo, a ocupação do Estado nacional por um grupo político que dele se apoderou para se manter eternamente no poder. Tudo o que nós estamos assistindo hoje no Brasil é decorrência disso. É natural – e já me antecipo a vocês – que haja citações também à oposição. Seria até, a meu ver, surpreendente que não houvesse lembranças ao nome do principal líder da oposição, do presidente do maior partido da oposição, como é o meu caso. Mas a questão que eu acho que deve chamar a atenção de todos nós é que essas citações não vêm de aliados, não vêm de comparsas do crime, como acontece com o PT. Vêm exatamente de adversários nossos. Aqueles que se ocuparam do Estado nacional, que assaltaram o país e que, felizmente, hoje, estão sendo objeto de investigações e de condenações.


O prefeito Márcio Lacerda é muito bem avaliado em Belo Horizonte. Vai ser uma disputa. O senhor acha que vai ser Aécio e Márcio Lacerda?

Eu acho que não, a disputa será entre João Leite e os outros candidatos colocados. Eu não sou candidato a prefeito de Belo Horizonte. Eu não saí de onde nós estávamos. Eu sempre tive, no momento em que me foi permitido ter alguma influência na definição de candidaturas majoritárias em Belo Horizonte sempre uma preocupação com a qualidade dos candidatos. Aqui ao meu lado está talvez a maior expressão disso que é o governador Anastasia. Eu não temo eleições. Se eu temesse eleições, eu não tinha sequer tinha apoiado o Márcio Lacerda na sua primeira eleição quando ele ainda não militava na política. Ele tinha qualidades, demonstrou essa qualidade e eu o respeito por isso, mas eu repito aqui: eu acho que política jamais pode ser compreendida como ação solitária. A política é, sobretudo, o exercício da solidariedade. Se nós não tivéssemos nesse amplo campo político nomes qualificados para dar continuidade ao trabalho de Márcio Lacerda, talvez nós fôssemos buscar em outro campo. Mas nós temos, e não é apenas o do deputado João Leite. Nós tínhamos inúmeros nomes que foram colocados ao longo de todo o processo, foram colocados à disposição da aliança. Houve a opção do prefeito, repito, que eu respeito.


Como presidente do PSDB Nacional, como o senhor vê a denúncia em Minas do ex-deputado Narcio Rodrigues?

Foi uma surpresa para todos nós, já tive oportunidade de falar sobre isso, e confiamos que ele possa, na Justiça, mostrar a sua inocência. A nossa expectativa e que nos esperamos que possa acontecer. Agora, cabe à Justiça avaliar e julgar.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Justiça condena deputado Durval Ângelo (PT-MG) por crime de caixa dois


Justiça condena dep. Durval Ângelo (PT-MG) por crime de caixa dois

TRE condena Durval Ângelo por crime relacionando a 'caixa dois'

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-MG), deputado estadual declarou o recebimento de R$ 15 mil do deputado federal Juvenil Alves, mas o órgão descobriu que ele teria recebido, na verdade, R$ 899 mil





O deputado estadual Durval Ângelo (PT) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) por falsidade ideológica eleitoral por ter omitido informações na prestação de contas de sua campanha de 2006, quando concorreu ao cargo na Assembleia. A ação foi proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-MG) em 2012.

Segundo a PRE, Durval declarou em sua prestação de contas o recebimento de R$ 15 mil do então candidato à reeleição ao cargo de deputado federal Juvenil Alves. Mas, o órgão descobriu que ele teria recebido, na verdade, R$ 899 mil. O valor não declarado foi considerado como “caixa dois”.

Os fatos foram descobertos em 2006, após a deflagração da operação Castelhana, em que Juvenil foi preso por suspeita de chefiar uma organização criminosa.

Com a análise das provas colhidas, descobriu-se que as doações realizadas por Juvenil Alves a Durval Ângelo ocorreram por meio de interpostas pessoas ou mediante pagamento direto de despesas de campanha. A investigação criminal também identificou indícios de transferências de verbas a Durval, utilizando-se de contas correntes de diversos servidores que trabalhavam em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e de outras pessoas próximas ao deputado.

Em sua defesa, o deputado alegou que os repasses ocorreram fora do período eleitoral, entre 2004 e início de 2005, e que se destinavam a instituições de assistência social. As provas obtidas durante a operação, no entanto, demonstraram que os valores repassados a pessoas ligadas ao deputado aconteceram no período compreendido entre junho de 2006 e março de 2007. De acordo com a denúncia, um dos repasses aconteceu em 2006, quando uma servidora lotada no gabinete do deputado desde 2001 recebeu em sua conta R$ 456.708,10. O dinheiro foi usado para cobrir gastos de campanha.

Além disso, o coordenador da campanha de Juvenil Alves confirmou, em juízo, que uma das formas de repasse de valores para Durval Ângelo ocorria por meio de pagamento de serviços executados. Outros testemunhos também confirmaram que várias despesas de campanha foram custeadas por Juvenil Alves e não lançadas na prestação de contas de Durval Ângelo.

No acórdão condenatório, o TRE reconheceu o farto conjunto de provas de que o réu cometeu o crime de falsidade ideológica eleitoral: “O caderno probatório permite a conclusão da realização da conduta tipificada no art. 350 do Código Eleitoral por parte do denunciado, consistente na omissão de informações do recebimento de vultosas quantias para a sua campanha política, através de funcionários de seu gabinete e outras pessoas a ele ligadas, como também de pagamento de despesas do candidato por recursos oriundos de Juvenil Alves, recebimento esses não declarados em sua prestação de contas de campanha, documento público em sua essencialidade”.

Durval Ângelo foi condenado a um ano de reclusão e ao pagamento de cinco dias-multa, mas teve sua pena convertida na prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas. A Procuradoria Regional Eleitoral recorrerá da decisão para que a pena seja aumentada, inclusive pela alta culpabilidade do crime, que é grave e tem pena prevista de até 5 anos.

*Com informações da assessoria do Ministério Público Federal (MPF)

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/tre-condena-durval-%C3%A2ngelo-por-crime-relacionando-a-caixa-dois-1.1330907

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Governo Pimentel: Bené assume ter pago R$ 20 milhões ao governador Fernando Pimentel


Governo Pimentel: Bené assume ter pago R$ 20 Mi ao governador Fernando Pimentel



São Paulo e Brasília. O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, afirmou em delação premiada que o Grupo Caoa pagou R$ 20 milhões ao governador Fernando Pimentel (PT). Os pagamentos, segundo Bené, ocorreram entre 2013 e 2014, ano em que o petista deixou o Ministério do Desenvolvimento para candidatar-se ao governo.

Dos R$ 20 milhões, afirmou o delator, R$ 7 milhões foram repassados diretamente a Pimentel no exterior. O restante teria sido usado na campanha.

Bené assinou acordo de delação com o Ministério Público Federal. São 20 anexos, cada um correspondendo a uma suposta irregularidade envolvendo não apenas Pimentel, mas outros políticos. Segundo o delator, ele alterava portarias para atender pleitos de segmentos empresariais desde que fizessem doações eleitorais.

Bené afirmou aos investigadores que os R$ 20 milhões foram divididos em duas partes. Os primeiros R$ 10 milhões foram transferidos quando o então ministro promoveu alteração no mix de modelos de veículos autorizados pelo Programa de Importação Inovar Auto a pedido do grupo.
Os outros R$ 10 milhões foram acertados e pagos, de acordo com Bené, por Pimentel ter garantido um benefício no pagamento de Imposto de Importação e de IPI do modelo ix 35 da Hyundai.

O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, rechaçou as acusações. “A defesa de Fernando Pimentel esclarece que o governador não recebeu qualquer tipo de vantagem em qualquer tempo de quem quer que seja. Se existente, é falsa e absurda a acusação de pagamento no exterior”, afirmou.

“Basta um elemento para desacreditar a suposta acusação: é atribuição da Receita Federal do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda, a redução ou não de alíquotas de impostos cobrados em âmbito federal.”, disse.

José Roberto Batochio, que defende a Caoa, disse que o grupo desconhece a existência da delação e declarou: “Isso é um delírio”.




http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/ben%C3%A9-acusa-pimentel-de-receber-r-20-mi-em-propina-1.1306660

terça-feira, 17 de maio de 2016

Governo Pimentel: Carolina,mulher de Pimentel,demitida pela justiça


Governo Pimentel: Carolina, mulher de Pimentel, demitida pela Justiça





PRIMEIRA-DAMA DO ESTADO
Diário Oficial de MG publica exoneração de Carolina Pimentel

Por decisão do marido, Fernando Pimentel, Carolina, que é investigada na operação Acrônimo, havia sido nomeada no fim de abril
CAROLINA CAETANO

O Diário Oficial de Minas Gerais (DOM) traz na edição desta terça-feira (17) a exoneração da primeira-dama do Estado, Carolina de Oliveira Pereira Pimentel, do cargo de secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social.

A exoneração acontece depois da desembargadora Hilda Teixeira da Costa, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), manter a liminar que determinava a suspensão de Carolina. Nessa segunda-feira (16), por meio de nota, o governo informou que não iria mais recorrer da decisão.

Ainda conforme a publicação, para o cargo foi designada a secretária-adjunta de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, Rosilene Cristina Rocha.

A primeira-dama dama de Minas, investigada na operação Acrônimo, havia sido nomeada no dia 28 de abril após decisão do marido, o governador Fernando Pimentel (PT).


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/di%C3%A1rio-oficial-de-mg-publica-exonera%C3%A7%C3%A3o-de-carolina-pimentel-1.1300920

quinta-feira, 10 de março de 2016

STJ autoriza o indiciamento de Fernando Pimentel


STJ autoriza o indiciamento de Fernando Pimentel



STJ autoriza indiciamento de Pimentel, investigado na Acrônimo Advogado de Pimentel confirmou que recebeu a notificação e criticou o vazamento do inquérito para a imprensa; governo de Minas não se pronunciou
ANGÉLICA DINIZ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF) Herman Benjamin autorizou que o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), seja interrogado no âmbito da operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e sobrepreço em contratos com o governo federal para alimentar campanhas eleitorais. Segundo do site jurídico Jota, o relator do caso no STF “deu sinal verde para a Polícia Federal indiciar Pimentel”, que é ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na decisão proferida em fevereiro, o ministro afirma que há elementos suficientes para o indiciamento do governador – "por meio deste ato, o delegado responsável pelo inquérito aponta o autor de eventuais crimes, segundo as investigações. Quando alguém é indiciado, deixa de ser considerado testemunha e passa a ser visto como investigado".

No dia 11 de janeiro, a Procuradoria Geral da República se manifestou contrariamente ao indiciamento de Fernando Pimentel, pedido ainda no ano passado pela Polícia Federal, que também queria interrogar o petista. Fontes ouvidas pelo Jota revelaram que o Ministério Público e a Polícia Federal já receberam a determinação para interrogatório e indiciamento do governador mineiro. O inquérito tramita sob segredo de Justiça.

Procurado, o governo de Minas não quis se pronunciar. Já o advogado de Pimentel, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirmou que foi notificado da decisão do STJ na tarde desta quarta-feira, mas criticou novamente o vazamento do inquérito para a imprensa.

“Soube da decisão pelo Jota, antes mesmo de ser notificado, sendo que inquérito segue sob sigilo. No decorrer do processo, houve vários vazamentos e, por isso, pedimos a investigação para que se descubra o agente público responsável pelos vazamentos”, informou o advogado de Pimentel.

Kakay disse ainda que não irá tecer comentários sobre o mérito, mas disse que, desde o início, o governador de Minas se colocou à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o caso.


Fonte Jornal O Tempo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

PMDB de Minas diz que o governo do PT é podre


PMDB de Minas diz que o governo do PT é podre



Com presença de Temer, PMDB de Minas diz que governo é 'podre'

Depois de avaliar que 60% da população é a favor do impeachment, e 40% contra, Moreira Franco disse que essa é a realidade do partido


TÂMARA TEIXEIRA

A maioria do PMDB é contra o governo Dilma Rousseff e a favor do fim da aliança com o PT. A constatação é do presidente da Fundação Ulysses Guimarães e ex-ministro da Aviação Civil de Dilma, Moreira Franco. Ele está em evento em Belo Horizonte em um encontro do partido que conta com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer.

Depois de avaliar que 60% da população é a favor do impeachment, e 40% contra, Moreira Franco disse que essa é a realidade do partido.

"É uma divisão que está na sociedade e evidentemente no partido. Nós procuramos sempre representar o Brasil. Pesquisas que fazemos nos dão a mesma porcentagem. A maior parte do partido é contra. Ela não é suficientemente sólida", afirmou Moreira Franco.

Em discurso mais elevado, o líder Newton Cardoso, ex-deputado federal e personalidade atuante no PMDB, disse que o atual governo é " podre". O encontro deixa claro que o PMDB de Minas é majoritariamente a favor do rompimento oficial do partido com o governo Dilma. A decisão do partido sai em março na Convenção Nacional.

"Se não fosse o Michel Temer estava na rua com bandeira do impeachment. Nunca vi um governo tão podre", disse e foi muito aplaudido.

O prefeito de Pará de Minas e presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Antônio Júlio, disse que o partido tem que "parar de fingir que é governo".

Depois de ouvir duras críticas ao governo Dilma Rousseff, do qual é vice-presidente, Michel Temer em seu discurso não falou sobre as divergências com o PT. Disse que o partido está empenhado em fazer o maior número de prefeituras nas eleições municipais deste ano e que o partido "não mais quer ser o autor da governabilidade, mas sermos governo".

Segundo Temer, a mensagem da bandeira do PMDB poderia ser a mesma de Minas. " Liberdade ainda que tarde", disse.

Em coletiva a imprensa, Temer minimizou as críticas que os peemedebistas mineiros fizeram ao governo ao longo dos discursos. "O PMDB é um partido plural, com as mais variadas tendências. Cada um tem seu estilo", disse ressaltando que o partido está único sobre a sua recondução a presidência nacional da legenda.

O vice-presidente da República ainda disse que " jamais fui articulador do impeachment, jamais disse uma palavra sobre esse assunto" que, segundo ele, é matéria exclusiva do Congresso.

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/com-presen%C3%A7a-de-temer-pmdb-de-minas-diz-que-governo-%C3%A9-podre-1.1235104

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Indústria cai 8,3% em 2015 e tem o pior desempenho desde 2003


Indústria cai 8,3% em 2015 e tem o pior desempenho desde 2003



Indústria cai 8,3% em 2015 e tem pior desempenho desde 2003

A indústria registra agora dois anos seguidos de queda. Em 2014, o setor havia encolhido 3%

FOLHAPRESS

Sob impacto da retração do setor automotivo, a produção da indústria brasileira teve queda de 8,3% no ano passado. Foi o pior desempenho da atual série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2003.

A antiga pesquisa de indústria -que tem metodologia diferente da atual e, por isso, não é mais usada- também nunca registrou queda dessa magnitude antes de 2002, segundo a consultoria Tendências. Esta série tem início em 1993.

"Se voltarmos ainda mais no tempo, em outra série, vamos encontrar uma queda mais intensa em 1990. Mas era uma outra metodologia de pesquisa, com pesos diferentes dos produtos", disse André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do IBGE.

Em março de 1990, o Plano Collor confiscou a caderneta de poupança dos brasileiros para enfrentar uma inflação que rondava a casa dos 2.000%.

A indústria registra agora dois anos seguidos de queda. Em 2014, o setor havia encolhido 3%. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (2) pelo IBGE.

Além de intensa, a crise na indústria foi disseminada em 2015. Houve queda na produção em 25 dos 26 setores pesquisados pelo IBGE. Dos 805 produtos investigados, 78,3% tiveram baixa na produção no ano passado, segundo o instituto.

CRISE

Segundo Rafael Cagnin, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a indústria foi afetada em 2015 pela perda de confiança das famílias brasileiras e dos empresários na economia.

"Há uma impressão de que os problemas só pioram. Isso faz os empresários não investirem. A famílias também consomem menos produtos, até porque os juros subiram, a renda real caiu, o emprego piorou", disse Cagnin.

Ele lembra que a redução dos investimentos da Petrobras afetou a indústria. O setor de construção civil também desacelerou com investigações da Operação Lava Jato sobre executivos de grandes empreiteiras.

Bem antes disso, a indústria brasileira já se ressentia de um real valorizado, o que reduzia sua competitividade em relação a produtos importados e também na briga por espaço no mercado internacional.

Pressionada, a produção da indústria fechou o ano no menor patamar desde janeiro de 2009, auge da crise iniciada no mercado hipotecário de alto risco dos EUA. Pulando essa momento agudo, é o menor patamar desde 2004.

SETORES

Das atividades acompanhadas pelo IBGE, o maior impacto na taxa geral da indústria veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (incluindo carros e caminhões), com uma queda de 25,9% na produção.

"O setor automotivo é muito influenciado pela confiança dos empresários e das famílias. Não é à toa que liderou as perdas do setor por mais um ano", disse Rafael Bacciotti, economista da consultoria Tendências.

Ao longo do ano, as montadoras apelaram para férias coletivas, lay-offs (afastamento temporário) e mesmo demissões de trabalhadores para tentar ajustar o ritmo de produção à desaceleração das vendas de veículos.

Também pesaram no resultado da indústria, considerando o peso de cada setor na taxa geral, as atividades de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-30%), máquinas e equipamentos (-14,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%).
A crise foi tão dura que até mesmo a indústria de alimentos, que, em geral, resiste mais por produzir bens de primeira necessidade, teve perda 2,3% na produção no ano passado, segundo informou o IBGE nesta terça-feira.

Única alta da produção no ano foi o setor extrativo (como petróleo e minério de ferro), com aumento de 3,9% na produção. O desempenho do setor, contudo, estava em declínio no fim do ano por causa do rompimento da barragem de Mariana (MG).

O fraco desempenho da produção de caminhões ajudou na queda da categoria de bens de capital, que fechou 2015 com baixa de 25,5%. Os bens de capital são uma espécie de termômetro dos investimentos no país.

DEZEMBRO

Isoladamente no mês de dezembro, a produção da indústria brasileira teve uma queda de 0,7% em relação ao mês imediatamente anterior e de 11,9% contra o mesmo mês de 2014, segundo divulgou o IBGE nesta terça.

Com a economia em crise, a indústria tem cortado também o número de funcionários. Somente nas metrópoles foram 296 mil pessoas a menos ocupadas no setor, segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.

Todo esse corte fez com que a ociosidade da indústria fechasse o ano em níveis recordes. Segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 38% das máquinas estavam desligadas em dezembro.

Por outro lado, a indústria conseguiu desta forma reduzir seu nível de estoque indesejados. Pelos dados da CNI, o nível era de 46,6 pontos em dezembro, o menor desde janeiro de 2011, início da série histórica da confederação.
http://www.otempo.com.br/capa/economia/ind%C3%BAstria-cai-8-3-em-2015-e-tem-pior-desempenho-desde-2003-1.1224786

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Márcio Lacerda determina que todos os órgãos da PBH reduzam em 30% seus custos


Lacerda determina que todos os órgãos da PBH reduzam em 30% seus custos





Marcio Lacerda determina que setores cortem custos em 30%

Prefeito ordenou que secretários reduzam os gastos para adequar a máquina à queda na receita

TÂMARA TEIXEIRA- O TEMPO

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) ordenou que todo os secretários reduzam em 30% os gastos em suas respectivas pastas. A orientação foi passada nesta segunda, em uma reunião com o primeiro escalão. Os titulares têm até o fim desta semana para apresentar suas propostas de ajustes. No encontro, o prefeito explicou que os cortes serão necessários para ajustar a máquina a uma frustração de receitas prevista para este ano de crise financeira.


Entre os secretários, a constatação é de que será preciso demitir contratados, já que, uma série de economias já vinha sendo feita. A expectativa do Executivo é conter em pouco mais de R$ 100 milhões os gastos previstos para 2016, último ano de mandato de Lacerda.


O valor de R$ 100 milhões já havia sido divulgado pelo prefeito no fim do ano passado, mas, conforme ele revelou à sua equipe, o montante ainda não foi alcançado depois das primeiras medidas. Ele não informou quanto falta para atingir a meta.


A prefeitura já enxugou contratos de aluguel de veículos, entregou alguns imóveis que alugava na região central e reviu contratos de terceirizados. Algumas secretarias foram agrupadas no mesmo prédio, para esvaziar imóveis.

Para o anúncio, o prefeito convocou todos os secretários, inclusive os titulares das regionais. Segundo relatos de pessoas que acompanharam o encontro, Lacerda deu autonomia para que cada um definisse o ajuste que irá adotar. O Orçamento de 2016 aprovado pela Câmara Municipal é de R$ 12,2 bilhões.


“O prefeito pediu que os serviços essenciais e os programas da prefeitura sejam preservados. Ele disse que sabia das nossas dificuldades em fazer cortes, mas que não há outra maneira”, revelou um secretário que pediu anonimato. O prefeito pediu descrição a todos na conversa que, segundo relatos, foi breve.


As propostas de economia deverão ser entregues ao secretário de Relações Institucionais, Marcelo Ab-Saber, que foi designado para coordenar esse processo.


“O objetivo é garantir os salários e não comprometer serviços. Mas cada secretaria tem sua especificidade e vai analisar onde pode cortar. É para enxugar o que não é fundamental”, diz uma outra fonte.


Lacerda lembrou aos secretários que a cidade vive, basicamente, da arrecadação com serviços e comércio, duas áreas muito afetadas pela crise econômica. Em dezembro, em entrevista a O TEMPO, Lacerda afirmou que poderia fazer novos cortes e não descartou a possibilidade de demissões.


Gastos


Obras. Uma das preocupações de Lacerda é com o custeio. Neste ano, mais dez creches serão inaugurada. Além disso, haverá gastos com o Hospital do Barreiro, que entrou em operação.


Medidas
Economia. O prefeito quer atingir a economia de pouco mais de R$ 100 milhões ao longo deste ano para não comprometer salários e serviços básicos.

Terceirizados. No fim do ano passado, Lacerda já reduziu os contratos com aluguel de carros. O número de veículos disponibilizados por cada secretaria foi reduzido. Os subsecretários deixaram de ter um carro de uso exclusivo.

Imóveis. O Executivo já fez o remanejamento de servidores e a integração física de secretarias que ficavam em prédios distintos para diminuir gastos com aluguéis. O layout dos prédios foi estudado para otimizar os espaços e agrupar mais pessoas. As instalações em locais tidos como caros foram trocadas por outras mais baratas.


Cota de indicados também é afetada


O cronograma de ajuste de gastos do Executivo ainda não está definido, mas fontes do primeiro escalão já garantem que serão feitos cortes nas cotas de indicações dos vereadores. A informação já rondava a Câmara nesta terça e gerou inquietação na base.

“Se tirar mais espaço vai piorar a situação com o governo que já está muito ruim”, diz um nome da base aliada.

Na última semana, foram publicadas no “Diário Oficial do Município (DOM)” 17 exonerações de pessoas contratadas pela prefeitura que ocupavam cargos de indicação dos parlamentares aliados.

A ação foi interpretada como uma “retaliação” pelos sete vereadores atingidos. Eles apontaram a medida como sendo de responsabilidade dos secretários de Governo, Vítor Valverde, e das Relações Institucionais, Marcelo Ab-Saber. Alguns nomes, como Jorge Santos (PRB), anunciaram que passariam a se posicionar como oposição no plenário da Câmara.

O líder do governo na Casa, Preto (DEM), disse que não sabia da reunião desta segunda nem de possíveis novas dispensas. “Tenho uma reunião no governo na segunda-feira, mas ainda não estou sabendo de nada”, disse.


PPP depende de terreno estadual

A Prefeitura de Belo Horizonte estuda a possibilidade de lançar uma Parceria Público Privada para a construção do centro administrativo do município. Para viabilizar o projeto, no entanto, paralelamente, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) terá que mandar para a Assembleia um projeto de lei em que o Estado, dono do terreno onde se pretende erguer o prédio, localizado no estacionamento da rodoviária da capital, ceda o espaço para o município.

O projeto do prédio já existe. Ele foi elaborado pelo arquiteto Gustavo Penna, que venceu um concurso para tal em 2014. Há dois anos, o custo estimado era de R$ 450 milhões.

A prefeitura lançou, naquele ano, um chamamento para as empresas interessadas no negócio – que teria um setor comercial – mas o processo não teve andamento. Agora, a proposta teria, além das dificuldades de se conseguir investimentos neste momento de crise, um entrave político. Lacerda e o governador Fernando Pimentel (PT) estão rompidos. O prefeito dependeria da base de Pimentel para conquistar o terreno.

Contudo, a julgar pelos últimos episódios, seria uma tarefa difícil. Neste mês, o Estado comunicou que irá retomar a administração da rodoviária, que há oito anos estava sob o comando do município.

O projeto prevê um prédio de 18 andares sobre um vão de 20 metros, permitindo a visibilidade da fachada da rodoviária, tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal.


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/marcio-lacerda-determina-que-setores-cortem-custos-em-30-1.1220255

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Aécio Neves e Márcio Lacerda se reunem após o Carnaval para decidir candidatos para PBH


Aécio e Lacerda se reunem após o Carnaval para decidir candidatos para a PBH


Hora de decisão

Marcio Lacerda e Aécio Neves começam a definir em fevereiro sua chapa de candidatos para a PBH. Um encontro dos dois está sendo agendado para meados do mês, provavelmente após o Carnaval. O colóquio é intenso entre os seus interlocutores designados para acompanhar a sucessão municipal: o secretário Vitor Valverde e o presidente do PSDB, Domingos Sávio.

Nomes na mesa

No momento, há cinco prefeituráveis disputando o apoio de Lacerda e Aécio. Porém, nos bastidores da PBH, apenas três nomes vêm sendo cogitados: o tucano Anastasia, preferido por todos; Josué Valadão, o indicado pelo PSB para compor a chapa na vice ou na cabeça; e o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que se tornou uma opção forte nas últimas semanas. Os outros dois postulantes, deputado João Vitor Xavier (PSDB) e o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), nunca são lembrados no grupo do prefeito.


Teste das pesquisas

O prefeito e o senador tiveram reuniões anteriores sobre a sucessão em BH, mas em nenhuma ocasião chegaram a comentar nomes. O que já teria sido fechado é o método: a chapa deverá ser definida com base na avaliação do potencial eleitoral dos pré-candidatos em pesquisas qualitativas. Lacerda vai insistir com Aécio por tal processo de escolha.


O Tempo /Raquel Faria

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Governo Pimentel : "Minas com Censura"


Governo Pimentel: "Minas com Censura"



6/10/2015
Artigo do presidente do PSDB-MG mostra o lado censor do governador Pimentel

Em artigo publicado no jornal O Tempo de domingo (26/10), com o título “Minas com Censura”, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, enumera diversos episódios que descortinam o pendor autoritário do governador Fernando Pimentel e do PT de Minas Gerais.

Desde que assumiu o governo, em janeiro deste ano, o governador Fernando Pimentel vem mostrando aos mineiros um total descompromisso com a liberdade de expressão, a exemplo do que ocorre no governo federal, administrado por sua companheira Dilma Rousseff.

O artigo do presidente do PSDB-MG revela o lado censor do governador petista e de seu governo, como a tentativa de criminalizar manifestantes que utilizaram bonecos infláveis com sua caricatura; o “apagão” promovido pela administração petista na Agência Minas (que tirou do ar todas as informações referentes às gestões anteriores) e o pedido de quebra de sigilo de um repórter do jornal O GLOBO que publicou reportagens sobre suspeitas de corrupção na campanha do petista em 2014 e também no período em que ele era ministro do Desenvolvimento. Esta última iniciativa foi condenada por várias entidades da sociedade civil, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), que a consideram um atentado à liberdade de expressão.

“O PT não se cansa de surpreender negativamente a população”, conclui Domingos Sávio, fazendo alusão às tentativas do governo petista de punir manifestações contra malfeitos do governador Pimentel e de sua gestão.

Confira a íntegra do artigo do presidente do PSDB-MG, publicado no jornal O TEMPO:



O PT não se cansa de surpreender negativamente a população. Como se já não bastassem os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo o partido, eis que os petistas mineiros agora pretendem punir manifestações populares legítimas contra o governador Fernando Pimentel e seu (des)governo.
O PT-MG entrou com ação judicial pedindo a punição de manifestantes que, durante protestos recentes em BH, utilizaram bonecos infláveis com caricaturas bem-humoradas do governador Fernando Pimentel, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Mais que isso, querem punir também os manifestantes que vaiaram e viraram as costas para deputados petistas na Assembleia Legislativa, durante votação do projeto de Pimentel que aumentou impostos sobre vários produtos no final.

Numa tentativa de disfarçar seu descompromisso com a liberdade de expressão, o PT incluiu na ação judicial o lamentável episódio em que meia dúzia de manifestantes protestaram durante velório do ex-presidente da legenda, José Eduardo Dutra. Mas a tentativa não colou e o viés autoritário ficou claro. Os petistas chamam os manifestantes de criminosos e chegam ao cúmulo de tentar enquadrá-los no crime de formação de quadrilha. Só faltou desenterrarem a famigerada Lei de Segurança Nacional – o que, pelo andar da carruagem petista, não está descartado.

Além da hilária ação que tenta criminalizar os bonecos-pixulecos de Pimentel, Dilma e Lula, vários outros episódios descortinam o pendor autoritário do PT em Minas. Em um deles, numa clara tentativa de intimidação, a Secretaria de Defesa Social divulgou nota para todos os veículos de imprensa do país expondo a pauta de uma repórter que apurava problemas na gestão da Pasta.

Em outro caso evidente de censura, que veio à tona nesta semana, Fernando Pimentel pediu ao STJ a quebra de sigilo telefônico de um jornalista de O GLOBO que fez matérias com base em investigações da Polícia Federal sobre ele no âmbito da Operação Acrônimo. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) condenaram a nova investida autoritária do governador mineiro.

Também nesta semana, a gestão petista simplesmente deletou todas as informações da Agência Minas (portal de notícias oficial do Estado) postadas entre 2003 e 2014 durante as gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB) e de Alberto Pinto Coelho (PP). No afã de esconder legados das administrações anteriores, os petistas desprezaram o fato de que o acervo da Agência Minas pertence ao povo de Minas Gerais, até porque foi produzido com recursos públicos. Na nova versão do portal, que entrou no ar na última quarta-feira (21/10), só é possível encontrar notícias postadas a partir de 1º de janeiro de 2015, quando Pimentel tomou posse. Ou seja: Para os petistas de Minas, o Estado começou a existir nesta data. E ai de quem afirmar o contrário!

Fonte: O Tempo - See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/minas-com-censura-artigo-do-presidente-do-psdb-mg-mostra-o-lado-censor-do-governador-fernando-pimentel#sthash.kw9Mce01.dpuf

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Antônio Anastasia: "PSDB pode negociar com PMDB em caso de impeachment"


Anastasia: "PSDB pode negociar com o PMDB em caso de impeachment "



PSDB pode negociar com PMDB em caso de impeachment da presidente

Senador tucano não nega diálogos; Anastasia afirma que população o questiona sobre saída da petista

GUILHERME REIS

Em Belo Horizonte para continuar engrossando a Campanha Nacional de Filiação do PSDB, o senador Antonio Anastasia não negou que os tucanos estejam conversando com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para definir os rumos do país durante um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Anastasia, uma das figuras mais influentes do PSDB no Congresso Nacional, ao ser questionado sobre uma possível afinidade de seu partido com Temer, disse que pessoalmente ele não mantém nenhum tipo de diálogo. No entanto não negou que outras lideranças tucanas estejam conversando com o peemedebista. "Eu não tenho conversado com o Temer. Mas se o PSDB ou alguém do partido está conversando eu não tenho condição de dizer", disse o senador.

Anastasia ainda disse que ao frequentar lugares públicos, as pessoas perguntam quando Dilma será impedida de seguir no cargo. "Eu fui ao cinema sábado em Belo Horizonte e as pessoas perguntam quando ela vai sair. Mas o impeachment tem um rito legal que deve ser seguido."


Fonte: O Tempo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Governo de Minas reclama da falta de dinheiro mas aumenta muito a folha salarial


Governo Pimentel reclama da falta de dinheiro mas aumenta muito a folha salarial


Em déficit, governo eleva folha em R$ 3,3 mi com nomeações

Secretário de Planejamento havia suspendido novas contratações e gratificações no início do mês



Lei. No início de setembro, Helvécio Magalhães havia informado que folha estava no limite prudencial


ANGÉLICA DINIZ

Quinze dias após avisar que não iria conceder reajustes nem nomear concursados ou comissionados neste ano, o governo de Minas concedeu um total de 118 novas nomeações, gratificações e designações a servidores com cargos comissionados do Estado. O impacto será de quase R$ 3,3 milhões por ano na forlha de pagamento.

O fato contrasta com a situação dos cofres de Minas. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Helvécio Magalhães, o Estado deve fechar o ano com déficit de R$ 10 bilhões. A decisão de interromper as contratações foi justificada por Magalhães para conter as despesas do Estado com pessoal, que atingiram o limite prudencial para esse tipo de gasto previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O sinal de alerta é aceso ao bater os 46,55% da receita corrente líquida. Minas, segundo ele, atingiu 46,6%.

No entanto, mesmo após o recado – que desagradou parte do funcionalismo e de concursados –, a Imprensa Oficial de Minas Gerais (IOF) continuou a publicar normalmente nomeações de diversos novos funcionários, inclusive com cargos de remuneração mais alta, como o DAD-11, que corresponde a um salário de R$ 8.500. Além disso, muitas gratificações, que chegam a R$ 1.000, também foram dadas a servidores da ativa. “Nenhuma dessas nomeações teve exoneração correspondente, o que reforça o peso extra na folha de pagamento do Estado”, explicou uma fonte com trânsito na Seplag.

Em meio às nomeações e gratificações, o governador Fernando Pimentel (PT) admitiu, na última quinta-feira, que pode enviar para a Assembleia uma nova proposta de corte de gastos.

A Seplag foi procurada para esclarecer sobre a declaração de Helvécio Magalhães a respeito da suspensão de nomeações e sobre a contratação de novos servidores. Por meio de nota, a assessoria de imprensa informou que todas as nomeações, designações e gratificações feitas nos últimos 15 dias (3 a 17 de setembro) já estavam previstas e foram consideradas na reunião de gestão do Colegiado de Planejamento e Gestão Estratégica, realizada em 20 de agosto deste ano.