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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Governo Pimentel: Incompetência do PT em Minas levará o Estado a decretar calamidade financeira





Com menos da metade do mandato, desgoverno de Pimentel desestruturou o estado com inchaço da máquina pública e déficit crescente


O governo Fernando Pimentel, do PT, está explodindo as contas do Estado. Nesta terça-feira (15/09), o secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho, admitiu que o Executivo deve decretar estado de calamidade financeira. Em menos de dois anos, e com duas reformas administrativas que incharam a máquina pública, o PT acumulou um estrondoso déficit, que cresce a cada dia. Para os deputados da oposição, o desequilíbrio das contas públicas atestam o desgoverno petista que conseguiu criar um rombo no orçamento mesmo depois de engordar os cofres públicos com o dinheiro dos depósitos judiciais e com a suspensão do pagamento da dívida com a União.


Mineiros e servidores públicos já estão sentindo na pele os resultados dessa política equivocada do PT. Enquanto Minas fica sem investimentos, o funcionalismo recebe seus salários escalonados e em até três vezes. Já os secretários continuam desfrutando de supersalários, como é o caso do secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, engordando por generosos jetons. Em agosto, somente os jetons renderam uma remuneração de R$ 31.631,82 para Helvécio, de acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência.


Para tentar enganar os mineiros e justificar a inoperância, a ausência de investimentos e o parcelamento de salários, a cada dia os representantes do governo usam uma desculpa, entre elas queda de arrecadação do Estado e a dívida pública. Basta uma simples consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e aos relatórios contábeis publicados pela Secretaria de Estado de Fazenda para constatar que as alegações são mentirosas. Em relação às receitas, mesmo com a crise econômica no país provocada pela gestão do PT no governo federal petista e com a queda no ritmo de crescimento, a arrecadação tem apresentado variação positiva.


De janeiro a junho deste ano, as receitas do Estado somam R$ 38,7 bilhões e a previsão atualizada de arrecadação até o final do ano é de R$ 83,7 bilhões, o que significará um incremento de 9,93% na comparação com o ano anterior, índice superior à inflação prevista. Em 2015, a receita do governo petista somou R$ 76,154 bilhões, montante 3,83% maior que o arrecadado em 2014, quando a receita do Estado somou R$ 73,347 bilhões.


Além da variação positiva, o governo petista engordou o caixa no ano passado com quase R$ 5 bilhões confiscados dos depósitos judiciais. E, neste ano, o valor liquidado até julho de 2016 com a dívida com a União (que representa 78% da dívida do Estado em agosto de 2016) foi 55,76% menor que no mesmo período de 2015. Além disso, desde abril último, quando o Estado entrou com pedido de liminar junto ao STF, Pimentel suspendeu o pagamento da dívida com o governo Federal. E com a renegociação da dívida dos Estados com a União, deixará de pagar parcelas mensais de R$ 300 milhões de julho a dezembro deste ano, o que resultará em uma economia de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.


“Pra onde está indo todo esse dinheiro? Para investimentos, sabemos que não é. Mesmo com as receitas a mais em caixa, com o dinheiro do confisco nos depósitos judiciais e com o que está deixando de pagar de dívida com a União, é inacreditável que o governo não consiga pagar salários em dia e tenha agora que decretar estado de calamidade financeira. Pimentel está assinando um atestado de incompetência para governar Minas Gerais”, afirma o deputado Gustavo Corrêa, líder do bloco de oposição Verdade e Coerência.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Senador Aécio Neves : "O Brasil tem obrigação de fazer muito mais"


Aécio : "O Brasil tem a obrigação de fazer muito mais"



CPMF,
Encontro Marcado
por Aécio Neves / Folha de São Paulo

A maior festa popular do Brasil está no seu auge e não cogito azedar a folia de ninguém. Os brasileiros merecem se divertir e mostrar ao mundo a sua criatividade e alegria.

Quem é capaz de organizar uma festa com esta dimensão, envolvendo grandes eventos de rua, desfiles hollywoodianos e doses infindáveis de talento e originalidade é uma gente acostumada a ver a vida com olhos de esperança e otimismo. É uma gente que não se intimida com as adversidades, que empreende com coragem e que põe o bloco na rua, faça chuva ou faça sol.

Esse Brasil vibrante e colorido bem poderia inspirar o ano que prossegue, tão logo se esvaziem as passarelas. Já na quarta-feira teremos de nos ver diante de uma realidade que não enseja grandes celebrações. Não bastasse o sofrimento com a epidemia ditada pelo mosquito Aedes aegypti, o cenário econômico e social se revela ainda mais sombrio.

A indústria teve o seu pior desempenho em mais de uma década. Sem confiança, os empresários estão deixando de investir nas fábricas e máquinas que sustentam o crescimento. A produção mensal de veículos, por exemplo, caiu para o menor nível desde 2003. A recessão fechou 1,5 milhão de postos de trabalho. Com a inflação no calcanhar, viver ficou bem mais caro. A cesta básica já custa grande parte do salário mínimo de um trabalhador. Endividados, os brasileiros promoveram, em janeiro, a maior retirada de recursos da poupança em 20 anos.

E diante do país que desmorona, o que faz o governo?

Cumprindo os ritos institucionais, a presidente da República foi ao Congresso falar de suas propostas para o ano. Infelizmente, de novo uma retórica vazia e pouco crível. A presidente claramente não tem nada a propor, além de pedir a volta da CPMF e acenar com um esboço de reforma da Previdência, imediatamente contestadas pelo seu próprio partido.

Não podemos nos conformar com a paralisia e a indecisão que caracterizam o governo, incapaz de apresentar à nação um caminho viável para a superação da crise que ele mesmo criou. É preciso agir.

O momento agora é de Carnaval. Tão logo cesse a folia, temos um encontro marcado com o Brasil real, escasso de alegrias. É nesse contexto que devemos alinhar forças e responsabilidades para construir uma agenda de trabalho capaz de mobilizar o país. Não podemos nos acomodar.

Em tempo:

Comovente e esclarecedora a reportagem da Folha em Pernambuco sobre os casos de microcefalia ligados ao vírus da zika. O trabalho dos repórteres expondo o drama de mães e filhos desamparados pela falta de assistência mostra o quanto ainda estamos distantes de assegurar às famílias o mínimo suporte para enfrentar a tragédia. O Brasil tem a obrigação de fazer muito mais.






terça-feira, 24 de novembro de 2015

FHC: "Senador Aécio é quem vai resolver os problemas do Brasil"



FHC: "Aécio é quem vai resolver os problemas do Brasil"



Em evento promovido nesta segunda-feira, 23, pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política do PSDB, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso criticou a falta de uma agenda que tire o País do atual cenário de crise. Sem citar nominalmente a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente tucano disse: "Se o chefe do Executivo não se empenha, as coisas não andam, se não há agenda, as coisas não funcionam." E, virando-se para o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que estava sentado ao seu lado na mesa principal do evento, disse: "Quem tem que resolver tudo isso é o Aécio", numa referência à sucessão da presidente Dilma Rousseff.


O evento, cujo tema são os caminhos para o Brasil na área da sustentabilidade e do meio ambiente, contou com a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também vem se colocando como virtual candidato tucano à sucessão presidencial. Por questões de agenda, Alckmin participou rapidamente da abertura do seminário e deixou o local antes do afago feito por Fernando Henrique a Aécio Neves. Tanto Aécio quanto Alckmin vêm trabalhando intensamente nos bastidores da legenda para se colocarem como alternativa à gestão petista no âmbito federal. No momento, Aécio detém a maior parcela de apoio nos diretórios da legenda em todo o País, mas Alckmin costura a adesão de outras legendas, como o PSB de seu vice governador Márcio França.

Em sua explanação, FHC disse que os problemas políticos do Brasil hoje são muito maiores do que os da economia. "Não sou tão pessimista assim, temos uma base econômica e tecnológica que permite vislumbrar um futuro maior. A condução política é que é o problema, muito maior do que a economia."

Também presente ao evento, o ex-secretário Municipal de Meio do Meio Ambiente de São Paulo e candidato do Partido Verde derrotado nas eleições de 2014, Eduardo Jorge, falou sobre a tragédia ocorrida em Marina, Minas Gerais. "É um caso gravíssimo, que ocorre num momento em que o Brasil está sem governo em Brasília", criticou. A exemplo de Aécio, ele disse que as empresas devem ser responsabilizadas pelo desastre e que, se houvesse governo no Brasil, as pessoas e o meio ambiente seriam tratados adequadamente.
http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/159886/fhc-afirma-que-e-aecio-neves-quem-vai-resolver-problemas-do-brasil

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Aécio Neves líder da oposição : "O governo do PT está sempre flertando com o autoritarismo"


Aécio Neves : "O governo PT está sempre flertando com o autoritarismo"






Aécio Neves - Folha de São Paulo


Em meio às imensas dificuldades por que passa o país, os últimos dias foram pródigos em mostrar que vale a pena acreditar em tempos melhores. As decisões tomadas pelo TCU e pelo TSE lavaram a alma da nossa cidadania e deram um banho de vigor em nosso sistema democrático.

Foram dois dias históricos.

Num deles, a Justiça Eleitoral autorizou a reabertura das investigações sobre possíveis irregularidades cometidas pela campanha vencedora na eleição presidencial de ano passado. Em português claro, serão apuradas, entre outras, as suspeitas de uso de dinheiro sujo e de abuso da máquina pública para reeleger a presidente Dilma Rousseff.

No dia seguinte, o Tribunal de Contas da União rejeitou, por unanimidade, as contas da presidente relativas ao ano passado. A lista de ilícitos identificados pela equipe de técnicos da corte é extensa, mas, como síntese, vale citar um dado das conclusões: as distorções fiscais promovidas pela presidente somaram R$ 106 bilhões. Segundo o TCU, nunca antes na história deste país se agiu com tanta irresponsabilidade com o dinheiro público.

As duas decisões são evidências de um mesmo enredo: acabou o tempo em que governantes julgavam que poderiam "fazer o diabo" para se manter no poder! A crença na impunidade e a reiterada prática de ilegalidades receberam um freio e uma resposta das nossas instituições, hoje pilares essenciais do nosso sistema democrático. Algo que sinaliza para um futuro diferente daquilo que tivemos até aqui.

Com a investigação autorizada pelo TSE, a manifestação do TCU e os avanços da Operação Lava Jato escreve-se um nova página na história política do Brasil. A partir de agora, não haverá mais espaço para governantes que se colocam acima do bem e do mal, por considerarem-se inalcançáveis pela Justiça. O que, na verdade, nossas instituições estão dizendo ao país e, em especial, à classe política é que a lei deve valer para todos. Principalmente para quem deveria dar o exemplo.

Mas precisamos permanecer atentos, pois o governo petista tem insistido em trilhar o caminho da truculência, sempre flertando com o autoritarismo. A cada passo que reafirma a independência das instituições, corresponde uma contramarcha patrocinada pelo Palácio do Planalto na forma de afronta e desrespeito à nossa democracia. Melhor (ou pior) exemplo disso foi a patética operação intimidadora montada na semana passada para constranger o TCU. Deu no que deu.

Tenho convicção de que estamos avançando para chegar onde merecemos: na restauração do respeito à lei, à ética e ao bem comum. No fim da era da impunidade, com a vitória da cidadania e o início de um novo tempo para o Brasil e para os brasileiros.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Aécio Neves: "Governo de Dilma Rousseff está por um fio"


Aécio : " Governo de Dilma Rousseff está por um fio"






Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal
Gustavo Porto e Ricardo Brito, do Estadão Conteúdo


Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), avaliou nesta quinta-feira, 10, que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) "está por um fio", com o agravamento da crise econômica e após a perda do grau de investimento pela agência Standard & Poor's.

"Temos hoje uma presidente sitiada e um governo que não governa mais", disse ele a jornalistas no Senado.

Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal.

Para o tucano, há um sentimento de ingovernabilidade no país e até mesmo setores da iniciativa privada, antes solidários ao governo, perderam a confiança em Dilma. "Estamos, como todos brasileiros perceberam, vivendo hoje o caos anunciado", afirmou.

Ele reafirmou que a presidente, que o derrotou na eleição presidencial em 2014, sabia do agravamento da crise desde a primeira metade do ano passado, mas não tomou medidas necessárias e impopulares para a correção.

"A presidente ampliou os gastos. Não quis perder popularidade para vencer as eleições e nos colocou nessa crise profunda."

Aécio criticou ainda o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por ele ter afirmado que os gastos discricionários do Orçamento estão retornando ao mesmo patamar de 2013.

"É verdade, mas esse retorno ao patamar de 2013 é corte de investimentos públicos. O ajuste do governo se dá por corte de investimentos e aumento de tributos", frisou o senador, reafirmando a posição contrária do PSDB sobre reajustes tributários.

O presidente do PSDB disse que não será a oposição a indicar ao governo de onde virão os cortes e emendou: "Não podemos, até porque perdemos a eleição, subir a rampa do Palácio do Planalto e começar a governar. Não podemos fazer aquilo que ela não está fazendo."

No entanto, o partido fará, na próxima quinta-feira, 17, um seminário, no Senado, sobre a crise econômica.

Estão previstas as presenças, segundo Aécio, dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, dos economistas Marcos Lisboa, Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, além do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Indagado se iria se engajar ao movimento pró-impeatchment da presidente Dilma, Aécio disse que a iniciativa é da sociedade, apesar de ter a simpatia de parlamentares do PSDB.

"O movimento não é do PSDB e parte do pressuposto que o governo perdeu as condições de governabilidade. É legítimo, constitucional, mas é da sociedade", disse.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/aecio-diz-que-governo-dilma-esta-por-um-fio-e-a-presidente-sitiada

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Aécio Neves líder da oposição: "O improviso hoje é quem governa o Brasil"


Aécio Neves "O improviso hoje é quem governa o Brasil"






O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou que lideranças do partido e da oposição se reunirão hoje para discutir a proposta orçamentária de 2016 apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional com rombo de R$ 30 bilhões. Durante encontro de lideranças políticas de Minas Gerais, realizada em Belo Horizonte, nessa segunda-feira (31/08), o senador afirmou que a gestão petista governa sem planejamento e à base do improviso.

“Vamos nos reunir para ver de que forma vamos enfrentar essa questão. É tão inusitado, pelo menos na nossa democracia recente, um governo não ter a capacidade de apontar as fontes de receitas que deverão financiar as suas despesas. Depois de 13 anos de governo do PT, o governo sequer consegue apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de orçamento equilibrado”, disse.

Aécio Neves lamentou a improvisação do governo Dilma que anunciou recentemente superávit no orçamento e em um mês apresentou proposta orçamentária com déficit bilionário nas contas da União.

“Estamos assistindo ao definitivo atestado de incompetência desse governo que, ao gastar de forma perdulária e irresponsável para vencer as eleições, não consegue fazer o que é essencial. Há pouco mais de 30 dias atrás, o governo anunciava um superávit 0,7% no orçamento. Hoje anuncia um déficit de 0,5%. Em um mês o governo altera a sua previsão de forma tão drástica, que é a demonstração clara do improviso. O improviso hoje governa o Brasil”, afirmou.

O presidente do PSDB alertou que as medidas improvisadas, prática rotineira do governo petista, ainda trarão graves consequências para as empresas brasileiras e para toda a população.

“O Brasil está hoje em recessão técnica, com dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Não tomaram as providências que deveriam ter sido tomadas para minimizar, pelo menos para uma parcela da população, os efeitos do desemprego. As consequências são preocupantes, não podemos, infelizmente, afastar de um cenário próximo, o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, que pode nos tirar o grau de investimento. E isso, lamentavelmente, impacta, não sobre o governo, mas sobre os cidadãos brasileiros, sobre as empresas brasileiras que terão mais dificuldades para obter, por exemplo, financiamentos fora do Brasil”, disse.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Aécio: PSDB vai ter candidato à PBH


Aécio : PSDB vai ter candidato à PBH





Lacerda em palanque tucano

Prefeito compareceu a evento ao lado de Aécio, que reafirmou que PSDB terá candidato à PBH

GUILHERME REIS

Com a presença do senador Aécio Neves (PSDB), o encontro de lideranças tucanas realizado ontem, em Belo Horizonte, com vistas à eleição de 2016, chancelou que o partido terá candidato à prefeitura da capital, e a presença do prefeito Marcio Lacerda (PSB) pode sinalizar que as siglas tendem a caminhar para um apoio mútuo.

Apesar de Lacerda ter reafirmado que sua legenda terá nome próprio à disputa pelo comando da capital, uma liderança tucana afirmou que o prefeito poderia se aliar mais uma vez ao projeto aecista em troca de apoio para ser o candidato ao governo do Estado em 2018 com a bênção do PSDB. “Aécio e Anastasia já avisaram Lacerda que o PSDB não vai abrir mão da prefeitura de BH. Ele não vai querer entrar em um embate com o PSDB, ele quer ser governador e vai precisar de apoio”, disse o tucano, que pediu para não ser identificado.

Um dos fiadores da primeira eleição de Lacerda (2008), ao lado do petista Fernando Pimentel, Aécio tratou o desejo do PSDB de comandar Belo Horizonte como natural. “Claro que, pelos ótimos resultados que o PSDB teve em BH, é natural que trabalhemos para ter um nome próprio. Temos conversas, em especial com o prefeito Marcio Lacerda. No que depender de mim e de Anastasia, vamos construir um nome que dê continuidade aos avanços que o prefeito está fazendo”, sinalizou.
Por outro lado, Lacerda, que foi figura presente no palco tucano, usou tom mais ameno para posicionar o PSB no quadro eleitoral da capital. “Eu digo para os partidos não trazerem o processo eleitoral para dentro da prefeitura. A população não está preocupada com a eleição agora. Quer saber da cidade funcionando. Se o PSB vai apoiar o PSDB ou não, isso só será decidido depois do carnaval do ano que vem”, argumentou Lacerda, que faz movimentos internos para filiar o seu secretário de Obras e Infraestrutura, Josué Valadão (PP), ao PSB para tê-lo como candidato.

O ato do PSDB também pode ter dado forma ao nome que o PSDB lançará para a disputa em Belo Horizonte. Um dos mais cotados para postulante ao cargo pela legenda, o deputado estadual e secretário geral da sigla em Minas, João Vítor Xavier, apareceu, durante o evento, sempre próximo ao presidente estadual do PSDB, Domingos Sávio, e ao lado de Aécio.

No entanto, João Vítor desconversou sobre sua eventual candidatura. “Sou secretário do partido. É natural que eu tenha presença”.

Metas. O encontro de lideranças tucanas de todo o Estado evidenciou a estratégia de Aécio para o pleito municipal de 2016. O plano do PSDB é começar a se organizar para chegar ao fim deste ano com nomes estabelecidos na disputa por prefeituras na maior parte dos 853 municípios de Minas.

Aécio quer antecipar as indicações para evitar decisões “a toque de caixa” e inviabilizar alianças. A meta da sigla é eleger 200 prefeitos no ano que vem. Atualmente, o partido comanda 137 cidades no Estado.

Aécio ironiza “pré-candidatura” de Lula a três anos da eleição

Reverenciado como candidato natural à Presidência da República em 2018, Aécio Neves ironizou o posicionamento do ex-presidente Lula (PT), que disse, na semana passada, que poderá ser candidato “para não deixar a oposição vencer”.

“É legítimo o PT ter candidato, e Lula é o nome de maior visibilidade do partido. Não cabe ao PSDB avaliar o nome de outro partido. O que não é usual é o governo, que não completou nem um ano, já ter candidato. Demonstra enorme fragilidade.”

Durante o evento tucano em Belo Horizonte, correligionários, inclusive o senador Antonio Anastasia, se referiram ao presidente nacional do PSDB como “Aécio, o futuro presidente do Brasil”. O secretário geral do PSDB de Minas, João Vítor Xavier, afirmou que, para os mineiros, Aécio “já é o candidato para 2018.”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Aécio Neves presidenste nacional do PSDB : "A sociedade brasileira está ávida por uma boa política"


Aécio : " A sociedade brasileira está ávida por uma boa política"



A retórica desconexa e o raciocínio enviesado da presidente Dilma brindaram os brasileiros recentemente com o uso inapropriado de duas palavras duras –delação e traição. Sobre a primeira nem há o que falar –o instrumento da delação premiada é legal e está inserido nas normas democráticas.Quanto à traição, ainda que não se discuta a legitimidade da presidente para tocar no assunto, afinal não se tem memória de um governante que tenha traído tão profundamente os que nele acreditaram, é preciso anotar a infelicidade da fala.



Basta dizer que ao comparar o senhor Ricardo Pessoa a Joaquim Silvério dos Reis, a presidente terminou por comparar o ex-tesoureiro do PT João Vaccari a Tiradentes, o que demonstra no mínimo o absurdo do pensamento.Estamos vivendo um dos piores períodos de nossa história republicana. As contas públicas, a inflação, a produção industrial, o mercado de trabalho, as obras do PAC, nada resistiu ao monumental conjunto de erros protagonizados pelo governo petista. À incompetência gerencial se soma o oportunismo político, a miopia ideológica e o desapreço pela transparência, para temos pronta a receita do caos.


Eis o Brasil do PT.É preciso, no entanto, reconhecer que o país tem hoje, a favor da preservação da governabilidade, um sólido aparato institucional. Instituições como o Congresso, o Ministério Público, o STF e as demais instâncias do Judiciário atuam com independência e responsabilidade para assegurar a plenitude do Estado de Direito e dos preceitos constitucionais.Esse é o avanço da democracia que devemos saudar e respeitar.


Quando o PT tenta interferir nas ações da Polícia Federal, o partido dá um péssimo exemplo de como devem ser pautadas as relações institucionais no país. Não há mais como calar a sociedade, muito menos suas instituições representativas.A verdade é que vivemos tempos ruins, agravados a cada dia pelo atual governo, que mentiu e ainda mente, aumentando o índice de desconfiança de empresários, investidores e trabalhadores.É nesse contexto que o PSDB realizou no domingo (5) a sua convenção nacional, reafirmando compromissos com os brasileiros.




Em um encontro repleto de emoção, líderes e militantes de todos os cantos do país trouxeram a sua mobilização intransigente em favor da democracia, da luta por um país mais justo e igualitário, do compromisso com a ética e o interesse público.A sociedade brasileira está ávida pela boa política. Os partidos da oposição têm o apaixonante desafio de aprofundar a interlocução com a população e responder ao enorme desejo de participação de milhões de cidadãos mobilizados e indignados. É esse o caminho a trilhar, com coerência, transparência e respeito, sem desvios ou concessões.


Aécio Neves, coluna da Folha de São Paulo

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Aécio Neves acusa Governo Dilma de criar uma "ação deliberada" contra a comitiva de senadores brasileiros


Aécio acusa Governo Dilma de criar uma "ação deliberada" contra a comitiva de senadores brasileiros


Aécio diz ter havido 'ação deliberada' do governo Dilma contra comitiva

Estadão Conteúdo

Eugênio Moraes/Hoje em Dia

Aécio diz ter havido 'ação deliberada' do governo Dilma contra comitiva

Estadão Conteúdo

Eugênio Moraes/Hoje em Dia
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (19), que houve uma "ação deliberada" do governo brasileiro contra a comitiva de senadores que tentou visitar na Venezuela opositores ao regime comandado pelo presidente Nicolás Maduro. Líderes da oposição defenderam uma resposta da presidente Dilma Rousseff à falta de respaldo da chancelaria brasileira na viagem dos senadores ao país vizinho e pediram a exclusão da Venezuela do Mercosul por desrespeito a cláusulas democráticas.

Um grupo de oito senadores foi encurralado na chegada ao país vizinho por militantes pró-Maduro. Sem conseguirem se movimentar, os senadores decidiram voltar ao Brasil depois de cinco horas e de duas tentativas frustradas de sair do aeroporto metropolitano em direção ao centro da capital Caracas, a 21 quilômetros dali.

"Houve uma ação deliberada do governo venezuelano, como lá percebíamos, mas agora também do governo brasileiro, para expor uma delegação oficial de senadores, que nada mais fazia que prestar solidariedade aos presos políticos e defender a democracia na Venezuela", acusou Aécio, em entrevista coletiva.

O presidente do PSDB disse que os representantes do Itamaraty abandonaram os senadores da comitiva à própria sorte, embora, segundo ele, tivesse havido uma promessa do embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira, de colocar à disposição integrantes da chancelaria para acompanhar a delegação durante a viagem. Para o tucano, não há nenhuma dúvida de que a Venezuela não vive uma democracia.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), insinuou que foi a presidente Dilma Rousseff quem deu a ordem para que a delegação do Senado não fosse acompanhada. "É evidente que foi decidido pela própria presidente Dilma, que tem simpatia pelo governo da Venezuela", criticou.

Integrantes da oposição anunciaram que vão apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para trazer para o Congresso Nacional a prerrogativa de suspender acordos do Mercosul em caso de descumprimento das cláusulas. Vão também apresentar pedidos de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador brasileiro no país vizinho.

"A Venezuela não tem condições de permanecer no Mercosul enquanto não restabelecer a democracia", afirmou o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO). "Os energúmenos não nos intimidaram", disse Aécio. "Esse conluio é canalha", criticou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), integrante da comitiva.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Aécio Neves presidente Nacional do PSDB : "Distritão é o caminho mais rápido para o retrocesso"


Aécio : " Distritão é o caminho mais rápido para o retrocesso"



Aécio diz temer que o distritão seja o caminho mais rápido para o retrocesso
No distritão, deputados e vereadores mais votados em cada Estado e municípios seriam eleitos, sem a transferência de voto dentro dos partidos ou voto de legenda nas eleições proporcionais

Agência Estado

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou nesta terça-feira, o distritão, sistema eleitoral incluído na reforma política por demanda do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O tucano disse que fará apelo às lideranças do PSDB no Congresso para se opor à proposta de Cunha. "Reúno agora os líderes e vice-líderes do meu partido para que a minha posição e a posição formal do PSDB (seja) contra o distritão, que tem por consequência a fragilização definitiva dos partidos políticos e a individualização do exercício do mandato", disse. "Não parece que uma reforma política que venha com esse nome de reformar e reformar para melhorar possa permitir um retrocesso dessa dimensão", afirmou.

Aécio chama contingenciamento de "arrocho recessivo"No distritão, deputados e vereadores mais votados em cada Estado e municípios seriam eleitos, sem a transferência de voto dentro dos partidos ou voto de legenda nas eleições proporcionais. A crítica é que esse modelo, existente em poucos países - como o Afeganistão -, estimularia o personalismo, concentrando votos em candidatos famosos e com mais recursos para publicidade, enfraquecendo os partidos e a representação de minorias no Congresso.

Aécio participou na tarde desta terça-feira da Marcha dos Prefeitos, onde foi recebido sob aplausos e criticou a presidente Dilma Rousseff, que não comparecerá ao evento por cumprir agenda no México. Segundo ele, Dilma está "sitiada" e sem diálogo com os municípios, o que a levou a evitar o encontro com os prefeitos.

Misto

O tucano, derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, defendeu o modelo eleitoral distrital misto. Essa versão combinaria o sistema distrital, com a vitória dos mais votados por região, com o proporcional, mantendo o voto em partido. Segundo Aécio, o PSDB deve fazer frente ao distritão defendendo o modelo misto. "Estou fazendo um apelo ao PSDB que, se não for aprovado o distrital misto, que se coloque contra o distritão", disse.

Aécio evitou o confronto direto com o presidente da Câmara ao ser questionado se concordava com os críticos de Cunha, que o chamaram de autoritário por encerrar a comissão mista que discutia a reforma para votar a matéria de forma fatiada diretamente no plenário da Câmara. "Ele defende as posições dele, tenho de respeitar e defender as nossas. Por isso, estou sendo muito explícito em relação à questão do distritão, que acho que resolve individualmente o que alguns parlamentares acham que tem de ser resolvido", disse. O PSDB tem se aproximado de Cunha em matérias que contrariam os interesses do governo.

No ato com prefeitos na capital federal, Aécio defendeu também o financiamento de campanha por empresas privadas. Segundo ele, é preciso apenas regular a maneira como as doações ocorrem, com limites de recursos destinados apenas aos partidos e não aos candidatos. "A gente não pode cair nesse conto de que o financiamento jurídico é o sinal definitivo de corrupção. Acho que temos de estabelecer os parâmetros, que seja esclarecido para a sociedade o financiamento jurídico, que me parece o mais adequado", afirmou.
Fonte : O Estado de Minas

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Aécio Neves presidente do PSDB : "Dilma obriga o povo brasileiro a pagar a conta de seu desgoverno"


Aécio: "Dilma obriga o povo brasileiro a pagar a conta de seu desgoverno"


O Dia do Trabalho

Quando se critica a má gestão do governo do PT e, em especial, os erros sucessivos da política econômica dos últimos anos, muitos acham que a oposição é pessimista e gosta de mostrar só o que não funciona. Mas é justamente o contrário.

Temos tudo para ser um grande país se o governo não atrapalhar tanto, com os seus sucessivos erros, o crescimento econômico e o avanço social dos brasileiros.

Ao contrário de vários países emergentes, no Brasil há uma Justiça e órgãos de controle independentes, que estão lutando contra o aparelhamento político das estatais, patrocinado pelo governo do PT; temos uma indústria diversificada e um setor agropecuário que é um dos mais competitivos do mundo e um amplo sistema de proteção social estabelecido pela Constituição em 1988.

O natural seria estarmos crescendo entre 4% e 5% ao ano, em vez de termos uma estagnação (crescimento econômico igual a "zero") no triênio 2014, 2015 e 2016, segundo projeções do mercado. Isso é ainda agravado pelo fato de, nesses mesmos três anos, a inflação média esperada ser de 6,7% ao ano, uma anomalia para um país que não cresce.


O baixo crescimento tem efeitos perversos para a vida dos trabalhadores. Na última semana, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego cresceu pela terceira vez consecutiva neste ano e a renda real dos trabalhadores já teve queda de 3% neste período.


Além disso, como a correção real do salário mínimo está ligada ao crescimento do PIB, a estagnação da economia aponta para um crescimento "zero" no valor real do salário mínimo nos próximos dois anos e um aumento médio, no segundo governo Dilma, inferior a 1% ao ano!


O governo, depois de negar sistematicamente nas eleições a necessidade de qualquer ajuste fiscal, propõe agora um ajuste rudimentar cuja parte mais visível foi um corte real de 50% no investimentos dos ministérios da Saúde e da Educação, no primeiro trimestre do ano, redução dos direitos do trabalhadores e propostas de aumentos de vários impostos e da conta de luz, que somam R$ 52 bilhões de uma meta de R$ 58 bilhões de superavit primário do governo federal.

A presidente Dilma está chamando os trabalhadores para pagar do seu bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério ou cortado um único cargo de confiança. Não houve o que comemorar no Dia do Trabalho. O governo estragou a festa.


O presidente dos Correios escreveu artigo em resposta ao texto por mim publicado nesse espaço. Tendo em vista os erros e deliberadas imprecisões e omissões contidas no texto dele, convido a quem se interessar pelo tema a acessar psdb.org.br/acao-irregular-correios para mais informações.


Aécio Neves - Folha de São Paulo

terça-feira, 28 de abril de 2015

Aécio Neves presidente do PSDB diz que impeachment deve ser tratado com cautela


Aécio diz que impeachment deve ser tratado com cautela



Aécio Neves adota a prudência para fazer um eventual pedido de impeachment

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou neste sábado (25) uma nota em que diz que a definição do partido sobre um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff será tomada com "cautela e responsabilidade que têm pautado nossa posição até aqui". "Continuaremos ouvindo juristas que se debruçam sobre as denúncias que vêm surgindo e, principalmente, tomaremos a decisão, conforme definido em reunião recente, de forma conjunta com os partidos de oposição", destacou o tucano.

Aécio Neves aproveitou o comunicado para elogiar o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Segundo Aécio, Sampaio "cumpre corretamente seu papel ao externar a já conhecida posição da bancada da Câmara sobre impeachment".

Na última sexta-feira (24), Sampaio gerou um mal estar na cúpula do PSDB a respeito do momento certo de apresentar o pedido de afastamento de Dilma. Pela manhã, ele disse que, se dependesse da bancada do PSDB, o pedido seria protocolado até a próxima quarta-feira.

A declaração repercutiu mal no comando do partido, que ainda aguarda a avaliação de juristas para se posicionar oficialmente sobre o assunto. O presidente do PSDB telefonou para Sampaio e exigiu dele um esclarecimento.

À noite, o líder do partido na Câmara relativizou o que havia dito. "Talvez tenha me expressado mal. Vou na terça pela manhã tomar um café com o Aécio para levar a posição da bancada, para ouvi-lo. Ouvi-lo mesmo, porque a decisão tem que ser conjunta. Não faria sentido eu falar: 'Eu vou na terça ouvir o Aécio' e na quarta eu entro (com o pedido se houver concordância do partido)", disse o líder. "Vou levar a posição da bancada. Para a bancada, não tem mais o que aguardar. Já temos os elementos e daí vamos decidir conjuntamente".

segunda-feira, 23 de março de 2015

Aécio Neves : "O Brasil paga a conta do desgoverno do PT"


Aécio : " O Brasil paga a conta do desgoverno do PT"


Pagando a Conta

por Aécio Neves 

O Brasil corre o risco de ter um longo ciclo de três anos (2014-2015-2016) de crescimento médio muito próximo de zero ou até mesmo negativo. Esse desempenho medíocre do país só ocorreu em três momentos da nossa história recente: na Grande Depressão (1929-1931), na crise da dívida (1981-1983) e no Plano Collor (1990-1992).

Fato é que, desde o início de dezembro de 2014, as projeções de crescimento da economia brasileira passaram a cair todas as semanas. Com a piora do cenário, já se trabalha com um resultado para este ano de uma queda do PIB próxima a 1%. Mas muitos já apostam em uma redução do PIB entre 1,5% e 2%.

Depois de negar peremptoriamente a necessidade de ajuste durante a campanha eleitoral, o governo manda ao Congresso um conjunto de medidas muito mais duras do que seria necessário se tivesse agido no tempo correto e, por exemplo, controlado o crescimento desenfreado do gasto público.

Um ajuste fiscal de mais de R$ 100 bilhões, como o prometido, em um contexto de recessão agravado pela crise política e pela crise de corrupção na Petrobras, transforma em grande frustração os compromissos que o atual governo assumiu para ganhar as eleições. Não será, inclusive, um ajuste rápido como se apregoa, mas vários anos de aperto fiscal em uma conjuntura de baixo crescimento.

A verdade é que o ajuste fiscal deveria ser apenas uma parte de um programa mais amplo de crescimento e de reformas estruturais discutido com a sociedade civil e pactuado pela presidente da República.

O quadro poderia ser completamente outro se não houvesse uma grave crise de confiança, que afugenta o investimento privado e alcança, agora, segundo indicadores da Fundação Getúlio Vargas, os níveis mais baixos desde o auge da crise financeira mundial de 2009.

Temos hoje um governo sem qualquer diálogo com a sociedade, que faz o que quer, como quer e quando quer. Sem um plano de desenvolvimento, e eleito com base em promessas que não serão cumpridas, entrega ao país um ajuste rudimentar que terá um custo muito elevado para a sociedade, pois será baseado na redução de direitos dos trabalhadores, cortes do investimento público e aumento de carga tributária.

A questão que parece ser central agora é que é muito difícil fazer ajustes de fundo, consistentes, em um governo politicamente fraco. Em muitos casos, crises podem virar janelas de oportunidade para se criar um consenso mínimo a favor de uma agenda mais ampla de reformas. Hoje acontece o contrário: o governo produziu uma crise macroeconômica de grandes proporções e vai esgotando a cada dia a sua credibilidade e a sua capacidade de governança.

Aécio Neves Coluna no jornal Folha de São Paulo