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sexta-feira, 20 de maio de 2016

PSDB apresenta seu vídeo sobre Programa Nacional



O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) lançou mão de uma histórica peça publicitária chamada de Programa Nacional do PSDB na qual os principais nomes do partido participam e tentam expor os motivos aos quais levaram o partido a apoiar o presidente interino do Brasil Michel Temer.

Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que é a principal estrela da campanha publicitária) integram o vídeo que explora a temática do desemprego e da recessão econômica.

Vídeo começa com jovem batendo na porta da casa de FHC

A peça publicitária que tem duração de dez minutos se inicia com um jovem que está em busca de entender a real situação do país e a solução para a saída dessa grave crise que o país se encontra.

O jovem se dirige até a casa de FHC e bate a porta para pedir informações ao ex-presidente sobre qual seria o melhor caminho a ser seguido para que o país saia da crise que se encontra.

Fernando Henrique abre a porta e convida o jovem a se sentar e explica os detalhes da crise que o Brasil vivia quando ele, FHC, assumiu a presidência em 1994.

FHC também explica ao jovem o que é lei de responsabilidade fiscal

Na continuidade do vídeo, FHC explica quais foram os motivos que levaram a criação da lei de responsabilidade fiscal e enaltece a importância do respeito a essa lei. FHC afirma que a presidente afastada Dilma Rousseff transgrediu essa lei e por esse motivo o país se encontra numa grave crise econômica.

“Criamos a lei de responsabilidade fiscal, o que é isso? É a proibição de quem está no governo de gastar e de se endividar além do que pode, porque quem vai pagar é o povo no momento seguinte.”

Logo em seguida, FHC acusa Dilma Rousseff de transgredir essa lei.

“É o que a presidente Dilma fez, ela transgrediu essa lei e passou a gastar demais. E olha como nós estamos.”

A política precisa consertar o que a própria politica estragou...

O jovem viaja até o Congresso Nacional em Brasília para “consultar” o senador Aécio Neves e o ministro de relações exteriores, José Serra. Outros nomes importantes também participam do vídeo como Geraldo Alckmin.

Durante a viagem, o jovem reflete a frase de FHC, “a política precisa consertar o que a própria política estragou” e com essa frase ele questiona as principais lideranças do PSDB sobre as reformas que levaram o partido a apoiar o governo de transição de Michel Temer.

Confira acima na íntegra o vídeo do Programa Nacional do PSDB:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

FHC e Aécio se reúnem para o enfrentamento da crise


FHC e Aécio se reúnem para o enfrentamento da crise



O presidente do PSDB e candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado, senador Aécio Neves (MG), jantou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso neste domingo (29). Em seu perfil oficial no Instagram, Aécio divulgou uma foto dos dois em um restaurante.
"Com o presidente Fernando Henrique, avaliando a extensão da crise", diz Aécio na rede social de fotos. O senador mineiro disputa espaço internamente no PSDB com o governador paulista, Geraldo Alckmin, para ser candidato à Presidência do principal partido de oposição, seja em 2018 ou antes - em eventual cenário de cassação da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

O apoio de FHC, presidente de honra do partido e com popularidade em alta, é essencial para o nome que se consolidar pelo PSDB. Alckmin vem se mexendo para não ficar limitado às fronteiras de São Paulo e aumentar sua influência em Brasília.

Em evento do Instituto Teotônio Vilela, na semana passada, FHC sinalizou sua preferência pelo mineiro. "Se o chefe do Executivo não se empenha, as coisas não andam, se não há agenda, as coisas não funcionam." E, virando-se para o presidente nacional do PSDB, disse: "Quem tem que resolver tudo isso é o Aécio".
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/fhc-e-aecio-jantam-juntos-para-avaliar-a-extens-o-da-crise-1.363498

terça-feira, 24 de novembro de 2015

FHC: "Senador Aécio é quem vai resolver os problemas do Brasil"



FHC: "Aécio é quem vai resolver os problemas do Brasil"



Em evento promovido nesta segunda-feira, 23, pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política do PSDB, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso criticou a falta de uma agenda que tire o País do atual cenário de crise. Sem citar nominalmente a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente tucano disse: "Se o chefe do Executivo não se empenha, as coisas não andam, se não há agenda, as coisas não funcionam." E, virando-se para o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que estava sentado ao seu lado na mesa principal do evento, disse: "Quem tem que resolver tudo isso é o Aécio", numa referência à sucessão da presidente Dilma Rousseff.


O evento, cujo tema são os caminhos para o Brasil na área da sustentabilidade e do meio ambiente, contou com a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também vem se colocando como virtual candidato tucano à sucessão presidencial. Por questões de agenda, Alckmin participou rapidamente da abertura do seminário e deixou o local antes do afago feito por Fernando Henrique a Aécio Neves. Tanto Aécio quanto Alckmin vêm trabalhando intensamente nos bastidores da legenda para se colocarem como alternativa à gestão petista no âmbito federal. No momento, Aécio detém a maior parcela de apoio nos diretórios da legenda em todo o País, mas Alckmin costura a adesão de outras legendas, como o PSB de seu vice governador Márcio França.

Em sua explanação, FHC disse que os problemas políticos do Brasil hoje são muito maiores do que os da economia. "Não sou tão pessimista assim, temos uma base econômica e tecnológica que permite vislumbrar um futuro maior. A condução política é que é o problema, muito maior do que a economia."

Também presente ao evento, o ex-secretário Municipal de Meio do Meio Ambiente de São Paulo e candidato do Partido Verde derrotado nas eleições de 2014, Eduardo Jorge, falou sobre a tragédia ocorrida em Marina, Minas Gerais. "É um caso gravíssimo, que ocorre num momento em que o Brasil está sem governo em Brasília", criticou. A exemplo de Aécio, ele disse que as empresas devem ser responsabilizadas pelo desastre e que, se houvesse governo no Brasil, as pessoas e o meio ambiente seriam tratados adequadamente.
http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/159886/fhc-afirma-que-e-aecio-neves-quem-vai-resolver-problemas-do-brasil

terça-feira, 1 de abril de 2014

Aécio Neves presidente do PSDB promete apresentar ministério ainda na campanha


Sem surpresas: Aécio promete apresentar ministério ainda na campanha



Fonte: Poder Online

Link: http://poderonline.ig.com.br/index.php/2014/04/01/aecio-promete-apresentar-ministerio-ainda-na-campanha/

Aécio promete apresentar ministério ainda na campanha


O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), diz já estar pensando em como será seu ministério. Para criar um clima de “confiança” entre os tucanos, o tucano fala em definir entre o final de julho e o início de agosto nomes que fariam parte de seu governo, se eleito.

A promessa é ter uma equipe formada por entre 22 e 24 ministros, a exemplo da gestão do ex-presidente do Fernando Henrique Cardoso. O número é cerca de metade do atual.

Aécio diz se basear em uma pequisa de universidade norte-americana que apontou que esse número é o ideal para uma boa gestão. O governador de Minas Gerais,Antonio Anastasia (PSDB-MG), deve ajudar na elaboração da proposta.

Já o anúncio do vice, segundo o senador, será feito na última semana de maio ou primeira semana de junho.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FHC em apoio à Aécio: : " O PT usurpou os projetos do PSDB"


FHC reforça ato de tucanos por Aécio


Durante debates em Belo Horizonte, ex-presidente diz que o senador mineiro é o mais capacitado para levar o PSDB de volta ao Planalto e critica Dilma por usurpar projetos


Isabella Souto e Marcelo da Fonseca



O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, Aécio Neves, Fernando Henrique, Anastasia e Pestana no evento do PSDB: ex-presidente aponta necessidade de sacudir o país

Depois de ocupar a tribuna do Senado com o discurso de candidato à sucessão do Palácio do Planalto em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) recebeu ontem a bênção do seu maior cabo eleitoral: o ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB nacional, Fernando Henrique Cardoso. O tucano reforçou a escolha do senador como o melhor nome do partido para tentar tirar do Palácio do Planalto o PT - que este ano completou 10 anos no poder. Em evento em Belo Horizonte na noite de ontem, FHC endureceu o discurso de oposição ao chamar a presidente Dilma Rousseff de "ingrata" e dizer que sua administração usurpou o projeto tucano de governo e agora "cospe no prato que comeu". Ele afirmou ainda os tucanos não "roubaram" enquanto estiveram no poder.

"Neste momento a pessoa que tem mais condições (de disputar a sucessão presidencial) é o Aécio Neves. Não vejo outro nome. É o momento de renovação do falar, do estilo da pessoa. É o momento de sacudir o país", afirmou o ex-presidente, que veio a Belo Horizonte para proferir a palestra "O século 21: desafios, ameaças e oportunidades", evento que marcou a abertura do ciclo de debates Minas Pensa o Brasil, promovido pelo PSDB de Minas Gerais. Embora tenha deixado clara sua escolha, FHC ressaltou que a candidatura precisa ser construída discutindo os problemas reais do Brasil e lançada apenas no momento oportuno. E garantiu que vai percorrer o país ao lado de Aécio para "plantar a semente da vitória".

Questionado sobre uma possível resistência do PSDB de São Paulo ao nome do mineiro, FHC afirmou que é coisa do "passado". "São Paulo vai ver qual é o líder que pode levar o partido à vitória. No meu julgamento, quem tem mais capacidade é o Aécio", reforçou. O tucano argumentou ainda que nas últimas três disputas eleitorais os candidatos do partido - o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, e o ex-governador José Serra - levaram as eleições para o segundo turno, mostrando que o PSDB tem quadros competitivos.

Ao comentar as declarações de Dilma Rousseff durante as comemorações de 10 anos no poder - a presidente disse que não recebeu nenhuma herança dos tucanos -, Fernando Henrique foi irônico. "O que se pode fazer quando a pessoa é ingrata?" Segundo ele, o PT deixou de lado as promessas feitas durante a campanha eleitoral - de investir no social e governar com ética, para copiar os programas adotados por ele, que governou o Brasil de 1995 a 2002.

"O PT se opunha a tudo. O mundo mudou e o PT foi para o governo para usurpar nossos projetos", reclamou. Sobre as críticas de que a oposição não tem projeto de governo, FHC disse que a meta dos tucanos é investir em tecnologia, industrialização, desenvolvimento e emprego de boa qualidade para as classes emergentes. "O PSDB tem que entrar nessa linha de futuro", completou.

Em discurso, o senador Aécio Neves (PSDB) destacou a importância de observar quem são as pessoas que acompanham os líderes do país - em alusão à condenação de vários petistas e aliados do governo no processo do mensalão pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). FHC foi além: "Nós mudamos o rumo do Brasil, nós fizemos muitas coisas, mas não roubamos não".

Nos próximos meses os debates se estenderão por vários estados. Na semana que vem o mineiro estará novamente ao lado de FHC em evento na capital paulista. "É hora de o PSDB voltar com propostas como criar empregos de mais qualidade e focar na melhoria da educação. Com a privatização, sim, de setores que precisam. É hora de discutir os problemas reais do Brasil. Tenho ao lado o responsável pelas maiores transformações do país", disse Aécio.

Aprovação Se os tucanos ainda preferem aguardar uma data mais próxima das eleições para confirmar o nome do senador mineiro, entre os principais representantes do partido que compareceram ao evento, o nome de Aécio deve ser confirmado o quanto antes. Para secretários, prefeitos e deputados do PSDB, a confirmação da candidatura presidencial vai permitir que ele chegue a 2014 com reais chances de vencer as eleições.

Secretário-geral do PSDB mineiro, o deputado estadual Carlos Mosconi afirmou que o partido está presente nas discussões políticas do país como uma opção de futuro. Criticou o clientelismo eleitoral que seria a marca da atual gestão e garantiu a aprovação da candidatura do mineiro em 2014. Integrantes da juventude e do setor feminino da legenda valorizaram a gestão de FHC como responsável pela maioria dos avanços sociais da última década.

Estado de MInas

http://dropsmisto.com

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aécio em artigo na Folha escreve sobre a guerra contra Aids







Fonte:  Folha de S.Paulo Online - 23/07/2012  - Coluna de Aécio Neves

Guerra contra a Aids

Aécio Neves


Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é "Juntos vamos eliminar a Aids", um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

 De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

 A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

 Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

 De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

 Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: "Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua". Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

 Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Com muita transparência, Aécio é o líder da oposição

Não é só Fernando Henrique Cardoso que acredita que Aécio Neves é o candidato óbvio do PSDB
para a presidência.
Tem muita gente que pensa o mesmo. Na enquete realizada pela Folha Online, no dia 26 de janeiro, foi feita a seguinte pergunta: você concorda com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que Aécio Neves é o candidato 'óbvio' do PSDB à Presidência em 2014? 76% dos internautas da Folha Online disseram que sim.

A enquete foi realizada após a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à revista britânica "The Economist", que disse considerar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) um candidato "óbvio" à Presidência em 2014.

Na mesma entrevista Fernando Henrique ainda declarou: "Aécio é mais da cultura tradicional brasileira, mais apto a estabelecer alianças".

Alem da resposta dos internautas reconhecer o trabalho de bom gestor de Aécio em Minas, autor do Choque de Gestão que revolucionou o estado, percebe-se que a sociedade já tem em Aécio o seu lider da oposição

A resposta dos internautas é também uma resposta diante de tantas acusações de corrupção no governo Dilma, da queda constante de ministros, da falta de investimentos na Educação, saúde e de alternativas ao desenvolvimento econômico. Fernando Henrique e tantas outras pessoas conseguem ver realmente o óbvio:

Aécio é o candidato do PSDB e a maior força política capaz de estabelecer alianças e implantar um projeto para o país.

amigos tucanos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Aécio é o candidato natural do PSDB" , diz FHC

Para FHC, Aécio Neves é 'candidato natural' do PSDB à Presidência Em entrevista à 'Economist', ex-presidente diz que Serra pode 'abrir espaço' em 2014 Bruno Boghossian, Estadão.com.br O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apontou o senador mineiro Aécio Neves como "candidato natural" do PSDB à Presidência em 2014. Em entrevista à publicação britânica The Economist, FHC prevê uma "luta interna muito forte" entre Aécio e o ex-governador de São Paulo, José Serra, pela indicação do partido nas eleições nacionais. Em uma conversa com a jornalista Helen Joyce, chefe do escritório da revista em São Paulo, realizada no dia 12 de janeiro, o ex-presidente destaca a importância de unidade dentro do PSDB para a escolha de seu candidato daqui a três anos. Questionado sobre quem seria o "candidato natural", FHC respondeu sem rodeios: "Aécio Neves". O tucano não retira Serra da disputa, indicando que "as coisas ficarão mais claras depois das eleições municipais". No entanto, FHC indica que o ex-governador pode desistir da disputa para promover a renovação do partido e chega a compará-lo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputou a Presidência diversas vezes. "No caso do PSDB, o ex-governador Serra desempenha o papel do Lula: ele tem coragem, ele gosta de competir. Eu não sei até que ponto ele vai estar convencido de que isso não é para ele, que deve abrir espaço para os outros", avaliou o ex-presidente. Blog do Noblat

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Aécio: " "Malfeito nesse governo só é malfeito quando vira escândalo"

Aécio Neves destaca contraste entre construção de nova agenda pelo PSDB e paralisia do governo feder

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) disse em entrevista, nesta segunda-feira (07/11), que o PSDB inicia a discussão de uma nova agenda para o Brasil, em contraste com a paralisia do governo federal. A declaração foi dada esta manhã, antes do início do seminário "A Nova Agenda - Desafios e Oportunidades para o Brasil", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), no Rio de Janeiro. O senador lembrou que a agenda aplicada atualmente no País foi construída nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Para antagonizar com o imobilismo crônico desse governo, o PSDB inicia um processo de discussão da nova agenda. Vamos falar da questão econômica e de políticas sociais, iniciar um processo de discussão da nova agenda dos próximos 20 anos do Brasil. A agenda em curso hoje é a proposta pelo PSDB lá atrás, a partir de 1994, com o processo que vem desde a estabilidade econômica, com o Plano Real, as privatizações, o Proer, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o programa de Saúde da Família, na área da saúde, com os genéricos. Enfim, a construção que está sendo aplicada hoje é a que o PSDB propôs. A política macroeconômica, com metas de inflação, com câmbio flutuante, com superávit primário. Não teve nada de novo. O governo do PT é o governo do imobilismo", disse.
Para Aécio, o governo federal não teve coragem de enfrentar as grandes questões que o Brasil precisa discutir. Ao invés disso, preferiu aproveitar altos índices de popularidade e o bom momento da economia internacional.
"O atual governo perdeu uma oportunidade extraordinária. Seis anos do mandato do presidente Lula de prosperidade econômica internacional, com altíssima popularidade, uma ampla base de apoio, e a agenda de reformas pendente é a mesma deixada no governo Fernando Henrique. Por mais que o momento de prosperidade econômica desses anos tenha feito, por um lado, bem ao Brasil, com a expansão da nossa economia, com geração de empregos e de renda, por outro fez muito mal ao governo. Porque o governo surfou nos índices de popularidade, como se essa tivesse sido uma conquista sua. Na verdade, foi do ambiente econômico, muito favorável. E se considerou isento de fazer as grandes intervenções que precisavam ser feitas. O PT abdicou de ter um projeto de país, e o PSDB, inclusive, até com sua responsabilidade histórica, e em razão desse vácuo que está aí, vai iniciar um processo de, novamente, pensar o Brasil".
Gestão Pública
Aécio Neves também afirmou que o partido deve mostrar à população que a gestão pública de qualidade possui grande impacto social, ao contrário do aparelhamento do Estado. O senador lembrou o seu governo em Minas Gerais (2003/2010), quando uma série de avanços sociais foi possibilitada com o Choque de Gestão, baseado na premissa de que o Estado deve gastar menos com ele próprio para investir mais no cidadão.
"O tema da gestão pública de qualidade, por exemplo, que as pessoas consideram distante da população, não é. Em Minas mostramos que não é. Não há nenhuma medida de maior alcance social que a boa aplicação do dinheiro público. Vamos fazer isso em contraponto com o que está acontecendo aí, com esses desvios. O governo hoje é refém de uma armadilha que ele próprio montou, este aparelhamento absurdo da máquina pública, imobilizado pelas pressões da base, sem poder de iniciativa alguma em relação às grandes questões. É um governo que é reativo. Para usar um termo que a presidente gosta muito de usar: o malfeito para este governo só é malfeito quando vira escândalo. Antes de virar malfeito, está bem feito", alertou Aécio, lembrando a série de denúncias que assola o governo federal.
O seminário
O seminário é dividido em duas partes principais: uma econômica e outra social. Na primeira delas, os economistas Armínio Fraga, Pérsio Arida, Armando Castelar e Gustavo Franco discutiram o cenário econômico atual, sob a coordenação de Mônica De Bolle. Na sequência, Edmar Bacha comandou a discussão sobre o nosso panorama social, com as participações de Simon Shwartzman, André Medici, Cláudio Beato e Marcelo Caetano.
O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso farão o encerramento o evento, aberto pelo presidente do ITV, Tasso Jereissati.

http://aeciolider.blogspot.com.br/

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Aécio homenageia FHC na comemoração de seus 80 anos

Declaração do senador Aécio Neves em vídeo exibido durante homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Congresso Nacional, nesta quinta-feira (30/06)


“Meus caros amigos, caríssimo presidente Fernando Henrique,



Queria demais estar aí com vocês, mas, como podem ver, continuo aqui de molho e não me permitiram ainda que viajasse a Brasília. Mas eu fiz questão de participar de alguma forma dessa homenagem, de mais essa dentre tantas homenagens que lhe têm sido feitas. Aliás, acho que, em termos de extensão, as homenagens pelos seus 80 anos só têm paralelo com o carnaval da Bahia, obviamente com absoluta justiça.



Há duas semanas, você vai se lembrar, quando estávamos na Sala São Paulo, em mais uma dessas homenagens, fiz questão de dizer algo que gostaria de trazer aqui à reflexão de tantos e tantos amigos que lhe vêm homenagear.



Eu dizia que você, Fernando, é um ser plural, capaz de reunir, numa só personalidade, inúmeras facetas, mas três, para mim, extremamente marcantes.



A primeira, a do homem de estado capaz de ousar, capaz de, quando teve a oportunidade, transformar as estruturas desse país. Se hoje nós vivemos num país melhor, e vivemos, é porque você teve a capacidade, lá atrás, de definir o caminho e nos fazer trafegar por ele, às vezes em parceria com o grande presidente Itamar Franco, no processo de estabilização da moeda, mas em todos os outros momentos pensando grande, pensando não o Brasil do dia a dia, mas o Brasil das próximas décadas.



A segunda faceta, que para mim não é menos importante que a primeira, é do grande pensador, vanguardista, intelectual sempre à frente de seu tempo, capaz de trazer para o centro das discussões da sociedade em que vivemos, temas áridos, temas que teimavam em continuar na periferia das discussões. Portanto, o seu reconhecimento como grande pensador contemporâneo no Brasil e fora do Brasil ajuda a moldar essa personalidade singular que você tem.



A terceira faceta é essa: é o Fernando, é o amigo, o sempre sedutor, capaz de assentar numa mesa e trazer para si todas as atenções; de iniciar uma conversa, sempre falando com competência, com uma memória privilegiada sobre temas que interessam a todos, e uma conversa que ninguém quer que termine.



Portanto, caríssimo amigo Fernando Henrique, vejo com enorme alegria, e tenho certeza de que inúmeros outros brasileiros também, que começa a haver, não apenas de seus aliados, mas de grande parte dos brasileiros, o reconhecimento em relação à relevância do seu papel na construção desse Brasil que estamos vivendo hoje.



Não se trata mais de homenagear o homem e a sua obra, o que estamos fazendo é resgatando a verdade sobre um tempo.



Amigo Fernando Henrique, a sua coragem, a sua lucidez e o seu caráter foram fundamentais para que chegássemos até aqui.



E o que eu posso pedir é que Deus lhe dê saúde e força para fazermos a nova travessia. A travessia para um Brasil onde ética e política não sejam incompatíveis, mas, ao contrário, sejam necessariamente complementares.



Parabéns e muitas felicidades.”