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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Entrevista de Aécio Neves presidente do PSDB ao jornal O Globo : "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou"


Entrevista de Aécio Neves ao jornal O Globo : " Para a direita não adianta me empurrar que eu nao vou"


Aécio diz que vai ser oposição vigilante e fiscalizadora para que os escândalos não sejam “varridos para debaixo do tapete - O Globo / Pablo Jacob


Aécio Neves: ‘Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou’
Senador tucano reafirma que não irá abdicar do papel de oposição e que PT enfrentará “oposição conectada com a sociedade”
POR MARIA LIMA, LYDIA MEDEIROS E SILVIA FONSECA


RIO - Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?

A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?

A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?

Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?

Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?

Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?

Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?

O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?

Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?

Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?

Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.

Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?

Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?



É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.


Fonte: : http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-neves-para-direita-nao-adianta-me-empurrar-que-eu-nao-vou-14512157#ixzz3IfxzSfEz

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O candidato Aécio, o único que sobe na última pesquisa do Ibope


Aécio, o único que sobe na última pesquisa do Ibope








Aécio sobe 4 pontos, segundo pesquisa IbopeCandidato do PSDB à presidência foi o único que apresentou desempenho favorável nos resultados
Estado de Minas



Em mais uma prévia das intenções de votos para as eleições presidenciais de outubro, o candidato do PSDB Aécio Neves subiu novamente. O candidato avançou quatro pontos porcentuais e diminuiu ainda mais a diferença para a candidata do PSB, Marina Silva. Os dados são da pesquisa Ibope contratada pelo Estadão e pela Rede Globo e mostraram uma queda na intenção de voto na presidente Dilma Rousseff (PT) e uma diminuição da distância entre a candidata do PSB, Marina Silva, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, no primeiro turno. Os dados mostram que Aécio subiu de 15% para 19%, enquanto Marina oscilou de 31% para 30% e Dilma caiu de 39% para 36%.


Saiba mais... "Estamos preparados para a grande arrancada", diz Aécio Neves A pedido de Lula, Dilma intensifica campanha em São Paulo Para Aécio, Marina repete PT Aécio critica vaivém de MarinaO pastor Everaldo Pereira (PSC) manteve 1% das intenções de voto na comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 5 e 8 de setembro. A soma dos outros candidatos também se manteve em 1%. Brancos e nulos oscilaram de 8% para 7% e indecisos, de 5% para 6%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma apareceu com 31% das intenções de voto, seguida de Marina, com 24%, e Aécio, com 15%. Outros nomes somam 1%. Brancos e nulos são 10%, e 18% não sabem ou não responderam.

No levantamento anterior, Dilma era preferida por 35%, Marina, por 23% e Aécio, por 12%. Brancos e nulos eram 11%, e 19% não souberam ou não responderam à questão.

A pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre 13 e 15 de setembro em 204 municípios de todo o País. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-00657/2014.
(Com Agência Estado)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O candidato Aécio Neves para Dilma "Somos muito diferentes do PT" Eu não bebo desse cálice do PT"


Aécio para Dilma " Somos muito diferentes do PT" "Eu não bebo desse cálice do PT"




O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, reagiu nesta sexta-feira à declaração da presidente Dilma Rousseff, que, durante sabatina realizada pelo GLOBO, disse que todos os partidos têm corruptos. O tucano, que cumpriu agenda nesta tarde na capital paulista, disse que o PSDB é diferente do PT e acusou o partido adversário de ser "leniente" com a corrupção na Petrobras.


— Nós somos muito diferentes do PT. Eu não bebo desse cálice do PT. O PT permitiu que a maior empresa pública brasileira fosse instrumento de uma organização criminosa — afirmou o tucano.

Aécio também questionou as declarações de Dilma de que ela desconheceria os feitos na estatal.

— Esse diretor que hoje está preso e começa a denunciar para onde ia esse dinheiro era alguém que convivia com alguma intimidade com o governo, como um todo, e com ela própria (Dilma) quando presidente do conselho (da Administração da estatal).

Em seguida, o tucano afirmou que considera o governo conivente com supostos desvios de recursos da Petrobras.

— Não há como tapar o sol com a peneira.O governo do PT foi absolutamente leniente com todas as estruturas que se montaram dentro do estado brasileiro.

O candidato do PSDB comentou a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse nesta quinta-feira, em Manaus, ser "amigo" do tucano.

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— O Lula era um bom reserva da lateral esquerda do meu time quando éramos deputados em Brasília. Depois, quando presidente, tivemos uma relação institucional correta e republicana. Não trato meus adversários como inimigos e fico feliz que o presidente Lula, diferente do que disse em outras ocasiões, vem nessa mesma direção.

Aécio voltou a criticar o tom adotado por Dilma na campanha e disse que a adversária "baixou o nível do debate". Por outro lado, o tucano acusou a candidata Marina Silva (PSB) de "não querer o debate".

— Temos uma candidata que baixou o nível do debate e uma outra que não quer o debate e que se ofende simplesmente com a lembrança de que ela militou por mais de 20 anos no PT.

fonte : http://www.paraiba.com.br/2014/09/13/89063-aecio-neves-para-dilma-eu-nao-bebo-desse-calice-do-pt

180 Graus

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rumo a vitória: Aécio Neves faz convocação geral com 445 prefeitos


Rumo a vitória : Aécio faz convocação geral com 445 prefeitos





Aécio faz convocação geral

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/09/05/interna_politica,126854/aecio-faz-convocacao-geral.shtml

Presidenciável do PSDB reúne 443 prefeitos e pede empenho na guerra pelo segundo turno

Leonardo Augusto e Juliana Cipriani

O candidato a presidente da República pelo PSDB, senador Aécio Neves, pediu ontem a aliados em Belo Horizonte empenho em sua campanha ao Palácio do Planalto de forma a levá-lo ao segundo turno da eleição. “É hora de cada um mostrar não apenas suas boas intenções, mas o que vai fazer para que o Brasil inicie um novo ciclo de desenvolvimento”, disse a uma plateia de 443 prefeitos – segundo informação do próprio Aécio – em um clube da Zona Sul da capital. O tucano pediu também reforço para a campanha do ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) para o governo mineiro.


Segundo Aécio, a presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, e a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB ao Palácio do Planalto, têm a mesma origem. “Uma (Marina), com boas intenções, que eu respeito, mas que é do mesmo núcleo que vem governando o Brasil. Vem do PT”, disse. A candidata do PSB teve a legenda como o primeiro partido e foi ministra do Meio Ambiente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma era do PDT, mas migrou para o PT em 2001.


Aécio afirmou ser a melhor opção entre os candidatos. “O país não pode conviver com mais um ciclo de improvisos”, disse, ressaltando que os brasileiros estão pagando um preço alto pelo “aprendizado” da atual presidente no governo. “Isso tem levado o país a ter repiques inflacionários e ao pior crescimento entre todos os nossos vizinhos”, avaliou. No início do discurso aos aliados, Aécio, ao lado do governador Alberto Pinto Coelho (PP), de Pimenta da Veiga e do candidato tucano ao Senado por Minas, Antonio Augusto Anastasia, comparou eleição e apoio dos aliados. De acordo com o presidenciável, a disputa nas urnas é importante e pode-se perder ou ganhar. O apreço dos correligionários, na avaliação do candidato, no entanto, tem destaque especial.


Para Aécio, a reunião de ontem marcará o salto do PSDB, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. “Estamos iniciando hoje aqui uma grande arrancada. Reunindo as principais alianças políticas do estado, da sociedade mineira, para a vitória de Pimenta da Veiga e Anastasia em Minas Gerais. E também para estarmos no segundo turno”, disse. Anastasia lidera as pesquisas de intenção de voto para o senador. “Venha para o Senado da República ser o meu parceiro na defesa por Minas”, disse Aécio, no discurso, ao aliado.


Na sequência, Aécio teve reunião com deputados federais e estaduais de sua base aliada e disse estar confiante de que fará “barba, cabelo e bigode”. O tucano sinalizou que o aumento das críticas aos petistas deve ser a tônica para as últimas semanas. “Onde o PT governa, está perdendo as eleições, e eu espero que Minas demonstre de forma muito clara que não temos como vocação ser amanhã um depósito de petistas derrotados em outras partes do Brasil”, afirmou.


Aécio criticou o candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, que, segundo ele, levou investimentos que poderiam ter ficado no estado para fora e agora aparece como construtor de um novo tempo para Minas. Ele acredita que Pimenta vá reverter a desvantagem para os petistas. “Não acredito que logo em Minas, consciência maior da nação brasileira, vamos ter um retrocesso como esse”. Aécio pediu uma vinculação maior das candidaturas do seu campo político ao projeto começado por ele em seu primeiro governo, que teve início em 2003, e foi sucedido por Antonio Anastasia, em 2010. Apesar de ter confirmado que veio ao estado “botar todo mundo para trabalhar”, o tucano negou que tenha havido “corpo mole” de seus cabos eleitorais.


Apoio de artistas


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, lançou ontem um clip com a participação de vários artistas que apoiam sua campanha. O mote do jingle é o mesmo adotado pelo senador: o de que o Brasil precisa mudar, mas de maneira segura. “Um novo Brasil para a gente. Decente, maduro”, diz o refrão da música, cantada, entre outros, por Zezé di Camargo e sua filha Wanessa, Beto Guedes, Chitãozinho & Xororó, Renato Teixeira e Fernando Brant. O clipe tem 47 segundos e foi exibido ontem no programa do candidato no horário eleitoral gratuito na televisão.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PSDB se reorganiza e promete reagir. O tom de confronto vai subir


PSDB se reorganiza e promete reagir. O tom de confronto vai subir



PSDB reconhece falhas e avisa: 'acabou a campanha comportadinha'

http://www.otempo.com.br/blogs/pol%C3%ADtica-19.298822/psdb-reconhece-falhas-e-avisa-acabou-a-campanha-comportadinha-19.310022




A campanha do PSDB vai mudar e adotar um tom de confronto contra o candidato do PT, Fernando Pimentel, que lidera as pesquisas ao governo de Minas. O presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, revelou ao blog Olho Neles que, a partir de agora, a estratégia de Pimenta da Veiga será mais dura com o adversário. A avaliação do tucano é que a campanha de seu partido apresentava erros, que agora serão corrigidos para alcançar o rival. Na prática, Pimenta irá para o ataque direto.


"A campanha estava errada, permitindo ao Pimentel falar mentiras, desconstruir o projeto do PSDB, prometer o que já existe. Enquanto isso, nossa campanha ficava ali, 'olímpica', permitindo tudo isso", afirmou.


Para dar o exemplo de como irá funcionar a partir de agora, Marcus Pestana citou situações na Argentina e nos Estados Unidos, onde o debate é mais pesado.
"Vamos ao confronto, politizar a campanha. O Brasil tem um marketing político que já se esgotou. Essa coisa de jingle, de ir às ruas mostrar apoio do povo, fazer caminhada, essa coisa de o candidato se mostrar caçando o povo não funciona mais. Está ultrapassado. É o que um amigo marketeiro argentino me diz: lá é porradaria pura e ganha quem ficar de pé. Nos Estados Unidos, os democratas compram comerciais na televisão. Os republicanos, também. E não é para falar bem deles não. É para falar mal do adversário. Todos desconstroem o adversário. É o que precisa ser feito", diz.


Pestana afirma que hoje "todo mundo tem medo de falar mal do outro" e que com isso a "campanha fica muito bem comportadinha", prometendo que agora será diferente.


"O Brasil inteiro está votando contra o PT. O PT só tem perspectiva real de vitória o Acre e no Piauí, que são eleitorados pequenos. O Brasil está dizendo um retumbante 'não' ao PT e aqui o Pimentel está tentando se passar por tucano. E nós estamos deixando. Não vamos mais", avisou.


Pestana afirmou que o adversário usa de "desfaçatez" ao falar sobre projetos de ligação asfáltica, enquanto Aécio e Anastasia, juntos, cuidaram de acessos a 220 cidades.


"Ele fala na cara de pau e nossa campanha continuava lá, olímpica, sem reagir", reclamou.


"Pimentel fala de desenvolvimento econômico e não pede desculpas por ter levado para Pernambuco a fábrica da Fiat quando era ministro. E nossa campanha não politizava isso. É o que estamos mudando", explicou.


Apesar da mudança radical de postura, Pestana afirma que não há crise na campanha. Ele afirma que a leitura das pesquisas mostra uma quantidade muito grande de indecisos e de pessoas que, na espontânea, demonstram não conhecer os candidatos.


"O que há é uma frieza, uma indiferença", diz Pestana, que culpa o desgaste do sistema político, culpando "a corrupção patrocinada em Brasília no governo do PT".
"Isso afeta a credibilidade do sistema e afeta os políticos todos. Mas os nossos eleitores, que se identificam com Aécio e Anastasia estão esperando que comecemos a oferecer os argumentos, os elementos para que decidam votar no Pimenta. E isso vai acontecer. Vamos melhorar a campanha para isso", disse.


Crise econômica


O candidato do PSDB afirmou que as dificuldades financeiras na campanha afetam todos os candidatos e culpou o Congresso Nacional, do qual faz parte, pelo quadro de falta de doadores eleitorais.


"Há um ambiente contrário a isso. E é bem feito para o Congresso que, em quatro anos, não fez a reforma política. Eu estou até gostando disso para o Congresso aprender", diz.


Pestana nega que haja uma mudança de rota em relação à presença de Aécio no Estado. Ele diz que o candidato a presidente estará em Minas na quinta-feira e que estão faltando ainda cinco semanas, o que é tempo suficiente para que esse apoio seja solidificado. "Há muita água para rolar. Vivemos uma eleição dramática por conta do acidente trágico com Eduardo Campos. É como se o ano todo tivesse sido anulado. Agora é outra eleição. Marina começou a ser exposta agora. É esperar a onda passar e ver o que acontece", diz.
ta irá para o confronto com Pimentel


A campanha do PSDB vai mudar e adotar um tom de confronto contra o candidato do PT, Fernando Pimentel, que lidera as pesquisas ao governo de Minas. O presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, revelou ao blog Olho Neles que, a partir de agora, a estratégia de Pimenta da Veiga será mais dura com o adversário. A avaliação do tucano é que a campanha de seu partido apresentava erros, que agora serão corrigidos para alcançar o rival. Na prática, Pimenta irá para o ataque direto.


"A campanha estava errada, permitindo ao Pimentel falar mentiras, desconstruir o projeto do PSDB, prometer o que já existe. Enquanto isso, nossa campanha ficava ali, 'olímpica', permitindo tudo isso", afirmou.


Para dar o exemplo de como irá funcionar a partir de agora, Marcus Pestana citou situações na Argentina e nos Estados Unidos, onde o debate é mais pesado.
"Vamos ao confronto, politizar a campanha. O Brasil tem um marketing político que já se esgotou. Essa coisa de jingle, de ir às ruas mostrar apoio do povo, fazer caminhada, essa coisa de o candidato se mostrar caçando o povo não funciona mais. Está ultrapassado. É o que um amigo marketeiro argentino me diz: lá é porradaria pura e ganha quem ficar de pé. Nos Estados Unidos, os democratas compram comerciais na televisão. Os republicanos, também. E não é para falar bem deles não. É para falar mal do adversário. Todos desconstroem o adversário. É o que precisa ser feito", diz.


Pestana afirma que hoje "todo mundo tem medo de falar mal do outro" e que com isso a "campanha fica muito bem comportadinha", prometendo que agora será diferente.


"O Brasil inteiro está votando contra o PT. O PT só tem perspectiva real de vitória o Acre e no Piauí, que são eleitorados pequenos. O Brasil está dizendo um retumbante 'não' ao PT e aqui o Pimentel está tentando se passar por tucano. E nós estamos deixando. Não vamos mais", avisou.


Pestana afirmou que o adversário usa de "desfaçatez" ao falar sobre projetos de ligação asfáltica, enquanto Aécio e Anastasia, juntos, cuidaram de acessos a 220 cidades.


"Ele fala na cara de pau e nossa campanha continuava lá, olímpica, sem reagir", reclamou.


"Pimentel fala de desenvolvimento econômico e não pede desculpas por ter levado para Pernambuco a fábrica da Fiat quando era ministro. E nossa campanha não politizava isso. É o que estamos mudando", explicou.


Apesar da mudança radical de postura, Pestana afirma que não há crise na campanha. Ele afirma que a leitura das pesquisas mostra uma quantidade muito grande de indecisos e de pessoas que, na espontânea, demonstram não conhecer os candidatos.


"O que há é uma frieza, uma indiferença", diz Pestana, que culpa o desgaste do sistema político, culpando "a corrupção patrocinada em Brasília no governo do PT".
"Isso afeta a credibilidade do sistema e afeta os políticos todos. Mas os nossos eleitores, que se identificam com Aécio e Anastasia estão esperando que comecemos a oferecer os argumentos, os elementos para que decidam votar no Pimenta. E isso vai acontecer. Vamos melhorar a campanha para isso", disse.


Crise econômica


O candidato do PSDB afirmou que as dificuldades financeiras na campanha afetam todos os candidatos e culpou o Congresso Nacional, do qual faz parte, pelo quadro de falta de doadores eleitorais.


"Há um ambiente contrário a isso. E é bem feito para o Congresso que, em quatro anos, não fez a reforma política. Eu estou até gostando disso para o Congresso aprender", diz.


Pestana nega que haja uma mudança de rota em relação à presença de Aécio no Estado. Ele diz que o candidato a presidente estará em Minas na quinta-feira e que estão faltando ainda cinco semanas, o que é tempo suficiente para que esse apoio seja solidificado. "Há muita água para rolar. Vivemos uma eleição dramática por conta do acidente trágico com Eduardo Campos. É como se o ano todo tivesse sido anulado. Agora é outra eleição. Marina começou a ser exposta agora. É esperar a onda passar e ver o que acontece", diz.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O senador Aécio Neves em uma UPP do Rio diz que elas precisam de um "segundo passo"




Aécio em uma UPP do Rio diz que elas precisam de um "segundo passo"





No Rio, Aécio Neves diz que UPPs precisam dar 'segundo passo'
Candidato do PSDB visitou comunidade Santa Marta, em Botafogo.
Para ele, UPPs devem ser aliadas a políticas de geração de renda.

Henrique CoelhoDo G1 RJ

Aécio chega a UPP no Rio acompanhado do
secretário estadual de Segurança (Foto: Henrique
Coelho/G1 RJ)

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, visitou na manhã desta segunda-feira a comunidade Dona Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Ele esteve na sede da Unidade de Polícia Pacificadora e disse que as UPPs são uma boa iniciativa, mas precisam dar um "segundo passo". Para Aécio, é preciso que também haja mais projetos sociais nas comunidades e políticas de geração de renda.

O candidato estava acompanhado do secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame e de deputados e candidatos do PSDB, como Octávio Leite, Marcelo Itagiba e Luiz Paulo Corrêa da Rocha, presidente estadual do partido. Junto com eles estava o capitão Márcio Rocha, comandante da UPP Santa Marta.

"UPPs são uma experiência extraordinária, mas precisamos dar o segundo passo. E o segundo passo, em primeiro lugar, é garantir renda para as famílias que vivem nessas comunidades, para as mulheres que vivem nessas comunidades, através da qualificação. Precisamos ampliar as creches em cada uma dessas comunidades. Precisamos levar serviços de melhor qualidade, com projetos sociais, e também para os jovens, e geração de renda", afirmou.

Aécio disse ainda que pretende levar projetos como o das UPPs para outras partes do país.

"Quero reiterar o meu compromisso de ampliar esse tipo de iniciativa para outras regiões metropolitanas do Brasil, outros aglomerados urbanos que vivem problemas de criminalidade, áreas controladas pelo tráfico, e isso em várias dessas comunidades deixou de acontecer", disse o candidato.

O candidato assistiu também a uma apresentação de música clássica promovida pelo programa Ação Social Pela Música, que funciona na comunidade há 18 anos.

Entre os participantes, estão crianças e adolescentes de comunidades como o Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão, Rocinha e outras."Quero poder levar esse projeto para todo o Brasil. Saio daqui emocionado", concluiu Aécio.

Depois de visitar a comunidade Santa Marta, Aécio se reuniu com candidatos a deputado pelo PSDB, DEM, PV e PPS no Rio. Depois do encontro, que incluiu fotos de campanha ao lado do tucano, Aécio explicou sobre sua proposta de implementar o programa Família Brasileira, para suprir famílias pobres com itens conforme a necessidade.

"Isso passa desde questões estruturais das moradias, como, por exemplo, a ausência de um banheiro adequado, portanto, saneamento básico. Pessoas da família sofrendo processos graves, de risco. Por exemplo, membros das famílias no sistema prisional. Jovens e adolescentes grávidas sem fazer o pré-natal de maneira adequada. Classificando esse nível de carência, cabe ao estado atuar nessas várias frentes para que essas carências sejam diminuídas", explicou Aécio.

Pesquisas
Aécio também comentou a pesquisa do instituto Datafolha com intenções de voto para presidente da República divulgada nesta segunda-feira (18). No levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, tem 36% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), tem 21%, e Aécio tem 20%.

Para ele, a comoção com a morte do então candidato do PSB, Eduadro Campos, causou impacto na pesquisa. De acordo com o candidato, a única certeza que se conclui do levantamento é que haverá segundo turno.

"A verdade é que há um grande clima de comoção nesta semana, e isso se reflete nas pesquisas. Só se tem uma certeza a partir dos últimos números:haverá segundo turno ", avalia Aécio Neves.

Ele disse ainda que a estratégia do partido para o horário eleitoral gratuito, que começa nesta terça-feira (19), não será modificada com a entrada de Marina na disputa.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O candidato Aécio Neves não quer ministros marqueteiros em seu governo


Aécio não quer ministros marqueteiros em seu governo


Aécio Neves participa de evento com o candidato do PSDB ao governo do Distrito Federal, Luiz Pitiman, na Associação Médica de Brasília (Foto: Filipe Matoso / G1)


Aécio diz que não terá ministros como ‘marqueteiros’ do governo
Indagado sobre o PAC, tucano declarou não estar preocupado com slogans.
Presidenciável participou de evento político com candidato do PSDB ao DF.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira (5), durante ato político em Brasília, que, se for eleito, seus eventuais ministros não atuarão como “marqueteiros” do governo.

Ao participar de sabatina do G1 nesta segunda (4), Aécio afirmou que, caso vença a eleição de outubro, criará o Ministério da Infraestrutura, que reunirá áreas como transportes, aeroportos e energia. Questionado nesta terça sobre se o futuro ministério extinguiria programas da atual gestão, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Aécio disse que não se preocupa com marcas ou slogans.

“O meu governo não estará preocupado com marcas, com slogans. No meu governo, não terá os ministros mais importantes atuando como marqueteiros do governo. O que eu quero é resultado. O PAC é um conjunto de investimentos, alguns iniciados, alguns poucos concluídos, e grande parte deles pelo meio do caminho, abandonados”, declarou.

O presidenciável tucano participou nesta terça de evento com o candidato do PSDB ao governo do Distrito Federal, Luiz Pitiman, na Associação Médica de Brasília. Aécio tem criticado reiteradamente o número de ministérios no governo Dilma Rousseff – atualmente, são 39.

Durante a entrevista ao G1, o candidato tucano afirmou que reduzirá o número de pastas e citou como exemplo o Ministério da Pesca que, segundo ele, poderia ser incorporado ao Ministério da Agricultura.

Diante da plateia de militantes do PSDB e de médicos, Aécio também afirmou que as ações do governo federal são baseadas no "marketing" e na "superficialidade". Ele defendeu que o Brasil precisa “resgatar” a dignidade que perdeu no mundo e que isso se dará a partir do momento em que respeitar os profissionais da área de saúde.
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Saúde pública
Ao afirmar que investirá mais recursos na saúde pública, Aécio garantiu que criará carreira federal específica para médicos, umas das reivindicações das entidades médicas. Sem citar diretamente o programa Mais Médicos, o tucano afirmou que o Brasil precisa de mais profissionais, mas que é preciso haver mais diálogo entre governo e entidades.

“Claro que queremos mais médicos, mas queremos mais que isso. Queremos mais saúde, mais responsabilidade, mais solidariedade e, sobretudo, mais diálogo com as entidades que representam os agentes públicos de saúde em todas as suas manifestações”, acrescentou.

Indagado sobre se os médicos cubanos que atuam no programa continuarão em seu eventual mandato, Aécio respondeu que não os deixará passar pela "discriminação" que existe atualmente, em razão de os profissionais da ilha caribenha receber menos que os demais participantes do programa.

“Mas eu entendo que após três anos [período em que os médicos ficam no país] nós não precisaremos mais de médicos estrangeiros, porque ao longo do tempo nossas políticas e ações permitirão que as vagas sejam ocupadas por médicos brasileiros”, concluiu.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pesquisa Datafolha aponta empate entre Dilma e Aécio Neves no 2º turno


Pesquisa Datafolha aponta empate entre Dilma e Aécio no 2° turno



Pesquisa aponta Dilma Rousseff com 44% e Aécio Neves com 40%

Alessandra Mello


Pesquisa Datafolha para a corrida presidencial divulgada ontem aponta pela primeira vez um empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) em um eventual segundo turno das eleições, considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. Na simulação de uma disputa em duas etapas, Dilma aparece com 44%, e Aécio, com 40%. Se o adversário da petista fosse o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), ela teria 45% das intenções de voto, e o socialista, 38%.

Na primeira pesquisa divulgada após o início da campanha eleitoral, no dia 6, Dilma aparece, na disputa em primeiro turno, com 36% das intenções de votos, seguida por Aécio, com 20%. O candidato do PSB tem 8% das intenções de votos. Em quarto lugar aparece o Pastor Everaldo, do PSC, com 3%. José Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% cada. Os outros dois candidatos, Levi Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB), não pontuaram. Juntos, todos os adversários da presidente somam 36%. O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar é de 14%, número maior do que o levantamento anterior, que era de 11%. O número de eleitores que declararam que vão votar em branco ou nulo permaneceu em 13%, mesmo índice da pesquisa anterior.

Em relação à pesquisa anterior, feita no início do mês, entre 1º e 2 de julho, não houve alteração significativa no quadro do primeiro turno. Nesse levantamento, a presidente oscilou dentro da margem de erro, de 38% para 36%, Aécio manteve os 20% registrados no levantamento anterior e Campos passou de 9% para 8%.

A pesquisa também ouviu os eleitores sobre o governo da presidente Dilma, considerado ótimo/bom por 32% dos entrevistados, regular por 38% e ruim/péssimo por 29%. A taxa de rejeição da presidente Dilma é a maior entre os candidatos. Entre os entrevistados, 35% não votariam na presidente, contra 32% do levantamento anterior. O segundo mais rejeitado é o Pastor Everaldo, com 18%. Aécio oscilou de 16% para 17% na taxa de rejeição, e Campos permaneceu com 12%.

A pesquisa ouviu 5.377 eleitores de 223 cidades, entre os dias 15 e 16 e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 00219/2014. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, ou seja, o instituto tem esse percentual de certeza que os números apurados estão dentro da margem de erro.

Estado de Minas

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Senador Aécio Neves se aprofunda em seus programas de governo




Aécio se aprofunda em seus programas de governo



Fonte: Estadão Online

Link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,aecio-e-coordenadores-discutem-programa-de-governo-no-rj,1515362

Aécio e coordenadores discutem programa de governo no RJ

LUCIANA NUNES LEAL - AGÊNCIA ESTADO


O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, chegou na manhã desta sexta-feira, 20, ao escritório onde vai se reunir com coordenadores de seu programa de governo, acompanhado do ex-governador de Minas Gerais Antônio Anastasia e do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, responsável pelas propostas da área econômica.

Anastasia é o coordenador-geral do programa e tem como principal assessora a economista Carla Grasso, ex-executiva da Vale.

Ex-secretária de Educação do governo de São Paulo na gestão de José Serra (PSDB), Maria Helena Guimarães de Castro é responsável por esse tema. O sociólogo Claudio Beato, da UFMG, está encarregado das propostas na área de segurança.

Aécio tem intenção de apresentar um programa de governo mais consistente, que evite os documentos superficiais em geral enviados pelos candidatos, para cumprir a lei eleitoral, mas que apenas repetem promessas da pré-campanha. A reunião dos coordenadores com o tucano acontece em uma sala alugada pelo PSDB no Leblon, na zona sul do Rio.

sábado, 14 de junho de 2014

Aclamado candidato, Aécio Neves promete varrer o PT do poder e promover o reencontro da decência com o Brasil


sábado, 14 de junho de 2014

Aclamado candidato, Aécio promete varrer o PT do poder e promover o reencontro da decência com o Brasil



Fonte: Reuters Brasil


Link: http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRKBN0EP0X320140614?sp=true

Aécio diz que será o presidente que mudará o Brasil e prevê PT varrido do poder


Por Eduardo Simões e Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - Em clima apoteótico e recheado de menções ao avô Tancredo, o senador Aécio Neves foi oficialmente declarado candidato do PSDB à Presidência da República e previu neste sábado que um "tsunami" varrerá o PT do poder e permitirá um "reencontro" do Brasil com a decência.

"Sou candidato à Presidência da República para mudar o Brasil!", disse Aécio ao término de seu discurso. "Até a vitória!"

Aécio fez elogios ao governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso e bateu duramente no governo do PT, que há quase 12 anos comanda o Executivo federal.

"A cada dia que passa, por cada Estado e região pelo qual ando, eu percebo que não há apenas mais uma brisa, mas uma ventania por mudança, um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira", disse.

O tucano, que foi aclamado com o slogan "Aécio, a gente quer você", também disse que o PSDB manteve sua coerência no período em que esteve na oposição, mas atacou o PT pelo que chamou de coerência do partido governista.

"Aqueles que foram contra o Plano Real é que hoje permitem a volta da inflação, quem foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem hoje realiza a maldita contabilidade criativa", disparou, acrescentando que estava ali para "dar um basta".

Em tom emotivo, o candidato tucano agradeceu à família --sua filha mais velha Gabriela estava presente--, lembrou a mulher Letícia e seus gêmeos que nasceram recentemente e fez um agradecimento ao pai, Aécio Cunha, e ao avô Tancredo.

Entre as menções a Tancredo, destacou-se um vídeo do poeta Ferreira Gullar lendo um poema que fez em homenagem ao ex-presidente quando da sua morte.

Usou também boa parte de seu discurso para citar realizações do governo FHC, como os programas sociais que deram origem ao Bolsa Família no governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, a estabilização econômica e a criação das agências reguladoras, além de feitos na saúde e na educação.

"O Plano Real não garantiu apenas o poder de compra do salário. O Plano Real reconquistou para o Brasil o mais simbólico valor de que uma nação pode dispor: a confiança nela própria", disse.

"E não adianta nossos adversários quererem, a história não se reescreve. Ela está aí para ser revisitada e reconhecida", alfinetou o mineiro, que fez uma menção especial ao ex-governador de São Paulo José Serra, com quem posou de mãos dados ao fim do discurso do colega de partido.

Serra foi o presidenciável tucano pela segunda vez em 2010, quando Aécio já despontava como nome natural do partido. E novamente agora, durante um bom tempo houve sinais de que o ex-governador paulista desejava ser novamente candidato a presidente.

Aécio disparou críticas à gestão do governo do PT na economia e questionou os financiamentos secretos dados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras em países que classificou como "alinhadas ideologicamente" com a gestão petista.

"Asseguro aos senhores: dentro de pouco tempo vou mostrar ao Brasil em que condições esses financiamentos se deram e quais benefícios eventuais trouxeram ao país", prometeu.

O tucano criticou ainda o que chamou de "reiterada e perversa tentativa de dividir o Brasil ao meio" por parte do PT.

"Temos que lutar, com toda nossa energia, para derrubar os muros que dividem os brasileiros em várias condições."

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aécio Neves líder da oposição : "Todos os brasileiros tem o direito de deixar de ser pobres!"


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aécio : " Todos os brasileiros tem o direito de deixar de ser pobres!"

Aécio Neves : "Todos os brasileiros tem o direito de deixar de ser pobres !

O fim da miséria, por Aécio Neves

Artigo do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, no jornal Folha de S.Paulo – 26/05/14

Não existe um único brasileiro que não queira o fim da miséria no país.

Este é um desafio que precisa ser enfrentado com responsabilidade e requer que o compromisso com a propaganda não supere o compromisso com a transformação da dura realidade vivida por milhões de pessoas no país.

Para que a miséria de fato seja vencida é preciso garantir proteção integral à família contra desproteções econômicas, sociais e comunitárias que desagregam o núcleo mais importante da sociedade.

Ao contrário do que entende o governo federal, a miséria não pode ser identificada apenas pela ausência de renda. O PSDB defende duas visões e compromissos para enfrentar esta questão:

a) No campo da renda, além da manutenção atual do Bolsa Família, buscamos o que foi pactuado nos Objetivos do Milênio no ano 2000 e que, apesar de anunciado pelo governo federal em 2011, não vem sendo cumprido: que nenhum brasileiro tenha renda inferior a 1,25 dólar/dia.

b) Adotar o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que mede a pobreza a partir das privações de saúde, educação, moradia e qualidade de vida. O IPM leva em conta um conjunto de ausências que vão muito além da ausência de renda.

Minas Gerais foi a primeira unidade subnacional (Estado) do mundo a pactuar com o Pnud, em 2011, o uso do IPM para identificar as famílias e as comunidades em situação de extrema pobreza.

Precisamos mapear os territórios brasileiros e o risco social das famílias. Temos que trabalhar com inteligência e com metas para que possamos afirmar que uma área não tenha mais analfabetos e moradias inseguras, que todas as crianças e adolescentes estão estudando e que todas as famílias são acompanhadas por equipes sociais. Isso, sim, significaria o fim da miséria.

Precisamos construir o caminho para uma verdadeira transparência cidadã em que todos os brasileiros inscritos no Cadastro Único sejam informados anualmente de seus direitos sociais ainda não conquistados. Um sistema direto de informação, com gestão social de um conselho formado por usuários, trabalhadores sociais, gestores e Ministério Público. As famílias precisam conhecer os direitos que não estão vivenciando. Que a criança tem direito a uma vaga na escola, que o adulto pode voltar a estudar e que a moradia em que vivem não está segura.

Todos os brasileiros devem ter o direito de deixar de ser pobres. A pobreza não pode ser uma herança, não pode ser uma condição intransponível.

A superação real da miséria se dará quando de fato as famílias tiverem plena educação, pleno trabalho e autonomia em relação à dependência estatal.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Senador Aécio Neves: "Fortalecerei o Programa Bolsa Família"




Aécio : Fortalecerei o Programa Bolsa Família "

Link: http://tvuol.uol.com.br/video/aecio-pt-faz-terrorismo-mas-bolsa-familia-sera-mantido-se-eu-vencer121-0402CC193864D0815326

Aécio: PT faz terrorismo, mas Bolsa Família será mantido se eu vencer(1:21) – TV UOL


O pré-candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, afirma que, se eleito, manterá o Bolsa Família e fará com que ele se torne um programa de Estado.
Segundo o tucano, o PT usa o programa para fazer terrorismo contra a sua pré-candidatura. "Hoje, o governo do PT prefere que ele seja um programa coordenado por uma secretaria, dentro de um ministério, para poder a toda véspera de eleição praticar o terrorismo usual de que o programa vai ser extinto" diz. Aécio Neves concedeu entrevista ao UOL e à Folha em 20.mai.2014.
A gravação ocorreu no estúdio do Grupo Folha em Brasília. Leia a entrevista e acesse a página do programa Poder e Política.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aécio Neves : " O PT faz terrorismo na TV"


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aécio : "O PT faz terrorismo na TV"



Link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2014/05/1456388-o-medo-do-pt.shtml

O medo do PT – Aécio Neves

Enquanto o PT faz terrorismo na TV, com o intuito de amedrontar os brasileiros e levá-los a votar pela reeleição da candidata Dilma Rousseff, é importante colocar o debate político nos trilhos da sensatez.

O que terá acontecido para que o partido se lançasse no desespero, no tudo ou nada, antes mesmo da campanha eleitoral começar oficialmente? Resposta: há uma vigorosa exigência de mudança pulsando no coração e na mente dos brasileiros. Para se ter a dimensão daquilo que realmente assusta o PT, vale a pena conferir alguns números pouco conhecidos do último Datafolha.

O desejo de que as ações do próximo presidente sejam diferentes das ações da presidente Dilma já é compartilhado em todas as camadas sociais, incluindo-se os mais pobres e a classe média: 69% entre os que ganham até dois salários mínimos, 76% entre dois e cinco salários mínimos, e 81% entre cinco e dez salários mínimos. Nas regiões Norte e Nordeste, já são 67% favoráveis à mudança. Nas faixas etárias de 16 a 34 anos, pode-se chegar a 80%.

O PT, que sempre se julgou dono de parcelas importantes da população, surpreendeu-se com a grande virada país afora. Não percebeu o esgotamento do falso modelo maniqueísta, dos bons vs. os maus, do nós vs. eles, que permanentemente tentam nos impor.

Com uma trajetória marcada pela arrogância, de dono da verdade, detentor de todas as virtudes, o partido abandonou os ideais sob os quais foi fundado. Da defesa intransigente da ética, acabou sócio da corrupção. Nasceu se apresentando como partido dos trabalhadores; virou um partido financiado pela elite econômica do país. Propunha um novo modo de governar e vem destruindo o patrimônio público dos brasileiros, cujo mais eloquente exemplo é o que ocorre na Petrobras. Pregava o respeito à democracia e vem assumindo, sem constrangimento, a defesa da censura aos meios de comunicação.

Essas e outras contradições estão na base da rejeição enfrentada hoje pelo PT.

Com a nova propaganda, o partido passa a si mesmo um atestado de fracasso. Depois de quase 12 anos no poder, não festeja o que deveria ser o seu legado. Não tendo mais esperança ou confiança, oferece aos brasileiros o medo e a ameaça.

Os fantasmas que estão assustando o país não são os do passado. São os fantasmas do presente. O fantasma da inflação, que voltou a assombrar as famílias, do crescimento medíocre da economia, da corrupção desenfreada, das promessas não cumpridas e da falta de rumo do país.

E, ao final, ainda subestimam a inteligência dos brasileiros ao tentar nos convencer de que, para mudar, é preciso deixar tudo como está.

O novo talvez ainda não tenha nome. Mas o velho tem: chama-se arrogância e manipulação. Chama-se PT.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Senador Aécio Neves : "Vídeo do PT espelha o fracasso de um governo que não gera mais esperanças"


Aécio : " Vídeo do PT espelha o fracasso de um governo que não gera mais esperanças"


Fonte: O Globo Online


Link: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-video-do-pt-o-espelho-do-fracasso-de-um-governo-que-nao-gera-mais-esperanca-12478993#ixzz31h8cqAVc

Aécio: vídeo do PT é o ‘espelho do fracasso’ de um governo que não gera mais esperança



BRASÍLIA - Os pré-candidatos dos PSB à Presidência, Eduardo Campos, e do PSDB, Aécio Neves, criticaram nesta terça-feira a propaganda do PT veiculado na noite deste terça-feira que usou o mesmo discurso do medo, utilizado pelo PSDB em 2002 na campanha do tucano José Serra contra Lula, com a atriz Regina Duarte como protagonista. O filmete mostra famílias sendo expulsas do campo, trabalhadores perdendo o emprego, e crianças, sem escola, lavando carros em semáforos. No final, aparece na tela um alerta contra a volta dos fantasmas do passado.

A propaganda foi assunto na reunião da Executiva nacional do PSB. Ao comentar o vídeo, Campos disse que a ideia de incutir o medo é uma proposta atrasada, e que está preparado para enfrentar o jogo pesado que está só começando.

— Tentam incutir o medo e o terror contra a mudança de governo. O jogo será muito duro e está só começando, mas estou preparado para enfrentá-lo. Tentam desconstruir não só minha candidatura, mas de toda a oposição — disse Eduardo Campos.

O senador Aécio Neves considerou o vídeo o “espelho do fracasso” de um governo que não gera mais esperança.

"É triste ver um partido que não se envergonha de assustar e ameaçar a população para tentar se manter no poder. Esse comercial é o retrato do que o PT se transformou e o espelho do fracasso de um governo que, após 12 anos de mandato, só tem a oferecer medo e insegurança porque perdeu a capacidade de gerar confiança e esperança. Os brasileiros não merecem isso. É um ato de um governo que vive seus estertores”, afirmou, em nota.

O líder do PSB no Senado, senador Rodrigo Rollemberg (DF), disse que todos estão chocados com o teor do vídeo do PT.

— É um retrocesso. Uma demonstração de medo. Estão morrendo de medo de perder, e vão perder! O vídeo do PT é um desserviço à democracia, mas acaba fazendo crescer um sentimento de aversão da população ao governo. Estão apelando e por isso vou repetir um jargão popular: apelou, perdeu! — disse Rollemberg, candidato do PSB ao governo do Distrito Federal.