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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sindicalistas de Minas vão se filiar ao PSDB


Ação é parte de plano de aproximação tucana com setor no país

A Força Sindical de Minas Gerais prepara uma ação de filiação em massa ao PSDB no estado, como parte de uma estratégia nacional de aproximação do partido com os sindicalistas. O evento, marcado para o dia 20 deste mês, contará com líderes tucanos, como o governador Antonio Anastasia e o senador Aécio Neves, apontado pelo presidente da entidade como o principal responsável pela aproximação com os tucanos.
Líder e organizador da entrada dos sindicalistas no PSDB mineiro, Rogério Fernandes, presidente da Força Sindical no estado, é um dos que sairão de seu partido e irão para a oposição. Hoje, ele é filiado ao PDT, mesmo partido do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.
- Esse gesto do Aécio de aproximação com a Força aqui no estado foi muito positivo. Conversamos, principalmente sobre a pauta trabalhista no Congresso, e ele foi muito receptivo, ajudou a abrir o espaço para discutir questões trabalhistas no PSDB - disse Fernandes, acrescentando que sairão filiados de PMDB, PTB, PV e PDT:
- Com os oito anos de governo Lula, avançamos em várias partes, como aumento real do salário mínimo, aproximação com as centrais sindicais, mas ainda falta muita coisa. O fator previdenciário é uma dívida com o trabalhador que não foi paga. Estamos indo para o PSDB porque achamos que lá podemos ajudar a avançar e aprovar essas medidas e que teremos apoio. Não vamos abandonar nossas bandeiras, eles é que abriram espaço para recebê-las - disse o futuro tucano.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Centrais sindicais se juntam a Aécio Neves no esforço de aumentar o salário mínimo

Negociação: Aécio Neves discute novo valor do salário mínimo e aproxima centrais sindicais do PSDB e de trabalhadores
Aécio negocia para atrair centrais
Fonte: Adriana Vasconcelos - O Globo
PSDB apoia salário de R$ 560 e se reaproxima do movimento sindical
Numa ação articulada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), as bancadas tucanas da Câmara e do Senado decidiram ontem apoiar a proposta das centrais sindicais, que reivindicam um salário mínimo de R$ 560, caso o partido não consiga aprovar o valor de R$ 600 defendido durante a campanha passada por seu candidato à Presidência, José Serra. Para Aécio, mais do que um plano B, essa aliança com as centrais poderá garantir uma reaproximação estratégica da oposição com o movimento sindical, aproveitando o primeiro embate público dele com o governo da petista Dilma Rousseff.
- Vamos defender o mínimo de R$ 600 até quando for possível. O que me preocupa é não termos um plano B. A base do governo é muito sólida. O mais provável é que vença a proposta do governo. Mas a chance da proposta das centrais sindicais prosperar é com o apoio da oposição - observou Aécio, após reunir em seu gabinete ontem representantes de quatro centrais sindicais e os principais líderes da oposição do Senado e da Câmara.
Na avaliação de Aécio, a aliança com as centrais sindicais poderá ajudar a oposição, hoje em minoria tanto na Câmara quanto no Senado, a pressionar o governo a abrir negociação não só como está acontecendo agora em relação ao salário mínimo, mas em relação a outros temas, como por exemplo o reajuste da tabela do Imposto de Renda:
- Na verdade, o PSDB tem de buscar, sempre que possível, o entendimento com movimentos da sociedade e sindicais. Tudo isso deve fazer parte da reorganização do partido. Independentemente do resultado objetivo da votação do salário mínimo, esse encontro reabre a nossa interlocução com as centrais sindicais.
Aécio conseguiu levar para o encontro com as centrais sindicais o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), e outros colegas de bancada como Flexa Ribeiro (PA), Lúcia Vânia (GO), Mario Couto (PA) e Cícero Lucena (PB), além do líder tucano na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), e do líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).
A expectativa dos tucanos é que o DEM, PPS, PV e até mesmo o PDT possam, num primeiro momento, apoiar a proposta do PSDB em favor de um mínimo de R$ 600, antes de se unirem em torno do valor defendido pelas centrais sindicais, de R$ 560.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aécio : "O PSDB deve ousar, deve dialogar com as entidades estudantis!"

Aécio defende “ousadia” tucana

Fonte: Josie Jeronimo – Estado de Minas

Para senador eleito, PSDB deve tentar uma aproximação com movimentos sindicais que não são ligados ao PT. Seria uma forma de viabilizar a legenda para vencer as eleições de 2014

Aécio Neves se reuniu ontem com deputados do PSDB, em Brasília
Ao lado do presidente tucano, senador Sérgio Guerra (PE), o ex-governador de Minas e senador eleito Aécio Neves (PSDB) defendeu o que chama de “revitalização” do programa partidário. No encontro de ontem com a bancada do partido na Câmara, o ex-governador mineiro afirmou que o resultado das urnas “sinalizou” a necessidade de a sigla atualizar seu campo de atuação e apontou a aproximação com movimentos trabalhistas, jovens e “liberais” como o norte para que a legenda volte a governar o país. “Em Minas temos o apoio de setores sindicais. Sinto falta de mais aproximação, vamos buscar naqueles não atrelados ao governo federal. O PSDB deve ousar, dialogar com esses movimentos, com segmentos jovens, entidades estudantis”, afirmou Aécio.
Aécio ressaltou que, no primeiro turno das eleições, a população disse não à continuidade do governo. Ele defendeu que o partido capitalize nos próximos anos os votos que recebeu este ano. “Nós precisamos qualificar a nossa oposição. Não devemos nos sentir derrotados. Nosso papel na sociedade pode ser de protagonista, pois não há governo forte sem oposição forte”, afirmou, acrescentando: “Mais do que nunca vamos ter que agir de forma articulada. Nossa atuação deve ser organizada criando algo diferente no Congresso”.
Na noite de terça-feira, o senador eleito participou de um jantar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em Brasília. Aécio contou que, durante o encontro, ele e Campos falaram sobre a afinidade política de PSDB e PSB em alguns estados, apesar da aliança dos socialistas com o PT, e da possibilidade de as siglas atuarem no mesmo front para defender votações de grandes temas no Congresso. ”Tenho uma relação fraterna com o governador de Pernambuco. O PSB sempre nos apoiou em Minas Gerais. Falamos um pouco de Minas e acho que é natural que alguns estados permaneçam próximos ao PSB. Mas, no Congresso, nós teremos muitas convergências sobre temas que serão de interesses do Brasil”, disse Aécio, que foi ao Senado para cumprimentar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e homenagear o discurso de despedida do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).